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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Em Taquaritinga do Norte, criança precisa de doações para o tratamento de grave doença de pele

Família de criança portadora de Epidermólise Bolhosa faz campanha em busca de doações para a compra de medicamentos e equipamentos necessários no tratamento da doença.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Camboja investiga contágio maciço por HIV em aldeia do país

Da AFP
"Garanto uma investigação meticulosa", disse Hun Sen em discurso transmitido pela televisão / Foto: AFP
"Garanto uma investigação meticulosa", disse Hun Sen em discurso transmitido pela televisãoFoto: AFP

O primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, exigiu nesta quinta-feira (18) uma investigação meticulosa sobre o contágio maciço pelo vírus HIV de moradores de uma cidade do país, onde foi mobilizada uma missão da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais de cem pessoas de uma mesma aldeia isolada, entre elas crianças e idosos, apresentaram resultados positivos ao teste de HIV, segundo os números conhecidos depois de exames feitos com 800 habitantes.

"Garanto uma investigação meticulosa", disse Hun Sen em discurso transmitido pela televisão. Equipes do Ministério da Saúde do Camboja, da OMS e da ONUAids estão no lugar para realizar testes gratuitos. "Peço a todos que mantenham a calma e não deem ouvidos, nem propaguem rumores", disse a ministra cabojana da Saúde, Mam Bunheng.

A causa mais provável deste contágio maciço seria a utilização de seringas contaminadas, segundo autoridades sanitárias. Nos últimos dias, centenas de pessoas assustadas desta localidade da província de Battambang correram para conseguir realizar o teste. O pânico se instalou quando souberam que um homem de 74 anos, sua neta e seu genro haviam apresentado resultados positivos para HIV. 

O contágio maciço aconteceu em um país que integra o grupo daqueles com bons resultados no combate à Aids, aproximando-se da meta de taxa de infecção zero até 2020. O número anual estimado de infectados passou de 15.500, no início dos anos 1990, para mil em 2011, segundo um estudo desenvolvido pelas autoridades sanitárias do país. A taxa de prevalência do vírus entre os adultos de 15 a 49 anos passou de 1,7% em 1998 para 0,6% em 2013 e 0,4% em 2014. Atualmente, mais de 73 mil pessoas são soropositivas no Camboja.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Estudo comprova contaminação da água nos chuveirões de Boa Viagem

Do NE10
Ainda não há uma data definida para a remoção dos chuveirões / Foto: JC Imagem
Ainda não há uma data definida para a remoção dos chuveirõesFoto: JC Imagem

O resultado de um estudo realizado por estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) comprovou, nesta sexta-feira (12), que a água dos chuveirões da praia de Boa Viagem está contaminada. Após três análises, os pesquisadores dos cursos de química industrial e farmácia revelaram que a água possui altas concentrações de nitratos, fósforos e coliformes fecais.

De acordo com a professora responsável pela pesquisa, Silvana Calado, nesta última análise sete dos dez chuveirões analisados tinham taxas acima do indicado pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Segundo ela, é possível que barraqueiros tenham colocado pastilhas de cloro, o que pode ter atrapalhado o levantamento. "A população tem o direito de usar a água com qualidade. É preciso conscientizar as pessoas do risco que estão correndo", ressaltou.

 É preciso conscientizar as pessoas do risco que estão correndo Silvana Calado
Quase um mês após ser divulgado que a água dos chuveirões da orla de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, está contaminada, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) decidiu pela retirada dos equipamentos irregulares. De acordo com o MPPE, uma operação conjunta, com data ainda não definida, será realizada para remoção dos chuveiros.

A Semas articulará operação conjunta com a Secon, Celpe, Brigada Ambiental, Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) para realizar a retirada dos equipamentos da orla de Boa Viagem, conforme notificações emitidas pela Secon.

