segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Confusão em festival de tortas em Olinda termina com estrutura destruída e prejuízo de R$ 11 mil

Durante a discussão, a mulher derrubou a estrutura utilizada para as vendas. Mesas foram danificadas, tendas derrubadas e toda a produção de bolos acabou destruída. - Foto: Cortesia

Uma confusão terminou com mesas, tendas e mais de 16 tortas destruídas no bairro dos Bultrins, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. O prejuízo estimado é de R$ 11 mil.

O caso aconteceu no último sábado (8) e envolveu a confeiteira Maria José Pereira de Figueiredo, que realizava um festival de fatias de tortas na calçada de uma antiga faculdade, na Avenida Chico Science. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a destruição e ação da Polícia Militar.

Trabalhadora do ramo da confeitaria há mais de 18 anos, Maria começou a empreender há um ano e, nos últimos três meses, passou a comercializar fatias de tortas em uma estrutura montada na área.

Em entrevista à Folha de Pernambuco, ela contou que foi surpreendida por um casal, que são donos de uma loja de vidros das proximidades e que teriam questionado a utilização do espaço alegando que a empreendedora não possuía a documentação necessária.

"Eu coloco o meu festival ao lado da loja deles, em frente à antiga Faculdade Focca, já desativada. Eles chegaram transtornados, bêbados. A mulher começou a agressão verbal, perguntando que autorização eu tinha para trabalhar lá, disse que estava me monitorando há um tempo e não estava gostando da movimentação próxima à loja dela", relatou a confeiteira.

Ainda segundo Maria José, durante a discussão, a mulher derrubou a estrutura utilizada para as vendas. Mesas foram danificadas, tendas derrubadas e toda a produção de bolos acabou destruída.

Confeiteira contou que foi surpreendida por um casal, dono de uma loja de vidros das proximidades, que teria questionado a utilização do espaço | Foto: Cortesia

"Ela virou as mesas, quebrou tenda, jogou espátula longe, agrediu os meus clientes que tentaram impedí-la de quebrar as coisas. Quando ela partiu para a violência, o marido tentou impedir, mas ele não teve força para segurá-la", afirmou a confeiteira.

Maria José contou também que a mulher chegou a dizer que havia comprado toda a área onde o festival acontecia, e que ficou sem reação ao ver tudo destruído exatamente no dia em que celebrava um ano como profissional autônoma.

"Eu fiquei em choque, não reagi, não falei nada. Fiquei parada. Ela chegou a dizer que comprou tudo, que tinha documento para comprovar, mas não provou. Não achei que ia incomodar tanto, porque durante esse tempo que eu estava lá, nenhum dos dois me procurou", relatou Maria José.

A confeiteira detalhou que só atuava na área aos sábados, e que o horário de funcionamento do festival de fatias coincidia com o período em que o estabelecimento do casal já estava fechado.

"Não atrapalhava em nada. O estabelecimento deles, aos sábados, fechava às 11h, e a minha tenda, eu montava de 14h para começar os atendimentos às 15h", afirmou.

Maria José também contou que no momento da confusão, uma viatura que seguia para outra ocorrência parou no local e todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia do Varadouro, também em Olinda, onde foi registrado um Boletim de Ocorrência.

A Polícia Militar de Pernambuco informou, por meio do 1°BPM, que não registrou a ocorrência. Já a Polícia Civil destacou que registrou na 7ª Delegacia Seccional de Olinda a prisão em flagrante de um homem de 54 anos e de uma mulher, de 48, pelos crimes de dano/depredação, injúria, ameaça e desacato.

"Os autores foram conduzidos à delegacia para realização dos procedimentos cabíveis e ficaram à disposição da Justiça", afirmou a corporação.

A reportagem da Folha de Pernambuco tenta contato com os apontados como responsáveis pela confusão e prejuízo à confeiteira, mas não conseguiu retorno até a publicação deste texto. O espaço para a manifestação segue aberto.

Prejuízo e vaquinha

Maria José estima que o episódio tenha causado um prejuízo de aproximadamente R$ 11 mil. Parte dos equipamentos destruídos havia sido adquirida recentemente e ainda estava sendo paga.

"Me afetou em tudo. Não voltei a trabalhar ainda porque, psicologicamente, eu não tenho condições de fazer bolo, e também não tenho os materiais, fôrmas, mesas, não tenho mais nada disso", relatou.

Após o episódio ganhar repercussão nas redes sociais, clientes começaram a procurar a confeiteira para oferecer ajuda. Diante do prejuízo, Maria José decidiu disponibilizar uma chave Pix para receber doações e tentar retomar as atividades.

As doações podem ser feitas para a chave Pix 81986791471 (celular), em nome de Maria José Pereira de Figueiredo, banco PagSeguro. 

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha de Pernambuco


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