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segunda-feira, 30 de junho de 2025

Empresa de formaturas é investigada por suspeita de golpes em turmas de Pernambuco

Book Convites recebeu pagamento antecipado para produção de convites para formaturas em Pernambuco, mas não entregou o material; empresa também é investigada em Minas Gerais.

Uma empresa mineira que atua na produção de convites de formaturas está sendo investigada por aplicar golpes em turmas de universitários em Pernambuco. Com sede em Belo Horizonte, a Book Convites recebeu pagamento antecipado para produção de convites para os eventos, mas não entregou o material e alegou, por meio de um comunicado, publicado em suas redes sociais no dia 17 de junho, ter encerrado suas atividades.

O Diário de Pernambuco entrou em contato com pelo menos duas comissões de formatura que realizaram Boletim de Ocorrência contra a Book Convites após registrarem prejuízo financeiro em razão da contratação do serviço. Por meio de nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) confirmou que investiga o caso.

De acordo Laryssa Lôbo, estudante de medicina no campus Garanhuns da Universidade de Pernambuco (UPE), a formalização da denúncia aconteceu depois de inúmeras tentativas frustradas de contato com a Book.

"A gente tinha combinado de receber o material até outubro deste ano, mas no dia 13 de junho uma funcionária mandou um comunicado dizendo que a empresa estava encerrando as atividades. Ela também encaminhou um e-mail para a gente entrar em contato e sumiu. Enviamos várias mensagens que voltaram, como se o e-mail fosse inválido", conta.

No comunicado, a empresa reforçava a orientação para que os clientes entrassem em contato pelo e-mail. "A Book Convites informa que cessará suas atividades operacionais em 13 de junho de 2025, com formalização legal nos próximos dias úteis", diz o texto. Na Receita Federal, contudo, a empresa segue com situação cadastral ativa. "O valor total do serviço era de R$ 10 mil. Eu e algumas pessoas da turma já tínhamos pago tudo. Só depois desse anúncio deles, ficamos sabendo que várias turmas estão passando pela mesma coisa, inclusive em Minas Gerais", comenta Laryssa.

Outros casos

Na Justiça de Minas Gerais, a Book Convites acumula processos por danos morais movidos por ex-clientes. De acordo com Ana Flávia Galindo, estudante de medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes (Afya), sua turma desconhecia a reputação da empresa e contratou os serviços por indicação de outros colegas.

"A nossa formatura é agora, no dia 10 de julho. Não recebemos nem o PDF com a arte dos convites", ressalta.

A estudante destaca que, em diversas ocasiões, a plataforma online disponibilizada pela empresa onde dados dos alunos e as demais informações que deveriam constar nos convites também costumava ficar fora do ar. "Eles ficaram jogando a responsabilidade pelo atraso para a gente. Mas como o pessoal iria preencher a plataforma se ela ficava fora do ar?", questiona.

Com prejuízo de R$ 13 mil e pouco tempo para a formatura, a turma desistiu de encomendar convites com outro fornecedor.

"O convite é uma parte simbólica da festa. Muita gente tinha prestado homenagem aos entes queridos que faleceram e aos familiares. Ficamos aguardando esse tempo todo para convidar as pessoas. Agora, não temos nenhuma resposta", completa.

Adiamentos

Estudante de medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Cecília Menezes conta que sua turma também registrou Boletim de Ocorrência contra a Book Convites.

"A gente entrou em contato com eles por volta de setembro de 2024. No começo eles eram bem solícitos, mas no final do ano passado começaram a mudar de comportamento, demorando a responder ou ignorando mensagens e cobrando pendências que a gente já tinha superado", lembra.

Segundo Cecília, a Book adiou os prazos estabelecidos mais de dez vezes. Depois de uma série de cobranças, a empresa enviou a primeira versão dos convites.

"Eles estavam com informações erradas e totalmente fora de formatação, uma coisa bem porca mesmo", acrescenta. A estudante ressalta que sua turma foi surpreendida pelo anúncio do fechamento da empresa. "Fica uma impressão de sumiço. Nosso baile é no dia 5 de setembro e os colegas ficam cobrando. A gente tem que passar pelo constrangimento de se explicar", lamenta.

A reportagem tentou entrar em contato com a Book Convites por meio dos seus canais oficiais, mas nenhum posicionamento foi emitido pela empresa. O telefone não tocou, os e-mails enviados não foram recebidos pelo endereço indicado e o contato de Whatsapp não respondeu a nenhuma das mensagens enviadas. A empresa ainda bloqueou comentários em suas redes sociais.

Valores dos contratos com as turmas pernambucanas:

Medicina UFPE

R$ 12 mil

Medicina UPE

R$ 10 mil

Medicina Afya

R$ 13 mil

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

12 funcionários de empresa produtora de frango passam mal após vazamento de gás amônia, em Belo Jardim


Doze funcionários de uma produtora de frango foram levados para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), após o vazamento de gás amônia. Segundo o Corpo de Bombeiros de Pernambuco, o caso foi registrado na última quarta-feira (27), nas dependências da empresa localizada na PE-180, km 35, na zona rural de Belo Jardim, no Agreste.