Um relatório final sobre o estudo deverá ficar pronto até a próxima sexta-feira (19). Uma cópia do documento será entregue à Prefeitura do Recife e outra ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Até o momento, não há nenhuma audiência marcada para discutir o assunto novamente com os órgãos responsáveis.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Laboratório lança teste para diagnosticar chikungunya

Da Folhapress
Teste é importante para diferenciar o diagnóstico do chikungunya do da dengue, já que os sintomas (febre, mal-estar e dor nas articulações) são semelhantes / Foto: Reprodução
Teste é importante para diferenciar o diagnóstico do chikungunya do da dengue, já que os sintomas (febre, mal-estar e dor nas articulações) são semelhantesFoto: Reprodução

O Grupo Fleury lança nesta sexta-feira (5) um teste molecular para diagnóstico da febre chikungunya, o primeiro disponível na rede privada de saúde. O exame já é realizado na rede pública de saúde. Atualmente, o país tem 1.364 casos de chikungunya, infecção transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue.

Nos primeiros dias da doença, a sensibilidade do teste é de quase 100%, segundo o infectologista Celso Granato, diretor clínico do Grupo Fleury. A partir da segunda semana, é indicado outro tipo de teste (sorologia). Até então, diante de uma suspeita de chikungunya, amostras de sangue de pacientes privados eram mandados para os EUA. O exame custava R$ 999 e demorava 11 dias para ficar pronto. Agora, custará R$ 270 e ficará pronto entre 24h e quatro dias (dependendo da região e se for feito no fim de semana, por exemplo).
Para Granato, o teste é importante para diferenciar o diagnóstico do chikungunya do da dengue, já que os sintomas (febre, mal-estar e dor nas articulações) são semelhantes, mas pode haver diferenças no tratamento. Um erro de diagnóstico pode fazer com que os profissionais deixem de agir rapidamente no caso da dengue, provocando um agravamento do quadro e mesmo a morte do paciente.

Já na febre chikungunya, em 50% dos casos as dores nas articulações (artrite) perduraram por meses, o que vai demandar outros tipos de medicações (corticoides, por exemplo) e profissionais da saúde (como reumatologistas e fisioterapeutas). "O diagnóstico correto é importante para definir o tipo de tratamento e indicar qual será a possível evolução da doença", explica Granato.

TESTE RÁPIDO - A Fundação Oswaldo Cruz está desenvolvendo um teste rápido capaz de identificar casos de febre chikungunya, similar ao de gravidez - só que com uma pequena quantidade de sangue em uma fita indicativa.
A ausência de imunidade torna os brasileiros mais suscetíveis ao chikungunya. Segundo especialistas, a previsão é de aparecimento de mais casos com a chegada do verão e aumento do volume de chuvas em algumas regiões do país.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Entenda o que é o hidrogel e quais são os riscos da aplicação no corpo

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Andressa Urach está internada em estado grave desde o último sábado (29) por conta de complicações causadas pela aplicação de hidrogel na perna.
O caso de Andressa Urach, internada em Porto Alegre em estado grave com sepse, uma infecção geral do organismo, causada pela aplicação de hidrogel na coxa, chamou atenção de todo o país por ser um método amplamente divulgado como perigoso. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica condena veementemente o uso no corpo humano, com exceção de pacientes de Aids. Para esclarecer melhor sobre o caso, o Social1 conversou com a cirurgiã plástica Ana Carolina Campolina, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy, uma das maiores referências do mundo na área.
Saiba mais sobre o caso de Andressa Urach: Médico diz que Andressa Urach está com infecção potencialmente fatal
O que é o hidrogel?
É uma composição formada por 98% de água e 2% de poliamida. Dura cerca de 5 a 6 anos
Por que a substância não é indicada para aplicação no corpo humano?
A Sociedade Brasileira de Dermatologia não aprova como preenchedor estético assim como outras como o Metacril, porque são substâncias inabsorvíveis pelo organismo. No caso desta última, a Anvisa autoriza para portadores de HIV em pequenas quantidades na região da face. Isso porque esses pacientes tendem a perder gordura nessa região pelo uso de medicações e não têm a rejeição que o paciente saudável tem exatamente por ter deficiência de defesas no organismo.
Em que parte do corpo ele geralmente é aplicado?
No tecido subcutâneo, entre o músculo e a pele por meio de micro-cânula. Mas inevitavelmente acaba atingindo tecidos musculares. É muito difícil fazer essa aplicação e não penetrar na musculatura.
Ana Carolina Campolina é cirurgiã plástica formada pelo Instituto Ivo Pitanguy
Ana Carolina Campolina é cirurgiã plástica formada pelo Instituto Ivo Pitanguy
Que reações pode causar?
O corpo começa a não reconhecer aquela substância, o que causa uma reação inflamatória que pode causar dor, vermelhidão, pus e febre. Mas é importante citar que isso pode acontecer não só momento da aplicação, a reação pode vir dez anos depois.
Qual o tratamento indicado?
Tratar o tecido que está lá sem vitalidade e limpá-lo por meio de cirurgias.
Por que é tão complicada a retirada do hidrogel do corpo?
Quando você aplica em lugares indevidos o produto se entranha nos tecidos de uma forma que você não consegue retirar Quando você faz um procedimento cirúrgico para retirada acaba retirando tecido vivo e morto. É um risco grande. Como se você pulasse de avião com um para quedas só, sem reserva. Se o primeiro funcionar, tudo bem, mas se não, não há o que fazer.
Que efeito estético o hidrogel traz ao corpo?
Ele aumenta o volume da área em que é aplicado, geralmente pernas e bumbum. O mais indicado é lançar mão da prótese de silicone e gordura que é seguro e traz excelentes resultados.
A diferença é o preço, que tem levado as pessoas ao risco. O valor da aplicação do hidrogel varia de R$ 500 a R$ 5 mil. Já o silicone, para os glúteos, por exemplo, só a prótese custa R$ 2.500, mas traz a garantia de um procedimento eficaz e seguro.

