sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Com rachaduras e relatos de estrondos, três blocos do HGV são evacuados no Recife


Funcionários e pacientes foram retirados de um dos blocos do hospital localizado na Zona Oeste do Recife

Rachadura no teto do Hospital Getúlio Vargas, na Zona Oeste do Recife

Três blocos do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, foram evacuados na madrugada desta sexta-feira (29). A retirada de pacientes e funcionários aconteceu após vistoria do Corpo de Bombeiros, que recebeu chamado com relatos de estalos na estrutura do prédio.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, funcionários chamaram a corporação por volta da 1h20. Os bombeiros verificaram rachaduras no prédio e isolaram três blocos. A Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe) foi acionada, que realizou vistorias no local e interditou apenas um bloco, onde funciona o ambulatório do HGV - todas as consultas previstas para esta sexta-feira foram canceladas.

Funcionários e pacientes que estavam no local afirmam que ouviram e sentiram tremores na estrutura do prédio. Ninguém ficou ferido e não houve tumultos, ainda segundo os bombeiros. Pacientes e funcionários foram transferidos para outras unidades hospitalares do Estado.

Problemas estruturais
De acordo com funcionários que não quiseram se identificar, os problemas estruturais na estrutura do prédio são visíveis. “A gente vê buracos nas paredes, no teto, rachaduras, ferros da estrutura expostos. São coisas que deixam a gente com medo. Ninguém se sente seguro trabalhando nessa situação”, disse uma funcionária. “Tem buraco que dá pra gente colocar uma mão dentro. Faz muito tempo que está assim e nunca fazem uma manutenção. Só reformam a parte da emergência”, relatou um funcionário.

A interdição do ambulatório do hospital afetou centenas de pacientes, que aguardavam a realização das consultas desde a noite dessa quinta-feira (29). Entre os pacientes, muitos eram originários de cidades do Interior. O pedreiro Arnaldo Francisco, 42, veio de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, para ser atendido por um neurologista. Sem saber do ocorrido, Arnaldo reclamou da falta de comunicação do hospital, que não informou os pacientes do Interior sobre a interdição. “Poderiam pelo menos ligar pra gente, deveriam ter consultado as fichas e entrado em contato. Muita gente veio de longe e agora não tem o que fazer”, disse Arnaldo. “Eles dizem pra remarcar a consulta, mas eu passei mais de um ano pra conseguir essa que foi cancelada”.

Vindo de Capoeiras, no Agreste, Evaldo Neves, 42, chegou ao Recife para fazer a consulta que tentava marcar desde novembro de 2018. Um ano após a prescrição, conseguiu agendar para a manhã desta sexta-feira. No entanto foi surpreendido com a notícia dos cancelamentos. “Saí de casa de meia-noite pra tentar chegar cedo, mas não deu em nada. Agora vou tentar remarcar e esperar mais um ano”, disse Evaldo.

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