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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Aumento de juros terá impacto de até 14,3% na prestação da casa própria

Da Agência Brasil

 / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

O aumento de juros para os novos financiamentos da Caixa Econômica Federal para a casa própria terão impacto de até 14,3% nas prestações. Segundo levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os financiamentos mais caros serão os mais afetados pelas novas taxas, que vigoram para os contratos assinados a partir desta segunda-feira (19).
Para as linhas de crédito do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que financiam imóveis acima de R$ 650 mil na maior parte do país e de R$ 750 mil em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal, as novas taxas farão a prestação subir entre 11,24% e 14,35%. Para as operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que financia unidades entre R$ 190 mil e R$ 650 mil (ou R$ 750 mil, em Minas, no Rio, em SP e no DF), o impacto nas parcelas será bem menor, ficando entre 0,83% e 4,69% nas linhas que sofreram reajuste.
As novas taxas valem para os novos financiamentos habitacionais concedidos com recursos da caderneta de poupança, sendo que as operações mais caras do SFH não terão os juros alterados. De acordo com a Caixa, os mutuários que já assinaram contrato não terão mudança. Os imóveis financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou pelo Programa Minha Casa, Minha Vida também não tiveram os juros alterados. As duas modalidades financiam apenas unidades de até R$ 190 mil para famílias de menor renda.
As novas taxas para os financiamentos habitacionais foram anunciadas pela Caixa na última quinta-feira (15). Nos financiamentos do SFH, os juros, atualmente entre 8% e 9,15% ao ano, ficarão entre 8,5% e 9,15% ao ano. Nas operações do SFI, as taxas passarão de 8,8% a 9,2% ao ano para 10,2% a 11% ao ano. O banco justificou o reajuste com base no aumento da taxa Selic (juros básicos da economia), que passaram de 10% para 11,75% ao ano em 2014.
Os juros dos financiamentos habitacionais da Caixa são definidos conforme o perfil do comprador. Quem tem relacionamento com o banco (é correntista ou tem investimentos na instituição), tem conta-salário e é servidor público paga juros mais baixos à medida que o mutuário preenche cada um dos requisitos. Como a Caixa concentra 70% do crédito imobiliário no país, as taxas cobradas pela instituição servem de referência para operações semelhantes nos demais bancos.
A Anefac fez a simulação do impacto da alta dos juros nas prestações com base num financiamento de R$ 500 mil no SFH e no SFI em duas modalidades: prestação constante (tabela price) e amortização constante, quando o valor das parcelas diminui com o tempo. No caso do sistema de amortização constante, o impacto foi calculado para o valor da primeira prestação. Na última parcela, praticamente não há aumento.
Confira abaixo o impacto da alta dos juros nas prestações dos financiamentos habitacionais:

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Sintepe aprova novo piso, mas espera aumento prometido por Paulo Câmara

Do NE10
 / Foto: Guga Matos/JC Imagem
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Em Pernambuco, a notícia do aumento de 13,01% no piso salarial dos professores da educação básica foi bem recebida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe). Para o coordenador geral do Fórum Nacional de Educação e diretor do sindicato, Heleno Araújo, o reajuste é uma vitória para a categoria, no entanto, a luta por melhores salários ainda tem um longo caminho.

O salário do docente da rede pública do País, do ensino infantil ao médio, com jornada de 40 horas semanais, passou dos atuais R$ 1.697 para R$ 1.917,78. "Esse valor deve ser tido apenas como referência. O ideal é que o salário seja maior para que o professor possa ter um vínculo exclusivo com uma escola", avaliou Heleno Araújo. Atualmente, de acordo com o sindicato da categoria, Pernambuco vem cumprindo os valores estabelecidos pelo piso nacional dos professores.

Apesar disso, para o diretor do Sintepe, o salário ideal para o professor de nível médio estaria em torno dos R$ 3 mil, já o docente com ensino superior deveria receber cerca de R$ 4,5 mil. Tendo em vista esses valores, Heleno Araújo alerta que o aumento em Pernambuco deve ser ainda maior do que o que foi anunciado pelo Governo Federal.

