Mostrando postagens com marcador Doença da Urina Preta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Doença da Urina Preta. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Síndrome de Haff, a doença da urina preta, pode estar relacionada a consumo de frutos do mar

Imagem meramente ilustrativa (Pixabay)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou uma nota na qual alerta sobre uma possível relação entre os casos de doença de Half, conhecida como “urina preta”, observados este ano no Brasil, e o consumo de peixes, mariscos e crustáceos sem o selo dos órgãos de inspeção oficiais.

De acordo com a pasta, todos os casos notificados e em investigação estão sendo acompanhados por epidemiologistas do Ministério da Saúde, em cooperação com os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

A nota do Mapa informa que os primeiros sinais e sintomas podem se manifestar nas 24 horas após o consumo de peixe cozido, lagostim e outros frutos do mar contaminados. 
“A enfermidade é considerada emergente e, por ter origem desconhecida, enquadra-se como evento de saúde pública (ESP), sendo considerada de notificação compulsória”, diz a nota.
A doença de Haff apresenta como sintomas rigidez muscular frequentemente associada ao aparecimento de urina escura, que resulta de insuficiência renal. Ela se constitui em um tipo de rabdomiólise, nome dado para designar uma síndrome que gera a destruição de fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro das fibras - como eletrólitos, mioglobinas e proteínas - no sangue.

O Mapa está orientando a população a ficar atenta na hora de comprar pescados, de forma geral. 
“Peixes, mariscos e crustáceos comercializados devem conter o selo dos órgãos de inspeção oficiais”, alerta o ministério, ao informar que produtos identificados pelo carimbo de inspeção na rotulagem possibilitam a rastreabilidade de sua origem, o que os torna seguros.
Identificação

A dificuldade para a identificação do material contaminado está no fato de que a toxina causadora não tem gosto nem cheiro específicos, o que torna mais complexa a sua percepção. Nos relatos registrados ao longo dos anos, pessoas acometidas da doença ingeriram diferentes tipos de peixe, como salmão, pacu-manteiga, pirapitinga, tambaqui, e de diversas famílias como Cambaridae e Parastacidae.
“Pesquisas sobre os possíveis agentes causadores estão sendo realizadas pelo LFDA e o IFSC, a partir das amostras coletadas dos alimentos consumidos, bem como de material biológico dos próprios pacientes acometidos. Por ter sido registrada em diversos biomas (rios, lagos, mares etc) e espécies, não é possível, até o momento, determinar, com base nos casos analisados, os ambientes e animais envolvidos”, informa a nota.
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do NE10 Interior

quinta-feira, 4 de março de 2021

Saiba tudo sobre a Síndrome de Haff, a doença da urina preta provocada por toxina do peixe

Síndrome de Haff pode ser provocada por peixe (Reprodução)

Recentemente um caso de duas irmãs do Recife, em Pernambuco, ganhou repercussão nacional. As duas mulheres e outras três pessoas podiam estar com a Síndrome de Haff no Estado, conhecida como 'doença da urina preta', e os casos despertaram a curiosidade de muita gente.

A médica veterinária Pryscila Andrade, de 31 anos, que estava internada na UTI em um hospital na capital pernambucana com suspeita da doença morreu na última terça-feira (2). Ela foi internada em 20 de fevereiro junto com a irmã, que teve alta médica no dia 24 após passar dias no Real Hospital Português (RHP) apresentando sintomas.

De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde, Pernambuco registrou 15 casos da doença entre 2017 e 2021. Os médicos afirmam que a contaminação é provocada por uma toxina que se desenvolve em peixes que não são bem armazenados em temperaturas adequadas. O problema é que esta toxina não altera o sabor nem a aparência do alimento.

As duas irmãs pernambucanas comeram o peixe tipo Arabaiana. No entanto, outras espécies já estão relacionadas com casos descritos de Síndrome de Haff, como o tambaqui. Na Bahia, a doença já foi relacionada com o consumo do Badejo (Mycteroperca) e, no Amazonas, com o consumo do Pacu Manteiga (Mylossoma).

Sintomas

A toxina vai para os músculos, provocando dores musculares e afetando os rins. Entre os sintomas estão dor e rigidez muscular, dormência, falta de ar e urina preta, semelhante à café. A urina escura é uma consequência da necrose muscular, provocado pela síndrome.

Os sintomas costumam aparecer entre quatro e seis horas após a ingestão do peixe, ou em alguns dias depois do consumo. Cada organismo reage de uma forma a quantidade de toxina ingerida. O tratamento indica a ingestão de bastante água, para o corpo se manter hidratado e analgésicos, para aliviar as dores. Ao primeiro sinal dos sintomas deve-se procurar atendimento médico.

Os principais sintomas são:

- Náusea;

- Vômito;

- Diarreia;

- Febre;

- Vermelhidão na pele;

- Falta de ar;

- Dormência no corpo;

- Insuficiência renal.
“O que chama atenção? O peixe não foi armazenado de forma adequada nem tratado de forma adequada. Aí ele vai produzir uma toxina. Você come o peixe, não nota que tem essa toxina, o gosto não tem alteração, mas, poucos dias depois, você começa a ter a dor muscular intensa e a urina ficando preta, devendo procurar de imediato uma unidade hospitalar, quando isso acontecer”, analisou o médico infectologista Filipe Prohaska, em entrevista à TV Jornal.
Caso a pessoa contraia a Síndrome de Haff, o tratamento indica a ingestão de bastante água, para o corpo se manter hidratado e analgésicos, para aliviar as dores.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do NE10 Interior

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Síndrome de Haff: irmãs estão internadas com 'doença da urina preta' em Pernambuco

Síndrome de Haff pode ser provocada por peixe (Reprodução)

Duas mulheres pernambucanas adoeceram e precisaram ser internadas após comerem o peixe Arabaiana, uma espécie conhecida popularmente como "olho de boi". Uma delas está em uma Unidade de tratamento Intensivo (UTI) e a outra foi atendida em uma enfermaria de um hospital do Recife. As irmãs foram diagnosticadas com síndrome de Haff, conhecida também como doença da urina preta.

A síndrome é causada por uma toxina presente no peixe. Ela provoca lesão muscular e também afeta os rins. É uma doença rara que acontece de forma repentina e que é caracterizada pela ruptura das células musculares, o que leva ao aparecimento de alguns sinais e sintomas como dor e rigidez muscular, dormência, falta de ar e urina preta, semelhante à café.

Autoridades de saúde acreditam que a toxina biológica está presente em peixes de água doce e crustáceos. A mãe das duas mulheres, Betânia Andrade, fez um alerta em entrevista à TV Jornal para que as pessoas tomem mais cuidado e relatou a dificuldade da família em lidar com um momento tão delicado.
"Muita gente não sabe, mas segundo o médico, vem do peixe essa toxina. Então queria dizer a todo mundo pra tomar cuidado. Minha filha está muito mal na UTI, a outra está no apartamento. Esse peixe está causando um mal muito grande a minha filha", disse Betânia, emocionada.
Veja a reportagem:


Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do NE10 Interior