quinta-feira, 3 de outubro de 2019

"A solução definitiva do agreste central passa necessariamente pela Adutora do Agreste", destaca engenheiro da Compesa




O diretor técnico de engenharia da Compesa, Rômulo Aurélio, confirma que a Barragem de Jucazinho, localizada na cidade de Surubim, no agreste de Pernambuco, encontra-se com apenas 2,5% da sua capacidade e lamenta o atraso nos repasses federais para a obra da Adutora do Agreste, que de acordo com ele, resolveria a questão da escassez de água na região do agreste pernambucano. 

Apesar das ações e investimentos que tem realizado, o Governo do Estado não tem conseguido contornar a crise hídrica que assola a região do agreste. Um dos principais reservatórios de água da região, que é a Barragem do Jucazinho, encontra-se em situação crítica. "A situação de Jucazinho infelizmente é extramente crítica, porque essas chuvas realmente não chegaram de forma satisfatória na bacia hidráulica da Barragem de Jucazinho, que hoje se encontra aproximadamente com menos de 2,5% de sua capacidade", afirmou Rômulo.

As declarações ocorreram durante entrevista ao programa Cidade em Foco, da Rede Agreste de Rádios. De acordo com o mesmo, a cidade de Caruaru e região não está sendo abastecida pela Barragem de Jucazinho, mas sim pelo Sistema do Prata e Pirangi. "A solução definitiva do agreste central passa necessariamente pela Adutora do Agreste, essa é que será a obra que vai dar uma condição de sustentabilidade hídrica para o agreste", afirmou o mesmo.

Entretanto, o mesmo lamentou o atraso nos repasses oriundos do Governo Federal para a conclusão das obras da Adutora do Agreste, que tinha previsão de conclusão em 24 meses, entretanto, agora não há mais previsibilidade para o seu término. "A previsão de um prazo efetivo, de dizer que tal mês de tal ano a gente está concluindo essa obra, fica difícil de afirmar, por força dessa questão da irregularidade do repasse do recursos", afirmou.

Santa Cruz do Capibaribe - Ainda durante sua participação, o mesmo falou sobre as obras do Sistema de Esgotamento Sanitário em Santa Cruz do Capibaribe. Ao todo serão 100 milhões de reais investidos pelo Governo do Estado para ampliar a cobertura dos serviços de coleta e tratamento de esgoto no município. "Tem sido também algo inovador para a própria Compesa, porque o sistema que a gente está implantando lá é uma sistema que a gente vai aproveitar a drenagem da cidade e coletar os esgotos a partir da drenagem", disse o mesmo.

Outra ação importante citada pelo mesmo, é a construção da Adutora do Alto Capibaribe que receberá águas do Rio São Francisco para beneficiar a região do Polo de Confecções. O mesmo parabenizou o empenho de figuras politicas locais, a exemplo do deputado Diogo Moraes (PSB). "As lideranças políticas de Santa Cruz realmente buscam intervenções importantes no município, uma vez que só de água e esgoto a gente tem quase 200 milhões que a Compesa está investindo hoje em Santa Cruz do Capibaribe. Então, o deputado Diogo Moraes está de parabéns em função do trabalho que ele vem buscando de melhorias para o município", afirmou.

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