domingo, 3 de maio de 2015

Estudante ameaça colegas de classe com mensagens terroristas em Boa Viagem


Por Site Da TV Jornal

Reprodução/TV Jornal
Pais e alunos de uma escola particular no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, pediram reforço da polícia para poderem frequentar a unidade de ensino, na manhã desta quarta-feira (29). O medo veio depois que um ex-aluno mandou mensagens, em tom de ameaça, para os colegas de sala. Através de um grupo do WhatsApp da turma do segundo ano do ensino médio, o rapaz, de 17 anos, enviou vídeos de terrorismo e mensagens de que faria uma "surpresa que deixaria todos famosos".

No aplicativo do celular, ele também encaminhou a carta deixada em abril de 2011 por um ex-aluno de uma Escola de Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que matou 12 crianças e depois se matou na presença da polícia. De acordo com a direção da escola, o adolescente pediu transferência na semana passada porque teria sido aprovado em um supletivo. Hoje seria o dia em que ele pegaria os documentos da transferência.

Desde que as mensagens começaram a circular, na noite desta terça-feira (28), um grupo de 15 alunos pediu a ajuda dos pais. Assustados, muitos não quiseram ir para a escola e a direção solicitou reforço da polícia. Durante toda manhã, viaturas fizeram plantão em frente à unidade de ensino. Policiais de investigação do Departamento de Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA) também foram acionados.



Por volta das 11 horas da manhã, o adolescente chegou à DPCA acompanhado do pai, um oficial reformado do exército. De acordo com a delegada Renata Almeida, o jovem afirmou que tudo não passou de uma brincadeira e que as ameaças eram infundadas. O pai do adolescente confirmou a versão do filho e pediu para que todos relevassem o caso. A delegada vai ouvir os colegas de classe do rapaz e deve entregar, ainda hoje, a ocorrência para um juiz tomar as providências cabíveis.




Porto Alegre: protesto no edifício de Dilma



Pelo segundo dia seguido, a presidente Dilma Rousseff foi alvo de protestos enquanto descansava em Porto Alegre. Um grupo de dezenas de pessoas se reuniu na tarde deste sábado (2) em frente ao prédio onde ela possui um apartamento, na zona sul da cidade, e cantou músicas pedindo o impeachment. Vestidos de verde e amarelo, eles levaram tambores, apitos e megafones. A exemplo do que havia ocorrido na sexta-feira, a segurança na rua foi reforçada.
A manifestação foi convocada pela internet por um grupo chamado "Banda Loka Liberal", que já tinha participado dos protestos de Porto Alegre contra Dilma nos dias 15 de março e 12 de abril.


Na sexta-feira, cerca de dez pessoas haviam feito uma manifestação semelhante em frente à casa de Carlos Araújo, ex-marido da presidente. Ela estava no local visitando familiares, como o neto, Gabriel, que vive na capital gaúcha. Dilma deixou Porto Alegre no início da noite deste sábado. Ela não teve compromissos oficiais no Rio Grande do Sul. (Da Folha de S.Paulo)

Ayrton Senna, obra universal e eterna do ídolo brasileiro


Livio Oricchio - Especialista GloboEsporte.com (Foto: GloboEsporte.com)

