terça-feira, 26 de novembro de 2019

Gleide Ângelo propõe policiais mulheres em todos os municípios do Estado


A ação faz parte do período de ativismo pelo fim da violência contra a mulher no mundo

Gleide Âgelo


O Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, 25/11, deu início ao período de ativismo pelo fim da violência contra a mulher no mundo. Rememorada na tarde desta segunda-feira (24), a data estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU) tem o intuito de encorajar ações de conscientização e promoção da segurança para a mulher.

Em todo o mundo, o período de ações se estende até o dia 10/12. A deputada estadual Gleide Ângelo, ativista pelos direitos das mulheres, irá participar de ações dentro do período de ativismo. Dentre as suas intervenções na área, a deputada incitou a disposição de policiais do sexo feminino em todos os municípios, com a intenção de atender mulheres que buscam unidades da polícia civil para denunciar casos de violência. 
Segundo uma pesquisa do Instituto Igarapé 1,23 milhão de mulheres sofreram algum tipo de violência entre 2010 e 2017, no Brasil. Ameaças, xingamentos, lesão corporal, estupro e feminicídio englobam esse valor alarmante de violência direcionada a um grupo de pessoas apenas por seu gênero. A designação especificada "violência contra a mulher" se dá por situações de violência que mulheres passam apenas por serem mulheres. 
Para a deputada estadual Gleide Ângelo, os números da violência relembram o motivo da luta para proteção da mulher. Para ela, o assunto precisa ser conversado, debatido e revisitado para que não se naturalize a violência contra a mulher. “Esses eventos atuam como formas de prevenção para que a mulher não chegue no feminicídio, para que ela entenda que aquilo não é amor, é posse”, contou Gleide. 
Neste período mundial de engajamento a deputada estadual propôs, junto ao Governo do Estado e Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), a alocação de policiais mulheres em todos os municípios de Pernambuco e a maior capacitação de policiais para o atendimento de mulheres que vão à delegacia em situações de denúncia. "A mulher, quando vai denunciar, ela tá humilhada, ela tá com medo. Ela precisa ser atendida com conscientização", contou Gleide.
A PCPE informou, em nota, que o Departamento de Polícia da Mulher (DPMUL) está capacitando policiais, preferencialmente mulheres, para que o acolhimento seja ainda mais humanizado. E que, obedecendo ao critério de classificação ao final do concurso para novos Agentes de Polícia, espera conseguir distribuir o novo efetivo de agentes de modo a atender cada vez melhor as mulheres e a população em geral.

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