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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Pernambuco tem alta de 12% nas mortes no trânsito em 2024 e fica acima da média nacional

Trânsito no Recife é o mais congestionado do país, aponta pesquisa internacional (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)

Pernambuco registrou 1.828 mortes em sinistros de transporte terrestre em 2024, um aumento de 12% em relação às 1.632 vítimas contabilizadas em 2023. Os dados fazem parte do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e colocam o estado entre os que apresentaram os maiores crescimentos nas mortes no trânsito no país.

O número registrado em Pernambuco é o maior desde 2021 e representa uma reversão da tendência de queda observada entre 2014 e 2019. Naquele período, o estado saiu de 1.912 mortes anuais para 1.474, redução de quase 23%.

Desde então, porém, os índices voltaram a subir gradualmente. Em 2020 foram 1.509 mortes; em 2021, 1.496; em 2022, 1.461; até chegar aos 1.828 óbitos registrados em 2024. O crescimento acumulado entre 2019 e 2024 foi de 24%.

O avanço registrado em Pernambuco ficou acima da média nacional. Em todo o Brasil, as mortes no trânsito cresceram 6,5% entre 2023 e 2024, passando de 34.881 para 37.150 vítimas fatais.

Entre os estados nordestinos, Pernambuco teve crescimento superior ao registrado no Ceará (7,9%), Maranhão (8,3%) e Paraíba (6,7%), mas abaixo de Sergipe (21,6%), Alagoas (20,3%) e Piauí (16,1%). Bahia, estado com maior número absoluto de mortes da região, contabilizou 3.041 vítimas fatais em 2024, alta de 10,7% em relação ao ano anterior.

O Atlas mostra ainda que Pernambuco teve mais mortes no trânsito em 2024 do que estados inteiros como Distrito Federal (322), Rio Grande do Norte (476), Rondônia (557) e Sergipe (562). O total pernambucano também se aproximou dos registros de estados maiores, como Goiás, que contabilizou 1.894 mortes no período. 

Nordeste ultrapassa Sudeste em mortes no trânsito

O levantamento aponta que o Nordeste foi a região mais letal do país no trânsito, já que em 2024, os nove estados nordestinos somaram 11.885 mortes, contra 10.929 registradas no Sudeste. Em 2023, o Nordeste havia contabilizado 10.649 vítimas fatais, o que significa aumento de 1.236 mortes em apenas um ano.

Segundo os pesquisadores, o crescimento da mortalidade está diretamente ligado à expansão acelerada do uso de motocicletas, sobretudo entre trabalhadores de baixa renda e profissionais de aplicativos de entrega e transporte. O estudo também aponta deficiência em investimentos de infraestrutura, fiscalização e educação para o trânsito nas regiões Norte e Nordeste. 

Motocicletas são vetor da violência no trânsito

O Atlas da Violência afirma que as motocicletas já representam o principal vetor da mortalidade viária no Brasil. Em 2024, mais de 40% das mortes no trânsito em boa parte dos estados brasileiros envolveram motociclistas.

O número de mortes envolvendo motos chegou a 15.459 no país em 2024, maior patamar da série histórica iniciada em 2014. Em comparação com 2019, quando foram registradas 11.182 mortes desse tipo, o aumento foi de 38%.

A taxa nacional de mortalidade em acidentes com motocicletas também disparou. Em 2019, o índice era de 5,4 mortes por 100 mil habitantes e em 2024 subiu para 7,3, maior marca da década.

O Atlas destaca que Norte e Nordeste concentram os cenários mais críticos do país. O Piauí aparece como o estado onde as motos têm maior participação nas mortes viárias: 72,7% de todos os óbitos no trânsito envolveram motociclistas. 

Brasil volta aos níveis de mortalidade de dez anos atrás

O Atlas mostra que o país vive uma reversão da tendência de redução da violência viária observada na década passada. Em 2024, a taxa nacional de mortes no trânsito chegou a 17,5 por 100 mil habitantes, contra 16,5 em 2023 e 15,4 em 2019.

