
Blog do Kennedy
O governo Temer sabe que ficou mais difícil aprovar as reformas trabalhista e previdenciária, mas não tem outro caminho. Se abandonar os projetos, o presidente Michel Temer perderia sustentação no empresariado e no mercado financeiro.
De acordo com o Datafolha, a gestão Temer tem índices de popularidade baixos e semelhantes ao da administração Dilma pouco antes de o impeachment ganhar força. A diferença é que Temer ainda mantém o apoio do empresariado e do mercado financeiro, algo que Dilma perdeu no começo de 2016 e que foi fatal para o desfecho do impeachment.
O Datafolha mostrou que 71% se opõem à reforma da Previdência. É provável que o governo adie a votação do relatório de Arthur Maia na comissão especial da Câmara, o que estava previsto para esta semana. Isso daria tempo para buscar os votos no plenário que ainda não possui e para fazer nova investida de comunicação a fim de tentar explicar a reforma à população.
Ao adiar a votação, o risco é permitir maior pressão por mudança, como a redução do tempo mínimo de contribuição de 25 anos para pedir aposentadoria. Esse ponto prejudica os trabalhadores mais pobres, que deverão ter dificuldade para comprovar tal período de contribuição. Assim, ficariam sem aposentadoria.
A greve de sexta e as manifestações de ontem deixaram claro para o governo que a batalha da Previdência será duríssima na Câmara e que há risco para a trabalhista no Senado.
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