O adversário foi o mesmo do ano passado. E onde começou o jejum, logo depois de vencer o Palmeiras por 2×0 no Allianz Parque, acabou a agonia de 2015. Seguro e eficiente o Sport quebrou o jejum como visitante no Brasileirão ao bater os alviverdes pelos mesmos 2×0, só que no Pacaembu, na noite deste sábado (24). O time pernambucano chegou aos 49 pontos e está a um ponto do G4.
A proposta do Sport era jogar em velocidade com a bola. Teve certa dificuldade porque o Palmeiras acompanhou bem as movimentações de André e Diego Souza. Por isso o primeiro lance de perigo foi em jogada individual. DS87 passou por dois adversários antes de soltar uma bomba de canhota e Prass tocar de leve para mandar a escanteio. O Palmeiras tinha mais a bola mas girava mais lateralmente do que verticalmente, nitidamente sem tomar a decisão correta. E olhe que os pernambucanos até davam espaço. Allione, no corredor central, era constantemente acionado livre entre as linhas de defesa e meio.
Foi preciso o deslocamento de Marlone para confundir a marcação e sair o gol. Ele tabelou com André fazendo a diagonal da esquerda para o meio. Ajeitou e mandou uma bomba, de curva, no ângulo esquerdo de Prass aos 15 minutos. Depois do gol o Sport começou a deixar o Palmeiras jogar. O time de São Paulo tocava a bola com muita tranquilidade até ultrapassar o círculo central. Quando chegavam perto da área os jogadores mostravam porque não são titulares. Qualquer aperto um pouco maior na marcação leonina e os erros afloraram. Alguns até bisonhos.
Somente a partir dos 30 minutos os rubro-negros posicionaram melhor Wendel e Rithely evitaram o abafa mas não armavam o contra-ataque. Por que? Quem tomava a bola não tinha as opções de passe próximas. Isso só veio acontecer aos 48 quando André roubou uma bola no círculo central e teve Élber pela direita e Diego Souza pela esquerda. Élber recebeu e cruzou rasteiro. Diego completou de primeira em cima de Prass. O mais perto que o Verdão chegou foi numa cabeçada de Rafa Marques para Danilo espalmar e Cristaldo, num chute no lado externo da rede.
Vendo que daquele jeito não iria dar, Marcelo Oliveira chamou a cavalaria. O Palmeiras voltou para o segundo tempo com Zé Roberto e Dudu nos lugares de Allione e Matheus Sales. O Sport não tinha um banco tão forte assim mas voltou mais arrumado defensivamente. As linhas mais próximas obrigaram o adversário a apelar para as bolas longas. Quando recuperava a posse, jogo pelos lados, o calcanhar de aquiles palmeirense. Pelo lado esquerdo abriu-se o caminho do segundo gol. Renê rolou para Diego Souza entrar na área. Na tentativa de tomar a bola, João Pedro derrubou Diego Souza. Pênalti que André bateu com categoria no canto esquerdo.
Completamente anulado, o Palmeiras precisava de mais reforços. E Gabriel Jesus veio no lugar de Mouche. No Leão, Samuel assumiu o posto de Marlone, que saiu reclamando de dores na coxa direita. Continuou na mesma: O Sport se defendendo bem e ensaiando sustos no contra-ataque. Por isso não vamos entrar em pormenores e passar direto a dois milagres que há tempos o Pacaembu não via. Aos 22 minutos, Dudu arriscou da entrada da área. A bola desviou e quase caindo no lado contrário, Danilo Fernandes voltou e conseguiu defender. Só que a bola caiu nos pés de Cristaldo, completamente só. Ele chutou e a bola desviou no braço esquerdo do goleiro rubro-negro, bateu na trave e saiu.
Voltando à programação normal, o Palmeiras parecia entregue à arapuca leonina, que só não fez um efeito mais devastador porque errou demais nas oportunidades de contra-ataque que teve. A própria torcida verde e branca era o sintoma de aceitação da derrota ao entoar o coro de que na quarta-feira era obrigação o time reverter a vantagem do Fluminense e avançar à final da Copa do Brasil.
Ficha do jogo
Palmeiras: Fernando Prass; João Pedro, Vítor Hugo, Leandro Almeida e Egídio; Thiago Santos, Matheus Sales (Dudu) e Allione (Zé Roberto); Rafa Marques, Cristaldo e Mouche (Gabriel Jesus). Técnico: Marcelo Oliveira
Sport: Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Wendel (Ronaldo) e Diego Souza; Élber (Neto Moura), André e Marlone (Samuel). Técnico: Paulo Roberto Falcão.
Local: Estádio Pacaembu. Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO). Assistentes: Cristhian Passos Sorence e Evandro Gomes Ferreira (ambos de GO). Gols: Marlone, aos 16 do primeiro. André, aos 13 do segundo. Cartões amarelos: Matheus Sales, João Pedro e Samuel. Renda: R$ 483.670. Público: 21.184.

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