Os autores do estudo afirmam que a retomada econômica após a pandemia, aliada ao crescimento vertiginoso do uso de motocicletas e à precarização da mobilidade urbana, neutralizou os avanços conquistados anteriormente na segurança viária brasileira.
 
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Pernambuco autoriza terceira dose para trabalhadores de saúde e todas as pessoas acima dos 60 anos

Vacinação de idosos contra a Covid-19 - Foto: Marcos Pastich/PCR

O secretário estadual de Saúde, André Longo, anunciou, em coletiva, nesta sexta-feira (1º), a autorização para o início da vacinação contra a Covid-19 com a dose de reforço para trabalhadores de saúde e todas as pessoas acima dos 60 anos em Pernambuco.

Segundo o gestor, a estratégia de imunização para esses grupos já pode ser definida pelos municípios.

O avanço é possível graças à chegada de novos lotes com mais de 318 mil doses das vacinas da Pfizer e AstraZeneca, prevista para ocorrer entre esta sexta-feira e o sábado (2).
“Estaremos vacinando tanto trabalhadores de saúde como pessoas acima de 60 anos que tenham intervalo de mais de seis meses para a segunda dose. Os municípios já estão autorizados tão logo chegue as vacinas”, indicou o secretário.
O secretário informou ainda que, após reuniões com o Ministério da Saúde, novas doses de imunizantes devem ser enviadas a Pernambuco nos próximos dias para avanço da aplicação da terceira dose nos profissionais de saúde.
“Sabemos do desafio que é administrar a dose de reforço em toda a categoria num curto prazo de tempo. Por isso, precisamos mobilizar esforços para convocar os trabalhadores da saúde e vaciná-los em tempo oportuno”, reforçou Longo.
Testagem

O secretário também anunciou um novo ponto de testagem para a Covid-19 no Aeroporto Internacional do Recife, localizado no bairro da Imbiribeira, Zona Sul da cidade.

O ponto faz parte da estratégia do governo Testa PE, que pretende testar 10% da população pernambucana até o fim de fevereiro de 2022.

Segundo Longo, também serão disponibilizadas três vans itinerantes para os testes, indicados para quem tem sintomas ou tenham tido contato com casos suspeito.
"Quanto mais cedo detectarmos os casos ativos da doença, mais rapidamente poderemos controlar com o isolamento das pessoas e, assim, interrompermos a cadeia de transmissão", disse.
Outras vacinas

O secretário informou também que Pernambuco ainda não atingiu a meta de cobertura mínima para as vacinas indicadas para proteção de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Nessas faixas etárias é indicada a aplicação de alguns imunobiológicos que já fazem parte do calendário de rotina nos postos de saúde de todo o País, como poliomielite, hepatites A e B, tríplice viral, rotavírus humano e dTp, entre outras.

Para aumentar essas coberturas e promover a proteção contra doenças imunopreviníveis em crianças e adolescentes, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) mobiliza os 184 municípios do Estado, durante este mês de outubro, para a realização da Campanha de Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação.

No Estado, pernambucanos e pernambucanas podem buscar as mais de 2,4 mil salas de vacinação, munidos do cartão de vacina, e efetuar sua proteção. A campanha de atualização vai até o dia 29, com o Dia D de mobilização marcado para 16.10.