sábado, 29 de novembro de 2014

Alerta Casos de câncer de pele aumentam e preocupam especialistas

Do NE10
Cerca de 182 mil pessoas apresentarão câncer de pele em 2014, alerta o Inca / Foto: divulgação
Cerca de 182 mil pessoas apresentarão câncer de pele em 2014, alerta o IncaFoto: divulgação
A cada ano as campanhas educativas sobre a importância de evitar a exposição em excesso ao sol ganham mais força. Apesar disso, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), sozinho, o câncer de pele apresenta mais casos no Brasil do que outros 17 tipos da doença. 
Atenta a isso, há 15 anos a Sociedade Brasileira de Dermatologia estipulou que 29 de novembro deve ser lembardo como o Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele. Neste sábado, inclusive, todas as cidades brasileiras realizarão atendimentos gratuitos. No Recife, haverá um mutirão de atendimento à população das 9h às 15h, com médicos realizando exames no Parque 13 de Maio, na área central da cidade. Além dos testes, haverá atividades educativas sobre hábitos e medidas para uma exposição solar segura em todas as idades.
Para a dermatologista Cláudia Magalhães, que assina a coluna Questão de Pele no NE10, mesmo com as conscientizações, as estatísticas desse tipo de tumor só têm crescido e mitos sobre o tema devem ser esclarecidos. “Nós [dermatologistas] já chegamos a um consenso de que não existe mais um horário saudável para se expor ao sol. No máximo, pode se dizer que aqui no Nordeste o sol é menos agressivo até as 7h e após as 15h30. Mesmo assim, deve-se estar muito bem protegido com protetor solar e boné, por exemplo”, ressalta a especialista.

O funcionário público Aldo Portela, 55 anos, sentiu na pele o quanto a exposição excessiva ao sol pode ser danosa à saúde. “Há cerca de 20 anos eu gostava muito de caminhar na praia e mexer no jardim da minha casa. Usava apenas um boné e uma camiseta, dificilmente passava protetor solar. Mas um dia senti um ardor na pele – entre o pescoço e a orelha – e resolvi procurar um dermatologista”, relembra Aldo que logo foi encaminhado para um procedimento de retirada da lesão.

“A médica alertou que se tratava de um Carcinoma Basocelular (CBC), um câncer maligno que cresce lentamente. É menos grave, mas não menos perigoso. O tratamento foi rápido e, desde então, tenho tido um pouco mais de cuidado com a minha pele. Mas admito que não me protejo tanto quanto deveria”, revela o funcionário público.


