quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

OMS vê risco de onda de febre amarela no Brasil


Ao todo, desde dezembro de 2018, foram confirmados 36 casos de febre amarela em 11 cidades do país, com oito mortes



Com risco de uma "terceira onda" de febre amarela, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu reforçar as recomendações de vacina a estrangeiros que viajam ao Brasil. A decisão foi publicada nesta semana em comunicado que busca informar os países sobre surtos que ocorrem em diferentes partes do mundo.

Para a organização, os casos da doença em humanos notificados de julho de 2018 a janeiro de 2019 no estado de São Paulo, bem como o registro de casos humanos e epizootias (morte de macacos) no Paraná marcam o início do que poderia ser uma "terceira onda" da doença no país.

As duas "ondas" anteriores ocorreram entre os anos de 2016 e 2017 e entre 2017 e 2018.
O informativo também aponta risco de progressão do surto em direção às regiões Sudeste e Sul. "Embora seja cedo para determinar se este ano terá os altos números de casos em humanos observados nos dois últimos grandes picos sazonais, há indicações de que a transmissão do vírus continua a se propagar em direção ao sul e em áreas com baixa cobertura vacinal", diz o informativo.

Ao todo, desde dezembro de 2018, foram confirmados 36 casos de febre amarela em 11 cidades do país, com oito mortes. Do total de cidades, nove ficam no estado de São Paulo. O maior número de casos ocorreu em El Dorado, com 16 confirmações. Também houve casos em Iporanga (7), Cananeia (3), Cajati (2), Jacupiranga (1), Pariquera-Açu (1), Sete Barras (1), Vargem (1) e Serra Negra (1).

Outros três casos ocorreram nas cidades de Antonina e Adrianópolis, no Paraná, estado que desde 2015 não tinha casos confirmados de febre amarela. Segundo a OMS, a recomendação vale para estrangeiros que planejam viajar para áreas consideradas de risco para a circulação do vírus - onde também já é indicada a vacinação no Brasil.

Os estados são os mesmos desde a última recomendação feita pela entidade: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo.

A vacina deve ser dada dez dias antes da viagem. Estrangeiros também devem levar consigo os certificados internacionais de vacinação.

Aqueles que estão nos grupos de contraindicações para a vacina contra a febre amarela (caso de crianças abaixo de nove meses, mulheres grávidas ou amamentando, pessoas com hipersensibilidade grave à proteína do ovo e imunodeficiência grave, por exemplo) ou com mais de 60 anos devem consultar seu profissional de saúde para avaliação cuidadosa de risco-benefício, informa a organização. Apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida.

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