sexta-feira, 6 de março de 2020

Tomate foi o item que mais subiu no Recife no mês de fevereiro


Recife registrou a segunda maior alta no valor da cesta básica, entre as capitais com elevação de 6,15% no preço

Tomate

O custo do conjunto de alimentos essenciais subiu em 10 capitais, em fevereiro de 2020, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 17 cidades. Recife registrou a segunda maior alta no valor da cesta básica, entre as capitais com elevação de 6,15% no preço, passando de R$ 395,93 para R$ 420,27, um incremento de R$ 24,34. O item que teve a maior variação foi o tomate, com alta acima de 40% no mês de fevereiro.

De acordo com a pesquisa, o valor da cesta representa 43,71% do salário mínimo líquido só com alimentação, o que dificulta a vida dos que ganham menos, pois são os que mais sofrem com o alto custo. Em fevereiro/20, sete dos doze produtos que compõe a cesta básica apresentaram elevação: o tomate (41,67%), a banana (7,58%), o feijão (4,41%), o óleo de soja (3,67%), o arroz (3,22%), o açúcar (3,17%) e a farinha de mandioca (0,59%). Registraram redução no preço médio o café (1,58%), a manteiga (1,13%), a carne (0,61%), o leite (0,58%) e o pão francês (0,21%).

Para o economista da Fecomércio, Rafael Ramos, o tomate pode estar fora de safra, o que reduz a oferta do produto. "Já desde o fim do ano passado, o tomate foi um dos itens que mais subiu e elevou o preço da cesta básica. Geralmente no setor de alimentação tem alta quando tem demanda alta e oferta baixa", explica. Durante o ano, o tomate foi o item que mais subiu. Em 12 meses, registrou-se elevação no preço do tomate em 34,01%. No entanto, outros itens também tiveram alta, como a carne (30,19%), que passou por uma elevação do seu preço em decorrência das importações da China que reduziram a demanda interna.


Ramos ainda explica que o tomate pode está subindo de preço por conta da alta do dólar. "Isso pode está gerando incentivos ao produtor para exportar, causando um desabastecimento no mercado interno. É como aconteceu com as carnes", detalha o economista. Ele ainda explica que um item que tem cotação internacional é o trigo. “Ele é base para diversos alimentos, então próximo mês pode ter reflexos em itens que utilizam o trigo, como pão, bolacha, que são de consumo diário”, destaca.

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