quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Kleiton Vieira foi até a SUDENE solicitar ações e serviços para Vertentes.


 


Na tarde desta quarta-feira, 22, o vereador por Vertentes, Kleiton Vieira cumpriu agenda institucional na superintendente da SUDENE na capital pernambucana. Na ocasião o parlamentar vertentense, apresentou ao Superintendente da entidade, Douglas Cintra, uma série de solicitações de ações e serviços que serão de grande importância para o município de Vertentes. Dentre os pedidos, está a construção de cisternas na zona rural, entre outras ações.

Atencioso, Douglas Cintra assumiu o compromisso de atender algumas das reivindicações feitas pelo parlamentar vertentense durante o encontro.
Douglas também aproveitou para apresentar algumas ações que a SUDENE fará neste ano nos estados que compõem a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste. Falou das expectativas e os desafios vindouros, mas se mostrou confiante e empolgado com o novo desafio de sua vida pública. E deixou claro que trabalhará com planejamento e parcerias com todas as esferas da sociedade.

Desde que assumiu a superintendência da SUDENE, Douglas Cintra tem tido uma agenda institucional bastante movimentada, no intuito de dar vez e voz a todos, ao mesmo tempo tornar a entidade cada vez mais com a cara do povo. E é por isso que ele tem atendido do vereador ao mais alto cargo político, como também as instituições governamentais e não-governamentais. E se comprometeu a visitar a cidade de Vertentes, o mais breve possível, pra ver de perto a realidade do município e designou o vereador a ir com ele nas localidades. Como também se comprometeu a atender parte das demandas apresentadas pelo Vereador Kleiton Vieira.
Quem também esteve presente no encontro foi o renomado advogado Dr. Bruno Martins e o radialista toritamense Wendell Galdino. No final todos saíram bastante satisfeitos com o resultado final do encontro.

Da Assessoria do Vereador Kleiton Vieira.




PROJETO VALE LUZ REDUZ CONTA DE ENERGIA DE MAIS DE MIL FAMÍLIAS EM PERNAMBUCO



Mais de mil famílias pernambucanas receberam descontos na fatura de energia com a troca de resíduos sólidos no Projeto Vale Luz. Desenvolvido pelo Programa de Eficiência Energética da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e regulado pela Aneel, o projeto é uma boa alternativa para ajudar no orçamento familiar e incentivar o ciclo sustentável na sociedade. 

Atuando em 42 comunidades da Região Metropolitana do Recife (RMR), além do município de Belo Jardim, no Agreste do Estado, o projeto possui pontos de coleta fixos e itinerantes, que permitem ao cliente trocar os materiais reciclados por créditos de desconto na fatura. Apenas em 2019, mais de 230 toneladas de materiais foram entregues nos pontos de coleta, ganhando um destino sustentável e ajudando a reduzir os danos ao meio ambiente. Além disso, o Vale Luz Condomínio concede descontos a 24 condomínios participantes na RMR.

Para obter descontos a partir do Vale Luz, o cliente deve procurar um dos pontos de troca do projeto, levando materiais como metal (latinhas de alumínio e ferro), papel, papelão, plásticos (garrafas PET, embalagens de produtos de limpeza e higiene) e óleos vegetais (como os de coco, de cozinha, soja, canola, girassol, milho). Mais que reduzir o valor da conta de energia, o Vale Luz tem o objetivo de estimular o uso racional dos recursos naturais e minimizar os impactos negativos causados pelos resíduos, estimulando a reciclagem.

O projeto conta com postos fixos e atua em comunidades de baixa renda com tendas adaptadas e caminhões que fazem visitas periódicas para recolher os resíduos. Os pontos de troca do Vale Luz podem ser conferidos no App Vale Luz Cliente (Qr Code abaixo) ou no site da Celpe (www.celpe.com.br).  Os consumidores podem contar, ainda, com os containers do projeto, instalados no estacionamento do Shopping Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, e na região central de Belo Jardim, no interior do Estado.

Condomínios também podem participar do projeto através do Vale Luz Condomínio, que faz a coleta de resíduos diretamente nos condomínios residenciais da RMR, concedendo descontos na fatura de energia do condomínio cadastrado. Para se inscrever, basta enviar um e-mail para eficiência@neoenergia.com, com o assunto Vale Luz Celpe, ou entrar em contato pelo telefone (81) 3035-8965.

