quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Despedida da Compesa coincide com fim do ciclo na Aesbe


Paulo ainda não estaria convencido do nome que aliados sugerem


Ainda que a decisão de mudar o comando da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) já houvesse sido tomada pelo governo Paulo Câmara, como a coluna publicou em primeira mão anteontem, ainda não havia se chegado a um consenso sobre um nome para substituir Roberto Tavares, atual presidente da empresa. Por essa razão, a mudança teria ficado para ser oficializada na próxima semana. Se o carro chefe do governo é a Educação, em volume de obras, o maior peso é atribuído à Compesa. Não à toa, parte considerável das agendas do governador Paulo Câmara no interior inclui inaugurações relacionadas à companhia. A Compesa tem a seu favor: saldos de financiamentos a executar, capacidade de endividamento, de lançar títulos e de funcionar independente do tesouro do Estado. Daí, sua relevância. Há uma cautela para que o nome escolhido para presidir a companhia não se enquadre na categoria de dirigente partidário, o que geraria impedimento pela Lei das Estatais. A despedida de Tavares da Compesa se dá no momento em que ele também fecha um ciclo à frente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), missão que se encerrou em solenidade na semana passada, no último dia 30. Na ocasião, na presença de Paulo Câmara, ele fez a seguinte avaliação: “Foi uma atuação muito forte nesses cinco anos, por conta da mudança do marco regulatório do setor”. Tavares tem um período longevo à frente da Compesa e há quem observe que, se dependesse só de Paulo Câmara, talvez, ele não fosse submetido a essa dança das cadeiras. E a despeito do que impõem as circunstâncias, Paulo ainda não estaria convencido do nome que aliados sugerem para substituir Roberto Tavares.
Fome de leão
Os encontros têm se dado sem alarde, mas almoços e jantares entre integrantes da oposição no Estado andam se repetindo, assim como o menu: planos para 2020. Anteontem, foram à mesa: os ex-deputados federais Silvio Costa e Mendonça Filho e o deputado federal André Ferreira. À noite, as conversas voltaram a se repetir entre Ricardo Teobaldo, Silvio Costa Filho e André Ferreira num jantar.
Apetite > Aliados e oposicionistas já andam anotando que Mendonça Filho tem adotado postura de quem pode concorrer na Capital. Quem conversou com ele reforça que ele tem disposição.
Dose dupla > Também anteontem, André Ferreira foi recebido por André de Paula na liderança do PSD, em Brasília. O anfitrião integra a base do governo Paulo Câmara, mas já recebeu convocação do presidente nacional de seu partido, Gilberto Kassab, para disputar a Prefeitura do Recife.
Uma mão lava a outra > Já André Ferreira, que preside o PSC, é irmão do prefeito Anderson Ferreira, que concorrerá à reeleição em Jaboatão. Por isso aliados apostam que o grupo dos Ferreira dará apoio no Recife para receber apoio na cidade vizinha.
Sem beija-mão > Pouco afeito a comemorações, o governador Paulo Câmara, que faz aniversário hoje, resolveu viajar com a família. Não estará no Estado para beija-mão.
Porta-voz > No plenário do Senado, Jarbas Vasconcelos deu voz ao manifesto feito pelo movimento pernambucano Ética e Democracia, que cobra respeito de Bolsonaro ao povo do Nordeste. O documento faz ainda outras reivindicações. Entre elas, a impessoalidade na indicação de embaixadores e uma política educacional. Rejeita a flexibilização da posse e porte de armas e condena a ocupação de terras indígenas para atividade de garimpo.

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