quarta-feira, 31 de julho de 2019

Brasil conquista hexa no handebol e garante vaga olímpica


Seleção feminina sofreu no primeiro tempo, mas conseguiu abrir vantagem e derrotar as hermanas pelo placar de 30 a 21




A seleção feminina de handebol conquistou o hexacampeonato dos Jogos Pan-Americanos e garantiu a vaga para participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio nesta terça-feira (30) após derrotar a Argentina por 30 a 21. Soberana ao longo da competição, o time nacional venceu todas as quatro primeiras partidas que disputou na Lima 2019 por placares elásticos, mas encontrou dificuldades no primeiro tempo contra as hermanas, adversárias das brasileiras nas últimas três finais da competição.

A armadora Deonise Fachinello, goleadora da final ao lado de Duda, com cinco gols cada, afirmou que a equipe já esperava que decisão seria decidida nos mínimos detalhes. "A Argentina vem crescendo a cada ano, com muitas jogadoras na Europa, o que faz com elas fiquem com um nível melhor de handebol e a gente tenha que entrar mais focada e concentrada", avaliou.


Desde que o handebol feminino foi incluído na disputa dos Jogos Pan-Americanos, em 1987, o Brasil nunca ficou de fora do pódio e agora acumula seis medalhas de ouro (Lima 2019, Toronto 2015, Guadalajara 2011, Rio 2008, Santo Domingo 2003 e Winnipeg 1999) e duas de bronze (Mar del Plata 1995 e Indianapolis 1987).

O duelo
O jogo começou disputado e o Brasil contava com o poder de decisão da armadora Duda Amorim, responsável pelos primeiros gols brasileiros. Com cinco minutos de partida, no entanto, a eleita melhor jogadora do mundo em 2014 foi excluída por dois minutos. A partida se mantinha empatada com as duas defesas fortes na marcação. A primeira vantagem do de mais de um ponto na final foi obtida pela equipe argentina aos 12 minutos.

A manutenção da vantagem de dois gols obrigou o treinador brasileiro, Jorge Duenas, a pedir tempo aos 16 minutos, quando o placar marcava 8 a 6. O Brasil contava com o apoio da torcida e a boa atuação de Duda, mas sofreu com as finalizações defendidas pela goleira hermana Marisol Carratu.

Após os 20 minutos do primeiro tempo, a meninas do Brasil voltaram a empatar o confronto em 9 a 9. A Argentina voltou abrir vantagem e o jogo era tão pegado que até mesmo Duenas foi punido com um cartão amarelo antes do primeiro tempo terminar empatado em 12 a 12.

2º tempo
Com o duelo empatado, o Brasil voltou para a quadra com uma formação diferente da que tinha iniciado a partida, com Adriana Cardoso na ponta direita e Patrícia Mateli. Na primeira jogada ofensiva do Brasil, a torcida presente em Lima se preocupasse com uma pancada em Duda, que caiu no chão, mas logo voltou à ativa.

Com gols marcados pelas duas atletas que haviam entrado em quadra, o Brasil apareceu pela primeira vez na frente do placar e logo abriu cinco pontos de vantagem, fazendo o treinador hermano, Hernan Siso, recorrer ao tempo técnico.

Com a vantagem estabelecida, foi necessário apenas manter a postura dentro de quadra para garantir mais um título Pan-Americano e a vaga na Tóquio 2020. Antres mesmo do fim da partida, as brasileiras já celebravam a conquista.

Olho nas Olimpíadas
"Para mim, o que falta ainda é a medalha olímpica", afirmou a Duda Amorim, um dos destaques do Brasil na final contra a Argentina. Para Deonise, a conquista da vaga representa apenas o primeiro passo rumo ao pódio olímpico. "Agora é necessário focar e trabalhar muito, cada uma no seu clube. Em setembro nos encontramos de novo pela seleção e nas Olimpíadas cada jogo é uma final", ponderou ela, que ainda destacou a necessidade de ainda muito esforço antes de subir um degrau no pódio de Tóquio.

A ponta Larissa Araújo destacou que o carimbo no passaporte para as Olimpíadas era o maior objetivo do grupo. "Nós sabemos que precisamos trabalhar muito ainda, mas queremos chegar lá mais preparada para buscar uma medalha", afirmou.


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