quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Novas listas de constrangimento se espalham nas redes sociais

Após o levantamento dos “escrotos” e das “otárias”, internautas viralizam listagem dos “Cornos de Olinda” e “Pessoas que beijam mal do Recife”



Apesar da grande repercussão causada pelo vazamento da lista que trazia mais de 200 nomes de homens considerados “escrotos” no Recife, seguida de uma lista com mais de 160 nomes de mulheres “otárias”, a Polícia Civil de Pernambuco informou, por meio de nota, que não foram registradas queixas sobre o caso. A repercussão continuou intensa durante toda essa quarta-feira (30), com surgimento de outras listas como a “Lista dos Cornos de Olinda” e a “Lista das pessoas que beijam mal do Recife”.

Outras listas surgiram em retaliação às mulheres, como a “Lista das meninas c* doce” e “Cachorras de Olinda”. Isso porque foram elas que começaram a primeira listagem. Um grupo de mulheres se juntou no WhatsApp para alertar umas às outras sobre os homens com quem elas estavam se relacionando, citando comportamentos abusivos que eles já tiveram com elas ou com amigas. Assim, surgiu a ideia da “Lista de Macho Escroto do Recife”, que acabou vazando e virou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais na Capital pernambucana.

De acordo com Eronides Meneses, delegado de Crimes Cibernéticos, as pessoas que criaram a lista, assim como as que alimentaram e propagaram, podem responder criminalmente. Segundo o advogado criminalista Emerson Leônidas, além de responder criminalmente por injúria e difamação, os autores e autoras dessas listas, assim como os coautores ou quem compartilha, podem ainda responder ação cível por danos morais. “Cada pessoa citada na lista pode acionar a Justiça, para que sejam identificados os autores e coautores. Os que não puderem ser identificados vão se beneficiar com isso. Mas qualquer pessoa que alimentou essa lista, até quem apenas compartilhou, pode responder”, continuou.

Muitos dos nomes listados podem trazer transtornos para outras pessoas, que não estão envolvidas nas brincadeiras. “Na ‘Lista das Mulheres Escrotas do Recife’, por exemplo, tem quatro citações ao meu nome. Porque é um nome comum e isso é muito complicado, porque as pessoas podem pensar que sou eu. Perigosa demais essa brincadeira”, explicou uma estudante universitária, que preferiu não se identificar. Uma das pioneiras aparece como administradora do grupo onde a lista foi criada, em um print compartilhado nas redes sociais, falou à Folha que “Criaram o grupo e tinha muita menina. Foram fazendo listas e vazando. Eu, como administradora, vi que tudo estava saindo do controle e resolvi remover todo mundo e acabar com o grupo”, explicou.

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