Ao g1, a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros disse que uma equipe especializada foi enviada ao local, onde constatou que o ambiente já havia sido evacuado preventivamente pela empresa. Os bombeiros realizaram o isolamento da área e usaram jatos de neblina para dissipar o gás. O vazamento foi sanado e a segurança da instalação reestabelecida.

Ainda segundo a nota, a empresa encaminhou os funcionários que se sentiram mal para UPA de Belo Jardim "por precaução". A Secretaria de Saúde disse ao g1 que todos os pacientes atendidos apresentaram quadro de saúde estável, "somente irritação ocular e na garganta. Receberam atendimento médico, e após aguardar período de observação, todos tiveram alta".

Já a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) disse ao g1 que uma equipe formada por fiscais da agência, junto ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) Estadual e Regional Caruaru, Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) da IV Geres e Vigilância Sanitária de Belo Jardim, realizou, na última quinta-feira (28), uma inspeção no local do acidente.

A empresa recebeu um Termo de Notificação contendo as medidas sanitárias e de ambiente e processo de trabalho a serem adotadas. O monitoramento da empresa e a investigação dos casos de intoxicação dos funcionários serão realizados pela equipe de saúde do próprio município de Belo Jardim.

O g1 entrou em contato com a produtora de frango, mas até a última atualização desta reportagem não conseguiu retorno.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Caruaru e Região

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Ministério Público pede redução de penas dos condenados pelo roubo à empresa Brinks, no Recife

Após a explosão da Brinks, armas e munições foram apreendidas (Bobby Fabisak/JC Imagem)

Um parecer entregue pelo Ministério Público Estado à Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) pode reduzir as penas de dois dos cinco homens condenados pela explosão e roubo milionário da sede da empresa Brinks Segurança e Transporte de Valores, no bairro da Estância, no Recife. O crime foi registrado no dia 21 de fevereiro de 2017 e o parecer analisa recurso interposto pelas defesas dos acusados.

O grupo foi condenado em 2019 pelos crimes de roubo mediante grave violência, com concurso de pessoas e emprego de armas de fogo, e por organização criminosa. As penas foram as seguintes: Willames Aguiar Silva, considerado um dos líderes, pegou 20 anos de prisão e 60 dias-multa; Júlio César Oliveira de Andrade recebeu 16 anos e oito meses de prisão, além de 60 dias-multa; Bruno Rafael Félix da Silva, 18 anos e três meses de prisão, além de 60 dias-multa; Gleison Silva da Hora, 16 anos e oito meses de prisão, além de 60 dias-multa; Rodrigo Anderson Gomes de Souza, 13 anos e seis meses de prisão, além de 60 dias-multa.

Em seu parecer, o Ministério Público foi favorável à redução das penas de Willames e de Gleison. O desembargador Marco Antônio Cabral Maggi, que é relator do recurso, deverá revisar as penas.

Relembre o caso

Os criminosos armados com fuzis, metralhadoras, pistolas e explosivos invadiram e roubaram a sede da Brinks no Recife em uma ação planejada. Eles atiraram contra a guarita de segurança da empresa, em direção aos vigilantes, e em seguida explodiram a sede da empresa.

Os explosivos chegaram a destruir os muros laterais da empresa. Como estratégia, os criminosos bloquearam as vias da cidade com ao menos sete carros queimados, para dificultar o trabalho da polícia. Antes da fuga, houve ainda troca de tiros com policiais. Em depoimento, o delegado João Gustado Godoy confirmou que R$ 12 milhões foram roubados.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do NE10 Interior

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Empresa sediada no Recife suspeita de golpe com vacina dizia a prefeituras que tinha 500 mil de doses

Empresa tinha sede no Recife, em um condomínio empresarial, no bairro de Casa Forte - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A Montserrat Consultoria, empresa sediada no Recife, afirmava a prefeituras de municípios do Brasil que tinha um lote de 500 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 do laboratório AstraZeneca para vender.

A empresa foi alvo, nesta quinta-feira (22), da Operação Sine Die - sem data, em latim -, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que classificou a oferta como um golpe.

Entre os municípios que receberam a oferta, estão Duque de Caxias e Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, e Porto Velho, em Rondônia. Não há registro de prefeituras vítimas do golpe em Pernambuco e ainda não foi informado se alguma prefeitura chegou a pagar à empresa pelas doses supostamente adquiridas. Pelo menos 20 prefeituras teriam sido contactadas pelos golpistas.

A consultoria ofertava os lotes da vacina da AstraZeneca por meio de uma empresa norte-americana pelo valor de US$ 7,90 (aproximadamente R$ 44) cada dose. No entanto não havia nenhuma garantia de que as vacinas seriam entregues.

