quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Justiça determina prisão de funcionário de escola onde a garota Beatriz foi assassinada há três anos


Beatriz Mota, que tinha 7 anos, foi morta com 42 facadas durante uma festa do Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, no dia 10 de dezembro de 2015.




A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou, nesta quarta (12), a prisão de um funcionário da escola onde ocorreu o assassinato da estudante Beatriz Mota, em 2015, em Petrolina, no Sertão.

O tribunal entendeu ser necessária a captura de Alisson Henrique de Carvalho Cunha Alisson, que apagou imagens das câmeras de segurança do colégio e atrapalhou as investigações, segundo o Ministério Público (MPPE).

A garota Beatriz, que tinha 7 anos, foi morta com 42 facadas durante uma festa do Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, no dia 10 de dezembro de 2015. O crime ocorreu durante uma festa de formatura. Três anos depois do homicídio, ninguém foi punido e o caso continua sem esclarecimento.

De acordo com o TJPE, dois desembargadores votaram pela prisão de Alisson e um foi contra. Foram favoráveis à captura a relatora do caso, Daisy Andrade, e o presidente da Terceira Câmara Criminal, Flávio Jean, enquanto Eudes França entendeu que não seria preciso mandar prender o funcionário da escola.

Ainda segundo o TJPE, o colegiado reformou a decisão de uma juíza de primeiro grau, que havia entendido que não era necessário mandar prender Alisson. Para os desembargadores, ficou claro, a partir do recurso impetrado pelo MPPE, que o funcionário da escola poderia atrapalhar as investigações.
O tribunal informou, ainda, que o mandado de prisão deve ser expedido até a quinta-feira (13). Depois, a ordem de captura será cumprida pela Polícia Civil.

  Protesto


Nesta quarta-feira, familiares de Beatriz Mota estiveram no Recife para acompanhar o julgamento do recurso que pedia a prisão de Alisson. Os pais da garota levaram faixas e cartazes para a frente do tribunal, no bairro de Santo Antônio, na área central da cidade.

O grupo, que viajou de Petrolina para a capital pernambucana, fechou a Rua do Imperador Pedro II durante 10 minutos . “Eu vou lutar por justiça por Beatriz até o fim da minha vida”, gritou Lúcia Mota, mãe da menina, durante o protesto.

O pai da garota, Sandro Ferreira, exigiu explicações para o fato de as imagens terem sido apagadas pelo funcionário. “Precisamos saber quem mandou ele voltar ao colégio e apagar as imagens”, declarou.

Entenda o caso


Beatriz Angélica foi assassinada na quadra onde acontecia a solenidade de formatura das turmas do terceiro ano da escola. A irmã da menina era uma das formandas.

A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59 do dia 10 de dezembro de 2015, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio, localizado na parte inferior da quadra.

O corpo da criança foi encontrado atrás de um armário, dentro de uma sala de material esportivo que estava desativada após um incêndio provocado por ex-alunos do colégio.

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