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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Agreste e Sertão de Pernambuco devem sofrer mais com o El Niño, afirma especialista

De acordo com a Noaa, o El Niño tem 69% de chances de ficar entre os maiores registrados desde 1950 - Foto: NASA Earth Observatory/Lauren Dauphin/Divulgação

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) publicou ontem um boletim apontando uma chance de 90% para a ocorrência de um El Niño de maior intensidade entre outubro e dezembro deste ano. A possibilidade é maior que a última previsão feita pela agência, em julho, quando o fenômeno tinha 81% de chances de acontecer.

Segundo a Noaa, o El Niño se fortaleceu no mês passado, com anomalias de temperatura da água do Oceano Pacífico excedendo 2,0°C. O fenômeno é caracterizado por uma elevação superior a 0,5°C.

A agência ainda informou que há 69% de chances do evento ficar entre os maiores registrados desde 1950. O próximo boletim será publicado no dia 10 de setembro.

Pernambuco

Em meio às chances da ocorrência do El Niño, o professor de climatologia do mestrado em ensino de Ciências Ambientais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Lucivânio Jatobá analisa como o fenômeno pode impactar nas condições meteorológicas do estado. Segundo o especialista, o evento climático deve criar bloqueios na circulação de ar pelo país, provocando secas no Agreste e Sertão pernambucano.

"Esse ar que desce sobre o Nordeste e parte da Amazônia vai criar uma espécie de bolsão de ar seco, que vai impedir a circulação de ar do Sul para o Norte. Então deve chover muito na Região Sul e ficar mais seco no Nordeste, incluindo o Agreste e o Sertão de Pernambuco. Então espera-se uma redução considerável da precipitação", explicou.

Apesar da possibilidade de alteração nas condições meteorológicas dessas mesorregiões, Jatobá pontua que a Zona da Mata e o Litoral pernambucano não devem ser afetadas diretamente pelo El Niño.

"O Litoral e a Zona da Mata pernambucana não sofrem esses efeitos diretos do El Niño, porque eles recebem a influência de fluxos de ar que vêm do Oceano Atlântico. Então a gente não deve ter secas nessas regiões em 2027. Podem ter alterações discretas, mas estarão mais relacionadas das temperaturas do Atlântico, e não do Pacífico", disserta.
 
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha de Pernambuco
 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Especialista aponta meios para solucionar déficit hídrico no Agreste de Pernambuco


O Agreste de Pernambuco enfrenta desafios significativos relacionados ao déficit hídrico, uma problemática que impacta diretamente a vida da população e a atividade agrícola na região, no qual se tem o pior balanço hídrico brasileiro, indicando que a quantidade de chuvas não é o bastante para suprir as necessidades da população. Uma abordagem crucial para enfrentar o déficit hídrico no Agreste de Pernambuco é a implementação de tecnologias e práticas de gestão sustentável da água.

Além disso, investir em programas de conscientização sobre o uso responsável da água é fundamental. “Há abordagens para enfrentar a escassez de água, sendo uma delas a implementação de novas barragens, açudes e cisternas, que permitem o armazenamento e a captação de água durante períodos de chuva, para uso posterior em momentos de escassez, visando assegurar a sustentabilidade hídrica na região”, explicou Sabrina Corrêa, engenheira especialista em recursos hídricos e docente do UniFavip Wyden.

Durante períodos extensos de seca, as barragens enfrentam desafios significativos, como exemplificados pelo colapso do reservatório de Jucazinho. Iniciativas como a transposição das águas do Rio São Francisco emergem como uma alternativa para incrementar a produção hídrica, perspectiva que se torna iminente com a conclusão da adutora do Agreste.

Recentemente, a Governadora Raquel Lyra visitou a Barragem Serro Azul, que retornará das obras da Barragem Panelas II, no qual irá melhorar o abastecimento de água de toda a Zona da Mata Sul, beneficiando 1 milhão de pernambucanos. Portanto, é fundamental promover políticas públicas que incentivem práticas sustentáveis, ofereçam suporte técnico aos agricultores e estimulem investimentos em tecnologias verdes.

Desta forma, a solução para o déficit hídrico no Agreste de Pernambuco demanda uma abordagem abrangente, que envolva a combinação de tecnologias inovadoras, práticas sustentáveis, conscientização da população e políticas públicas eficazes. A busca por soluções integradas e sustentáveis é fundamental para enfrentar os desafios relacionados à água e garantir um futuro mais resiliente para a região.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Bruno Muniz