Pergunte a alguém o que estava fazendo, por exemplo, dia 7 de setembro de 1994, no período da manhã? Se rebuscar o relatório daquela data nas fichas arquivadas na memória já representa um exercício de elevada dificuldade, tendo ainda estabelecido uma faixa de horário se torna quase impossível de lembrar. A não ser que por alguma razão em vez de colocarmos a ficha na gaveta dos “Genéricos” a tivéssemos acomodado, com carinho, no arquivo “Muito Importante”, de acesso imediato, não importando quanto tempo depois. 
Mudemos um pouco a pesquisa: o que você estava fazendo no dia 1º de maio de 1994, no período da manhã? 
- Deixe me ver...hei, espera aí, dia 1º de maio de 1994? Já sei onde você quer chegar. Claro que sei a que você se refere. O que deseja saber, posso te contar em detalhes? 
Acidente ayrton senna ímola (Foto: Agência AP)1º de maio de 1994 não sai da memória dos brasileiros (Foto: Agência AP)
Não precisa ser fã da F-1. Tampouco de Ayrton Senna. A maioria se recorda, ainda, com clareza, o que fazia naquele domingo, 1º de maio de 1994. Classificaram a ficha do dia sem maiores avaliações, desnecessárias, na seção “Muito Importante”. O mais interessante nesse comportamento é que para parte desses cidadãos comuns, até mesmo um pouco distantes da disputa esportiva da F-1, essa classificação da ficha foi involuntária. Bem como, agora, a sua manutenção lá. 
Por alguma razão, a perda daquele homem e toda a comoção gerada os fizeram até escrever as anotações da ficha em letra de forma com algum tipo de tinta que garante maior longevidade no papel. E 21 anos do ocorrido, portanto, como é o caso hoje, representam nada quando confrontados com o previsto para a preservação da ficha no seu estado mais natural possível. 
Ayrton Senna GP de Portugal de 1985 (Foto: Reprodução)Ayrton Senna comemora sua primeira vitória, no GP de Portugal de 1985 (Foto: Reprodução)
Parece existir uma relação de cumplicidade entre milhões de brasileiros e o que Ayrton Senna representa.
Na realidade, já está em curso um fenômeno decorrente desse processo de manter viva a ficha relativa a 1º de maio de 1994 no arquivo “Muito Importante”. No ano passado, na celebração dos 20 anos da passagem de Ayrton Senna, no mesmo local onde uma nova porta se abriu para o prosseguimento da sua obra, na curva Tamburello, no Circuito Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, Itália, crianças acompanhavam seus pais numa caminhada pela pista. 
O corso de 20 mil admiradores do trabalho de Ayrton Senna como piloto e da visão de vida sempre exposta nas entrevistas, onde prevaleciam valores como tenacidade, determinação, coragem, gana, perseverança, parou diante do muro onde o carro da Williams se chocou na sexta volta do GP de San Marino. 
Às 14h17, Ezio Zermiani, o locutor do evento, repórter da TV italiana nos 20 anos de F-1 de Ayrton Senna, pediu um minuto de silêncio para todos. Exatamente naquele horário ocorreu o acidente, 20 anos antes. O circuito encontra-se no meio do parque Acque Minerali. Nesse instante, apenas pássaros e o harmônico som das folhas em movimento nas árvores eram escutados pela alma dos presentes. 
Aquilo tudo pareceu contagiar até mesmo crianças de pouca idade. Em seguida, mas apenas aos poucos, todos voltaram a se falar, em voz baixa, pausadamente. O minuto de silêncio gerou consequências no emocional de cada um. 
ayrton senna bandeira gp do Brasil (Foto: Edu Garcia / Agência Estado)Ayrton Senna comemora com bandeira vitória no GP do Brasil (Foto: Edu Garcia / Agência Estado)
Meninos e meninas ouvidos por jornalistas durante a caminhada de volta ao paddock do autódromo demonstravam conhecer Ayrton Senna bem mais do que se poderia esperar. Pois nunca o viram competir, manifestar-se, a não ser através de vídeos. 
- Desejo que minha filha compreenda o que Senna passou como mensagem. A importância de acreditar em você mesmo, definir com precisão os objetivos e nunca desistir de persegui-los. Pois de alguma forma você os atinge -  lembrou um empresário italiano. 
E aqui há outro aspecto do legado de Ayrton Senna: a universalidade da sua mensagem. E possivelmente eternidade. No exemplo mencionado era uma família italiana desejando passá-la a filha. A filosofia de Ayrton Senna se estende até além do passo a passo da formação de um piloto profissional. Combina a técnica, dedicação, o desprendimento exigidos com os princípios de vida que, sem eles, não é possível obter sucesso. E seu patamar de conquistas é, da mesma forma, bastante elevado. Para Ayrton Senna, apenas representar o máximo tem maior validade. Essencialmente, entender o seu valor e ter o reconhecimento como “o melhor”. 
Hoje, 21 anos depois da passagem de Ayrton Senna, a geração que ele contaminou está inoculando em seus descendentes o mesmo coquetel de vírus. Faz questão de ver seus filhos desenvolverem a mesma “patologia” que os acometeu. “Ela é benigna”, tratou de explicar o pai de um menino, em Ímola. 
Ayrton Senna campeão Fórmula 1 1988 (Foto: Divulgação)Ayrton Senna comemora o título da Fórmula 1 em 1988 (Foto: Divulgação)
No Brasil, a geração que vibrou com as vitórias de Ayrton Senna e se identificava com sua postura sempre altiva, numa nação de baixa autoestima, o mantém vivo dentro de si, numa proporção ainda maior que italianos e japoneses, em especial, explicitamente fãs do piloto e do homem. A dona de casa, o cobrador de ônibus, o reparador de brinquedos, a engenheira, o médico, o responsável pela limpeza pública, o farmacêutico que acordavam mais cedo nos domingos de corrida não precisam tirar a poeira da ficha arquivada no dia 1º de maio de 1994. Está, definitivamente, na categoria “Muito Importante”. 
Basta a simples menção da data para, de imediato, localizá-la. Parece, de repente, pulsar dentro de si. Zelosos, verificam seu estado de preservação. Não querem, sob hipótese alguma, constatar qualquer traço de desgaste. Sabem que outras gerações vão recorrer com frequência ao que foi anotado em detalhes naquela ficha. Com certa tristeza, verdade, por um lado, afinal no primeiro momento não deixou de ser uma perda, mas sensação imediatamente superada por um sentimento de elevação, marca maior da herança de Ayrton Senna.