Atualmente, a cobertura vacinal em Pernambuco para os imunobiológicos indicados às crianças menores de 1 ano de idade se configura da seguinte forma: BCG (71,35%), pneumocócica (68,26%), pentavalente (66,57%), poliomielite (66,32%), meningocócica (65,14%) e rotavírus humano (64,68%). A situação se repete quando observado o público maior de um ano de idade: hepatite A (61,71%), tríplice viral – D1 e D2 (69,43% e 42,58), meningococo C (64,43%), pneumocócica (64,70%), poliomielite – 1º reforço (51,16%) e 2ª reforço (38,57), dTp – 1º reforço (56,26%) e 2ª reforço (45,14%) e varicela (62,07%).
“Enquanto vivemos essa expectativa de ampliação na cobertura e também de público na vacinação contra a Covid-19, a imunização contra outras doenças já previstas no calendário segue bem abaixo da meta. Isso é um risco para a saúde de todos, porque vivemos o perigo do retorno de doenças que estavam erradicadas. Para revertermos esta situação e protegermos nossas crianças, neste mês de outubro, em todo o País, acontece a campanha de multivacinação para atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. O acesso às vacinas é um direito de todas as crianças e adolescentes. Neste mês das crianças, se você ama seu filho, não deixe de levá-lo a um posto de vacinação A saúde é o melhor presente que você pode proporcionar a uma criança”, destacou André Longo.
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha PE

sábado, 20 de junho de 2020

PIB de Pernambuco cresce acima do nacional

Trabalho em indústria - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todos os bens e serviços produzidos -, de Pernambuco, fechou o primeiro trimestre de 2020 com saldo positivo em 0,8%, na comparação com o mesmo período de 2019. Em quantia, isso representa R$ 51,6 bilhões, no período. R$ 1,3 bilhões a mais na comparação com o mesmo período de 2019. Pernambuco registrou no 1º trimestre deste ano, o pior resultado desde o primeiro trimestre de 2017 (0,9%). Apesar de um resultado suave no PIB do Estado, o Brasil, no entanto, encerrou o 1º trimestre com variação de -0,3%. Os dados foram divulgados ontem pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem). 

O saldo de Pernambuco, embora tímido, foi puxado principalmente pela Indústria (3,2%) e Agropecuária (0,4%). O subsetor da pecuária (3,9%) foi o agente que puxou o setor agro. Já nas lavouras, tanto as temporárias como permanentes, fecharam o primeiro trimestre de 2020 com queda de 18% e 19,5%, respectivamente. No país, a Agropecuária fechou o trimestre com saldo do 1,9%.
“A agropecuária pernambucana vinha se recuperando positivamente desde um período muito difícil que passamos no começo da década por conta da grande seca, que atingiu fortemente os setores agrícolas. Neste primeiro momento a gente tem uma estabilidade no setor. Embora haja um número negativo nas lavouras, mas como o peso é pequeno, ele não foi suficiente para contrabalançar o lado positivo da pecuária” detalha o gerente de Estudos e Pesquisas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães.
Em Pernambuco, o subsetor de Indústria de Transformação (variação de 8%) foi responsável por puxar todo o segmento de Indústrias. 
“Já observamos que até 2019, que nossa economia sempre estava em um comportamento mais dinâmico do que a economia brasileira. Um dos principais fatores é a indústria de transformação. Houve implantação de setores presentes no mercado, como a refinaria, o polo automotivo, polo de bebidas, de produtos de limpeza que são fortes regionalmente e que contribuía para o desempenho da indústria pernambucana”, explicou Guimarães.
Por outro lado, o setor de serviços já sentiu os impactos após a segunda quinzena de março e fechou o primeiro trimestre de 2020 com queda de 0,1%. Os subsetores responsáveis pelo cenário negativo foram o comércio (-1,5%) e outros serviços (-3,8%), que é referente a serviços prestados à família, cadeia hoteleira, restaurante, bares, serviços às empresas. Na composição setorial, o segmento da Indústria compõe 20,9% e a Agropecuária 3,9%. Já o setor de serviços é o que tem o maior peso e representa 75,3%.
“Muitos desses serviços é prestado de forma presencial. Ou seja, é necessário o contato entre o ofertante e o demandante. Como o salão de beleza, academias de ginástica etc. É um setor que exige a circulação de pessoas e nesse sentido, com as medidas tomadas no mundo inteiro de isolamento social, certamente reflete em impactos importantes nessa diminuição na atividade de serviços”, ressalta Guimarães explicando sobre a queda no segmento de serviços.
Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações da Folha PE