O cuidado com a pele é algo que a funcionária pública Ilka Bezerra, 45, não abre mão. “Minha tia teve uma morte feia por causa do câncer de pele. O enterro teve que ser em caixão fechado porque ela teve que tirar várias partes do rosto por causa da doença. Minha mãe também teve que remover alguns sinais no rosto, deixando cicatrizes”, conta ela ao explicar seus motivos para ser atenta aos perigos dos carcinomas.

Ilka é do tipo de pessoa que não abre mão de um bom – e forte – protetor solar, óculos escuros e chapéu para se proteger dos raios UVA e UVB. Recentemente ela aderiu às roupas como proteção contra os raios ultravioleta. “É um custo que eu não abro mão. Quando o assunto é minha saúde eu prefiro abrir mão de outro investimento para ter o melhor”, comenta a funcionária pública.

A médica Cláudia Magalhães, por sua vez, alerta que o alto custo dos protetores solares e roupas dermatologicamente testadas é uma das causas para que a maioria dos casos de câncer de pele se concentre entre as pessoas de classe social baixa. “Além de estarem mais expostas ao sol nos deslocamento para o trabalho, ou por trabalharem sob o sol, nem todo mundo tem condição de comprar um bom protetor solar, uma camisa UVA ou UVB e ainda tomar medicação que repõe a vitamina D, que nosso corpo produz durante a exposição solar”, destaca a especialista.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ebola soma 5.689 óbitos e 15.935 casos, segundo OMS

Da AFP
Cerca de 600 novos casos são registrados por semana nos três países do oeste da África / Foto: AFP
Cerca de 600 novos casos são registrados por semana nos três países do oeste da ÁfricaFoto: AFP
O número de óbitos provocados pela atual epidemia de Ebola atinge 5.689, sobre um total de 15.935 casos, informa o último boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado nesta quarta-feira (26). O boletim precedente, emitido na sexta-feira passada, revelava 5.459 óbitos e 15.351 casos.

A OMS destaca que seus números podem estar subestimados. Na Guiné, origem da atual epidemia, iniciada em dezembro de 2013, o último boletim aponta 1.260 óbitos sobre 2.134 casos. Na Libéria, o vírus já matou 3.016 pessoas, entre os 7.168 infectados; e em Serra Leoa ocorreram 1.398 óbitos, sobre 6.599 casos.

Segundo a OMS, cerca de 600 novos casos são registrados por semana nos três países do oeste da África, os mais atingidos pela atual epidemia. A Organização Mundial de Saúde estima que a epidemia se estabilizou na Guiné, está em declínio na Libéria e cresce, "sem dúvida", em Serra Leoa, com o registro de 385 novos casos em uma semana.

No Mali, o último país afetado pelo Ebola, a OMS registrou oito casos, com seis óbitos. O relatório destaca que entre o pessoal da saúde o Ebola já deixou 340 mortos, sobre o total de 592 infectados.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Pernambuco confirma segundo caso de febre chicugunha

Da editoria de Cidades

 / Foto: Rodrigo Lôbo/Acervo  JC Imagem

Foto: Rodrigo Lôbo/Acervo JC Imagem

Pernambuco confirmou o segundo caso de febre chicungunha, o primeiro de adoecimento local, mas ainda de infecção fora do Estado. É uma mulher de Petrolina (Sertão), moradora da área rural, que adquiriu o vírus ao visitar parentes no município de Feira de Santana, na Bahia, onde há um surto da nova doença. O primeiro comprovado foi um residente do Recife, que se infectou fora do Brasil, na República Dominicana, e apresentou sinais da enfermidade no Ceará.


Segundo a coordenadora do programa estadual de combate à doença, Claudenice Pontes, a partir de agora aumentam as chances de início da transmissão local. Duas pessoas que residem próximo à moradora de Petrolina apresentaram sinais da doença e estão sendo investigadas. Se confirmados esses dois novos casos suspeitos, estará comprovado o começo da transmissão local.

Com os novos registros, passam a ser 14 notificações de chicungunha em Pernambuco, duas confirmadas, dez descartadas inclusive com segundo exame, além das duas ainda sob análise das vigilâncias epidemiológicas de Petrolina e do Estado.

