quarta-feira, 4 de junho de 2014
Deixem a Maisa em paz, seus tarados!
Como a Maisa cresceu, não é, gente? Aquela criança agora é uma pré-adolescente que posta fotos nas redes sociais e desperta polêmica sobre se já está sensualizando ou não. Eu vi a tal foto e vou te contar uma coisa: quem acha que isso é sensualizar não tem a menor ideia do que a garotada de hoje em dia está fazendo nas horas vagas. Desconfio que a maldade está nos olhos de quem vê. Depravadinhos.
Já vou deixando claro que, pessoalmente, acredito que quanto mais se adia o início da vida sexual, melhor para nossos jovens, pois aumenta a possibilidade de terem relações mais seguras, saudáveis e, obviamente, maduras. Também não sou hipócrita ou ignorante. Sei muito bem que em diversas culturas e em boa parte de nossa evolução histórica, as meninas se casavam ou começavam a transar assim que chegava sua primeira menstruação.
O que nós chamamos de sexualidade precoce é, portanto, decorrente de nossos valores culturais e pouco tem de discussão biológica. O que nos choca é perceber o quanto os adolescentes estão reproduzindo uma postura sexual promíscua (e uso essa palavra de forma objetiva, sem nenhuma carga moral), em muito influenciada pela avalanche de imagens e informações a que estamos todos submetidos por todos os lados, e cada vem em maior volume.
A adultização da infância é um fenômeno recente e, ao que tudo indica, irreversível. Lamento. Ao mesmo tempo em que há um esforço enorme para garantir os direitos inalienáveis de nossas crianças, elas estão cada vez mais adotando um comportamento adulto, no que o termo pode carregar de pior. É uma contradição que só se acentua.
Cabe aos pais dar o mínimo de estrutura familiar para que a sexualidade de seus filhos se manifeste sem repressões nem trauimas. Mas também é preciso o máximo de esforço e atenção para que isso aconteça com responsabilidade, sem os exageros a que estamos assistindo, perplexos.
É difícil, eu sei, quando crianças de cinco ou seis anos dão beijinhos de boca em novelas (e muitas mães acham isso inocente e bonitinho), relações sexuais são mostradas aos borbotões e, o mais preocupante, qualquer garoto ou garota tem acesso à pornografia que domina o submundo da internet. Podem ficar sossegados: nosso problema não é a cara sapeca e a pose maliciosa da Maisa, essa fofa. R7
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