Eduardo da Fonte destina meio milhão para o Hospital da Mulher



O deputado federal Eduardo da Fonte destinou 500 mil reais para o Hospital da Mulher do Recife, no bairro do Curado. Os recursos, que são de emenda parlamentar, serão liberados em 2020 e usados para compra de equipamento e material.

Desde o início do mandato como deputado federal, em 2007, Eduardo da Fonte já destinou 86 milhões de reais para hospitais, postos de saúde e unidades básicas de saúde em vários municípios do estado de Pernambuco.

Já foram contemplados o Hospital do Câncer, Fundação Terra, Hospital Oswaldo Cruz, Hospital do Tricentenário de Olinda, Maria Lucinda, Fundação Altino Ventura, Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), Instituto do Câncer Infantil do Agreste e Instituto Social das Medianeiras da Paz — Hospital Santa Maria de Araripina.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Lei Seca registra redução de 75% de crimes por consumo de álcool


Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que, de 2012 a 2019, registro caiu de 473 para 117. Recusas para soprar o bafômetro reduziram pela metade.

Blitz da Lei Seca


Nos últimos oito anos, desde que a Lei Seca começou a ser aplicada em Pernambuco, os números oficiais indicam uma drástica mudança no comportamento dos motoristas, que estão mais conscientes dos riscos trazidos pela combinação de álcool e direção. Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) mostram que, de 2012 a 2019, o Estado teve uma queda de 75,2%, de 473 para 117, no registro de crimes de trânsito por alcoolemia, quando o nível de álcool no sangue ultrapassa o limite de 0,33 miligrama por litro.

Implantada em dezembro de 2011, três anos depois da sanção da lei que endurece a punição contra quem dirige alcoolizado e hoje estabelece uma tolerância máxima de 0,04 mg/L - passando disso, até 0,33, o condutor responde processo administrativo -, a Operação Lei Seca (OLS) também apresentou redução de 51% no número de recusas para soprar o bafômetro. Foram 7.057 em 2012, primeiro ano completo de fiscalização, ante 3.447 em 2019.

Nesse período, ainda segundo a SES, também diminuiu pela metade o quantitativo de multas aplicadas. A queda foi de 8.613 para 4.318, o que corresponde a uma redução de 49,8%. O número equivale a 1,4% do total de veículos abordados nas blitze realizadas no ano passado, percentual que vem diminuindo desde 2012.

“A melhoria no trânsito passa pelo comportamento das pessoas e nós entendemos que a presença da Lei Seca foi criando essa conscientização”, considera o coordenador executivo da Operação Lei Seca, major Felipe Gondim. Além das ações de fiscalização nas ruas, o gestor acredita que as campanhas de conscientização contribuíram para esses resultados. “Nós temos duas equipes educativas atuando diariamente, com pessoas que sofreram acidentes em virtude da mistura de álcool e direção. Elas dão depoimentos e visitam bares, restaurantes, praças públicas e escolas”, afirma.

Apesar dos índices positivos, o hábito ainda é comum, especialmente no Interior. Entre os lugares que mais preocupam o poder público estão Caruaru e Petrolina, cidades-polo do Agreste e do Sertão que atraem grande movimento não só de automóveis como de motocicletas, que estão vinculadas a 72% dos acidentes registrados. “Temos 12 Gerências Regionais de Saúde e cada uma delas tem uma equipe da Lei Seca disponível para atuar nesses municípios”, diz o major Felipe Gondim. O consumo de álcool é um dos cinco principais fatores de risco de acidentes, que incluem, ainda, excesso de velocidade, falta de equipamento obrigatório, não uso do cinto de segurança e condução de veículo por pessoas sem habilitação.

Sancionada em junho de 2008, a lei federal 11.705, conhecida como Lei Seca, tornou-se mais rígida ao longo do tempo, após alterações na legislação em 2012 e 2016. A punibilidade e os casos de acidentes graves causados pela alcoolemia fizeram os motoristas repensarem os próprios hábitos. “Era uma prática supercomum, fazia parte da cultura. Já cheguei a dirigir para longe, até Natal, bebendo”, revela o engenheiro mecânico Emerson Praça, 42 anos. “Nunca fiquei embriagado a ponto de causar acidente, mas isso não conseguia medir. Hoje, se eu sei que vou beber, deixo o carro em casa e peço transporte por aplicativo”, diz.

