quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Viaduto Capitão Temudo exige maior manutenção




Há dez anos o motorista Enéas Oliveira, 45, estaciona o ônibus que traz doentes de Limoeiro ao Recife sob o Viaduto Roberto Pereira de Carvalho, nas imediações do Shopping Tacaruna. O local funciona como um grande estacionamento de coletivos oriundos de outras cidades que não encontram espaço nas ruas centrais do Recife. Nos últimos dias, Enéas tem observado com mais atenção o teto do viaduto. Em uma década, ele lembra que duas notícias serviram de alerta. A mais recente foi a de um viaduto de São Paulo, que cedeu dois metros no último dia 15, derrubando cinco carros. Em 2014, a queda de viaduto em Belo Horizonte. O que ele se pergunta todas as manhãs é se o lugar onde fica é seguro.

O Recife dispõe de sete viadutos que são monitorados pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). A vistoria nos equipamentos é feita a cada dois anos. A última havia sido realizada em 2016. Neste ano, o trabalho teve início em agosto e foi concluído no mês passado. No levantamento feito pela Emlurb, os técnicos detectaram a necessidade de substituição das juntas de dilatação em todos os equipamentos. 

Dos sete viadutos vistoriados, o caso mais urgente é o do Viaduto Capitão Temudo, que faz a ligação da Avenida Agamenon Magalhães com a Zona Sul. Serão substituídas 11 juntas transversais, totalizando 22 metros, e uma junta longitudinal no lado direito do equipamento medindo de 40 a 50 metros de comprimento.

“Quando há um desgaste da junta de dilatação, o motorista sente um certo desconforto porque há uma sensação de passar por buracos. Outro problema é que o desgaste da junta também provoca infiltrações”, explicou o engenheiro Ricardo Fausto, gerente geral de manutenção da Emlurb. O serviço do Capitão Temudo deverá entrar no orçamento de 2019 e está orçado em quase R$ 1 milhão. 

O Capitão Temudo é também o que tem exigido mais atenção da equipe técnica após o incêndio, em setembro deste ano, em uma ocupação bem embaixo do viaduto. “Há uma preocupação porque o fogo pode reduzir o tempo de vida útil do equipamento e estamos sempre observando se há alguma rachadura, mas não há nada para se preocupar”, relatou o engenheiro.

Também está prevista a substituição do guarda-corpo do viaduto da João de Barros nos dois sentidos. A obra será incluída no orçamento de 2019 e está avaliada em R$ 2 milhões. “No caso dos dois viadutos da João de Barros, a substituição do guarda-corpo não tem nada a ver com a questão estrutural. Ela é mais estética, porque fica mais à mostra da população”, explicou Ricardo Fausto.

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