quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Operação desarticula uma das maiores organizações criminosas do Estado


Ao total, foram presos 27 integrantes. Os mandados de prisão foram cumpridos no Recife e Região Metropolitana, Caruaru e Rio Largo, em Alagoas



Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) deflagrou a 3ª Operação de Repressão Qualificada do ano, denominada ‘Master’, na manhã desta quarta-feira (23). A investigação, sob coordenação do delegado Ícaro Schneider, teve início em novembro de 2017, com o objetivo de prender integrantes de organizações criminosas, envolvidos com a prática de homicídiotráfico de drogas,lavagem de dinheiro e associação para o tráfico.

Durante as investigações, foram presas 22 pessoas e outros 27 dos 29 mandados de prisão, sendo cinco contra mulheres que assumiam o controle da organização enquanto alguns integrantes estavam presos, foram cumpridos na manhã desta quarta.  Também foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão domiciliar no Recife e Região Metropolitana, Caruaru e Rio Largo, em Alagoas, expedidos pela juíza da Vara Criminal da Comarca do Recife.

De acordo com o chefe da Polícia Civil, o delegado Joselito Kehrle, essa organização criminosa é caracterizada como uma das maiores do Estado. “São quase R$ 4 milhões obtidos pelo tráfico de drogas. A quadrilha se capitalizou, adquiriu imóveis na Capital e na RMR”, comenta o delegado. Ainda segundo o delegado, foram apreendidos mais de 100 kg de entorpecentes, 10 armas de fogo entre armas e pistolas.
O líder do grupo vivia em Caruaru, Agreste de Pernambuco, mas não cometia crimes na região. O gerenciamento da quadrilha acontecia por dois irmãos que residiam em Rio Largo, em Alagoas. Ainda segundo o chefe da PCPE, os dois indivíduos entraram como concessionários de transporte público, inclusive, um ônibus foi apreendido no estado alagoano. 
20 homicídios estão sendo atribuídos aos integrantes da organização criminosa e aproximadamente sete foram evitados pela polícia. Os assassinatos aconteciam por disputas territoriais e comerciais do tráfico de drogas nas regiões em que a quadrilha atuava. 

Na operação, foram empregados cerca de 270 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães.

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