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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Via Mangue é alvo de críticas, mesmo sem estar finalizada

Mariana CampelloDo JC Trânsito
Velocidade permitida na via expressa é de 60km/h  / Foto: Guga Matos/JCImagem
Velocidade permitida na via expressa é de 60km/hFoto: Guga Matos/JCImagem
As obras da Via Mangue ainda não foram totalmente concluídas mas já são alvo de reclamações de motoristas que frequentam a via, localizada na Zona Sul do Recife. As críticas variam entre trechos sem iluminação e multas por limite de velocidade.
A designer e empresária Taciana Pontual foi uma das condutoras que se surpreenderam com várias multas de limite de velocidade na Via Mangue. "A Via Mangue é uma verdadeira pegadinha. Há 30 anos que tenho a Carteira de Habilitação e nunca recebi tantas multas. O motorista tem que estar bastante atento na descida da via, pois passar de 60km/h é muito fácil", afirmou a designer que acumula cinco multas por passar do limite de velocidade no local. Ela foi ao Detran-PE nesta segunda-feira (15) e encontrou várias pessoas com a mesma queixa. 
Taciana acumulou cinco multas ao passar pela Via Mangue
Taciana acumulou cinco multas ao passar pela Via MangueFoto: Taciana Pontual/divulgação
Pelo Twitter, Lílian Cabral reclama da falta de iluminação na via." O início da Via Mangue está sem iluminação já há alguns dias. A segurança já não era ideal, agora então...", tuitou a internauta.
A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) explicou sobre a definição da velocidade regulamentada na Via Mangue. Segundo o órgão, já que a via é expressa, sem cruzamentos ou semáforos, não há necessidade de trafegar numa velocidade superior a 60 km/h.
A velocidade foi estabelecida após estudos técnicos que levaram em consideração a geometria da via, que apresenta trechos bastante sinuosos, sobretudo nas saídas. De acordo com a CTTU, os estudos identificaram um aumento na potencialidade de acidente, caso os condutores trafeguem numa velocidade superior à estabelecida. O aumento da velocidade traria um ganho de tempo irrelevante ao condutor, porém aumentaria significativamente os riscos de acidentes.
Estudos apontaram um aumento na potencialidade de acidente, caso os condutores trafeguem numa velocidade superior a estabelecida
Estudos apontaram um aumento na potencialidade de acidente, caso os condutores trafeguem numa velocidade superior a estabelecidaFoto: Guga Matos/JCImagem
Com a abertura da pista oeste da Via Mangue, em junho deste ano, o percurso entre as avenidas Herculano Bandeira e Antônio Falcão pode ser realizado em cerca de 5 minutos. O mesmo percurso, se feito pela Avenida Domingos Ferreira, antes da abertura do novo viário, levava em cerca de 40 minutos. A CTTU informa que a Via Mangue conta com dispositivos de fiscalização eletrônica e os condutores que desrespeitarem as regras recebem multas que variam de R$ 85,13 a R$ 574,62, além de 4 a 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
A Empresa de Urbanização do Recife (URB) é o órgão público municipal responsável pela iluminação da Via Mangue. Segundo a URB, desde que foram iniciadas as obras ocorreram vários furtos de parte da estrutura e fiação. Foram totalizados cerca de 4 ações do tipo ocasionando a falta de iluminação em vários pontos da via. "As pessoas que estão realizando os furtos desses equipamentos são experientes.", afirmou a assessoria da empresa. O órgão disse que o problema deve ser resolvido até o final da próxima semana. Ainda segundo a URB, a Via Mangue está com 98% das obras concluídas, faltando somente a finalização da pista leste, calçada e ciclovia. 
CUSTO - Foram investidos na obra R$ 431 milhões, sendo R$ 331 milhões (76,8%) de financiamento por parte da prefeitura, R$ 81 milhões (18,8%) de contrapartida e R$ 19 milhões (4,4%) de verbas do Governo Federal. A Prefeitura do Recife informou que está aguardando a liberação pelo Governo Federal, via Ministério das Cidades, de uma verba no valor de R$ 26 milhões referente a um empréstimo para quitar os R$ 81 milhões da contrapartida municipal. O financiamento dos R$ 331 milhões foi realizado através da Caixa Econômica Federal.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Denatran apresenta novas placas de automóveis no padrão do Mercosul

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) apresentou nesta quinta feira (4)  o novo modelo de placas de veículos que será usado no Brasil e demais países do Mercosul, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela (veja na imagem acima). No Brasil, a placa será obrigatória para veículos novos a partir de janeiro de 2016. Para os veículos que atualmente já estão emplacados, a mudança será opcional.

