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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Chikungunya: SES-PE confirma morte de menina de 4 anos; óbitos por arboviroses no ano sobem para 17

Mosquito da dengue - Foto: James Gathany/CDC

O número de mortes por arboviroses em 2024 em Pernambuco subiu para 17, segundo divulgou nesta quarta-feira (13) a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE).

Os novos óbitos confirmados foram de uma menina de 4 anos, vítima de chikungunya, e de um homem de 40 anos, em decorrência de dengue.

Segundo a SES-PE, a menina de 4 anos que morreu de chikungunya morava em Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

A morte dela aconteceu em 12 de abril, no Recife, para onde tinha sido transferida.

A menina apresentou como sintomas, segundo a SES-PE, vômitos, prostração, sonolência, dificuldade de coordenação motora e insuficiência hepática.

Ela também teve insuficiência renal aguda, convulsão, ataxia, hiporreflexia, redução do débito urinário, anasarca e insuficiência respiratória com acidose metabólica.

Já o homem de 40 anos que morreu de dengue morava em Moreno, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Ele, que não tinha comorbidades, teve febre, cefaleia, diarreia, calafrios, prostração, tosse produtiva, dor articular intensa, mialgia, edema de membros e escarro com sangue.

A morte dele aconteceu em 25 de agosto, no Recife.

Entre as 17 mortes por arboviroses, 12 foram por dengue e cinco por chikungunya.

Boletim

O novo boletim da SES-PE indica os casos de arboviroses registrados no Estado entre 31 de dezembro de 2023 e o último sábado (9).

O levantamento aponta 29.821 casos prováveis de dengue (casos em investigação + casos confirmados) no Estado.

O monitoramento epidemiológico mostra que 50 óbitos já foram descartados para arboviroses e outros 28 seguem em investigação.

"No boletim desta semana, os dados permanecem indicando 55 municípios pernambucanos com baixa incidência para casos de dengue, 69 localidades apresentam incidência média e 61 municípios aparecem com alta incidência de casos", diz a SES-PE.

Os dados também indicam a notificação de 4.763 casos prováveis de chikungunya, com 1.531 casos confirmados. Já para zika, foram notificados 240 casos prováveis, mas sem confirmação até o momento.

Febre do Oropouche

Pernambuco possui 169 casos confirmados da Febre do Oropouche, um a mais do que na semana passada.

O vírus foi identificado em pacientes dos municípios de: Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Pombos, Recife, Bom Jardim, Limoeiro, Machados, Água Preta, Catende, Gameleira, Jaqueira, Lagoa dos Gatos, Maraial, Rio Formoso, São Benedito do Sul, Sirinhaém, Barra da Guabiraba, Bonito, Gravatá, Santa Cruz do Capibaribe, Garanhuns, Aliança, Itaquitinga, Macaparana, São Vicente Ferrer e Timbaúba.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha de Pernambuco

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Pernambuco tem mais 800 casos de dengue confirmados; número chega a quase 8 mil


Pernambuco somou mais 800 casos confirmados de dengue na última semana, totalizando mais de 7.800 casos, sendo destes, 143 casos graves. O número de mortes se manteve em 10, sem novos óbitos.

Todos os números foram repassados no Boletim Epidemiológico de Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) divulgado nesta quinta-feira (1).

Segundo a SES, já foram contabilizados 28.406 casos prováveis da doença, o que equivale a um aumento de 430,9% se comparado com o mesmo período de 2023. Neste indicador, a pasta contabiliza casos em investigação mais casos confirmados.

Dengue em Pernambuco

Segundo a SES, no boletim desta semana, os dados apontam a permanência de 52 municípios pernambucanos configurando baixa incidência para casos de dengue, 72 localidades apresentam incidência média e 61 municípios aparecem com alta incidência de casos.

