Uma
investigação rápida e contundente desvendou os detalhes macabros do
assassinato de Alanni Rayane Santos, 24 anos, ocorrido em sua residência
no Loteamento Neuza Garcia, em Caruaru. O caso, que parecia um
mistério, foi solucionado em menos de 24 horas com a prisão de dois
culpados: a própria mãe da vítima e seu amante, segundo a polícia.
Andrea
Maria dos Santos, mãe de Alanni, não conformada com uma herança deixada
pelo pai para a neta, teria encomendado a morte da filha. O executor
escolhido foi justamente o homem com quem mantinha um relacionamento, o
pai de santo Josemi José de Santana Filho.
A trama começou a ser
desvendada na tarde de segunda-feira, 17, quando o corpo de Alanni foi
encontrado dentro de casa. A cena era de extrema violência: a jovem
estava amarrada, com inúmeras lesões e o rosto desfigurado. A perícia
confirmou a brutalidade do crime.
Um grande aparato policial,
envolvendo a 19ª Delegacia de Homicídios, Polícia Militar, Núcleo de
Inteligência, IC e RASTRO do IITB, trabalhou de forma integrada. O
delegado chefe da Divisão de Homicídios, Dr. Eric Costa, coordenou as
operações que levaram às prisões em flagrante na manhã desta terça-feira
(18).
De
acordo com a investigação, Josemi confessou o crime detalhadamente. Ele
revelou que no domingo, (16), por volta das 10h da manhã, foi à casa de
Alanni sob o pretexto de realizar um trabalho religioso. Horas depois,
já no período noturno, aproveitou-se de um momento de descuido da jovem,
que estava sentada, para amarrá-la e iniciar uma sessão de tortura.
O
objetivo era forçar Alanni a transferir um valor em dinheiro para a mãe
via Pix. Diante da resistência da vítima, a tortura se intensificou.
Josemi utilizou uma pequena enxada para agredi-la, causando ferimentos
tão graves que arrancou um de seus olhos.
Enquanto a jovem ainda
agonizava, o assassino desferiu diversos golpes de uma faca-peixeira
para assegurar sua morte. A entrada e saída do local por parte de Josemi
foram confirmadas por imagens de câmeras de segurança, que ajudaram a
consolidar a acusação.
Com a confissão as provas colhidas, ambos
os envolvidos foram autuados por latrocínio (roubo seguido de morte). O
caso, que mistura conflito familiar, interesse financeiro e violência
ritualística, deixa a população pernambucana em estado de choque pela
frieza dos crimes cometidos.



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