quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Incêndios se agravam no Pantanal, e MS decreta situação de emergência


A maior parte da área atingida abrange municípios do Pantanal, região que já enfrenta 45 dias de estiagem



Com cerca de um milhão de hectares destruído pelas queimadas em pouco mais de um mês em Mato Grosso do Sul, o governo estadual decidiu decretar situação de emergência em publicação prevista no Diário Oficial para esta quinta-feira (12).

A maior parte da área atingida abrange municípios do Pantanal, região que já enfrenta 45 dias de estiagem.

Na terça, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), também decretou situação de emergência no estado devido ao aumento nos incêndios florestais.


De todo o país, o município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, é o que concentra o maior número de focos de incêndio neste mês, num total 634, conforme dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais). Somente na quarta-feira (11), foram 254 pontos de calor registrados, o maior índice nacional.


Durante todo o mês, foram 1.579 focos de incêndios no estado, sendo o maior índice já registrado desde 2008. Segundo o coordenador do Prevfogo, Márcio Yule, o recordista em incêndios foi o ano de 2007, com 5.380 focos no pico da estiagem, em setembro.

Neste ano os focos de incêndio começaram a se intensificar em agosto, e a situação ficou mais grave por conta do longo período de estiagem, com baixa umidade e altas temperaturas, que ultrapassaram os 40 ºC em alguns municípios.

Dados do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) indicam que, de 1º de agosto a 9 de setembro, os incêndios consumiram 1.027.041,20 hectares no estado.

Segundo Yule, o Prevfogo, órgão ligado ao Ibama, está com equipes nas áreas consideradas mais críticas: região de Corumbá, na terra indígena Kadwéu (localidada na Serra da Bodoquena), nas aldeias Limão Verde e Taunay/Ipegue, em Aquidauana e em Miranda, próximo do Refúgio Ecológico Caiman que, na terça-feira (10), registrou incêndio de grandes proporções.

De acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Produção, Jaime Verruck, as equipes do Corpo de Bombeiros estão em alerta máximo, com escala operacional com cerca de 250 militares em ações de combate em todo o Mato Grosso do Sul. O trabalho ainda envolve os brigadistas treinados nas aldeias e áreas de preservação, além da equipe do Prevfogo.

Agora, com o decreto, o governo estadual quer apoio do Ministério da Integração Regional e do Exército no combate aos incêndios. O reforço militar seria a utilização de aeronave Hércules C130, da Força Aérea, estudo que está sendo feito pela Sala de Situação Integrada, grupo montado desde o aumento das queimadas e será enviado ao Ministério da Defesa.

Para Márcio Yule, a situação é preocupante. "Serão mais dez dias de calor de grande intensidade". Além disso, o prognóstico é pouco animador até outubro.

Segundo o meteorologista da Estação Anhanguera/Uniderp Natálio Abrãao, há previsão de chuva a partir do dia 18, mas de pouca intensidade e somente para região sul do Estado. Somente a partir do dia 22, já na primavera, é que os índices vão aumentar, com previsão de tempestades e ate enchentes, mas que podem não ser suficientes. "Volume de chuva pode ser grande, mas não o esperado para resolver o problema".

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