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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Petrobras reduz preços da gasolina e do diesel para as distribuidoras

Gasolina passará de R$ 3,28 para R$ 3,08 o litro.

A Petrobras anunciou nesta última terça-feira (6), no Rio de Janeiro, que os preços médios de venda do diesel A e da gasolina A para as distribuidoras será reduzido a partir desta quarta-feira (7).

Para a gasolina A, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,28 para R$ 3,08 o litro, com diminuição de R$ 0,20 por litro, equivalente a cerca de 6,1%.

Com o ajuste, a parcela da Petrobras no preço final deve ser de R$ 2,25 por litro, em média, já que o produto final vendido nos postos tem uma mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro.

Já o ajuste do diesel A vendido pela estatal às distribuidoras cairá de R$ 4,89 para R$ 4,49 por litro, uma redução de cerca de 8,2% ou R$ 0,40 por litro.

Parcela

A Petrobras calculou que, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel antes da venda ao consumidor final, a parcela da estatal no preço ao consumidor será, em média, R$ 4,04 a cada litro vendido na bomba.

A empresa petrolífera afirmou, ainda, que as reduções anunciadas hoje acompanham a evolução dos preços de referência, sendo coerentes com a sua prática de preços. O preço da gasolina não era alterado pela Petrobras desde 2 de setembro. O do diesel permanecia inalterado desde 20 de setembro.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Agência Brasil

sábado, 3 de setembro de 2022

Preços sobem na feira mesmo com inflação em queda; entenda

Preços de janeiro e preços de agosto apresentaram diferença - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Pai de três filhos pequenos, o mecânico Evandro André de Barros, de 39 anos, circula toda semana de bicicleta em bairros do Recife para entrar em vários supermercados e ver o preço mais em conta dos alimentos. Ele vai atrás de valores para saber onde comprar mais barato. No entanto, Evandro conta que não está mais conseguindo encontrar bons preços. Para ele, “está tudo muito caro em todos os lugares”.

Ao sair com poucas sacolas de um supermercado na Zona Norte do Recife, Evandro se mostrou preocupado com os altos preços. 
“Eu vou fazer o que? Tem que comprar mesmo porque meus filhos precisam de comida. Se hoje eu fosse fazer uma compra mesmo, seria mais de mil reais. Se antes eu comprava uma caixa fechada de leite para meus filhos, agora eu compro algumas unidades”, contou Evandro.
Ele ainda demonstrou surpresa com o aumento dos alimentos em tão pouco tempo. “Em uma semana já sobe muito. Antes, eu comprava uma bandeja de ovos por R$ 12 e agora está mais de R$ 20. Tudo está subindo e o nosso dinheiro estacionado”, disse Evandro, ao contar que sua esposa não trabalha porque precisa ficar em casa cuidando dos filhos.


Evandro de Barros costuma pesquisar preços nos supermercados para economizar, mas diz que não encontra mais bons preços | Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Essa é a realidade de milhões de brasileiros. Comprar comida passou a ser um desafio. Se olharmos para os números, vamos entender. Apesar do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – inflação oficial do país – apresentar uma queda de 0,68% em julho, a inflação anual está acima dos dois dígitos há 11 meses seguidos. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação registrou 10,07%. No ano, a inflação acumulada é de 4,77%.

Os alimentos não caem

Ao observar os grupos, a inflação de julho para alimentos e bebidas foi de 1,30%, o que representa alta de preços. Mas dois grupos apresentaram deflação, transportes (-4,51%) e habitação (-1,05%), o que explica a deflação no indicador geral, enquanto a feira está mais cara. O IPCA negativo é explicado pela queda nos preços dos combustíveis, em particular da gasolina, e da energia elétrica. Essa queda foi ocasionada a partir da medida de redução nas alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pela Lei Complementar 194/2022, de junho deste ano.