sábado, 2 de maio de 2015

Desespero e revolta marcam sepultamento de Lauane, criança vítima da violência em Santa Cruz do Capibaribe


Dor e desespero marcam rosto de dona Laurenice, mãe da criança brutalmente assassinada. Fotos: Thonny Hill.
Na manhã deste sábado (02) foi sepultado o corpo de Lauane Maria da Silva, de 2 anos e 11 meses.

A criança faleceu, na madrugada de sexta-feira (01) no Hospital da Restauração em Recife, em decorrência de ter recebido um disparo de arma de fogo na cabeça na noite da última quinta-feira (30).

Na ocasião, criminosos armados tentaram tirar a vida de seu irmão, um adolescente de 16 anos, mas acabaram atingindo a criança e também um tio da vítima, este último com dois tiros de raspão. A chegada do corpo se deu na noite de sexta-feira e o velório se seguiu por toda a madrugada. Por volta das 10h, foi iniciado o cortejo, que foi acompanhado por centenas de pessoas.



A mãe da criança, Laurenice da Silva, tentou, por várias vezes, acompanhar o velório e o cortejo, mas a cada vez que se aproximava do caixão da criança, entrava em desespero e, em seguida, desmaiava. Por várias vezes ela foi amparada por familiares e amigos.
Familiares e vizinhos fizeram várias homenagens a criança, com cartazes e fotos.
Ao fundo, a mãe entra em desespero ao ver as fotos da filha.
A esquerda, um dos irmãos de Lauane.






De pés descalços, mãe da criança tentou, seguidas vezes, acompanhar o cortejo, mas passou mal e teve que ser retirada as pressas.

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Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia fúnebre foi a chegada do corpo ao cemitério. Diversas crianças e professores da creche onde a menina estudava chegaram de mãos dadas até a área próxima a cova onde a criança seria sepultada, que ficou completamente lotada de curiosos.

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Ao final do sepultamento, ao som dos gritos de desespero da mãe, uma salva de aplausos foi dada para a criança que foi mais uma vítima da violência que cada vez mais tira vidas em Santa Cruz do Capibaribe.

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A morte de Lauane é o 17º homicídio cometido no município de Santa Cruz do Capibaribe no ano de 2015.

nformações do blog do Ney Lima

Doença tira Marco Maciel de cena



Um dos políticos mais importantes do País, que ao longo de mais de 50 anos de atividade pública ininterrupta ocupou praticamente todos os cargos que alguém possa almejar, de deputado estadual a presidente da República (no caso dele em exercício, substituindo FHC), Marco Maciel está sumido.

Há muito tempo não aparece em público. Sua última eleição que disputou foi em 2010, não conseguindo a reeleição de senador. De lá para cá, o atuante Maciel, que viveu sua fase mais destacada no cenário nacional como vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso, eleito no pleito de 1994 e reeleito em 1998, foi saindo de cena aos poucos e ultimamente desapareceu de vez.

Não porque quis, mas por questões de saúde. Maciel desenvolveu a síndrome de Alzheimer e faz tratamento em Brasília, ao lado da família, onde passou a fixar residência depois do insucesso eleitoral na tentativa de renovar o mandato de senador. Familiares e amigos ouvidos pelo blogueiro confirmaram que, infelizmente, o estágio da doença, caracterizada pela perda da memória, se encontra avançado, deixando o ex-senador isolado da cena política.

