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| Durante a discussão, a mulher derrubou a estrutura utilizada para as vendas. Mesas foram danificadas, tendas derrubadas e toda a produção de bolos acabou destruída. - Foto: Cortesia |
O caso aconteceu no último sábado (8) e envolveu a confeiteira Maria José Pereira de Figueiredo, que realizava um festival de fatias de tortas na calçada de uma antiga faculdade, na Avenida Chico Science. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a destruição e ação da Polícia Militar.
Trabalhadora do ramo da confeitaria há mais de 18 anos, Maria começou a empreender há um ano e, nos últimos três meses, passou a comercializar fatias de tortas em uma estrutura montada na área.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, ela contou que foi surpreendida por um casal, que são donos de uma loja de vidros das proximidades e que teriam questionado a utilização do espaço alegando que a empreendedora não possuía a documentação necessária.
"Eu coloco o meu festival ao lado da loja deles, em frente à antiga Faculdade Focca, já desativada. Eles chegaram transtornados, bêbados. A mulher começou a agressão verbal, perguntando que autorização eu tinha para trabalhar lá, disse que estava me monitorando há um tempo e não estava gostando da movimentação próxima à loja dela", relatou a confeiteira.
Ainda segundo Maria José, durante a discussão, a mulher derrubou a estrutura utilizada para as vendas. Mesas foram danificadas, tendas derrubadas e toda a produção de bolos acabou destruída.
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| Confeiteira contou que foi surpreendida por um casal, dono de uma loja de vidros das proximidades, que teria questionado a utilização do espaço | Foto: Cortesia |
"Ela virou as mesas, quebrou tenda, jogou espátula longe, agrediu os
meus clientes que tentaram impedí-la de quebrar as coisas. Quando ela
partiu para a violência, o marido tentou impedir, mas ele não teve força
para segurá-la", afirmou a confeiteira.
Maria José contou
também que a mulher chegou a dizer que havia comprado toda a área onde o
festival acontecia, e que ficou sem reação ao ver tudo destruído
exatamente no dia em que celebrava um ano como profissional autônoma.
"Eu
fiquei em choque, não reagi, não falei nada. Fiquei parada. Ela chegou a
dizer que comprou tudo, que tinha documento para comprovar, mas não
provou. Não achei que ia incomodar tanto, porque durante esse tempo que
eu estava lá, nenhum dos dois me procurou", relatou Maria José.
A
confeiteira detalhou que só atuava na área aos sábados, e que o horário
de funcionamento do festival de fatias coincidia com o período em que o
estabelecimento do casal já estava fechado.
"Não atrapalhava
em nada. O estabelecimento deles, aos sábados, fechava às 11h, e a
minha tenda, eu montava de 14h para começar os atendimentos às 15h", afirmou.
Maria
José também contou que no momento da confusão, uma viatura que seguia
para outra ocorrência parou no local e todos os envolvidos foram
encaminhados à Delegacia do Varadouro, também em Olinda, onde foi
registrado um Boletim de Ocorrência.
A Polícia Militar de
Pernambuco informou, por meio do 1°BPM, que não registrou a ocorrência.
Já a Polícia Civil destacou que registrou na 7ª Delegacia Seccional de
Olinda a prisão em flagrante de um homem de 54 anos e de uma mulher, de
48, pelos crimes de dano/depredação, injúria, ameaça e desacato.
"Os autores foram conduzidos à delegacia para realização dos procedimentos cabíveis e ficaram à disposição da Justiça", afirmou a corporação.
A
reportagem da Folha de Pernambuco tenta contato com os apontados como
responsáveis pela confusão e prejuízo à confeiteira, mas não conseguiu
retorno até a publicação deste texto. O espaço para a manifestação segue
aberto.
Prejuízo e vaquinha
Maria José estima
que o episódio tenha causado um prejuízo de aproximadamente R$ 11 mil.
Parte dos equipamentos destruídos havia sido adquirida recentemente e
ainda estava sendo paga.
"Me afetou em tudo. Não voltei a
trabalhar ainda porque, psicologicamente, eu não tenho condições de
fazer bolo, e também não tenho os materiais, fôrmas, mesas, não tenho
mais nada disso", relatou.
Após o episódio ganhar
repercussão nas redes sociais, clientes começaram a procurar a
confeiteira para oferecer ajuda. Diante do prejuízo, Maria José decidiu
disponibilizar uma chave Pix para receber doações e tentar retomar as
atividades.
As doações podem ser feitas para a chave Pix 81986791471 (celular), em nome de Maria José Pereira de Figueiredo, banco PagSeguro.
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha de Pernambuco



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