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terça-feira, 29 de agosto de 2023

Vacina contra HIV entra na última fase para aprovação


Um marco significativo foi alcançado na busca por uma vacina eficaz contra o HIV, conforme a pesquisa PrEPVacc liderada pela Uganda entra na terceira e última fase de testes. O estudo pioneiro visa não apenas avaliar a eficácia de duas vacinas promissoras, mas também a combinação delas com duas formas de profilaxia pré-exposição (PrEP), um método que envolve a administração de medicamentos antes da atividade sexual, a fim de prevenir a transmissão do vírus.

Chamado de PrEPVacc, esse ensaio clínico representa um avanço significativo na luta global contra o HIV/AIDS. Os esforços se concentram em abordagens combinadas que possam atuar de maneira sinérgica, oferecendo uma abordagem multifacetada para conter a disseminação do vírus.

Caso os resultados se mostrem positivos, a combinação das vacinas com a PrEP pode não apenas proteger os indivíduos vulneráveis da infecção, mas também contribuir para interromper a cadeia de transmissão do HIV.

Caso o PrEPVacc não apresente os resultados desejados, os especialistas apontam que a possibilidade de uma vacina contra o HIV estar pronta antes de 2030 é incerta.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Bruno Muniz

sábado, 8 de agosto de 2020

Em cinco meses no Brasil, coronavírus matou mais do que HIV em 9 anos

Novo coronavírus já infectou milhões de pessoas ao redor do mundo - FOTO: NELSON ALMEIDA/AFP

Com números cada vez mais devastadores no Brasil, o novo coronavírus atingiu a triste marca de 99.572 vidas levadas pela doença na última sexta-feira (7). Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS) mostram também que 2.962.442 já foram infectadas pela covid-19. Mesmo sendo considerada a epidemia do século XX, o HIV e as doenças associadas à Aids demoraram pouco mais de 9 anos para chegar a marca que o coronavírus registrou em menos de cinco meses. Neste sábado (8), a covid-19 deve chegar a 100 mil mortes e 3 milhões de diagnósticos positivos.

Com a primeira morte sendo confirmada pelo MS no dia 17 de março, a covid-19 tem mantido uma média superior a 1 mil mortes diárias. Segundo o DataSUS, sistema de vigilância em saúde do governo federal, entre 1996 e 2018 o HIV matou de 270.591 brasileiros, mas a marca de 100 mil óbitos demorou quase uma década para ser registrada.

Somente um país do mundo tem números maiores que o do Brasil na pandemia do coronavírus: os Estados Unidos. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), 4.858.596 pessoas foram infectadas em solo americano (56.105 a mais do que esta quinta, 6) e 158.887 morreram (1.256 óbitos a mais em 24h).

Outra doença que causa medo nos brasileiros, a dengue, em 23 anos matou 6.984 pessoas. No pior ano, a dengue levou 782 vidas. Nas últimas 24 horas, no Brasil, foram somados ao número total 1.079 óbitos e 50.230 novos casos. No mesmo período usado para comparar a dengue, de 1996 a 2018, a malária causou 2.342 falecimentos. 

Há 102 anos, desde a gripe espanhola, o Brasil não perdia tantas vidas em uma velocidade tão alta. No atual ritmo de mortes, o total atingido pela tuberculose deve ser ultrapassadas durante a próxima semana.

A tuberculose foi a causa de mortes de 104.268 pessoas em território brasileiro entre 1996 e 2018, de acordo com a plataforma DataSUS. Somente em 2017, depois de 22 anos a doença atingiu a mesma marca de falecimentos da covid-19.

Coronavírus em Pernambuco

Nesta sexta-feira, Pernambuco confirmou mais 1.477 casos nas últimas 24 horas. Segundo o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), agora são 102.872 diagnósticos positivos para a doença. Além disso, foram confirmados mais 39 óbitos, agora, o estado totaliza 6.867 vidas perdidas desde o início da pandemia.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do JC NE10