Habilidoso político, craque na articulação, Maciel talvez tenha sido o político que viveu por dentro e por fora os bastidores mais ricos do processo de redemocratização do País. Foi Maciel que, após a vitória de Paulo Maluf sobre Mário Andreazza, em 1984, na convenção do PDS, abriu uma dissidência no partido, criando a Frente Liberal, embrião do PFL, em apoio à candidatura vitoriosa de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral.

Maciel era o nome preferido de Tancredo para seu vice, mas partiu dele a articulação para consolidar o nome de José Sarney, que pertencia ao PMDB, legenda que não poderia ficar fora da chapa. Filho de José do Rego Maciel e Carmen Sílvia Cavalcanti de Oliveira, Marco Maciel formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco atuando depois como advogado.

Quando nos bancos universitários iniciou sua vida pública ao ser eleito presidente da União Metropolitana dos Estudantes de Pernambuco, em 1963, realizando uma gestão que o levaria a romper com a cúpula da União Nacional dos Estudantes. A eleição para a UME contou com o apoio financeiro do IPES - Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, organização de direita criada no fim de 1961.

Nos anos vindouros Marco Maciel se filiaria a ARENA, partido que apoiava o regime de ditadura militar então instaurado, e passaria a atuar na política partidária na qual estreou em 1966 ao se eleger deputado estadual e a seguir deputado federal nos anos de 1970 e 1974.

No decurso de seu segundo mandato foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em março de 1977, para o biênio 1977/1979, e em sua gestão o presidente Ernesto Geisel decretou o recesso do Congresso Nacional, através do Ato Complementar 102 em 1º de abril de 1977 com o intuito de aprovar a reforma judiciária que fora rejeitada pelo parlamento que seria reaberto em 14 de abril após a outorga de duas emendas constitucionais e de seis decretos-leis regulamentando a reforma do judiciário e a reforma política, esta última caracterizada pela instituição dos chamados senadores biônicos.

Contrário à supressão das prerrogativas do Congresso Nacional, Marco Maciel não tomou parte nas cerimônias que marcaram a vigência das medidas baixadas pelo Poder Executivo, mas fiel ao seu estilo discreto não polemizou a respeito do assunto e em sinal de reconhecimento por sua postura foi indicado governador biônico de Pernambuco pelo próprio Geisel, em 1978.

Ao longo de sua gestão, Marco Maciel montou uma equipe de técnicos e políticos que cerraram fileiras nas eleições de 1982 quando o PDS pernambucano obteve um apertado triunfo contra os oposicionistas do PMDB tendo à frente o senador Marcos de Barros Freire, então candidato a governador, derrotado por Roberto Magalhães, que era vice de Maciel.

Eleito senador naquele ano, Maciel teve seu nome lembrado como uma das alternativas civis à sucessão do presidente João Figueiredo em face, sobretudo, de sua grande capacidade de articulação. Chegou a percorrer o País como pré-candidato ao Planalto na eleição do Colégio Eleitoral, mas como o partido escolheu Maluf em convenção, Maciel apoiou Tancredo Neves.

