sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Pernambuco ganha rede de supermercados


Rede Pernambuco de Supermercados é formada por 168 lojas e visa concorrer com grandes redes de atacarejo. O grupo espera ter um faturamento médio anual de R$ 1,8 bilhão, contando com 76 mil m² de área de vendas, 7,5 mil colaboradores



Com a proposta de criar condições para concorrer de igual para igual com as grandes redes de atacarejo presentes no Estado, foi lançada ontem a Rede Pernambuco de Supermercados. Formada por 168 lojas, presentes em 42 municípios pernambucanos, o novo formato de negócio tem uma previsão de faturamento médio anual em torno de R$1,8 bilhão.

Segundo o presidente da Rede Pernambuco de Supermercados, Flávio Borba, a ideia é simples - comprar em conjunto, gerando volume, para conseguir os melhores preços, beneficiando, assim, o cliente final. “Estávamos sendo engolidos pelas grandes empresas do setor que atuam simultaneamente no atacado e no varejo. A criação da rede de Pernambuco vai nos permitir além de entregar preços mais vantajosos para o cliente, a possibilidade de ter um sistema único e mais robusto nas lojas associadas, assim como um treinamento unificado e qualidade para os funcionários”, revela o empresário, que responde pelo supermercado Goianense, em Goiana. 


De acordo com ele, a garantia do sucesso da rede vem da solidez de mercado das lojas associadas, uma vez que apenas as com mais de 20 anos de mercado integram a rede pernambucana. No total, a Rede Pernambuco abriga um total de 76 mil m² de área de vendas, 7,5 mil colaboradores e 850 checkouts. " 80% dos associados estão presentes na capital pernambucana e o restante, em uma área de abrangência de um raio de até 150 km do Recife", revela Borba. 

No primeiro momento de implementação, a rede vai funcionar como uma central de negócios responsável pelas compras, com a logística de entrega das mercadorias realizadas ainda de forma individual. A meta, no entanto, é criar até meados de 2020 um único centro de distribuição.

A chegada de uma rede desse porte não é benéfica apenas para os participantes e clientes, mas também para quem fornece os produtos para abastecer o estoque das lojas conveniadas. “Nossa expectativa é de crescer o nosso faturamento em torno de 50%”, revela a administradora da JR Distribuição, que fornece o insumo para produção dos artigos de panificação dos supermercados. 

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