"Aqui o novo governador Paulo Câmara prometeu dobrar o salário do professor até o final dos quatro anos de governo, para isso, só esse ano o aumento tem que ser de 25%. Se o Governo Federal já deu 13%, agora faltam 12% do Estado", explicou Heleno Araújo. Ele ainda alerta que, para que Pernambuco possa pagar os vencimentos prometidos, é preciso planejamento. "Se eles [Governo Estadual] dizem que a Educação é prioridade, é preciso tomar medidas para que essa promessa saia do papel", comentou.

O percentual do aumento foi divulgado na tarde desta terça-feira (6) pelo Ministério da Educação e segue fórmula estabelecida em lei de 2008. No ano passado, o reajuste foi de 8,34%. De acordo com levantamento mais recente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), de maio do ano passado, 10 Estados ainda pagam abaixo do piso.

* A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Petrobras cai mais de 6% e Bolsa inicia ano no vermelho; dólar sobe

Da Folhapress
Dólar voltou a subir em relação ao real. / Foto: FreeImages
Dólar voltou a subir em relação ao real.Foto: FreeImages

O primeiro pregão de 2015 foi marcado pela aversão ao risco, com investidores cautelosos em relação às medidas de ajuste prometidas pela nova equipe econômica do governo. Indicadores negativos na China, Estados Unidos e Europa intensificaram o clima de tensão.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 2,99%, para 48.512 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,323 bilhões -abaixo da média diária de 2014, que ficou em torno de R$ 7 bilhões, por causa do feriado de Ano Novo, que manteve a BM&FBovespa fechada nos últimos dois dias. Na semana, o índice caiu 3,25%. "Houve um 'sell off' na Bovespa hoje, uma venda a mercado generalizada. Os grandes 'players' apertaram o botão de venda a qualquer preço, por realização de lucro da alta parcial do dia 17 de dezembro pra cá", diz Wagner Caetano, diretor da consultoria Cartezyan. "Levy sinalizou hoje que não há intenção de anunciar medidas já na segunda-feira, quando ele irá tomar posse da Fazenda. Isso não agrada aos investidores. O mercado espera da equipe econômica sinalizações concretas sobre impostos, cortes etc. O que o mercado não quer é trabalhar às escuras. Os ativos estão muito baratos, então qualquer sinalização positiva pode fazer a Bolsa subir."

Os papéis preferenciais da Petrobras, sem direito a voto, perderam 6,59%, para R$ 9,36 cada um. Já as ações ordinárias da estatal, com direito a voto, registraram desvalorização de 6,15%, para R$ 9. A petroleira está envolvida em uma série de denúncias de corrupção que a impediram de divulgar seu resultado referente ao terceiro trimestre do ano passado.

Na véspera, em seu discurso de posse, a presidente Dilma voltou a defender a Petrobras, lamentou a crise vivida pela empresa por causa de esquemas de desvios de recursos e disse que o governo irá proteger a estatal de "predadores internos e de seus inimigos externos". Dilma também defendeu um ajuste fiscal no país. "O discurso de posse da presidente Dilma foi econômico em autocrítica e generoso em promessas difíceis de cumprir, como um ajuste fiscal indolor", escreveu o ex-diretor do Banco Central Mario Mesquita, que comanda a área de economia do Banco Brasil Plural. "Foi, em um sentido amplo, consistente com a aparente mudança para uma nova política econômica mais próxima do mercado, mas com o habitual viés estatizante-nacionalista", disse Mesquita, em nota a clientes.

EXTERIOR -  
As ações da mineradora Vale também fecharam o primeiro pregão do ano no vermelho, e ajudaram a manter o Ibovespa pressionado. Os papéis preferenciais da companhia tiveram queda de 2,60%, para R$ 18,73 cada um. O movimento refletiu dados mostrando desaquecimento da indústria na China -principal destino das exportações da Vale- em dezembro. Os números foram divulgados nessa quinta-feira (1º).

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial de indústria da China caiu para 50,1 em dezembro ante 50,3 em novembro, segundo estudo do governo chinês. É o menor nível de 2014 e pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Analistas consultados pela Reuters esperavam leitura de 50,1.
Na Europa, o PMI final de dezembro para a indústria da zona do euro atingiu 50,6, ante preliminar de 50,8 e mínima de 17 meses em novembro de 50,1. O resultado ficou acima da marca de 50, mas há pouco sinal de qualquer melhora neste mês, com o subíndice de novas encomendas em apenas 50,2. Nos EUA, o PMI caiu a 53,9 em dezembro, ante a leitura final de 54,8 apurada em novembro. O índice preliminar para dezembro era de 53,7.