Informações do Blog de Magno Martins

Sport e Central ficam no 0x0 em jogo com ritmo de treino


Foto: Fernando da Hora/JC Imagem
Foto: Fernando da Hora/JC Imagem
Sport e Central ficaram no 0x0, numa partida sonolenta, disputada em ritmo de treino neste sábado (2), na Ilha do Retiro.
Como havia vencido a primeira partida, em Caruaru, por 5×0, o Sport ficou com o terceiro lugar do Campeonato Pernambucano e, o que interessa mesmo, a vaga na Copa do Nordeste de 2016.
A Ilha do Retiro teve um público pequeno, pouco mais de 3.4 mil torcedores, que aproveitaram para protestar nas arquibancadas contra o desempenho do time no Campeonato Pernambucano e na Copa do Nordeste
Foto: Fernando da Hora/JC Imagem
Foto: Fernando da Hora/JC Imagem
O JOGO
O primeiro tempo do jogo foi de dar sono, com poucas chances de gols. O Sport tentou um pouco mais que o Central, mas esbarrou na falta de qualidade das finalizações. Joélinton arriscou duas vezes, na primeira delas, girou dentro da área e chutou tão torto que a bola saiu pela lateral. Na segunda, passou pelo marcador e bateu firme. Beto espalmou.
O Central só chegou uma única vez, com uma jogada pela lateral que o meia Luís Fernando cabeceou rente à trave. Magrão só olhou. O último lance perigoso do primeiro tempo foi rubro-negro, com Régis fazendo uma fila na entrada da área e chutando rasteiro. Beto tirou com o pé.
O segundo tempo manteve o climão de treino na Ilha do Retiro, com chances para se contar nos dedos de uma mão. O técnico Eduardo Baptista mudou na equipe, tirando Régis, Rithely e Mike, colocando Élber, Wendel e Samuel, o que até deu uma animada no time, mas nada substancial.
O Central continuou só tocando a bola e rezando para o jogo acabar. Mesmo assim, chegou duas vezes timidamente na frente, com Roger cabeceando fraco, e Candinho, em cobrança de falta com a bola passando perto.
Assim como aconteceu no primeiro tempo, Joélinton teve duas oportunidades, Novamente, o goleiro pegou um bom arremate do atacante. Na segunda, outro chute torto e fraco. Chance, porém, quem criou foi Samuel. Limpou a zaga na entrada da área e tentou encobrir o goleiro Beto, que salvou com as pontas dos dedos.
COPA DO BRASIL
Após encerrar a participação no Campeonato Pernambucano, o Sport entra em campo na quarta-feira (6), pela primeira partida da segunda fase da Copa do Brasil. Enfrenta a Chapecoense, em Santa Catarina, às 22h, na Arena Condá.
FICHA DO JOGO
Sport: Magrão; Vítor, Éwerton Páscoa, Durval e Danilo; Rodrigo Mancha, Rithely (Wendel), Diego Souza e Régis (Élber); Joéliton e Mike (Samuel). Técnico: Eduardo Baptista.
Central: Beto; Fabinho, Sinval, André Lima e Jaílton; Natan, Jucemar Gaúcho, Juninho Silva e Luís Fernando (Madona); Candinho (Erick) e Roger (Fabiano). Técnico: Humberto Santos.
Árbitro: Giorgio Wilton. Assistentes: Francisco Bezerra e Bruno Vieira. Cartão amarelo:Fabinho, Juninho Silva, Sinval e Durval. Público: 3.469. Renda: R$ 48.64500