A segunda confirmação foi feita pelo Laboratório de Saúde Pública do Estado (Lacen), na última sexta-feira. A paciente, que passa bem, apresentou em agosto sinais de dengue, doença confirmada por exame laboratorial. A suspeita de chicungunha, que tem sinais iguais, só surgiu mais recentemente, quando a moradora procurou unidade de Saúde da Família queixando-se de dores prolongadas nas articulações (é a diferença clínica da dengue). É provável que ela tenha adoecido com dengue e chicungunha ao mesmo tempo.

“As duas podem ser transmitidas pelo mesmo mosquito”, esclarece Claudenice Pontes. Os Aedes aegypti e albopictus podem se infectar com humanos e manter a cadeia de transmissão, disseminando tanto dengue quanto chicungunha.

“Residentes em Petrolina não devem entrar em pânico. Foi realizado bloqueio na área onde o caso confirmado reside e a comunidade está sendo monitorada. O mais importante agora é a população do Estado entender que o foco pode estar na casa de cada um de nós”, lembra Claudenice Pontes. Ela apela para que todos reforcem a vigilância para eliminação de criadouros. São fundamentais evitar jogar lixo no quintal e nas ruas, como também manter tampados os reservatórios d’água.

Já era esperado que a febre chicungunha chegasse primeiramente à Petrolina por causa da proximidade com o Estado da Bahia. O município do Sertão de São Francisco enfrenta racionamento d’água, favorecendo o uso de reservatórios domésticos, como caixas, tonéis e baldes, que podem se tornar focos se não forem tampados.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Exames clínicos descartam caso de ebola em Caruaru

Do NE10Com informações de Jaqueline Almeida/NE10 Interior
O paciente foi encaminhado para o Hospital Oswaldo Cruz, no Recife / Fotos: Divulgação/SSE
O paciente foi encaminhado para o Hospital Oswaldo Cruz, no RecifeFotos: Divulgação/SSE
Os exames clínicos determinados pelo Ministério da Saúde descartaram a suspeita de ebola no homem internado com sintomas da doença, na manhã desta terça-feira (11), em Caruaru (a 134 km do Recife). Segundo o gerente da 4ª Regional de Saúde Estadual, Djair Lima, nenhum dos critérios determinados nos exames indicou a presença de ebola no paciente. A suspeita de malária também foi descartada por meio de teste rápido. 

Apesar de descartada a possibilidade de ebola e malária, os médicos ainda não conseguiram identificar o tipo de doença de G.V.S. (apenas as iniciais do paciente foram divulgadas), de 44 anos de idade. Trabalhador da construção civil, ele foi encaminhado para o Hospital Oswaldo Cruz, no Recife, referência em infectologia no Estado. A equipe do hospital também é responsável em receber os casos suspeitos de ebola em Pernambuco - este é o primeiro.  
De acordo com Djair Lima, embora o resultado do exame de sangue coletado do paciente ainda não tenha ficado pronto, o protocolo do Ministério da Saúde garante a segurança da avaliação. G.V.S. visitou a África recentemente, mas esteve apenas na Guiné Equatorial, que não é considerada área de infestação do vírus ebola.

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, a secretária executiva de Saúde de Caruaru, Wedneide Ameida, informou que ele já teria contraído malária seis vezes, esteve durante quatro meses no Guiné Equatorial e chegou ao Brasil na última terça-feira (4). Ele desembarcou no Rio de Janeiro, onde pegou um voo para o Recife e depois seguiu de carro para Caruaru, no mesmo dia. 
O paciente foi transferido para o Hospital Oswaldo Cruz, no Recife
O paciente foi transferido para o Hospital Oswaldo Cruz, no Recife
Na manhã desta quinta, após passar dois postos de saúde e desistir do atendimento por conta da fila de espera, o homem chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vassoural às 9h, com histórico de dor de cabeça, dores nas articulações, tosse seca e febre. 