O gerente de posto de gasolina José Daniel da Silva Souza, 28, viu de perto essa realidade quando um amigo dele ficou ferido na BR-101, há aproximadamente dez anos. “Ele não estava dirigindo, mas confiou em uma pessoa que tinha bebido menos e acabou dormindo ao volante. O carro capotou. Hoje ele não faz mais isso. E do que eu vi que aconteceu com os meus amigos, eu aprendi também”, conta.

Penalidade
Pela legislação atual, a punição para quem se recusa a soprar o bafômetro ou apresenta um nível de álcool de 0,05 a 0,33 miligrama por litro de sangue é de sete pontos no documento de habilitação, suspensão do direito de dirigir naquele momento e retenção da carteira, além de multa de R$ 2.934,70. Já nos casos de crime, quando o nível de álcool ultrapassa o limite de 0,33 mg/L, o condutor também responde a processo penal, sendo autuado em flagrante por delito de trânsito e conduzido à delegacia.

MPF recebe queixas em série contra nota do Enem, e governo teme processos


Procuradorias federais têm recebido uma enxurrada de representações de participantes. Eles contestam a solução dada pelo governo e pelo Inep

[610] Weintraub

A ameaça de uma onda de ações judiciais com questionamentos ao Enem 2019 preocupa a alta cúpula do MEC (Ministério da Educação). O motivo é a insatisfação de estudantes com a correção das provas.

O governo Jair Bolsonaro até correu para dar respostas aos erros encontrados nas notas na avaliação deste ano. O problema, diz a gestão, está solucionado. Procuradorias federais, porém, têm recebido uma enxurrada de representações de participantes. Eles contestam a solução dada pelo governo e pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Essa movimentação dos estudantes coloca o ministério comandado por Abraham Weintraub e o órgão responsável pela aplicação do Enem em alerta. Dezenas de estudantes de ao menos cinco estados acionaram o MPF (Ministério Público Federal) em busca de medidas em relação a supostos problemas com suas notas do Enem 2019.

O governo diz que os erros atingiram 5.974 participantes. Contudo, 172 mil queixas foram encaminhadas ao MEC. A gestão Bolsonaro manteve a abertura do Sisu (Sistema de Seleção Unificado) para esta terça-feira (21).

Há, no entanto, grande preocupação com liminares que possam interromper o processo por causa de questionamentos. O sistema oferece 237 mil vagas em 128 instituições de ensino superior de todo o país. A seleção é feita com base na nota do Enem.

Em Minas Gerais, o MPF havia recebido 80 representações. Os casos foram contabilizados até segunda-feira (20). Ao MPF em São Paulo foram apresentadas 13 queixas. Desse total, 12 foram levadas ao órgão nesta terça.

As Procuradorias de Rio Grande do Sul e Espírito Santo também analisam reclamações de alunos para definir se abrem procedimentos. O MPF no Ceará já instaurou um procedimento nesta terça para apurar informações sobre erros. O caso ainda será distribuído para um procurador e foi provocado pela denúncia de uma estudante.

Ana Leticia da Silva Alves, 21, ingressou com a representação no sábado (18) após a confirmação do governo sobre as notas erradas. "O Inep tem de esclarecer muita coisa mesmo, e só o MPF para conseguir isso", diz ela.

A estudante tenta uma vaga em jornalismo na UFC (Universidade Federal do Ceará). Ela diz que sua nota na prova de Linguagens ficou muito baixa apesar da quantidade de acertos.

Segundo membros do MPF, há a possibilidade de os casos serem reunidos em uma única procuradoria. Contra a judicialização do Enem, o Inep organizou uma força-tarefa para lidar com eventuais processos.

Em nota, o Inep afirmou que não foi notificado oficialmente sobre nenhum caso. "A autarquia já está preparada para manifestação em qualquer ação judicial que, por ventura, venha a existir", afirmou o órgão.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF encaminhou, na noite de segunda, um ofício ao MEC em que solicita a suspensão da abertura das inscrições do Sisu. O órgão deu 24 horas para que o pasta responda sobre os erros.
A UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) anunciaram que também vão acionar o MPF.

