segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Caso Aldeia: começa nesta segunda júri de viúva acusada de matar médico


Farmacêutica Jussara Paesresponde por homicídio triplamente qualificado



A farmacêutica Jussara Rodrigues da Silva Paes, acusada de matar o marido, o médico cardiologista Denirson Paes da Silva, em maio de 2018, será julgada no Fórum de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, a partir desta segunda-feira (4). O tribunal será presidido pela juíza Marília Falcone, da 1ª Vara Criminal da comarca da cidade. A sessão está marcada para começar às 9h.

Jussara responde por homicídio triplamente qualificado, cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel, e cometido à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima; e também por ocultação de cadáver. Cinco testemunhas de acusação foram arroladas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE)
Todas as testemunhas deverão ser ouvidas pelo júri, assim como a ré. Não foram chamadas testemunhas de defesa e poderão ser exibidos vídeos com depoimentos de testemunhas gravados durante a fase de instrução do processo, solicitados durante o julgamento. Ainda não há informações sobre o encerramento e sentença do júri.

Relembre o caso
O cadáver do médico cardiologista Denirson Paes foi encontrado em 4 de julho de 2018 dentro de uma cacimba da casa onde morava, no condomínio de luxo Torquato de Castro I, localizado no km 13 da Estrada de Aldeia, em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. O desaparecimento do médico vinha sendo investigado desde o início de junho.

Em um Boletim de Ocorrência registrado em 20 de junho sobre o desaparecimento do marido, a farmacêutica Jussara Rodrigues Silva Paes alegava que a vítima teria viajado para fora do País e que não teria retornado desde então. A delegada Carmem Lúcia, de Camaragibe, desconfiou do envolvimento dos familiares e solicitou um mandado de busca e apreensão no condomínio em que eles moravam.

Na busca policial, realizada em 4 de julho, foram encontrados os primeiros restos mortais do médico na cacimba da residência. Para a polícia, havia indícios suficientes da participação de mãe e filho na ocultação do corpo de Denirso, Danilo. Em 5 de julho, Jussara e Danilo foram presos temporariamente suspeitos de ocultação de cadáver.

Danilo foi encaminhado para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. Jussara foi levada para a Colônia Penal Feminina do Recife. Em 20 de agosto, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou asfixia por esganadura como a causa da morte do cardiologista. Os três pedidos de habeas corpus feitos pela defesa de Jussara. Em dezembro passado, Danilo recebeu habeas corpus, obtendo liberdade.

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