A Secretaria de Saúde informou que o trabalhador deu entrada no hospital consciente e foi levado para um setor isolado da enfermaria, onde não teve contato com outros pacientes. Cerca de 30 minutos após a sua internação, uma equipe da Vigilância Sanitária chegou à unidade com os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). O protocolo de exame que descartou a possibilidade de ebola no paciente foi comandado pelo médico infectologista da unidade Demétrius Montenegro. 
 
Coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta
Coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta
De acordo com a secretária Wedneide Ameida, as pessoas que tiveram contato com o paciente não precisarão passar por exames, já que a doença foi descartada. Ela lembrou ainda que, mesmo se fosse confirmada a doença, o vírus não é transmitido no período de incubação, mas apenas no contato direto com a secreção do doente. Seguindo o protocolo, as instalações da UPA do Vassoral serão desinfetadas e a unidade voltará a funcionar normalmente até o início da noite. 

EXAMES DE SANGUE - De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, quando uma pessoa chega a uma unidade de saúde apresentando suspeita de ebola, passa pelo protocolo de avaliação e por duas coletas de sangue. Um dos materiais é enviado de avião para o Laboratório do Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA) – único credenciado no País para fazer o teste do ebola. O outro material colhido é utilizado e para exames do tipo sanguíneo e de malária (doenças de sintomas parecidos com o ebola).

Caso seja confirmada o ebola, o paciente será transportado em um avião para o Hospital da Friocruz, no Rio de Janeiro, que ficará responsável em tratar todos os pacientes do País. O mesmo procedimento padrão foi realizado no primeiros e último caso suspeito de ebola detectado no Paraná, no início de outubro.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Em alerta, Pernambuco tenta evitar surto da febre chikungunya

Do NE10
Secretaria de Saúde do Estado realizou uma capacitação com as vigilâncias dos municípios / Foto: Marília Banholzer/NE10
Secretaria de Saúde do Estado realizou uma capacitação com as vigilâncias dos municípiosFoto: Marília Banholzer/NE10
Uma doença muito parecida com a dengue acendeu o alerta da Secretaria Estadual de Saúde (SES) para tentar evitar que Pernambuco seja alvo de um surto. A febre chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito que a dengue, o Aedes aegypti, e tem basicamente os mesmos sintomas, exceto pelas dores nas articulações que são mais fortes. Entre as ações para combater a proliferação da "nova" doença em território pernambucano está a intensificação das ações de combate ao vetor.

O primeiro passo foi dado nesta quarta-feira (15), quando a SES reuniu representantes das vigilâncias epidemiológicas e ambientais dos municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR), Zona da Mata e Agreste para orientar que cada cidade realize um levantamento do índice de infecção do mosquito e anunciou a antecipação dos trabalhos de campo contra os possíveis focos de proliferação do Aedes aegypti.


Embora ainda não ter registrado casos autóctones (com transmissão dentro do território) da febre chikungunya em Pernambuco, o Governo do Estado já notificou seis situações, sendo que uma foi confirmada e as outras cinco estão sob investigação. Segundo a diretora-geral de Controle de Doenças e Agravos da SES, Roselene Hans, no único caso confirmado até agora, o paciente foi infectado durante viagem à República Dominicana, voltou ao Estado onde a doença foi diagnosticada e agora está no Ceará, para onde se mudou. Os demais pacientes são duas pessoas que estavam em Feira de Santana, cidade baiana na qual já foram identificados casos de transmissão e outras duas que estavam na África.
Febre chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypti
Febre chikungunya é transmitida pelo Aedes aegyptiFoto: acervo JC Imagem
“Pernambuco começou a realizar campanhas de alerta em todos os municípios com ações de levantamento de índice de infestação que seriam realizadas em novembro e que agora serão realizadas a partir da próxima semana”, explicou Roselene Hans. Ainda segundo a diretora de Controle de Doenças e Agravos da SES, é possível que até o fim deste ano mais pessoas possam ser identificadas com a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde já confirmou 211 casos da doença, sendo 173 autóctones. Desses, 17 foram registrados no município do Oiapoque (AP) e 156 em Feira de Santana (BA). Sem vítimas fatais.