Em Pernambuco, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em duas residências no Recife e no Empresarial Casa Forte Corporate, em Casa Forte, Zona Norte do Recife; e em uma residência em Muro Alto, em Ipojuca, no Litoral Sul do Estado.

As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Especializada do Rio de Janeiro. No estado pernambucano, participaram também da operação a Polícia Civil de Pernambuco e a Polícia Rodoviária Federal.

Pelo contrato apresentado pela empresa, as cidades deveriam realizar o pagamento antecipado por meio de "swift" (remessa internacional) ou carta de crédito no momento da suposta postagem das doses em Londres, no Reino Unido.
“Nas reuniões com os prefeitos, eles se passavam por representantes da Ecosafe Solutions, na Pensilvânia (EUA). Eles alegavam que essa empresa americana recebeu 500 milhões de doses por ter financiado os estudos da vacina”, explicou o delegado Thales Nogueira, titular da Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DCC-LD) do Rio de Janeiro.
As investigações verificaram que a Ecosafe, além de ter sido recentemente criada, utiliza como endereço um escritório de coworking e oculta os dados de registro de seu site.

A AstraZeneca informou que todas as doses da vacina contra a Covid-19 em produção pelo laboratório estão destinadas a consórcios internacionais como o Covax Facility e contratos com países.

O fabricante afirmou que não há doses remanescentes para serem comercializadas com estados, municípios ou entidades privadas.

Os envolvidos no esquema responderão pelos crimes de organização criminosa e estelionato contra a administração pública.

Em visita da reportagem da Folha de Pernambuco ao Casa Forte Corporate, empresarial onde a Montserrat Consultoria tem sede, não havia ninguém da empresa para falar sobre assunto.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha PE

Empresa pernambucana é alvo de operação por fazer falsas ofertas de vacinas contra Covid-19 a prefeituras

Operação em Pernambuco e Rio de Janeiro (Reprodução/SBT RIO)

Uma empresa pernambucana é alvo de uma operação das Polícias Civis de Pernambuco e Rio de Janeiro e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta quinta-feira (22). A Montserrat Consultoria, que tem sede no Recife, teria oferecido vacinas contra a Covid-19, Oxford/AstraZeneca, a pelo menos 20 prefeituras do país.

Após a oferta dos imunizantes, a empresa não fazia a entrega dos pedidos. Portanto, a polícia do Rio de Janeiro definiu a ação como golpe. A operação foi batizada de ‘Sine Die’ e cumpre oito mandados de busca e apreensão em Pernambuco. Não há informações a respeito de mandados cumpridos em outros Estados.

Meio bilhão de doses

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a empresa, que fica localizada no bairro de Casa Forte, na capital pernambucana, dizia ter um lote com meio bilhão de doses da vacina produzida pela Fiocruz no Brasil. Ainda não se sabe se as prefeituras que estavam em negociação chegaram a efetuar os pagamentos pelos imunizantes.

A polícia informou que, durante as reuniões com a gestão municipal, representantes da corporação diziam ser da Ecosafe Solutions, sediada na Pensilvânia (EUA). A empresa ocultava dados de registro no site e utilizava um escritório de coworking.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do NE10 Interior

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Empresa quer transformar em alimento sustentável algo presente em abundância no Agreste: gafanhotos


Uma empresa israelense aspira a ser a primeira a comercializar gafanhotos em larga escala e transformá-los em alimentos sustentáveis na Terra Santa e além. Quanto à questão de saber se os insetos ricos em proteínas são ou não kosher, a resposta não é direta.

Em um galpão que no passado servia de galinheiro, milhares de gafanhotos voam em pequenas gaiolas meticulosamente empilhadas. Para Dror Tamir, CEO da Hargol, “os gafanhotos são a solução”, garantiu à AFP durante uma visita às instalações da empresa, na parte das Colinas de Golã ocupada por Israel desde 1967 e posteriormente anexada. Quase 25.000 colonos israelenses vivem neste território.

Preocupado com o impacto do gado no meio ambiente, Tamir criou a empresa há seis anos e meio e gostaria que fosse “a primeira do mundo a produzir gafanhotos em escala comercial para fornecer uma fonte de proteína mais saudável e sustentável”.

Por trás de sua ideia de fazer o maior número possível de pessoas comer esse inseto, há memórias de infância, quando ouviu histórias de gafanhotos que destruíram na década de 1950 os campos de kibutz onde foi criado. Mas, acima de tudo, lembranças de que os judeus de origem iemenita os degustavam com prazer.

Ciente de que esses insetos podem ser repulsivos, a Hargol (gafanhoto em hebraico) transforma o animal em pó para fazer barras energéticas, jujubas, fallafel (bolinhos de grão de bico) e biscoitos.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do Blog do Bruno Muniz