AÇÕES -
 Estácio (-7,43%, para R$ 22,05) e Kroton (-4,52%, para R$ 14,80) estiveram entre as maiores baixas do Ibovespa, após o governo publicar nos últimos dias de 2014 algumas mudanças, como nota mínima para acessar o programa de financiamento de estudo superior pelo governo e calendário diferente para recompra de certificados de instituições com mais de 20 mil estudantes usando o Fies.

Em nota a clientes, a equipe da Bradesco Corretora avaliou que as alterações devem ter um impacto negativo nos resultados das companhias do setor educação, lembrando que o Fies representa 44% do total de receitas da Kroton e 40% da Estácio. Apenas três das 70 ações que compõem o Ibovespa subiram: Eletropaulo (+6,24%, para R$ 9,20), Cosan Logística (+2,45%, para R$ 2,93) e Embraer (+1,68%, para R$ 24,85).

A BM&FBovespa divulgou nesta sexta a terceira e última prévia da nova composição do Ibovespa para o período entre 5 de janeiro e 30 de abril deste ano. A lista atual manteve a exclusão dos papéis da construtora Rossi, da empresa de logística Cosan e das preferenciais da distribuidora de energia Eletropaulo. Também foi confirmada a entrada da Multiplan.

A CSN liderou a ponta negativa do Ibovespa, com perda de 9,68%, para R$ 5,04. A empresa divulgou após o fechamento do último pregão de 2014 que seu conselho de administração renovou programa de recompra, com até 34,6 milhões de ações, que vai durar até 31 de março de 2015. "Entendemos que o mais prudente para a companhia seria focar na melhora de alavancagem nesse momento", afirmou o BTG Pactual em nota a clientes. "Não apostamos que recompra seja totalmente executada", acrescentou.

Os bancos, que tiveram forte alta em 2014, caíram nesta sexta-feira. O Itaú Unibanco perdeu 2,23%, para R$ 33,83, enquanto o Bradesco viu sua ação preferencial ceder 2,17%, para R$ 34,30. Já o Banco do Brasil registrou desvalorização de 4,71%, para R$ 22,65.

CÂMBIO -
  No câmbio, o dólar voltou a subir em relação ao real nesta sexta-feira (2), refletindo a menor intensidade das atuações do Banco Central no mercado em 2015 e as expectativas para os ajustes que deverão ser promovidos pela nova equipe econômica do governo.

Após subir quase 2% ao longo do dia, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, encerrou a sexta-feira com valorização de 1,73% sobre o real, cotado em R$ 2,693 na venda. Na semana, houve ganho de 0,5%. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, mostrou alta de 1,16% no dia e de 0,75% na semana, também para R$ 2,693.

No primeiro pregão de 2015, o Banco Central deu continuidade ao seu programa de intervenções diárias no mercado de câmbio, mas cortou pela metade a ração de leilões ofertada diariamente, que caiu dos atuais US$ 200 milhões para US$ 100 milhões.

Além do valor menor, o prazo de renovação do programa de venda de contratos do chamado swap cambial (equivalente a uma venda futura de dólar) foi cortado. O programa vai vigorar até 31 de março. Até então, ele era sempre renovado por seis meses desde que foi criado, em 22 de agosto de 2013. Nesta sexta, o BC vendeu 2 mil contratos de swap, por US$ 98 milhões.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

TST suspende aumento salarial de 10% para os rodoviários da Região Metropolitana do Recife

Do JC Online / Foto: Diego Nigro/JC Imagem


Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Está suspenso, provisoriamente, o reajuste salarial de 10% concedido a motoristas, cobradores e fiscais de ônibus da Região Metropolitana do Recife pelo Pleno do Tribunal Regional da 6ª Região (TRT-PE) em 30 de julho. O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Barros Levenhagen acatou o pedido liminar do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Pernambuco (Urbana-PE) por entender que o reajuste concedido ficou fora dos limites do poder normativo da Justiça do Trabalho.

