quarta-feira, 17 de abril de 2019

PF apreende veículos de suspeitos em aplicar golpe no INSS do Cabo


Foram cumpridos na Operação Coach nove mandados de busca e apreensão expedidos pela 13ª Vara Federal de Pernambuco. Quatro veículos foram apreendidos



Operação Coach deflagrada pela Polícia Federal de Pernambuco (PF/PE) apreendeu veículos de investigados na Operação Manager, que desarticulou, em 2016, um esquema de concessão irregular de benefícios previdenciários a pessoas residentes no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.

Segundo Geovanni Santoro, assessor de Comunicação da PF, foram cumpridos na Coach nove mandados de busca e apreensão expedidos pela 13ª Vara Federal de Pernambuco e quatro veículos, sendo dois modelos Honda e dois Toyotas foram apreendidos em bairros do Recife e também no Cabo de Santo Agostinho.

Ainda de acordo com Giovanni, entre os investigados na operação Manager, em 2016, está o gerente de uma agência da previdência social do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de São Lourenço da Mata, no Grande Recife, além do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Cabo de Santo Agostinho e de pessoas de confiança dele. 

“Segundo as investigações, essas pessoas aliciavam trabalhadores rurais e providenciavam, junto com o presidente do sindicato, a documentação falsa para que o benefício fosse concedido pelo gerente da agência do INSS de São Lourenço da Mata”, detalhou.

Giovanni disse ainda que quando o benefício era concedido, algumas pessoas eram convidadas a obter empréstimos consignados, porém, a maior parte dos valores eram repassados para os membros da organização criminosa. “A estimativa é que o prejuízo financeiro seja de R$ 34 milhões. Os carros apreendidos agora serão penhorados para que o dinheiro seja devolvido aos cofres públicos", afirmou.

Em 2016, quando a operação Manager foi deflagrada, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de condução coercitiva. Os investigados foram denunciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema do governo e associação criminosa, mas aguardam julgamento em liberdade.

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