
Keno foi o herói da vitória do Santa Cruz. Foto: André Nery.
O Santa Cruz venceu daquele jeito que só o Santa Cruz consegue: no fim, com toda dose de emoção que se possa imaginar. O atacante Keno foi o herói da quarta-feira (30) ao marcar os dois gols que decretaram a vitória por 2×1 na largada das quartas de final da Copa do Nordeste. Com o resultado, o Tricolor pode empatar por qualquer placar no Ceará e ainda assim avançar às semifinais. O Ceará precisa vencer por 1×0 para ir à próxima fase ou vencer por dois gols de diferença a partir de 3×1. Se der 2×1 para o Vozão, a decisão vai para os pênaltis.
PRESSÃO ALTA
O intertítulo acima não se refere à situação do Santa Cruz na temporada – embora também se encaixe – mas sim à marcação do Ceará. Para quem vinha de técnico interino, o Vozão estava bem montado, adiantado seus atacantes e conseguindo dificultar a saída de bola do Santa Cruz. O próprio Tricolor também deu uma forcinha com a dificuldade quase crônica em acertar um passe e João Paulo nunca conseguindo fazer o giro para ficar de frente para os atacantes.
O intertítulo acima não se refere à situação do Santa Cruz na temporada – embora também se encaixe – mas sim à marcação do Ceará. Para quem vinha de técnico interino, o Vozão estava bem montado, adiantado seus atacantes e conseguindo dificultar a saída de bola do Santa Cruz. O próprio Tricolor também deu uma forcinha com a dificuldade quase crônica em acertar um passe e João Paulo nunca conseguindo fazer o giro para ficar de frente para os atacantes.
GOL CHEGANDO
Dono da bola, engolindo o meio coral, o Ceará foi rondando a área e Assisinho teve uma ótima chance aos 9 minutos, mas chutou em cima de Tiago Cardoso. Quando os corais deram a resposta, aos 12, Grafite deixou a bola passar e chutou o vento. O gol amadureceu e saiu aos 22 numa falha coletiva que teve o epicentro no zagueiro Leonardo. Ele protegeu a bola para ganhar o tiro de meta, mas Richardson conseguiu dominar, passar por ele e rolar para Rafael Costa fuzilar para as redes. A partir daí, o defensor virou alvo das vaias sempre que tocava na bola.
Dono da bola, engolindo o meio coral, o Ceará foi rondando a área e Assisinho teve uma ótima chance aos 9 minutos, mas chutou em cima de Tiago Cardoso. Quando os corais deram a resposta, aos 12, Grafite deixou a bola passar e chutou o vento. O gol amadureceu e saiu aos 22 numa falha coletiva que teve o epicentro no zagueiro Leonardo. Ele protegeu a bola para ganhar o tiro de meta, mas Richardson conseguiu dominar, passar por ele e rolar para Rafael Costa fuzilar para as redes. A partir daí, o defensor virou alvo das vaias sempre que tocava na bola.
REAÇÃO TÍMIDA
À medida que o tempo passou, o Ceará foi recuando seu bloco de marcação até se distribuir em sua metade do campo. O Santa tocou um pouco mais a bola mas só assustou mesmo num chute de Grafite que o goleiro Everson mandou a escanteio.
À medida que o tempo passou, o Ceará foi recuando seu bloco de marcação até se distribuir em sua metade do campo. O Santa tocou um pouco mais a bola mas só assustou mesmo num chute de Grafite que o goleiro Everson mandou a escanteio.
PROVOU DO PRÓPRIO VENENO
Na volta para o segundo tempo o Santa Cruz fez o que o Ceará fizera na etapa anterior: empurrou o adversário para o seu campo e impediu a saída de bola. A arma cearense virou-se para ele aos sete minutos. Depois de tanto errar, Grafite encontrou Wallyson na marca do pênalti. Ele ainda driblou o goleiro mas Keno vinha em velocidade e empurrou para as redes.
Na volta para o segundo tempo o Santa Cruz fez o que o Ceará fizera na etapa anterior: empurrou o adversário para o seu campo e impediu a saída de bola. A arma cearense virou-se para ele aos sete minutos. Depois de tanto errar, Grafite encontrou Wallyson na marca do pênalti. Ele ainda driblou o goleiro mas Keno vinha em velocidade e empurrou para as redes.
RETRANCA
Como o empate com gol era bom, o Ceará não quis mais se arriscar. O técnico mandou todo mundo lá para trás, tanto que Rafael Costa ficava atrás do círculo central. E por mais que os corais tivessem dois homens velozes nas pontas a marcação dobrada levava vantagem. Só nos 15 minutos finais que os cearenses conseguiram chegar mais ao ataque mas sem grandes perigos.
Como o empate com gol era bom, o Ceará não quis mais se arriscar. O técnico mandou todo mundo lá para trás, tanto que Rafael Costa ficava atrás do círculo central. E por mais que os corais tivessem dois homens velozes nas pontas a marcação dobrada levava vantagem. Só nos 15 minutos finais que os cearenses conseguiram chegar mais ao ataque mas sem grandes perigos.
O HERÓI
Quando tudo caminhava para um empate amargo, Keno tirou um coelho da cartola. Invadiu a área pela direita, cortou um adversário e soltou uma bomba no ângulo. Isso tudo aos 45 minutos. Um daqueles gols para quem tem coração forte.
Quando tudo caminhava para um empate amargo, Keno tirou um coelho da cartola. Invadiu a área pela direita, cortou um adversário e soltou uma bomba no ângulo. Isso tudo aos 45 minutos. Um daqueles gols para quem tem coração forte.
Ficha do jogo:
Santa Cruz: Tiago Cardoso; Vítor, Alemão, Leonardo (Danny Morais) e Allan Vieira; Wellington Cézar (Lelê), Uillian Correia e João Paulo; Wallyson (Bruno Moraes), Keno e Grafite. Técnico: Adriano Teixeira (interino).
Ceará: Éverson, Cametá, Charles, Thiago Carvalho, Fernandinho; Baraka, Richardson, Roni (Felipe) e Serginho (João Marcos); Assisinho e Rafael Costa (Bill). Técnico: Cristian de Souza (interino).
Local: Arruda. Árbitro: Pablo dos Santos Alves (PB). Assistentes: Tomaz Diniz de Araujo e Luis Filipe Gonçalves Correa (ambos da PB). Gols: Rafael Costa, aos 22 do primeiro. Keno, aos 7 e 45 do segundo. Cartões amarelos: Lelê, Alemão, Assisinho, Everson, Fernandinho e Richardson.
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