O TST ainda arbitrou aumento de 6% (quase equivalente ao índice inflacionário de 6,06% do INPC/IBGE) tanto para o salário quanto para o tíquete-alimentação, que seria reajustado em 75,4%. Com a decisão, o salário de motorista passa a ser de R$ 1.700,30; o de cobrador, R$ 782,59; e o de fiscal ficará em R$ 1.100,17. O mesmo índice também foi aplicado às diárias para motoristas em viagens especiais, ao auxílio funeral e à indenização por morte ou invalidez.

Embora ainda não tenha sido notificada da sentença, a advogada do Sindicato dos Rodoviários, Maria Rita Albuquerque, disse que o recurso impetrado pelos patrões já era esperado. “Entendo que a intenção foi adiar o pagamento do reajuste até que saia uma decisão definitiva do recurso ordinário, que ainda está tramitando no Tribunal Regional do Trabalho”, opina. A advogada se surpreendeu com os 6%, arbitrados pelo TST. “É provável que o sindicato das empresas tenha sugerido esse percentual no pedido porque, como o aumento é retroativo a 1º de julho, se a sentença demorar a sair e for favorável aos rodoviários, os patrões terão que pagar tudo de uma vez e o impacto financeiro será maior.”

Como o acórdão com o reajuste de 10% só foi publicado depois do fechamento da folha de pagamento, os rodoviários ainda não receberam nenhum aumento. O próximo pagamento, em 5 de setembro, deverá vir com o reajuste de 6%, arbitrado pelo TST.

Maria Rita informa que ainda tem um prazo até segunda-feira para apresentar as contrarrazões ao recurso ordinária, impetrado pela Urbana no TRT. “Agora também vamos esperar a notificação para recorrer dessa liminar”, adianta.

Em nota, a Urbana-PE alegou que interpôs recurso no TST “por motivo de absoluta incapacidade financeira e visando salvaguardar a solvência financeira do sistema.” Alega que as despesas com pessoal representam quase metade dos custos das empresas de transporte de passageiro e que os reajustes nos salários e tíquetes dos rodoviários, conforme estabelecido pelo TRT, representariam um aumento de 8% nos custos totais da atividade.
GREVE - Motoristas e cobradores da da Região Metropolitana do Recife cruzaram os braços no dia 28 do mês passado. Após três dias, a greve chegou ao fim com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que concedeu o aumento salarial de 10% à categoria, além do incremento no tíquete-alimentação (que passa de R$ 171,20 para R$ 300) e aumento de 6,06% de auxílio-funeral, diária de motoristas para viagens especiais e indenização por morte ou invalidez.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

TUDO SOBRE APROVAÇÃO DO PISO SALARIAL NACIONAL DOS AGENTES DE SAÚDE NO SENADO.