A DOENÇA -
 A febre chikungunya recebeu esse nome pois "chikungunya" significa “aqueles que se dobram” no dialeto Makonde da Tanzânia, localidade onde seu vírus foi isolado pela primeira vez, em 1950. Apesar de pouco letal, a doença é muito limitante, pois o paciente tem dificuldade de movimentos e locomoção por causa das articulações inflamadas e doloridas, o que gera “andar curvado”.

Atualmente, o vírus CHIKV foi identificado em ilhas do Caribe e Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o estado brasileiro do Amapá, onde já foram notificados os primeiros casos. A febre chikungunya está migrando e pode se alastrar pelo Nordeste brasileiro, onde os mosquitos Aedes aegypti tem todas as condições de espalhar o novo vírus.



RISCOS - A febre chikungunya pode afetar pessoas de todas as idades e ambos os sexos. Entretanto, os indivíduos com comorbidades (doenças subjacentes, como diabetes, hipertensão) são mais vulneráveis ao vírus e, consequentemente, podem sofrer mais com a evolução da doença, que pode matar. Como a transmissão acontece a partir do mesmo mosquito responsável pela dengue, em 2% dos casos foi registrado que o paciente foi infectado pelas duas doenças. Fonte NE 10.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Brasil tem primeiro caso suspeito de ebola



Autoridades sanitárias brasileiras investigam o primeiro caso suspeito de ebola no País. O caso foi comunicado na noite desta quinta-feira (9) pela secretaria Estadual do Paraná ao Ministério da Saúde. Informações preliminares indicam que o paciente veio de Conacre, capital da Guiné. O paciente foi encaminhado para um hospital de referência e material foi coletado para fazer o exames. A expectativa é a de que amanhã as amostras sejam enviadas para o Instituto Evandro Chagas, onde será feita a análise para confirmar se o paciente é ou não portador da doença.

A notícia ocorre no mesmo dia em que o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmar que, embora baixo, existia o risco de o Brasil registrar um caso da doença. Pela manhã, ele disse que o sistema de vigilância montado era adequado e que instituições de saúde estavam em treinamento constante para identificar casos suspeitos e para adotar as medidas de segurança necessárias, caso isso ocorresse.

O mundo vive hoje a pior epidemia de ebola da história. Foram registrados 8.011 casos na Guiné, Libéria e Serra Leoa, com 3.857 mortes, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Nigéria, Senegal e Estados Unidos e Espanha apresentaram transmissões localizadas. Juntos, foram contabilizados nestes países 21 pacientes com a doença e 8 mortes.

Transmitida por um vírus, a doença é fatal em cerca 65% dos casos. A infecção ocorre através do contato com sangue, fluidos corporais da pessoa infectada ou do animal doente, como macacos, capivaras e porcos-espinhos. Ao contrário de outras doenças, no entanto, a transmissão ocorre quando o paciente já apresenta os sintomas da infecção. Os principais são febre, fraqueza, dores abdominais, vômito e hemorragias. A incubação - período entre o contágio e a manifestação dos primeiros sintomas - pode variar entre 2 a 21 dias. Não há remédio específico para o ebola.

Em agosto, o Centro de Operações de Emergência em Saúde do Governo Federal acionou o nível dois de emergência, o penúltimo na escala de gravidade, que permite o deslocamento de equipes federais para regiões com suspeita da doença no País sem a necessidade de autorização dos governos locais.

Desde que a Organização Mundial de Saúde decretou emergência, o Brasil adotou um conjunto de medidas para prevenir a transmissão e permitir a rápida identificação de um caso suspeito da doença, com isolamento e tratamento.

O grupo Executivo Interministerial para Emergências em Saúde Pública foi convocado, videoconferências semanais com todos os Estados são realizadas, simulações foram feitas em hospitais de referência e em aeroportos. De acordo com o plano traçado, casos suspeitos devem ser encaminhados para hospitais de referência. Esses hospitais, no entanto, fazem apenas a primeira triagem. Casos confirmados, de acordo com a estratégia, devem ser enviados para dois hospitais: Instituto Nacional de Infectologia no Rio e Hospital Emílio Ribas, onde os pacientes ficam internados. O teste de diagnóstico para comprovação da infecção é feito no Instituto Evandro Chagas.

Fonte: NE10