terça-feira, 30 de julho de 2019

Filmes de pernambucanas e homenagem a Graça Araújo marcam abre do Cine PE


Público lotou o cinema mais antigo de Pernambuco para a abertura da 23ª edição do Cine PE - Festival audiovisual na noite desta segunda



Foi dada a largada para o festival de cinema mais prestigiado de Pernambuco. A cerimônia de abertura da 23ª edição do Cine PE - Festival do Audiovisual, na noite desta segunda-feira (29), foi marcada por lotação máxima do cinema São Luiz, no Centro do Recife. A atriz Nínive Caldas assumiu a apresentação do evento, posto que era ocupado pela jornalista Graça Araújo, falecida em setembro de 2018. Na ocasião, aliás, ocorreu bela homenagem a Graça, com direito a um vídeo de melhores momentos e até holograma no palco do equipamento cultural. 

No abre, dois filmes pernambucanos foram exibidos, dentro das mostras Hours Concours: o curta-metragem “Parto Sim”, da cineasta Kátia Mesel, e “Frei Damião - O Santo do Nordeste”, de Deby Brennand

De acordo com Sandra Bertini, diretora do Cine PE, o momento fortalece o audiovisual regional. “Estamos trazendo uma cinematografia nacional. Tudo que tinha de melhor no cinema, inclusive, 40% com produtos audiovisuais pernambucanos. Hoje contamos com uma homenagem a Graça, que esteve nas últimas 22 edições. O momento é de abrilhantar e emocionar o público”, afirmou. O Troféu Calunga foi entregue para a família de Graça e também para a equipe de backstage do festival. 


Nínive Caldas, ao assumir a nova responsabilidade, foi só elogios ao evento, que não pode faltar ao calendário cultural do Estado. “Foi o pioneiro e incentivador do cinema pernambucano. Também participo do filme ‘Frei Damião’. Estou ansiosa para minha dupla estreia. Sensação é dever cumprido”, revelou.

Já a cineasta Kátia Mesel falou um pouco sobre a emoção de participar do evento, do qual foi uma das homenageadas e ganhou até mostra especial. “Meu curta é um grito de resgate para situação de Fernando de Noronha. Ganhar a visibilidade neste festival é importante para as mulheres da ilha. O evento vai gerar debate sobre o assunto”, conta, referindo-se ao drama que vivem as mulheres do arquipélago quando ficam grávidas. É justamente sobre isso o seu trabalho: como ela precisam deixar a sua terra para dar à luz em outra Cidade.

Também pernambucana, Deby Brennand estreou a sua mais recente produção no festival. “A expectativa é alta. Ainda não sei como vai ser a receptividade do público, mas acredito muito. Estou muito feliz em estrear o meu documentário na abertura de um festival grandioso”, afirmou.

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