Segundo o presidente da Ubes, Pedro Gorki, as entidades vão ingressar com três pedidos. As representações vão exigir indenização por danos morais aos estudantes afetados, auditoria nas investigações envolvendo os erros nas provas e apuração sobre possível responsabilização de Weintraub e do presidente do Inep, Alexandre Lopes.

"A gente acredita que há prejuízo irreparável com erros que não deveriam ter acontecido", diz Gorki. "Existe uma responsabilidade com relação aos erros, seja pela negligência, pelas trocas no comando do Inep, e precisamos investigar isso seriamente", afirma.

A DPU (Defensoria Pública da União) no Distrito Federal informou que a defensora regional de direitos humanos, Larissa Pereira, encaminharia nesta terça ofício para colher com o Inep informações sobre as provas que apresentaram erros, quais erros e em quais locais.

"A partir do recebimento desses esclarecimentos", diz nota do órgão, "a defensora terá condições de avaliar o que deve ser feito para que não haja prejuízo aos estudantes durante as inscrições no Sisu".

Laudo descarta febre amarela como causa da morte de saguis em Aldeia


Também foram descartadas dengue e Chikungunya.

André Longo, secretário de Saúde de Pernambuco


Foi descartada a morte por febre amarela dos 17 macacos da espécie sagui encontrados em dois condomínios de Aldeia, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Segundo a Secretaria de Saúde de Pernambuco, em coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (22), no Recife, foram encontrados nas amostras os vírus herpes e Zika, mas ainda não é possível afirmar a causa da morte dos animais.

Os materiais biológicos dos saguis foram analisados pelo Instituto Evandro Chagas e pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen-PE), em parceria com a Fiocruz Pernambuco, e todos deram negativo para a febre amarela. Também foram descartadas dengue e Chikungunya. Ainda existe a possibilidade de que os animais tenham sido envenenados, estivessem com raiva ou infectados pelo vírus Zika.

Segundo a pesquisadora da Fiocruz Constância Ayres, mosquitos de diferentes espécies que foram coletados nos condomínios ainda estão sendo analisados pela instituição. “Caso seja a Zika, a possibilidade é que ele esteja sendo transmitido pelo Aedes albopictus, que se alimenta de humanos e animais, realizando o ciclo de transmissão silvestre para o meio urbano”, afirmou, não descartando outros mosquitos que também realizam esse tipo se transmissão.

Segundo a secretária executiva de Vigilância e Saúde do Estado, Luciana Albuquerque, Pernambuco não possui registro de macacos com o vírus Zika. “Precisamos aprofundar as investigações. Estamos fazendo o mais rápido possível para termos esses resultados. Queremos saber a carga de vírus que os macacos estão”.

“O ciclo de Zika silvestre não está confirmado. Tivemos relatos em outros estados. Porém, o mas importante é reforçar o cuidado da população. Se confirmado, a gente vai ter uma maior dificuldade do controle de Zika em Pernambuco, afirmou o secretário estadual de saúde, André Longo.

Ainda de acordo com ele, agora, o foco é na vacinação contra a febre amarela. “Nós já tínhamos tomado uma série de medidas de iniciar a vacinação em Pernambuco. Também estamos tomando medidas em relação aos condomínios que foram detectados os óbitos. Agora, vamos “centrar fogo” na vacinação pernambucana ao longo de 2020”, afirmou o secretário.

LICITAÇÃO PARA EMPRESAS ESTRANGEIRAS EXIGE MUDANÇA NA LEI



A abertura de licitações públicas no Brasil às empresas estrangeiras pode aumentar a concorrência e fazer com que o governo se beneficie de preços mais baixos, mas ela precisa ser feita em igualdade de condições com as companhias nacionais. Para isso, será preciso modernizar a Lei de Licitações, de 1993, que prevê condições díspares entre empresas nacionais e estrangeiras nessas licitações, ponderam especialistas consultados pelo GLOBO.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira, no Fórum econômico Mundial em Davos, na Suíça, que o Brasil vai aderir ao Acordo de Compras Governamentais, na sigla em inglês GPA (Government Procurement Agreement), que dá tratamento isonômico a empresas nacionais e estrangeiras em aquisições do setor público.