Santa Cruz e Salgueiro fazem o duelo final no Arruda


Para o Santa Cruz é uma oportunidade abarrotar sua sala de troféus com mais uma conquista e a ampliar a supremacia na década. Para o Salgueiro, a chance de escrever em cores ainda mais brilhantes seu nome na história do futebol pernambucano. Esses são os igrediantes da decisão que começa às 16h, no Arruda, edição que marca os cem anos do Estadual.
Com o empate por 0x0 no primeiro jogo, na última quarta-feira, no Cornélio de Barros, os dois times entram em campo rigorosamente iguais. Se persistir a igualdade seja sem ou com gols, a decisão vai para as cobranças de pênaltis. Só haverá campeão no tempo regulamentar se houver vencedor, e por qualquer diferença de gols.
Um dos trunfos do Santa Cruz é o fator casa. Há quem aposte num público de até 50 mil pessoas no José do Rego Maciel. O próprio técnico Ricardinho já declarou que a força das arquibancadas será fundamental para a atuação de seus comandados.
O Salgueiro tem seu pilar num retrospecto arrasador sobre os times grandes, suas únicas vítimas tanto no hexagonal do título quanto no mata-mata. Primeiro, eliminou o Náutico das semifinais com uma goleada por 4×1 no Cornélio de Barros. Depois, despachou o Sport na semifinal com uma vitória em casa e um empate na Arena Pernambuco. Sobre o Santa, o Carcará tem cem por cento de invencibilidade. venceu dois jogos, empatou um e não tomou um gol sequer.
Confiança
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Aborrecido com a atuação no sertão, o técnico Ricardinho espera um futebol mais qualificado na partida decisiva. “É aquela hora de colocar para fora toda a qualidade, o momento da excelência, de estar na sua melhor condição. Não pode deixar nada para depois. É a hora de qualificar o trabalho de toda uma competição”. O técnico não adiantou a escalação, até porque ainda está na dependência do lateral-esquerdo Tiago Costa. Ele recupera-se de uma pequena contusão muscular. Ele também pode mexer no ataque, com Anderson Aquino entrano no lugar de Emerson Santos.
Imposição
Salgueiro e a missão quase impossível diante do Ceará
Foto: JC Imagem
No lado do Carcará, o técnico Sérgio China não quer seus jogadores dando oportunidades ao Santa. Mas avisa: não vai apenas se defender. “Futebol é imposição, e nós fizemos isso no jogo passado. No momento eme que eles tiverem a posse de bola, precisamos, como sempre, marcar forte. A nosso favor, agredir o adversário e tentar o gol porque só assim a outra equipe vai ter respeito por nós”. Ele não tem problemas para escalar a equipe, mas também pode mexer no ataque. Nesse caso, Anderson Lessa poderia reaparecer como titular.
O Decisivo
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Não faz muito tempo, o atacante Betinho encarava uma decisão tão equilibrada quanto a deste domingo, porém numa amplitude ainda maior. Em 2012, ele defendia o Palmeiras e, na decisão contra o Coritiba foi fundamental para a conquista do título do Verdão. No primeiro jogo, em São Paulo, sofreu o pênalti que originou o primeiro gol. Na volta, em Curitiba, marcou o gol de empate (1×1), que sacramentou a conquista. Até o momento ele marcou cinco vezes e sempre em jogos decisivos para o tricolor: o primeiro num clássico contra o Náutico, no final do jogo, e que deu a vitória aos corais. Fez mais dois nos 3×0 sobre o Serra Talhada, partida que garantiu a vaga nas semifinais. Por fim, outros dois na goleada por 4×0 em cima do Central, quando deixou o passaporte para a decisão praticamente carimbado.
O Experiente
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Aos 34 anos, o lateral-direito e capitão do Salgueiro, Marcos Tamandaré sabe bem o que é encarar o Santa Cruz numa final de Campeonato Pernambucano. Ele passou pela experiência há nove anos e saiu-se muito bem. Com a camisa do Sport decidiu o Estadual de 2006, quando os leoninos conquistaram o título nos pênaltis depois de uma vitória no Arruda (2×1) e uma derrota na Ilha (0x1). Nas penalidades, o lateral foi um dos cinco jogadores rubro-negros que converteram. Agora ele espera ter a mesma felicidade, mas, para isso, quer o Salgueiro repetindo as boas atuações com os grandes. “A gente vem jogando de igual para igual com os grandes. Esperamos que desta vez a gente consiga fazer os gols. A gente mereceu a vitória (em casa). Temos que ter tranquilidade”.
Ficha do jogo:
Santa Cruz: Fred; Nininho, Alemão, Danny Morais e Renatinho; Bileu (E. Sitta), Bruninho, João Paulo e Guilherme Biteco; Emerson Santos (Anderson Aquino) e Betinho. Técnico: Ricardinho.
Salgueiro: Luciano; Marcos Tamandaré, Ranieri, Rogério Paraíba e Marlon; Vitor Caicó, Moreilândia, Rodolfo Potiguar, Valdeir e Lúcio; Kanu (Anderson Lessa). Técnico: Sérgio China
Local: Arruda. Horário: 16h. Árbitro: Emerson Sobral. Assistentes: Albino Albert Junior. Ingressos: R$ 60 (arquibancada inferior) e R$ 30 (arquibancada superior).