O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira 21/05, o estabelecimento de piso salarial de R$ 1.014,00 para os agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, com jornada de 40 horas semanais, em todo o país (SCD 270/2006). A matéria segue agora para sanção presidencial.
Os senadores comemoraram a aprovação da proposta e ressaltaram que a valorização dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate a endemias vai impactar diretamente na melhoria da saúde pública, já que esses profissionais lidam diretamente com o cidadão em um trabalho de atenção básica e medicina preventiva.
- É muito mais importante impedir que as pessoas adoeçam do que tratar da doença – destacou João Capiberibe (PSB-AP).
O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) observou que o dinheiro destinado aos agentes de saúde vai ajudar no controle da dengue, da leishmaniose e de endemias identificadas, primeiramente, por esses profissionais. O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), por sua vez, mencionou a importância da categoria no acompanhamento de idosos e gestantes, no incentivo ao aleitamento materno, no controle de doenças como infecção respiratória aguda e na promoção de ações de saneamento e melhoria do meio ambiente.
- A votação de hoje é histórica porque significa o cumprimento de um compromisso assumido por todos nós. O agente comunitário de saúde pela sua atuação fundamental representa o elo entre o serviço de saúde e a comunidade, garantindo a efetividade das políticas públicas no Brasil – disse o presidente do Senado, Renan Calheiros.
Mudança
Além de fixar o piso de R$ 1.014 para 2014, a proposta, prevê que, a partir de janeiro de 2015, o valor será reajustado por meio de decreto do Executivo. A forma do reajuste foi modificada em relação ao texto aprovado na Câmara, que previa uma atualização do valor vinculada ao Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. A sistemática seria, assim, a mesma aplicada ao salário mínimo atualmente. De acordo com a proposta da Câmara, os valores também seriam corrigidos anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Inicialmente, o governo pretendia apenas suprimir a parte do texto aprovado na Câmara que trata do reajuste, mas os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Roberto Requião (PMDB-PR) e José Agripino (DEM-RN) protestaram, alegando que, com a supressão, a conquista do piso seria “congelada no tempo” e “corroída pela inflação”.
- De nada adianta a previsão de um piso nacional se não tiver a previsão da correção desse piso quando ele for deteriorado pela inflação. Direitos têm que ser inteiros. Não é direito quando é feito pela metade – afirmou Randolfe.
O relator da proposta em Plenário, senador José Pimentel (PT-CE), aceitou acordo proposto pelos senadores e destacou que as mudanças feitas no Senado foram suficientes para garantir um sistema de atualização e fizeram justiça aos agentes de saúde e de endemias. Pimentel explicou que a regra de reajuste por meio de decreto do Executivo, aprovada para os agentes, também é utilizada, atualmente, no reajuste das aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo.
União
Para ajudar no pagamento dos novos salários, o projeto atribui à União a responsabilidade de complementar 95% do piso salarial. Em decreto, o Executivo federal poderá fixar a quantidade máxima de agentes que poderão ser contratados com o recebimento do auxílio financeiro da União.
A carreira de agentes comunitários foi regulamentada pela Lei 11.350/2006, que permitiu a regularização dos funcionários contratados no âmbito da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e estabeleceu as diretrizes para contratação nos estados e municípios.
Incentivo financeiro
O texto aprovado cria um incentivo financeiro a ser pago pelo governo federal aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para fortalecimento de políticas relacionadas à atuação de agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Esse incentivo deverá ser de, no mínimo, 5,3% do valor repassado pela União a cada entre federado e, no máximo, de 40% desse valor.
Um decreto deverá fixar os parâmetros para a concessão do incentivo e seu valor mensal para cada município ou estado. Se o decreto não tiver sido editado, o seu valor será de 5,3%, o mínimo estipulado.
Tanto o complemento de salário quanto o incentivo serão repassados pelo Fundo Nacional de Saúde na forma de transferências correntes, regulares, automáticas e obrigatórias. Essas transferências serão em 12 parcelas mensais mais uma no último trimestre do ano.
Embora o dinheiro repassado aos entes federativos possa ser usado nas políticas do setor como um todo, o projeto permite seu uso no pagamento dos salários dos agentes comunitários, pois determina que, se isso ocorrer, a assistência financeira usada para esse fim deverá constar como despesa de pessoal na obediência aos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101).
Planos de carreira
O projeto dá o prazo de 12 meses, contados da publicação da futura lei, para que estados, Distrito Federal e municípios elaborem ou ajustem os planos de carreira dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias segundo as novas diretrizes estipuladas no texto.Entre essas diretrizes estão: remuneração desses agentes; definição de metas; critérios de progressão e promoção; e adoção de modelos e instrumentos de avaliação adequados à natureza das atividades.Endemia ou epidemia
A partir da nova lei, a contratação temporária ou terceirizada desses agentes, permitida pela Lei 11.350/06, poderá ocorrer somente no caso de combate a surtos epidêmicos – quando uma doença de caráter transitório ataca grande número de pessoas em um local ao mesmo tempo.Atualmente, a contratação é permitida apenas para surtos endêmicos – quando uma doença infecciosa ocorre habitualmente e com incidência significativa em certa região (malária na Amazônia, por exemplo).
Comemoração
A votação desta quarta-feira foi acompanhada por dezenas de representantes dos agentes comunitários de saúde, que, ao fim dos trabalhos, receberam cumprimentos em Plenário.
- Temos que dar a vitória a eles, que mudaram a estatística da mortalidade infantil com esse belíssimo trabalho preventivo. Qualquer estatística que se fizer antes do agente comunitário de saúde e depois vai provar o grande valor desse trabalho - disse Waldemir Moka (PMDB-MS).
Fonte: Agência Senado
Com informações da Agência Câmara

AGENTES DE SAÚDE TERÃO HORÁRIO DE TRABALHO REDUZIDO.