Outras arboviroses

Segundo o levantamento da SES-PE, Febre Chikungunya tem 4.567 casos prováveis, com 1.135 casos confirmados, 70 a mais em relação à semana passada.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Estação Notícias

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Pernambuco registra 17.238 casos prováveis de dengue; 201 foram confirmados, diz SES-PE

Aedes aegypti fêmea é a transmissora da febre amarela, dengue, zika e chikungunya no Brasil - Foto: Pixabay/Reprodução

Pernambuco contabiliza 17.238 casos prováveis de dengue. Do total, 1.236 já foram confirmados. Os demais estão sendo investigados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que notificou 201 casos graves até o momento.

Os dados são do mais recente Informe Epidemiológico de Arboviroses, divulgado nesta quarta-feira (10), que contém números das semanas epidemiológicas de 1 a 14, que correspondem ao período de 31 de dezembro de 2023 a 6 de abril deste ano.

A incidência é de 190,3 casos prováveis por 100 mil habitantes. De acordo com o documento, o número de casos prováveis de dengue é 536,1% maior quando comparado ao mesmo período do ano anterior, quando foram notificados 2.710 casos.

Segundo a SES-PE, até o momento, nove óbitos suspeitos foram analisados e já descartados. Outras 20 mortes foram notificadas para arboviroses e seguem em investigação.

O levantamento aponta que a maior incidência dos casos prováveis de dengue foi notificada em mulheres da faixa etária de 20 a 29 anos.

Nesta nova publicação, 80 municípios configuram baixa incidência para casos de dengue, enquanto 58 cidades continuam no estágio de média incidência. Em alta incidência aparecem 45 localidades.

Com relação às Gerências Regionais de Saúde (Geres) do Estado, o boletim traz sete Geres com média incidência de casos (I, II, III, IV, V, VI e IX) e outras quatro regionais com alta incidência: VII, VIII, X e XII. Em Pernambuco, atualmente, só a XI Geres segue no patamar de baixa incidência com relação às notificações de dengue.

Chikungunya e Zika

O Informe Epidemiológico de Arboviroses também traz 3.074 casos prováveis de Chikungunya, sendo 194 deles já confirmados. A incidência é de 33,9 casos por 100 mil habitantes.

Além disso, o documento também aponta que Pernambuco investiga 299 casos prováveis de Zika, sendo 42 deles em mulheres grávidas. Nenhum caso foi confirmado até o momento.

Vacinação

Na última sexta-feira (5), Pernambuco recebeu um lote com 72.020 doses de vacina contra a dengue. Ao todo, 20 municípios foram beneficiados com os imunizantes neste primeiro momento.

São eles Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu, Camaragibe, Abreu e Lima, Olinda, Araçoiaba, São Lourenço da Mata, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Itapissuma, Moreno, Vitória de Santo Antão, Chã Grande, Chã de Alegria, Glória do Goitá, Pombos e Fernando de Noronha.

As cidades de Recife, Olinda e Igarassu, na Região Metropolitana, iniciaram a aplicação do imunizante na terça-feira (9). Cabo de Santo Agostinho começou nesta quarta (10). Já Jaboatão e Paulista iniciam nesta quinta-feira (11).

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha de Pernambuco

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Pernambuco atinge marca de 15,1 mil casos prováveis de dengue


O estado de Pernambuco enfrenta uma situação preocupante com o avanço significativo dos casos de dengue, chikungunya e zika neste ano. Segundo o boletim mais recente da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), divulgado nesta quarta-feira (3), foram registrados 15.174 casos prováveis de dengue até o momento.

Comparando com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento assustador de 542% nos casos prováveis de dengue. No boletim anterior, divulgado em março de 2024, foram notificados 12.623 casos prováveis da doença. Além disso, a SES-PE informa que 18 mortes estão em investigação, com 976 casos confirmados, dos quais 12 são considerados graves.

No que diz respeito à chikungunya, o estado notificou 2.829 casos prováveis desde janeiro, representando um aumento de 210% em comparação com o mesmo período do ano passado. Até agora, foram confirmados 174 casos da doença.

