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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Mulher tem residência furtada no Centro de Santa Cruz do Capibaribe; vizinha é apontada como suspeita

Foto: Blog Polo+

Uma residência foi furtada na tarde da segunda-feira (23), na Avenida Padre Zuzinha, área central de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, a vítima, identificada como Maria Cristiane Quintans Bezerra, relatou que havia viajado para a casa da mãe no dia 19 e, ao retornar nesta segunda, encontrou o imóvel revirado, móveis fora do lugar, roupas espalhadas, além de perceber que o telhado estava danificado. A proprietária também notou o desaparecimento de um botijão de gás.

Ainda segundo a vítima, ao entrar na cozinha, ela encontrou um chaveiro rosa com uma boneca Minnie, objeto que reconheceu como sendo de propriedade da vizinha chamada Carla Beatriz Nascimento. Diante da desconfiança, decidiu verificar a residência da vizinha e afirmou ter localizado, em um dos cômodos, o botijão de gás e uma faca que seriam de sua propriedade.

A Polícia Militar foi acionada e conduziu todos os envolvidos para a Delegacia de Polícia Civil, onde foram tomadas as providências cabíveis.
 
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Estação Notícias

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Criança de 5 anos é atacada por vizinha com lâmina de barbear e passa por cirurgia no Recife



Um menino de apenas 5 anos sofreu um corte profundo no rosto após ser atacado com uma lâmina de barbear no Recife.

O ferimento começou próximo à testa e se estendeu quase até o pescoço, deixando a comunidade em choque. O caso aconteceu em frente à casa onde a vítima mora com a família.

Segundo relato da mãe, a criança brincava na rua quando foi surpreendida pela vizinha, que a agarrou pelo pescoço e desferiu o golpe com a lâmina.

Ferido, o menino conseguiu correr até a própria casa após o ataque.

“Foi muito grave, muito profundo a cirurgia nele. Quando vim, ela estava desesperada. E quem fez isso com ele foi uma vizinha”, contou a mãe, emocionada.

Histórico de ameaças

A mulher afirmou ainda que a agressora já havia provocado outros episódios de violência contra sua família.

“Toda vez que eu passava, ela ficava me ameaçando. Me jogou água quente em mim duas vezes e sempre dizia que ia me cortar”, relatou.

Reação da polícia

De acordo com a mãe, a polícia foi acionada em diversas ocasiões, mas não teria dado a devida resposta às denúncias anteriores.

O caso mais recente foi registrado no Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), e a família cobra providências.

Estado de saúde da vítima

O menino foi levado inicialmente para uma UPA e depois transferido para o Hospital da Restauração, onde passou por cirurgia. Ele segue internado, sem previsão de alta.
 
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Estação Notícias
 

quarta-feira, 12 de julho de 2023

Homem entrou na casa da vizinha seminu em Caruaru e foi linchado pelos vizinhos


Um homem foi espancado na noite da última terça-feira (11), na Travessa da Tijuca no bairro Salgado em Caruaru. Leandro José Lira dos Santos, de 32 anos, foi socorrido pelo Samu e levado para o Hospital Regional do Agreste, onde permanece internado.


De acordo com o Sargento Vital, a vítima que trabalha na Ceaca, passou a tarde bebendo com alguns amigos e a noite já embriagado, entrou na casa da vizinha onde só moram mulheres e outros vizinhos revoltados o espancaram com vários socos e chutes e o linchamento só foi cessado com a chegada da Polícia Militar. O Leandro não corre risco de morte.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Adielson Galvão

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Mulher suspeita de atear fogo no marido e morre após ter corpo incendiado em discussão com vizinha

Caso aconteceu em Campina Grande (Reprodução/NE10 Interior)

Uma mulher suspeita de jogar álcool e atear fogo no marido na última sexta-feira (12), em Campina Grande, morreu após ter o corpo queimado depois que uma vizinha também jogou álcool nela, e ela foi atingida pelas chamas do sofá onde estava o homem.

De acordo com a Polícia Civil, a suspeita informou que o homem estava caído no sofá em chamas, quando ela durante a confusão, acabou jogando álcool na vítima, que estava próximo ao sofá e também pegou fogo, mas não tinha a intenção de tirar a vida dela.

O casal foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, mas, devido à gravidade dos ferimentos, eles foram internados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do local.

A mulher tece 36% do corpo queimado, e apresentou problemas respiratórios e veio a óbito na última quinta-feira (18), após não resistir aos ferimentos. O homem continua internado, mas o estado de saúde é estável.

