sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Operação prende empresários e ex-funcionários da Prefeitura de Quipapá



O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em parceria com a Polícia Civil do Estado (PCPE) deflagraram na manhã desta quinta-feira (14), a quarta fase da operação Gênesis. Integrantes do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento ao Crime Organizado (Gaeco/MPPE) junto com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco) cumpriram 16 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão nas cidades de Quipapá, Garanhuns, Caruaru e Itaíba em desfavor de ex-agentes públicos e empresários que fazem parte de um esquema criminoso que teria desviado R$ 18 milhões da Prefeitura de Quipapá, na Mata Sul de Pernambuco.

Os alvos da operação foram oito empresas, cinco servidores da Prefeitura e onze supostos empresários. As empresas envolvidas na operação foram: Eliude Pessoa da Silva, Menezes Locações, SA Souza Construções, Genesis Locações, Roma Empreendimentos. As outras empresas investigadas não foram divulgadas pela operação. Segundo a PCPE, os alvos são acusados de praticar os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações que tinham por finalidade desviar recursos públicos através da contratação de empresas de fachada pelo município de Quipapá.

Em coletiva de imprensa na sede da Procuradoria de Justiça do MPPE, na tarde desta quinta-feira (14), o promotor de Justiça Frederico Magalhães, do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento ao Crime Organizado (Gaeco), detalhou como era o modo de atuação da quadrilha. “Eles tinham empresas de fachada que montava licitações dentro da necessidade do município na prestação de diversos serviços públicos, como fornecimento de veículo, merenda e a construção de determinadas obras hospitalar ou educacional. Essas empresas atuavam em conluio, no sistema de cartelização, e dividiam as licitações”, acentuou.

Vinicius Santos de Oliveira foi o principal articulador da organização criminosa, tendo Álvaro Antônio Teixeira de Souza como o número 2 do esquema, sendo esse um amigo muito próximo dele. “Eles eram os elos principais, os grandes articuladores da operação. Forjavam as licitações, montavam um esquema e procuravam fazer com uma aparência de legalidade, mas na verdade era um grande esquema criminoso”, destacou o promotor Frederico.

A delegada Sylvana Lellis, diretora do Draco, explicou como a Polícia Civil contribuiu com as investigações. “Hoje nós empreendemos 80 policiais civis na operação. Também tiveram o apoio de 20 profissionais do Ministério Público. Toda essa equipe tinha o papel de identificar o que seria relevante na análise dos documentos, e o que é importante nesse nicho de anticorrupção para condenar os responsáveis por essa sangria”, afirmou. Fonte: Lourenço Gadêlha.

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