— É uma ideia excelente. Mas precisa ser feita em igualdade de condições entre companhias estrangeiras e nacionais. Por exemplo, uma empresa que obtém uma taxa de financiamento muito baixa lá fora. Se a empresa nacional não tiver as mesmas condições de financiamento, não se trata de concorrência — diz o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

Para ele, hoje as licitações públicas governamentais já são bastante controladas e, portanto, reduziu-se o risco de corrupção. Mas ele observa que quanto maior for a concorrência, menor é o risco de ocorrer algum tipo de irregularidade.

— Não dá para fazer como São Paulo fez ao licitar 1,2 mil quilômetros de estradas para concessão num único lote, a maior concessão já feita no país. O que aconteceu? Apareceram apenas duas empresas, com pouca concorrência. Se fossem seis lotes de 200 km, certamente haveria dez concorrentes para cada lote. Então, é preciso também mudar os vícios que as grandes empreiteiras perpetuaram no país — diz Martins. 

Preços atrativos

O sócio da área de Infraestrutura do Machado Meyer Advogados, Rafael Vanzella, avalia que qualquer medida que insira o Brasil nas cadeias globais de fornecimento é bem-vinda e se for feita de forma adequada pode trazer benefícios, como preços mais atrativos para o governo.

Mas ele observa que a Lei de Licitações, de 1993, precisa de ajustes. Por exemplo, quando empresas nacionais e estrangeiras concorrem juntas num determinado processo de concessão, em consórcio, a líder do consórcio precisa ser obrigatoriamente a empresa nacional. Além disso, há regras que determinam que os estrangeiros precisam se submeter aos mesmos critérios exigidos das companhias brasileiras.

— O que seria o documento equivalente para uma empresa da Coreia do Sul a uma certidão negativa de INSS ou FGTS exigida de empresas nacionais? Para os estrangeiros, isso é uma tortura — observa o advogado.

Vanzella acredita que atrair estrangeiros para concorrências públicas pode reduzir a corrupção, considerando que essas empresas não compactuam com práticas de cartelização que a operação Lava-Jato desbaratou.

— Mas é preciso desburocratizar as exigências de habilitação e limar resquícios de nacionalismo. E também não adianta abrir o mercado sem exigir capacidade e experiência dos estrangeiros, sob o risco de atrair aventureiros — pondera o advogado.

Barreiras Naturais

O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, diz que é difícil avaliar essa abertura sem ter detalhes de como ela será feita. Ele lembra que esses acordos, como o GPA, citado por Guedes, têm regras muito complexas.

— Em alguns casos, atrair empresas estrangeiras para licitações públicas pode trazer benefícios, como redução de preço. Mas em outros segmentos, pode ser o caos. No caso da construção, por exemplo, existem barreiras naturais aos estrangeiros como mão-de-obra e logística. Mesmo em países mais abertos às construtoras internacionais, a penetração não passa de 20% por conta dessas barreiras naturais. Muitas companhias estrangeiras só entram em processos licitatórios em outros países comprando empresas locais — explica Tadini.

Santa vira contra o Retrô e se isola na liderança


O Tricolor levou um susto no primeiro tempo, mas na segunda etapa se recuperou e conseguiu virar a partida para 2x1, contra a Fênix, candidato a time surpresa do Campeonato Estadual