Quanto ao zika vírus, foram notificados 259 casos prováveis no boletim mais recente, o que significa um aumento de 1.423,5% em relação ao mesmo período de 2023. Destes, 40 estão em investigação em mulheres grávidas.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Estação Notícias

quarta-feira, 20 de março de 2024

Pernambuco notifica 9.505 casos prováveis de dengue e atinge média incidência por 100 mil habitantes

Mosquito da dengue - Foto: Internet/Divulgação

Pernambuco contabiliza 9.505 casos prováveis de dengue. Do total, 730 já foram confirmados. Os demais estão sendo investigados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que notificou nove casos graves até o momento.

Os dados são do Informe Epidemiológico de Arboviroses, com números das semanas epidemiológicas de 1 a 11, que correspondem ao período de 31 de dezembro de 2023 a 16 de março deste ano.

De acordo com o documento, o número de casos prováveis de dengue é 473,6% maior se comparado ao mesmo período do ano anterior. A incidência é de 104,9 casos prováveis por 100 mil habitantes.

Segundo critério técnico do Ministério da Saúde (MS), o resultado atual situa Pernambuco, pela primeira vez em 2024, no patamar de média incidência (entre 100 e 300 casos prováveis por 100 mil habitantes).

Os 16 municípios com alta incidência de casos de dengue são Araçoiaba, na Região Metropolitana; Chã de Alegria e Itaquitinga, na Mata Norte; Quipapá, na Mata Sul; Guaranhuns, Riacho das Almas e Camocim de São Félix, no Agreste; Terra Nova, Lagoa Grande, Exu, Verdejante, Granito, Ingazeira, Calumbi e Belém do São Francisco, no Sertão, além de Fernando de Noronha.

O critério técnico de alta incidência, estabelecido pelo Ministério da Saúde (MS), considera as notificações acima de 300 casos prováveis por 100 mil habitantes.

O boletim traz ainda que seis regionais de saúde estão com média incidência. São elas: IV (Caruaru), V (Garanhuns), VII (Salgueiro), VIII (Petrolina), X (Afogados da Ingazeira) e XII (Goiana).

No período, dois óbitos suspeitos foram descartados. Outras 17 mortes notificadas para arboviroses seguem em investigação.

Chikungunya e Zika

O Informe Epidemiológico de Arboviroses também traz 1.943 casos prováveis de chikungunya, sendo 131 deles já confirmados pela SES-PE. A incidência é de 21,4 por 100 mil habitantes.

Além disso, o documento também aponta que Pernambuco investiga 184 casos prováveis de Zika, sem nenhum confirmado até o momento.

Monitoramento

A SES-PE destacou que a Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (SEVSAP) tem atuado junto às Gerências Regionais de Saúde (Geres) e municípios, alinhando ações de combate ao mosquito Aedes aegypt.

"O Comitê de Enfrentamento das Arboviroses foi instituído desde o dia 16 de fevereiro deste ano e realizou a primeira reunião no último dia 21 de fevereiro. Além disso, a pasta já havia lançado, em novembro de 2023, um Plano de Contingência – documento constituído de ações que orienta o enfrentamento dessas doenças, organizado por cinco eixos estratégicos: Vigilância Epidemiológica, Vigilância Entomológica, Vigilância Laboratorial, Assistência à Saúde, Comunicação/Mobilização Social e Gestão", afirmou a pasta.

Em todo o Estado, as estratégias de mobilização incluem abordagens educativas à população, mutirões de limpeza, visitas domiciliares, além da capacitação dos profissionais de saúde dos municípios.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha de Pernambuco

quarta-feira, 13 de março de 2024

Secretaria Estadual de Saúde divulga atualização epidemiológica das arboviroses em Pernambuco

Até o momento, 469 casos de dengue foram confirmados.

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) divulgou, nesta quarta-feira (13), mais um Boletim Epidemiológico das Arboviroses, contendo os dados das semanas epidemiológicas de 31/12/2023 a 09/03/2024.

O levantamento atual apresenta uma elevação para 70,1 na incidência de casos prováveis de dengue por 100 mil habitantes. Os casos prováveis, vale destacar, são os em investigação somados aos casos já confirmados.

O número de casos prováveis – 6.347 -, registrados até a referida Semana 10, é 365,3% superior ao mesmo período de 2023. Até o momento, 469 casos de dengue foram confirmados em Pernambuco, sendo notificados cinco graves, que seguem em investigação.