A vizinha, que estava grávida, acabou dando à luz a criança depois do crime, e está internada em uma unidade de saúde da cidade.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do NE10 Interior

sábado, 25 de julho de 2020

Professora de 69 anos ensina em sítio no Agreste de Pernambuco usando internet da vizinha: "cheguei a chorar"

Professora Maria José da Silva, 69 anos, ensina pelo WhatsApp (Reprodução de vídeo)

O ensino remoto é desafiador para qualquer professor, que precisa de mais tempo e dedicação para preparar as aulas e adaptá-las às tecnologias. Mas as dificuldades enfrentadas por educadores de grandes cidades são diferentes das que passam os professores do interior, principalmente em regiões mais pobres, como o Nordeste brasileiro.

Um exemplo disso é o caso de dona Maria José da Silva, de 69 anos, que é vinculada às secretarias de Educação dos municípios de Santa Cruz do Capibaribe e Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco. Ela leciona há quase 20 anos e ensina aos alunos do 3º e 5º anos do ensino fundamental (cerca de 30 alunos em cada turma, incluindo alguns com necessidades especiais). Licenciada de uma das escolas, atualmente está ministrando aulas para apenas uma delas.

A professora mora com duas irmãs que integram o grupo de risco da covid-19, e desde que o novo coronavírus chegou ao estado, decidiu se refugiar com as duas em um sítio em Brejo da Madre de Deus, cidade próxima. 
"Eu moro em Santa Cruz e lá o bairro mais afetado [pela covid-19] é o nosso", contou. Ao saber que precisaria encontrar formas para dar aulas remotas aos alunos, Maria José ficou desesperada.
Como naturalmente ocorre com pessoas da idade dela, a professora não tem familiaridade com as novas tecnologias, e não sabia o que fazer para não deixar os alunos desassistidos. Ela chegou a pedir a instalação da internet na casa do sítio, mas por tratar-se de uma área rural, o provedor não conseguiu. A solução foi procurar a ajuda de uma vizinha, que tem internet na residência. Mesmo assim, tem problemas com o sinal, que cai sempre que chove. Os dados móveis também não funcionam.

Porém, para não atrapalhar a rotina da casa da vizinha, ela decidiu que ficaria do lado de fora, em um ponto em o sinal da rede sem fio (wi-fi) ainda funciona. Próximo a uma árvore, ela montou o espaço que seria seu "home office", às margens de uma estrada de terra: uma cadeira de balanço, um toldo improvisado para proteger do sol e um banco para apoio.

Maria José conta que chegou a entrar em contato com a secretaria dos municípios e se oferecer para pagar uma outra professora para fazer o trabalho. 
"No início eu me apavorei muito, cheguei a chorar. Foi difícil para mim, achei que não ia conseguir. Disseram que tinha que ser a professora da sala, que iam me ajudar. Me deram uma força muito grande", relembrou.
Aulas pelo WhatsApp

Como tem dificuldades para gravar vídeos, formato mais comum das aulas remotas, a professora decidiu que repassaria as explicações aos estudantes pelo WhatsApp. Das 8h às 12h, ela fica no espaço improvisado com os livros de conteúdo e cadernos de atividades, tirando fotos e enviando as explicações para as mães dos estudantes. Depois, aguarda os alunos responderem e corrige cada tarefa de casa individualmente. "Se eu mandasse as respostas eles não iam fazer", pontuou.

Mesmo à distância, a professora "puxa a orelha" dos estudantes que não participam das atividades, através das mães. Além disto, leva o conteúdo para ser entregue na escola, junto ao kit merenda. "Meu objetivo é atingir a todos, minha parte está sendo feita", afirma. A professora vê o acompanhamento próximo por parte dos pais e responsáveis como um ponto positivo da educação à distância. "Não é melhor do que presencial, porque eles precisam brincar, interagir com o coleguinha, da socialização. Mas é válido, sim, basta a gente querer".

Reconhecendo as dificuldades do ensino remoto, Maria José acredita que sem ele seria pior. 
"Me emocionei outro dia, toda vez no fim de uma atividade eu gosto de parabenizar o aluno, mesmo que ele erre, para que ele se sinta feliz [em estar aprendendo]. Ele disse: 'agradeço às suas aulas'. Ouvir isso de uma criança é muito valoroso. É importante a gente ver que abriu caminhos para alguém".
Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do NE10 Interior