Um ano depois, família de vítima da privada ainda sofre


Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
O ano não passou. Esse é o sentimento da família de Paulo Ricardo Gomes da Silva, morto com uma privada atirada na cabeça, depois do jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela Série B, no dia 2 de maio de 2014. Em entrevista ao Blog do Torcedor/Jornal do Commercio, o pai de Paulo, José Paulo, e o tio dele, Tiago Valdevino, revelaram a angústia vivida desde que souberam da tragédia. Para eles, o tempo é algo que dificilmente irá curar as feridas abertas há um ano.
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“O ano não passou. Sempre é emoção falar dele. Vai fazer um ano , mas a falta é muito grande. Não vai passar de jeito nenhum. É um dor que não tem remédio. É muito dolorido”, lamentou Paulo José.
Por conta da dor, o quarto de Paulo Ricardo mal foi mexido. A prancha de surfe, esporte praticado pela vítima, as camisas do Sport e até os materiais de trabalho – da profissão de soldador – estão intactos. “Hoje você vem aqui e não encontra mais ele. Passou 2014 e não soube o que era Copa do Mundo, Natal ou Ano Novo. O sofrimento é muito grande”, conta emocionado o pai.
Depois de perder o filho, José nunca mais foi para um estádio de futebol, mesmo se considerando um torcedor do Sport que acompanha o time de perto. Teme não só as lembranças do filho como também a violência nos estádios. “Queria que existisse paz em todos os setores, mas infelizmente está muito difícil. Se tira a vida fácil demais, por conta de uma camisa. O futebol não mais torcedor. Quem mais deseja que acabe com essa violência sou eu”.
Quarto de Paulo permanece intacto. Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Quarto de Paulo permanece intacto. Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Sobre a punição para os acusados do crime, o pai de Paulo Ricardo não esconde o desejo de justiça. “Se fosse do bem não estava sendo julgado. Foi um crime que chocou o mundo. Também houve negligência por parte do Santa Cruz. Um simples ato e poderia ter evitado a morte dele”. Everton Felipe, Waldir Pessoa e Luiz Cabral irão para júri popular, que possivelmente ocorrerá no dia 16 de junho.
Quem também espera pelo julgamento é o tio Tiago Valdevino. Ele, porém, acredita que, com a punição para os três acusados, a dor passará um pouco. “Acredito que peguem a pena máxima, no mínimo. Estamos acreditando e confiantes. Com a pena que eles peguem o sentimento vai amenizar”, afirma o irmão da mãe de Paulo, que desde o ocorrido evita tocar no assunto. Ela fica reclusa e nem mesmo toca nos documentos do caso. “Ela sente muito”, explica Tiago.

NOITE SANGRENTA – NO INTERVALO DE 10 MINUTOS, DUAS PESSOAS FORAM ASSASSINADAS EM TORITAMA



A cidade de Toritama no interior do Agreste do Estado vivenciou mais uma noite sangrenta na sexta-feira (01), com duas pessoas assassinadas a tiros no intervalo de 10 minutos.
O primeiro crime de morte aconteceu na Rua Santa Lúcia no bairro Cohab, vitimando Breno Alberto da Silva, mais conhecido como “Pitbull”, de 19 anos de idade. Segundo informações da Polícia Militar, o jovem estava foragido da justiça e foi perseguido por quatro elementos em duas motocicletas Honda XRE-300c, que efetuaram vários disparos de arma de fogo contra o “Pitbull”, que foi atingido gravemente e não resistiu, morrendo em uma calçada antes mesmo da chegado do socorro. Já o segundo homicídio aconteceu na Rua Bom Jesus no bairroIndependente, aonde a vítima era proprietário de um estabelecimento comercial (Bar). Eraldo Bernardo de Mendonça, mais conhecido como “Coroa”, de 45 anos de idade, foi executado a tiros por elementos ainda não identificados. O que chama atenção, é que, segundo testemunhas, as duas vítimas eram amigos, porém a Polícia Civil disse que é cedo para precisar se os crimes estão relacionados.
Os dois corpos foram encaminhados para o IML (Instituto de Medina Legal) em Caruaru, logo após o levantamento cadavérico realizado pela equipe do DEAH (Divisão Especializada em Apuração de Homicídios).




Durante a madrugada desta sexta-feira (01), um assalto acabou mal para o adolescente José Roberto da Silva Júnior, de 16 anos de idade, que acabou morrendo depois de sofrer um acidente em uma perseguição policial.




Durante a madrugada desta sexta-feira (01), um assalto acabou mal para o adolescente José Roberto da Silva Júnior, de 16 anos de idade, que acabou morrendo depois de sofrer um acidente em uma perseguição policial. Segundo informações repassadas ao Blog, o envolvido juntamente com mais dois comparsas tomaram uma caminhonete Nissan Frontier de cor preta e placas PEN-8167, em um assalto na Rua do Antigo Matadouro no Centro de Toritama.
 Uma viatura da Polícia Militar que passava nas imediações, iniciou uma perseguição, porém o condutor da caminhonete acabou perdendo o controle o carro na BR-104 no Sítio Oncinha zona rural da Capital do Jeans, capotando várias vezes o veículo para fora da pista de rolamento.
 O menor infrator não estava usando do cinto de segurança e foi arremessado a uma distância de aproximadamente 30 metros, não resistindo aos ferimentos acabou morrendo.
 Os outros dois indivíduos conseguiram fugir pelo matagal. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local juntamente com as Polícias Militar e Civil, sendo na oportunidade realizado o levantamento cadavérico e o corpo encaminhado para o IML da cidade de Caruaru.