Mayco Félix, atacante do Santa Cruz
Equilíbrio. Essa foi a palavra que definiu o inédito embate entre Retrô x Santa Cruz. Em jogo de bastante marcação, o Santa Cruz saiu em desvantagem, mas se recuperou e venceu de virada a Fênix de Camaragibe por 2x1, nesta terça-feira, nos Aflitos, em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Pernambucano. O alívio do triunfo foi grande para os tricolores, que, com o resultado, abriram boa vantagem na liderança do Estadual, com seis pontos.
Sem surpresas, o Santa Cruz entrou na partida com a mesma formação que encarou o Petrolina no último sábado. Mesmo com Fabiano já regularizado, o técnico Itamar Schulle precisou improvisar mais uma vez na lateral esquerda, obrigando Feliphe Gabriel, zagueiro de origem, a assumir papel de ‘multiuso’ na equipe coral neste início de temporada. Já o técnico Rômulo Oliveira optou por entrar com Gustavo no lugar de Mathaus, também na lateral esquerda.
O investimento milionário da Fênix de Camaragibe, forte candidata a levantar a taça do Estadual, parecia surtir efeito. O time soube ocupar bem os espaços do campo, mostrou velocidade e - em boa parte do primeiro tempo - apresentou consciência em relação ao que precisaria tomar para sair em vantagem na partida. Isso foi demonstrado pela personalidade imposta pela equipe auriazul. E foi seguindo essa filosofia que Janderson lançou na área e Jaildo, de prontidão e sem grande esforço, cabeceou sozinho e abriu o placar para a Fênix.
A dificuldade foi grande. Com os espaços reduzidos, o Santa apostou na troca de passes para tentar infiltrar a forte linha de frente montada pelo Retrô. E, de tanto insistir, a Cobra Coral foi recompensada, mas na bola parada. Aos 15 minutos da etapa final, Jeremias cobrou escanteio e Danny Morais subiu absoluto para igualar o marcador. A euforia foi tanta que o zagueiro comemorou o gol como se fosse o primeiro de sua carreira.
Não demorou muito para torcida tricolor soltar o grito de novo. Aos 20 minutos do segundo tempo, Paulinho recebeu na lateral, ajeitou e cruzou na grande área. Bem posicionado, Mayco Félix, que entrou no lugar de Patrick, se adiantou e virou para os corais com um golaço de letra. Com a partida controlada, o Santa diminuiu o ritmo e apenas esperou o apito final para comemorar a segunda vitória no ano.
Ficha técnica
Santa Cruz 2
Maycon; Júnior, Danny Morais, William Alves e Feliphe Gabriel (Toty); Bileu, Paulinho (Ítalo Henrique) e Jeremias; Augusto Potiguar, Patrick (Mayco Félix) e Pipico. Técnico: Itamar Schülle
Retrô 1
Jean; Gustavo (Léo Cotia), Marlon, Marcelo e Tiago Costa; Jaildo (Moreilândia), Serginho Paulista, Anderson Paraíba (Thiaguinho), Fabiano, Janderson, Willian Lira. Técnico: Rômulo Oliveira

Local: Aflitos (Recife/PE)
Árbitro: Gilberto Castro Júnior
Assistentes: Ricardo Chianca e Dhiego Cavalcanti
Gol: Jaildo (R) (aos 14’ do 1ºT), Danny Morais (aos 15 min do 2ºT), Mayco Félix (aos 20 min do 2ºT)
Cartões amarelos: Patrick (Santa Cruz), Fabiano (Retrô), Jaildo (Retrô), Rômulo Oliveira (Retrô)

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Primeiro lugar no curso de formação da PMPE, paraibana diz que lugar de mulher é onde ela quiser


Aos 27 anos, Hayssa Gabriela Medeiros, formada em Direito desde 2016 pela Universidade Federal da Paraíba, contou que o grande sonho é se tornar delegada

O sonho da policial militar é ser delegada


Uma paraibana foi destaque no curso de formação dos novos 495 policiais militares de Pernambuco. Com média geral de 9,97, Hayssa Gabriela Medeiros de Araújo recebeu,  do governador Paulo Câmara, na solenidade de formatura, a medalha Tiradentes pela melhor nota geral. Feliz com o resultado, ela garantiu: "Lugar de mulher é onde ela quiser".

Aos 27 anos, Hayssa, que é formada em Direito desde 2016 pela Universidade Federal da Paraíba e sonha em ser delegada de polícia, contou que o grande sonho é defender a sociedade através da segurança pública. “Eu me sinto muito feliz. É uma conquista que reflete o meu esforço e a minha dedicação ao longo dos seis meses de curso. Represento todas as mulheres e policiais femininas e quero dizer que todas nós somos capazes. Nosso lugar é onde a gente quiser, e isso é uma prova”, relatou.

MEC identifica 6.000 erros em notas do Enem e novas falhas


O ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou no sábado (18) que participantes receberam notas erradas

Enem

O governo Bolsonaro identificou cerca de 6.000 erros em notas do Enem 2019. Além da falha inicial ocorrida na gráfica, também foram encontradas notas erradas provocadas por outras falhas, como na aplicação.

