sábado, 6 de setembro de 2014

Família de Eduardo Campos vai pedir ao MPF que União e empresa americana Cessna arquem com custos de indenizações

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Por Jamildo Melo, editor do Blog
O advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, informou ao Blog de Jamildo, nesta sexta-feira (5), que entrará com uma representação, na próxima segunda-feira (8), junto ao Ministério Público Federal de Santos/SP, solicitando que este peça à fabricante Cessna, ante a teoria do risco do empreendimento que é mais ampla que a teoria da culpa, as seguradoras envolvidas no caso e, subsidiariamente, a União (falha na base aérea de Santos/SP), que reparem os danos do acidente de forma imediata, independentemente de futuras ações cíveis e regressivas.
O advogado conta que a legislação sobre a matéria possibilita (adiantamento de despesas, cf. art. 28), especialmente a Convenção de Montreal, sempre com o objetivo de minorar o dano existente.
“Tal iniciativa vem em apoio aos moradores das casas sinistradas que visitei em Santos, recentemente, quando afirmei que os apoiaria no propósito da reparação dos danos, dando sequência, assim, ao acompanhamento do caso. As seguradoras têm que pagar os sinistros das vítimas do acidente, cabendo eventualmente ações regressivas, se couber”, explica Antônio Campos.
O caso deve parar na Justiça americana também.
“Estou consultando advogados americanos sob a possibilidade de acionar a Cessna também judicialmente nos Estados Unidos, local que é a sede da empresa fabricante, uma vez que já há indícios de erro de projeto da aeronave, falha mecânica e defeito da caixa preta. Já fiz inclusive uma consulta preliminar ao advogado Jack B. McCowan, do escritório Gordon Rees, que é especialista em acidentes aéreos nos Estados Unidos”, disse.
Além de acompanhar as investigações, Antônio Campos promete em breve se pronunciar sobre uma visão das causas do acidente.
Antônio Campos visitou as famílias em Santos no dia 28 de agosto. Na ocasião, ele defendeu a necessidade de se identificar os responsáveis pela tragédia e prometeu trabalhar para reparar o dano das casas atingidas pelo acidente.
O avião de campanha de Eduardo Campos caiu no dia 13, quando ele se dirigia para uma agenda de campanha na cidade. Além dele, o acidente matou outras seis pessoas: quatro assessores e os dois pilotos.
Foto: AFP
Foto: AFP

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