Os 1.441 Agentes Comunitários de Saúde de Campo Grande-MS, terão a partir do próximo dia 1º de junho, a jornada de trabalho reduzida de oito para seis horas (das 7h às 13h), com o compromisso de manter a média de 10 visitas domiciliares diárias, que é um desempenho superior à meta fixada pelo Ministério da Saúde.
A redução da jornada semanal de 44 para 30 horas, junto com o reajuste salarial (8%), a correção em 10% da produtividade SUS e o pagamento de um auxilio alimentação de R$ 140, assegurados na negociação salarial, foram detalhados pelo prefeito Gilmar Olarte que participou da assembléia geral da categoria realizada ontem à noite 22/05, na sede do Sindicato dos Servidores Municipais (Sisem).
A agente de saúde Darci da Silva, com seis anos de experiência neste trabalho na Vila Carlota, atualmente, ganha R$ 820 de salário e R$ 300 da produtividade SUS, totalizando R$ 1.120. Com o acordo salarial fechado na data base da categoria (em maio), o salário base sobe para R$ 885,60 (reajuste de 8%) e a gratificação vai para R$ 330, com a correção de 10%, somando R$ 1.243,03. Além disso, a Prefeitura vai garantir aos agentes um auxilio alimentação de R$ 140, sob a forma de um cartão de crédito.
O presidente do Sisem, Marcos Tabosa, lembrou que, enquanto a administração atual, mostrou disposição para o dialogo, a gestão anterior não só ignorou o projeto apresentado pela categoria, de redução da jornada de trabalho, como também puniu com desconto de R$ 250, quem participou de uma manifestação realizada em junho do ano passado, quando a categoria foi às ruas cobrar o atendimento desta e de outras reivindicações.
Ao falar aos agentes, o prefeito disse que o próximo desafio é convencer o Ministério da Saúde de que esta experiência é viável, podendo ser levada ao restante do País. “Campo Grande vai ser um embrião de uma experiência, que imagino será bem sucedida. No próximo dia 30, o ministro da Saúde estará na Capital, quando vamos informar a ele pessoalmente esta inovação”, informou.

FONTE: CORREIO DO ESTADO.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Governo anuncia aumento de 8,32% para professores da rede estadual


O governo do Estado anunciou nesta quinta-feira (2) o aumento para os professores da rede estadual de ensino. Os docentes terão reajuste de 8,32% no salário. O impacto financeiro é de quase R$ 144 milhões por ano na folha salarial.
Os profissionais com formação em magistério receberão R$ 1.698,09. Os que possuem licenciatura plena ganharão R$ 1.782,99, podendo alcançar, ao final da carreira, R$ 4.458,72.
O Projeto de Lei segue para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, e deverá ser votado a partir de fevereiro, com efeito retroativo ao dia 1º de janeiro. Jornal do comercio

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Salário da Guarda Municipal do Recife terá aumento de 40%


O Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da Guarda Municipal do Recife foi sancionado nesta quinta-feira (26). O plano, que foi elaborado durante três meses e aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores, garante à categoria Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da Guarda Municipal do Recife.
As conquistas dos guardas municiapais começam a valer em 2014. A adesão dos 522 guardas e subinspetores promovidos será realizado em 1º de janeiro. A nova matriz salarial da categoria passará a vigorar a partir de setembro do ano que vem.
As diretrizes foram aprovadas na íntegra depois de ser elaborado durante três meses por uma comissão formada por três membros do governo e três representantes da categoria. Jornal do comercio

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Pelo Twitter, Dilma confirma salário mínimo de R$ 724


A presidenta Dilma Rousseff confirmou nesta (23) o aumento do salário mínimo para R$ 724 em 2014, 6,78% a mais do que os R$ 678 atuais. Em uma publicação na rede social Twitter no final da tarde desta terça-feira, a presidenta informou que assinou o decreto que viabiliza o ajuste. O novo valor entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2014.
Esse valor estava previsto no Orçamento da União, aprovado pelo Congresso na semana passada. Ao comemorar a aprovação, Dilma disse que Executivo e Legislativo têm estabelecido uma relação “muito construtiva” e que o Congresso tem sido um “grande parceiro” do governo. Jornal do comercio