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quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Febre do Oropouche: Pernambuco registra no Agreste o terceiro caso de óbito fetal com doença


Pernambuco registrou, nesta terça-feira (20), o terceiro caso de perda gestacional de um feto diagnosticado com o vírus oropouche. A relação entre a doença e a perda gestacional está sendo investigada.

Este terceiro registro aconteceu na cidade de Machados, no Agreste Setentrional do Estado.

Como resultado, a análise identificou transmissão vertical, quando a transmissão ocorre de mãe para filho.

Este é o terceiro caso, em Pernambuco, de transmissão vertical da Febre do Oropouche. Antes, ocorreram óbitos com fetos positivos para a arbovirose nos municípios de Rio Formoso e Ipojuca. Em apenas um deles, até o momento, chegou-se à conclusão que o Oropouche foi motivo do óbito.

A SES-PE informou que tem realizado monitoramento constante para investigar, juntamente com os municípios, os casos suspeitos de infecção pelo oropouche.

Diagnóstico

O diagnóstico desse novo caso foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (LACEN/PE).

Para tal, foram encaminhadas amostras da mãe e do feto ao Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém/PA, referência nacional no estudo de arboviroses para realização de exames complementares.

A Vigilância do Óbito Fetal de Pernambuco atua para localizar, captar e investigar estes casos para incrementar dados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Estação Notícias

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Pernambuco registra terceiro caso de "superfungo" Candida auris


Um terceiro caso do superfungo Candida auris (C.Auris) no Estado foi confirmado nesta terça-feira (23), pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE). O diagnóstico do paciente, um homem de 66 anos, foi feito laboratorialmente e ele segue internado em um hospital da rede particular, no Recife.

Na semana passada, dois homens, de 48 e 77 anos, foram detectados com o superfungo. Ambos estão internados, sendo um para tratamento no Hospital Miguel Arraes, enquanto o outro está no Tricentenário, ambos localizados na Região Metropolitana do Recife, respectivamente em Paulista e Olinda. Seus nomes não foram divulgados.

Mais cedo nesta terça-feira, a SES-PE confirmou que o paciente que se encontra no Hospital Miguel Arraes teria circulado por diversas áreas da unidade de saúde que, por conta disso, precisou ser isolada. Segundo a secretaria, no momento, estão sendo realizadas a busca e a investigação diagnóstica de todas as pessoas que estiveram nos mesmos espaços de internamento com os doentes registrados na última semana.

Em nota, a secretaria também reforçou que segue realizando o monitoramento da Cândida auris no Estado e implementando de forma articulada, com a Central de Regulação de Leitos e a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Anvisa), as ações para controlar e evitar a propagação do fungo.

Também está sendo investigado se os casos são originários das unidades hospitalares ou se a colonização do fungo ocorreu em ambientes extra-hospitalares.

Candida auris

O Candida auris é de difícil diagnóstico e recebeu o nome de superfungo por ser resistente a praticamente todos os medicamentos.

Apesar de a espécie sobreviver por meses em superfícies, sua transmissão só se dá pelo contato direto com pessoas infectadas ou com objetos. Ela é considerada uma grave ameaça à saúde global, pois pode causar infecções invasivas, graves e associadas à alta mortalidade, podendo apresentar características de multirresistente e levar à ocorrência de surtos em serviços de saúde.

A espécie é capaz também de infectar o sangue, levando a casos agressivos e muitas vezes letais. Além disso, acomete em geral pacientes graves, que permanecem por longos períodos em unidades intensivas de tratamento. Dos 18 casos identificados até agora no Brasil, dois resultaram em morte.

Segundo a SES-PE, o mecanismo de transmissão da C. auris dentro dos serviços de saúde ainda não é totalmente conhecido. Por isso, é fundamental reforçar as medidas de prevenção e controle, com ênfase na higiene das mãos e limpeza e desinfecção do ambiente e equipamentos.

Da redação do Blog Vertentes Notícias

quinta-feira, 12 de maio de 2022

HEPATITE MISTERIOSA: internada no Imip, criança de 3 anos é o terceiro caso notificado em Pernambuco


A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) divulgou, nesta última quarta-feira (11), que notificou ao Ministério da Saúde o terceiro caso suspeito de hepatite aguda grave de origem desconhecida no Estado.

A paciente é uma menina de 3 anos de idade, que mora no município de Glória do Goitá, na Zona da Mata de Pernambuco. Ela foi encaminhada para o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no bairro dos Coelhos, área central do Recife, onde está internada desde o último dia 3 de maio.

A criança, que apresentou quadro de febre, aumento do volume abdominal e icterícia (pele amarelada), recebe assistência na enfermaria da Imip. Na instituição, ela também realiza exames complementares.

Entre os outros dois casos suspeitos em Pernambuco, já divulgados esta semana, está um menino de 1 ano, residente no município de Toritama, no Agreste, que foi acompanhado no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. Ele recebeu alta hospitalar no dia 6 deste mês.

Além dele, há um adolescente de 14 anos, residente no município de Salgueiro, no Sertão do Estado, que estava internado no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. Ele foi transferido, na última terça-feira (10), para o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, área central da capital pernambucana.

Os médicos devem ficar em alerta para esta situação emergente e precisam ficar atentos às crianças que apresentam sinais e sintomas "potencialmente atribuíveis à hepatite que podem exigir testes de função hepática", diz o alerta da SES.

Entre os sintomas, estão descoloração da urina (escuro) e/ou fezes (pálido); icterícia; prurido; artralgia (dor nas juntas); mialgia (dor muscular); pirexia (febre); náuseas, vômitos ou dor abdominal; letargia (cansaço com diminuição da energia, da capacidade mental e da motivação); e/ou perda de apetite.
"Equipes de saúde, principalmente da pediatria, devem estar atentas a crianças e adolescentes com 16 anos ou menos, principalmente com relato de passagem pelos locais afetados, que apresentem icterícia (coloração amarelada da pele e/ou olhos) ou sintomas compatíveis com hepatite aguda", destaca a SES.
As investigações dos casos, segundo a secretaria, continuam em andamento, com a realização de exames complementares para análise laboratorial das hepatites virais, agentes possivelmente relacionados a este tipo de hepatite e outras doenças, assim como as investigações epidemiológicas realizadas junto aos municípios de residência dos pacientes. A SES também destaca que aguarda novas definições de protocolos pelo Ministério da Saúde.

"Por fim, a SES-PE reforça que segue em contato com toda a rede de saúde (unidades públicas e privadas) para monitoramento das ocorrências no Estado. O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Pernambuco (Cievs-PE) também já emitiu nota de alerta orientando os serviços para que, na observação de casos suspeitos e que atendam às definições, realizem a notificação de imediato.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do JC NE10 Uol