O Boletim Epidemiológico aponta os municípios que estão, no momento, em alta incidência de casos de dengue, sendo eles: Araçoiaba, Chã de Alegria, Terra Nova, Lagoa Grande e Belém do São Francisco e Itaquitinga. O critério técnico de alta incidência, estabelecido pelo Ministério da Saúde (MS), considera as notificações acima de 300 casos prováveis por 100 mil habitantes.

O informe epidemiológico aponta ainda que a VII, VIII, X e XII regiões de saúde apresentam média incidência de casos para dengue. As três primeiras regionais estão localizadas no Sertão e a última localizada na Mata Norte do estado.

Neste mesmo período, dois óbitos suspeitos foram descartados. Outros 16 óbitos notificados para as arboviroses seguem em investigação, pois os sintomas das referidas doenças podem ser confundidos com um conjunto considerável de outras patologias. Após a investigação, todos os óbitos são discutidos em comitê para confirmar ou descartar os registros.

OUTRAS ARBOVIROSES – O boletim 10 mostra que a Chikungunya apresenta 1.340 casos prováveis, tendo incidência de 14,8 por 100 mil habitantes. Até o momento, 75 casos foram confirmados. Já a Zika, que não apresenta circulação há alguns anos no Estado, tem 116 casos prováveis, sem nenhuma confirmação.

Confira abaixo o relatório completo:

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Ney Lima

terça-feira, 26 de julho de 2022

ARBOVIROSES: Mais três mortes são confirmadas por dengue e chikungunya, em Pernambuco


Sobe para cinco o número de mortes por arboviroses em Pernambuco este ano. As novas vítimas foram um bebê de sete meses, morador da cidade de Pombos, uma idosa de 100 anos e outra de 81, ambas residentes da cidade de Salgueiro, no Sertão do Estado. O bebê e a idosa centenária faleceram em decorrência da dengue e chikungunya, mutuamente, já outra de 81 anos, faleceu por consequências da chikungunya. As informações foram confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde, nesta última segunda-feira (25), através do mais boletim da Semana Epidemiológica, com dados do período entre 2 de janeiro a 9 de julho de 2022.

Além desses casos, outros 19 óbitos são investigados podendo ter sido provocados por arboviroses. Apenas em 2022, Pernambuco acumula 68.781 notificações de dengue, zika e chikungunya. Todas essas infecções são provocadas pelo mosquito aedes aegypti.

Em novo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo mais recente boletim epidemiológico da SES, cerca de 147 municípios seguem em sinal de alerta e surto provocados pelas arboviroses.

Os casos de dengue seguem em aumento, cerca de 40.326 notificados, sendo 3.636 confirmados e 17.036 descartados, número com aumento de 1,2% maior comparado aos dados de 2021.

Já nos casos de chikungunya, houve 26.022 casos notificados, onde 5.856 foram confirmados e outros 6.660 descartados, havendo uma redução de 7,2% comparados ao mesmo período do ano anterior. Nos casos da zika, houve 2.433 notificados, onde 3 foram confirmados e 1.821 descartados. Nesse cenário, a zika apresenta uma redução de 30,3% quando comparados os dados atuais ao mesmo período de 2021.

Com isso, é importante lembrar que neste período de chuvas e altas temperaturas no estado tornam um período propício para a proliferação do mosquito. É necessário que a população se atente aos cuidados de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, já que a maioria dos focos de proliferação são encontrados dentro de residências com água parada.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Em Pernambuco, 36 municípios estão em surto de arboviroses; entenda mais sobre as doenças

Aumentaram os relatos de sintomas de dengue, zika e chikungunya nas unidades de saúde.

Dos 184 municípios pernambucanos, 36 atravessam um cenário de surto de arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, vetor dos vírus causadores da dengue, zika e chikungunya.

Outros mais de 40 se encontram em situação de alerta, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), de acordo com o Índice de Infestação Predial do 2º ciclo do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti).

