sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Latam é multada em R$ 500 mil por proibir embarque de passageira com autismo


Uli foi informada que não poderia viajar desacompanhada, mesmo após apresentar documento que atesta a sua ampla capacidade para fazer tudo sozinha



A Latam foi multada em R$ 500 mil após impedir o embarque de uma passageira diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA). O Procon-PE anunciou a punição nessa quinta-feira (12), um dia após autuar a companhia aérea pelo caso.

A auxiliar de veterinária e violinista do Conservatório Pernambucano de Música Uli Firmino Ary, 26, iria embarcar no último sábado (7) no Aeroporto do Recife em um voo para Fortaleza, no Ceará, para realizar uma cirurgia na gengiva. Ela não pôde viajar mesmo apresentando o laudo médico que a atesta como apta a desenvolver todas as suas atividades sozinhas.

A passageira pediu para trocar de assento ao realizar o check-in, pois seu assento ficava próximo à hélice e ela possui sensibilidade auditiva. Segundo relato da passageira, a Latam questionou o porquê da mudança de cadeiras. Uli foi informada que não poderia viajar desacompanhada, mesmo após apresentar documento que atesta a sua ampla capacidade para fazer tudo sozinha.

A violinista teve seu voo negado e foi informada que teria que esperar até 72 horas para a companhia analisar o laudo. Uli embarcou para Fortaleza nessa quinta, no final da manhã.

Resposta da empresa
Em nota, a Latam afirmou que não houve discriminação no atendimento à passageira. "A companhia se sensibiliza com o ocorrido e informa que se manteve mobilizada para o embarque da passageira. A empresa ainda reforça que seus procedimentos estão de acordo com as regras vigentes do setor e têm como objetivo resguardar o bem-estar e a saúde do passageiro a bordo", diz a nota.

Segundo a empresa, "a documentação necessária para o transporte de passageiros com necessidades especiais, chamada Medif, deve ser enviada para o e-mail medif@latam.com com no mínimo 10 dias e no máximo 48 horas antes do embarque para ser avaliada por um grupo de médicos especializados em medicina aeroespacial."

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