Saiba o que muda nas novas placas a partir de 2016:

1- Mais letras e menos números
Em vez de 3 letras e 4 números, como é hoje, as novas placas terão 4 letras e 3 números, e poderão estar embaralhados, assim como na Europa;

2- Cada um com a sua cor
A cor do fundo das placas será sempre branca. O que varia, é a cor da fonte. Para veículos de passeio, cor preta, para veículos comerciais, vermelha, carros oficiais, azul, em teste, verde, diplomáticos, dourado e de colecionadores, prateado;

3- Estado e cidade com nome e brasão
O nome do país estará na parte superior da patente, sobre uma barra azul. Nome da cidade e do estado estarão na lateral direita, acompanhados dos respectivos brasões;

4- Tamanho
A placa terá as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil (40 cm de comprimento por 13 cm de largura).

5- Contra falsificações
Marcas d’água com o nome do país e do Mercosul estarão grafadas na diagonal ao longo das placas, com o objetivo de dificultar falsificações;

6 – Quem terá que trocar
O modelo será adotado a partir de 2016 para novos emplacamentos. Para quem tem carro já emplacado, a troca é opcional. Segundo o órgão, o preço será mantido.

O objetivo da mudança é ampliar o número de combinações. Segundo o Denatran, serão possíveis mais de 450 milhões de combinações diferentes, contra as pouco mais de 175 milhões de possibilidades do atual modelo brasileiro.

No Brasil, a placa terá uma tira holográfica do lado esquerdo e um código bidimensional que conterá a identificação do fabricante, a data de fabricação e o número serial da placa. A tira é uma maneira de evitar falsificação da placa.

O Denatran, no entanto, não soube informar como ficarão questões de rodízio ou licenciamento dos veículos nos estados em que o último número da placa é utilizado como referência. Isso porque, como poderão ter letras e números misturados, as placas poderão terminar com uma letra.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Saiba como funciona a multa digital




As multas de trânsito em Pernambuco estão mais rápidas, precisas e com menos chance de serem anuladas. Desde ontem está sendo usado pelos agentes de trânsito do Detran-PE o Auto de Infração Eletrônico (AIT), um equipamento que permite a notificação digital dos motoristas infratores no lugar do talão de papel. O AIT funciona numa plataforma tipo smartphone, conectada ao banco de dados do Detran e com uma impressora portátil que emite a multa na hora. Para os agentes de trânsito, significa menos chances de erros e, consequentemente, a anulação das futuras multas como previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Para o motorista, uma autuação mais rápida e correta – sem vícios ou falhas. Cem equipamentos do tipo já estão nas ruas e outros 200 deverão ser adquiridos pelo órgão de trânsito até os primeiros meses de 2015.

Fotos: Hélia Scheppa/JC Imagem
Do talão de papel para a plataforma digital. Fotos: Hélia Scheppa/JC Imagem

Pelo menos em Pernambuco o AIT já é usado pela Polícia Rodoviária Federal e até pela Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), mas os equipamentos do Detran-PE têm uma diferença fundamental, segundo o órgão: funcionam mesmo off line (sem conexão de internet) e são mais robustos, suportando quedas e chuva, por exemplo. “Mesmo quando houver problema com a conexão, as informações da autuação ficam registradas no dispositivo e, assim que ele voltar a captar um sinal de wi-fi faz a leitura do banco de dados do Detran, validando as informações. Nós conseguimos agilizar o trabalho dos agentes, inibir fraudes e equívocos no preenchimento dos autos e, principalmente, evitar a impunidade. É comum a notificação ser invalidada por pequenos erros. Com o preenchimento digital esse risco diminui”, explica o presidente do Detran-PE, Carlos Eduardo Casa Nova.

Fotos: Hélia Scheppa/JC Imagem
Autuações saem na hora. Redução de tempo é de 10 a 15 minutos
O índice de equívocos no preenchimento dos autos de infração de papel variam de acordo com a experiência dos agentes. Os do Detran-PE são os que menos erram – entre 4% e 5% das notificações são anuladas. O campeão ainda é o Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), com 12% de multas anuladas devido a equívocos. “A prática ajuda, sem dúvida, a errar menos. Mas às vezes o lugar, a luminosidade e o ritmo de trabalho do agente pode levá-lo a errar. Esquecer um número ou trocar uma letra de uma placa. Com o equipamento digital essa chance diminui muito. Evitamos erros como multar um automóvel porque o condutor estava sem capacete, por exemplo, quando na verdade a placa que o agente deveria ter escrito era a de uma motocicleta”, explica o gerente de fiscalização do Detran-PE, Heliópolis Amorim.
O AIT já possui em sua memória todas as infrações previstas no CTB, inclusive a Lei Seca. Falta, apenas, incorporar o termo de recusa do bafômetro e os autos de recolhimento de veículos e de documentação (CNH e CRLV), o que deverá acontecer até o fim do ano.

Blitz do Detran-PE já estão sendo realizadas com os novos equipamentos
Blitzes do Detran-PE já estão sendo realizadas com os novos equipamentos

SAIBA MAIS:
AIT