Áreas em surto: Fonte: SES-PE 

O intervalo entre as Semanas Epidemiológicas (SE) 1 e 26, que se estende de janeiro a junho, é considerado a época de sazonalidade das arboviroses. Ou seja, o período de maior incidência de casos. Isso acontece por serem meses de maior volume de chuva, mas também de temperaturas elevadas em grande parte do Brasil.

O cenário é ideal para a reprodução do Aedes aegypti, que deposita os ovos em áreas próximas à água e aproveita o calor para a eclosão dos ovos.

Isso não significa, porém, que a segunda metade do calendário esteja livre dessas doenças, até porque as questões ambientais têm refletido em oscilações climáticas. O mais indicado, mesmo, é evitar a formação de criadouros do mosquito transmissor, independente da época.

Números

O boletim epidemiológico de arboviroses da SES-PE aponta que, entre 3 janeiro e 15 de maio deste ano, houve aumento de 135,8% nos casos de chikungunya e de 61,8% nos casos de zika registrados no Estado em comparação com o mesmo período de 2020. Em contrapartida, as notificações de dengue caíram 28%.

Apesar do aumento reconhecido no fluxo de pacientes com sintomas sugestivos das doenças nas unidades de saúde do Estado nas últimas semanas, a gerente de arboviroses da SES-PE, Claudenice Pontes, ressalta que, neste momento, é difícil estabelecer comparativos com o ano passado.

Isso porque as notificações de 2020 ficaram comprometidas por conta do início da pandemia de Covid-19 em Pernambuco, em meados do mês de março.
“Antes da pandemia, a gente teve alguns municípios em situação epidêmica de dengue. Quando eu comparo a esse ano, podemos pensar em subnotificação por causa da Covid. Mas que está tendo um aumento é fato”, diz ela.
Transmissão

Mosquito Aedes aegypti. Foto: Pixabay

Apenas as fêmeas do Aedes aegypti podem transmitir as arboviroses, por necessitarem de sangue humano para o amadurecimento dos ovos, que são depositados separadamente nas paredes internas de objetos próximos a superfícies de água – os machos se alimentam da seiva de plantas.

Ao picar uma pessoa doente, a fêmea do mosquito se infecta com o vírus e, depois disso, se torna vetor de transmissão. A viremia – período que uma pessoa tem o vírus circulando e pode infectar o mosquito – começa um dia antes do aparecimento dos sintomas e vai até o sexto dia.

Após picar um doente, o mosquito leva entre oito e 12 dias para começar a transmitir o vírus. E se manterá como transmissor até o final da sua vida, que tem duração estimada entre seis a oito semanas.

Uma pessoa saudável, ao ser picada por um mosquito infectado, pode levar de 3 até 15 dias para apresentar sintomas. Mas, em média, as manifestações começam a partir cinco dias.

Sintomas

Dengue

– Febre alta;
– Dor de cabeça;
– Dores no corpo;
– Fraqueza;
– Dor atrás dos olhos;
– Manchas vermelhas na pele, às vezes com coceira;
– Em quadros mais severos, pode haver ainda perda de peso, vômito, dor abdominal e sangramento de mucosas.

Foto: Pixabay

Chikungunya

– Febre;
– Fortes dores nas articulações, sobretudo punhos e tornozelos, além das mãos e pés;
– Fadiga;
– Náusea;
– Dor de cabeça;
– Erupções na pele;
– Conjuntivite.

Zika

– Das arboviroses, é a que menos tem presença de febre e, quando manifesta, é baixa;
– Em contrapartida, costuma “pintar” mais o corpo, além de fazer isso mais cedo, enquanto na dengue, em geral, as manchas aparecem mais na reta final da doença;
– Coceira;
– Dor de cabeça;
– Irritação nos olhos.

Sintomas eventuais da zika:

– Dores no corpo e na garganta;
– Tosse.

Tratamento

Não existem antivirais específicos para tratar dengue, zika e chikungunya, sendo o tratamento realizado a partir dos sintomas apresentados.

