Um jovem, identificado como Luiz França Ferreira Neto de 27 anos, morreu afogado no início da tarde deste domingo (6), na piscina olímpica do Clube Náutico Capibaribe, no bairro dos Aflitos, Zona Norte do Recife. Ele era aluno do Curso de Formação e Habilitação de Praças (CFHP) do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco.
De acordo com testemunhas, Luiz realizava, por conta própria, exercícios para melhorar a capacidade de prender a respiração debaixo d’água. O jovem estava acompanhado de dois amigos e mergulhou nas proximidades da caixa de saltos. Após alguns minutos submerso, não retornou à superfície.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e tentou reanimá-lo, mas a vítima não resistiu e morreu no local.
Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que vai investigar a morte do jovem, que foi vítima de afogamento. A corporação também destacou que o Corpo de Bombeiros Militar está prestando todo o suporte necessário à família neste momento de dor.
Da redação do Blog Vertentes Notícias Com informações do Diário de Pernambuco
A jovem de 17 anos concedeu entrevista exclusiva para a TV Jornal. - Foto: Reprodução/TV Jornal
Um caso chocante e dramático. Uma jovem de 17 anos que foi baleada pelo ex-padrasto no bairro dos Aflitos, Zona Norte do Recife, concedeu entrevista exclusiva ao Por Aqui, da TV Jornal. O material foi exibido no programa desta segunda-feira (16). A identidade da vítima foi preservada, assim como sua imagem e voz. O caso aconteceu na última quarta-feira (11), quando o ex-marido da mãe da vítima invadiu o apartamento para onde a família havia se mudado, atirou pelo menos três vezes na ex-enteada, antes de disparar contra si e morrer.
"Eu passei por abuso durante oito anos. Desde 2011, 2010...até 2019, que foi quando eu consegui contar a minha mãe sobre isso. Era muito aterrorizante. Ele entrava no meu quarto de madrugada, ficava me olhando, se tocava. (...) Eu desenvolvi ansiedade e vários outros problemas. Quando contei para minha mãe foi quando tudo isso se desencadeou. Não dava mais para eles viverem uma vida a dois e nem eu ficar lá", contou a vítima.
"Ele dizia que ia mostrar para minha mãe. Ameaçava de morte ou dizia que todo mundo faz (sexo) e era normal. Ele se arrependeu, desenvolveu depressão. Tem certas coisas que não acredito que era verdade. Ele passou por umas situações difíceis, dizia que ia se matar. Depois que a gente se mudou, eu também não queria mais falar com ele, nem o meu irmão. E foi assim que continuou até o dia em que tudo aconteceu", disse.
Relação com o ex-padrasto
De acordo com a vítima, a relação era normal, porém, não muito próxima. "Era aquela coisa, estava ali na mesma casa. Chamava de pai por convivência. Tinha outros irmãos e era assim. Há dois anos, a gente não está mais morando com ele e ele ficou atrás da gente. Após o divórcio, no dia 5 de julho deste ano, ele tentou suicídio."
Como tudo aconteceu?
De acordo com informações repassadas pela própria vítima durante a entrevista, o ex-padrasto estava mantendo contato por telefone com a família, afirmando que queria conversar pessoalmente com mãe e filha, mas não obteve sucesso. No dia 11 de agosto, ele conseguiu subir no prédio arrombou a porta da cozinha e entrou armado no local.
"Minha mãe correu e se escondeu, se trancou no quarto. Meu irmão caçula se trancou no quarto e fechou a porta. Ficou eu e meu irmão mais novo com ele. Ele atirou para o teto e meu irmão foi para cima dele, iniciando uma luta corporal. Teve mais dois tiros e meu irmão conseguiu arrastar ele para fora do quarto. Foi quando ele atirou em mim.", contou a jovem.
Ainda segundo ela, o homem teria olhado para ela antes de efetuar o disparo.
"Ele atirou de propósito. Ele olhou para mim antes de atirar. Ele atirou como forma de fazer o meu irmão soltar ele e me socorrer. Na minha visão, como ele percebeu que não tinha mais jeito, ele apontou a arma para a própria cabeça e atirou". A vítima foi socorrida pela polícia e ficou internada dois dias e meio no Hospital da Restauração, no centro do Recife.
Estado de saúde da vítima
A jovem ainda contou que o ex-padrasto fazia ameaças de morte e sentiu um alívio grande ao ver que tudo aquilo havia acabado. Apesar de toda a situação difícil, ela diz estar tranquila.
"Claro que todo mundo fica abalado. Eu fui baleada. Mas para mim, foi libertador. Foi como tirar um peso grande das costas. Desde que a gente se mudou, ele ficou fazendo terror psicológico e mesmo com a medida restritiva, continuou do mesmo jeito. (...) Não penso muito na história. Minha mente está sempre limpa e está tudo bem.