Problemas referentes ao uso de um cartão de resposta reserva, no momento da aplicação da prova, por exemplo, foram identificados durante a força-tarefa realizada desde sábado (18) pelo governo. A quantidade de estudantes afetados por esses problemas de aplicação é pequena, de cerca de 20 casos –eles também tiveram notas alteradas.

Apesar do número reduzido, esses erros teriam sido identificados antes da divulgação caso o processo de realização do exame tivesse sido menos atribulado, de acordo com técnicos do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) ouvidos pela reportagem.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou no sábado (18) que participantes receberam notas erradas. Na véspera, Weintraub havia comemorado o sucesso na realização do Enem 2019.

Segundo o governo, o erro partiu da gráfica Valid, que passou a imprimir as provas no ano passado. O problema havia atingido inicialmente provas do segundo, mas no domingo veio a confirmação de que falhas também ocorreram no primeiro dia.

Weintraub disse em entrevista nesta segunda-feira (21), à Rádio Gaúcha, que o número de afetados chegaria a 6.000 participantes (cerca de 0,1% do total). Servidores do Inep confirmaram à reportagem essa estimativa, que deve ser anunciada em entrevista convocada para o início da noite desta segunda.

Weintraub ressaltou que o erro teve impacto considerado baixo. O governo manteve o cronograma do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), cujas inscrições se abrem nesta terça-feira (21).

Esse volume de erros leva em conta a análise do Inep, sobretudo a partir das queixas encaminhadas ao governo por candidatos até as 10h desta segunda. Esse prazo final para envio de reclamações foi estipulado na noite de domingo pelo órgão.

O Inep recebeu 75 mil mensagens com reclamações de erros até esse horário. Há relatos nas redes sociais de participantes que não tiveram tempo para pedir esclarecimento sobre sua nota.

No sábado, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, disse que o impacto ainda era incerto, e poderia alcançar até 1% dos candidatos, o que daria cerca de 39 mil candidatos.

Segundo o governo, foram constatados erros na identificação dos candidatos e da respectiva cor de sua prova. A falha ocorreu na gráfica: os arquivos com essas informações teriam chegado ao Inep com divergências, segundo o instituto. O candidato fez a prova de uma cor, mas a nota foi corrigida como se fosse de outra.

O problema teria ocorrido na gráfica por causa de falhas pontuais nas máquinas de impressão. Teriam sido ocasiões em que os equipamentos engasgaram, provando pequenas interrupções no trabalho. O problema é que os protocolos de verificação não identificaram as falhas.

A gráfica que imprimia o Enem desde 2009, a RR Donnelley, faliu em março do ano passado. O governo preferiu contratar a segunda colocada na última licitação ao invés de fazer novo certame.

A gráfica Valid foi então contratada para o serviço mesmo sem ter experiência em serviços parecidos com o Enem. Funcionários do Inep relataram ao longo do ano riscos de problemas com a gráfica, que foram minimizados pelo governo.

Como a inexperiência da gráfica, o processo para impressão foi todo muito corrido, de acordo com técnicos ouvidos pela reportagem. A gráfica não tinha infraestrutura adequada para armazenar e manusear os malotes que seriam despachados, por exemplo.

A Valid foi contratada para imprimir o Enem por R$ 151,7 milhões. A mesma empresa foi contratada pelo governo Bolsonaro em janeiro de 2019 para impressão de outras provas do governo, como o Saeb (avaliação federal da educação básica), aplicado em novembro passado.

O TCU (Tribunal de Contas da União) apura supostas irregularidades nessa última contratação. A secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas do TCU apontou irregularidades em relatório de maio de 2019.

O tribunal cita que, na licitação do Enem de 2016, a Valid e a RR Donnelley teria tido comportamento suspeito nos lances por menor preço. Já no pregão de 2019, vencido pela Valid, a RR Donnelley "não apresentou postura competitiva".

Procurada, a Valid informou por meio de sua assessoria de imprensa que não iria se manifestar.

Também foram minimizados por Weintraub turbulências que atingiram o instituto e o MEC. Lopes, por exemplo, já é o terceiro a presidir o Inep sob o comando de Bolsonaro.