As medicações, contudo, devem ser administradas com supervisão médica, até porque algumas substâncias não são apropriadas para os casos de arboviroses e podem causar complicações.
“A gente recomenda muito líquido para ajudar a minimizar as formas graves. No caso da dengue, quando diminui a febre, podem aparecer alguns sinais de alarme, como vômitos, dores abdominais, pele fria e pegajosa, além de apatia. E aí tem que voltar à unidade de saúde”, pontua Claudenice Pontes.
Hidratação é aliada na recuperação dos quadros de arbovirose. Foto: Pixabay
“Principalmente as pessoas que têm comorbidade devem passar por avaliação clínica. Além disso, o caso só vai ser notificado se a pessoa procurar atendimento. E só assim o município vai ter conhecimento do que está ocorrendo em termos de cenário epidemiológico”, completa.
4 tipos de dengue

Você, provavelmente, deve conhecer alguém que já tenha dito “peguei dengue de novo”. Isso é possível porque existem quatro sorotipos diferentes de dengue.

Das arboviroses, a dengue é a que exige mais atenção, pois pode se transformar em um quadro de risco, necessitando até de transfusão de sangue e internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os níveis da doença são classificados como dengue, dengue com sinais de alarme, quando o paciente apresenta dores ou vômitos, e dengue grave, quando há sangramentos.
“Tem estudos que demonstram que os sorotipos 2 e 3 podem ser mais agressivos, porém, o que faz a forma grave da dengue não é sorotipo em si, mas a forma como o organismo reage”, destaca Claudenice Pontes.
O médico infectologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Evônio Campelo alerta, também, para o fato de que crianças pequenas e idosos, assim como em outras doenças, são os grupos de maior risco.

Imunidade

Após o contato com o vírus da zika ou da chikungunya, a pessoa desenvolve anticorpos de defesa contra infecções futuras. No caso da dengue, quem teve contato com um dos sorotipos se torna imune ao mesmo, mas continua vulnerável aos demais. Evônio Campelo diz que, em geral, a segunda exposição ao vírus da dengue, independente do sorotipo, tende a ser mais agressiva.

Tem vacina?

Existe uma vacina contra a dengue em uso na rede privada, mas há uma série de ressalvas. A principal delas é que só quem já teve dengue pelo menos uma vez pode tomar.

Em pessoas que nunca tiveram contato com o vírus, ela pode causar algo como “amplificação da doença causada por anticorpos”, propiciando a apresentação de quadros graves em quem for infectado após receber o imunizante.
“Outra coisa é que ainda não se sabe qual a porcentagem de defesa. Seria algo em torno de 50%, o que ainda é pouco em termos de cobertura. Também não se sabe quantos sorotipos ela pega, já que são quatro”, ressalta Evônio Campelo.
Há, no entanto, um imunizante em processo de avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele foi desenvolvido pela farmacêutica Takeda e apresentou mais de 80% de eficácia em seus testes clínicos, realizado ao longo dos últimos anos.

Ao contrário da vacina disponível no Brasil hoje, essa poderia ser usada por quem nunca teve a doença. Não há registros de imunizantes para a zika ou chikungunya.

Sequelas

A chikungunya não recebeu esse nome à toa. No idioma africano maconde, a palavra significa “inclinou-se e contorceu-se de dor”, fazendo referência à reação dos enfermos quando acometidos pelo vírus.
“Costuma ser a arbovirose que mais tempo afasta a pessoa das atividades por conta das dores nas articulações. É, por vezes, debilitante, de forma que a pessoa não consegue nem segurar uma caneta”, destaca Evônio Campelo.
Segundo ele, a maioria dos pacientes se recupera completamente, mas, em alguns casos, as dores nas articulações podem persistir por meses, ou até mesmo anos. É o caso da professora aposentada Regina Pires, de 66 anos.
“Tive chikungunya em fevereiro de 2016 e levei um tempo para me recuperar. Foram muitas dores articulares, além de inchaço nos pés e tornozelos. Cheguei a usar andador por alguns meses. É uma dor que você pensa que não vai mais andar. Depois de uns seis meses, comecei a melhorar, mas a recuperação total é demorada”, recorda ela, que fez tratamento com um reumatologista e chegou a tomar duas injeções de corticoide para ajudar na reabilitação.
A dengue, embora seja mais agressiva em seu período agudo, não costuma deixar sequelas posteriores. Com quadros comumente mais leves entre as arboviroses, a zika representa um risco maior para as mulheres grávidas, pelo perigo de má formação fetal.

Em algumas áreas onde houve registro de surto de zika, nos últimos anos, foi observado também um aumento de casos da síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que acontece em decorrência de alguma infecção.

O vírus da zika pode comprometer o funcionamento do sistema imune e do sistema nervoso, resultando no aparecimento dos sintomas característicos da síndrome.

Mas é importante destacar que a Guillain-Barré pode acontecer também a partir da dengue, da chikungunya, do sarampo, entre outras infecções.

Coinfecção é possível?

Sim. Embora raro, uma pessoa pode ser infectada por mais de um vírus de uma única vez. Essa possibilidade foi estudada há alguns anos por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Segundo eles, áreas em situação de surto têm uma predisposição maior a esses casos, dada a circulação sustentada dos vírus. Na pesquisa, ficou comprovado que, se estiver contaminado com mais de um vírus, o Aedes aegypti pode os transmitir simultaneamente em uma única picada.

Diagnóstico

Muito falado por conta da pandemia do coronavírus Sars-CoV, o teste do tipo PCR, ou teste molecular, também ajuda no diagnóstico mais preciso das arboviroses. Ele deve ser feito, de preferência, até o quinto dia do início dos sintomas e avaliará a presença ativa do vírus.

Existe, também, a possibilidade de fazer exames sorológicos. Após o sexto dia de sintomas, é possível identificar a infecção através do IgM, anticorpo de defesa presente no organismo que tem doença ativa.

Passada a fase aguda, em torno de dez dias, o exame mais indicado é o IgG, que avalia a presença de anticorpos em organismos que tiveram uma infecção.

Inimigo dentro de casa

Muita gente se prende aos reservatórios maiores, como caixas d’água, piscinas, toneis, entre outros reservatórios que, se não tampados adequadamente podem, de fato, se tornar criadouro do Aedes aegypti.

É tanto que Claudenice Pontes frisa que a maioria dos criadouros está nas residências, sobretudo naquelas em áreas onde há deficiência no abastecimento de água e as famílias precisam armazenar.

No entanto, o risco também pode estar em pequenos objetos que, por vezes, passam despercebidos. E isso vai além dos constantemente falados vasos de plantas com pratos.

Calhas entupidas, baldes expostos em áreas externas e bandejas de ar-condicionado são outros exemplos. Existem, ainda, modelos de geladeira que acumulam água atrás, assim como geláguas que deixam água empoçada na área onde se coloca o copo.

Outro destaque vai para as vasilhas dos animais domésticos, que devem ser higienizadas e não apenas ter a água renovada.
“A vistoria tem que ser diária. Mas a limpeza de manutenção dos possíveis criadouros pode ser uma vez por semana”, diz Claudenice.
Ciclo de reprodução

O Aedes aegypti passa por quatro etapas até chegar à forma de mosquito: ovo, larva, pupa e forma adulta. O tempo de duração desse ciclo varia de acordo com a temperatura, oferta de alimentos e quantidade de larvas existentes no mesmo criadouro.

Os ovos são bem pequenos (cerca de 0,4 mm) e brancos, difíceis de serem observados. Mas não demora para escurecem e se tornarem pretos e brilhantes.

Aproximadamente 15 horas após serem depositados, adquirem capacidade de resistir a longos períodos de baixa umidade. Podem ficar até 450 dias no seco.

Essa resistência possibilita que sobrevivam por até um ano, enquanto aguardam novamente o clima chuvoso e quente que favorece a eclosão e formação de nova larvas.

Denúncia

Caso observe possíveis focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti, você deve procurar o órgão municipal responsável pela fiscalização, que, geralmente, são as equipes de vigilância em saúde ou a ouvidoria da gestão local.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog do Bruno Muniz