O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), Matheus Peçanha, explica que há dois anos todas as cadeias forçaram uma inflação forte, e não foi diferente com os alimentos. 
“No caso dos alimentos, os custos diretos foram muito impactados por problemas climáticos, como geadas e chuvas, o que atrapalhou tanto as lavouras temporárias como as permanentes. Por isso, o consumidor sofreu com preço do arroz, milho, feijão e outros itens”, situou.
Mesmo com a redução de tributos no combustível e na energia elétrica, que são pesos importantes para a cadeia dos alimentos, a medida não foi suficiente para a redução nesses preços. 
“Estamos saindo do inverno, que é tradicionalmente a entressafra de muitos produtos agrícolas, como o leite e hortifrutis. Esses produtos sofrem com o inverno. O leite, por exemplo, tem uma cadeia mais longa, que demora a sentir a redução, além de ainda não haver condição favorável de pastos para a indústria leiteira, sobretudo no Centro-Oeste e no Sul do País”, analisou Matheus Peçanha. Além disso, esse período aumenta a necessidade de ração e os setores mais dependentes das cadeias de produção têm sofrido mais por causa da recessão global, que resultou em insumos mais caros.
O economista da Búzios Consultoria, Rafael Ramos, aponta que um dos motivos para que os alimentos não tenham queda nos preços é o fato de fazerem parte do grupo de produtos com preços livres, os quais não podem sofrer interferências.
“A gente vive um quadro inflacionário, que em relação a alimentos, é mundial. A queda do IPCA é ligada a preços administrados, e não aos preços livres que existem no indicador. Temos essa deflação em relação aos administrados porque eles são segurados ou até mesmo reduzidos em momentos próximos de eleição”, disse Rafael Ramos.
De acordo com a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita, a deflação registrada pode ser considerada artificial, já que foi ocasionada por fatores impostos. 
“A partir de julho, vimos até uma deflação, mas, de uma forma geral, essa deflação é artificial porque foi através de um decreto que reduziu alguns impostos e tem impacto imediato, mas não deve permanecer reduzindo ao longo do período”, contou Estelita.
Para se ter uma ideia do impacto no orçamento das famílias, a pesquisa de preços de itens da cesta básica feita pelo Procon-Pernambuco vem apontando, mensalmente, as altas nos valores. Um dos itens muito presentes nas casas dos brasileiros, o ovo teve aumento significativo. Pelo levantamento, na Região Metropolitana do Recife, a bandeja com 30 unidades de ovos tinha valor médio de R$ 15,12 em janeiro. Em agosto, ela está por R$ 20,69, em média. Um pacote de 200g de leite em pó integral estava por R$ 5,37, em média, no mês de janeiro. Já em agosto, o preço médio apresentado foi de R$ 7,72. Em julho, a cesta básica subiu 0,82%. De janeiro a agosto, soma 16,64%.

Os pobres sentem mais

Fernanda Estelita declara que, mesmo com alguma queda nos indicadores, a renda das famílias não aumenta e permanece sendo comprometida. 
“Nem todas as famílias vão perceber isso, mas as com renda mais baixa observam a conta aumentando, apesar da deflação. Ela não vê a renda aumentando. Mas o que ela comprava mês passado com um valor, quanto ela volta, os preços estão diferentes, aumentaram. Quando temos uma família de baixa renda, ela gasta uma parcela maior. Se uma tem um rendimento de R$ 1 mil e outra de R$ 5 mil, proporcionalmente a de menor orçamento gasta muito mais com alimentação. Então quando a comida aumenta de preço, ele é muito mais sacrificado”, destacou Fernanda.
O economista Rafael Ramos, conta que a deflação ocasionada por outros fatores impacta mais positivamente as famílias mais ricas. 
“Para os mais ricos é benéfico porque acaba sobrando mais renda disponível, mas para o mais pobre o cenário positivo demora a chegar, porque depende de uma cadeia que na ponta vai ter centavos menores porque não teve um custo com um deslocamento. Na classe mais rica fica uma renda disponível maior e a classe mais pobre fica impactada, existindo duas percepções para a situação”, acrescentou.
Alimentação mais cara | Arte: Folha PE

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha PE

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Petrobras sobe novamente preços da gasolina e do diesel

Refinaria da Petrobras - Foto: André Mota de Souza/Agência Petrobras

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (25) novos reajustes nos preços da gasolina e do diesel em suas refinarias. A gasolina subirá 7% e o diesel, 9,1%. Segundo a estatal, os aumentos refletem a elevação das cotações internacionais do petróleo e da taxa de câmbio.

A partir desta terça (26), o litro de gasolina vendido pelas refinarias da Petrobras custará R$ 3,19, ou R$ 0,21 acima do vigente atualmente. Já o litro do diesel sairá por R$ 3,34, alta de R$ 0,28. É o segundo reajuste dos dois produtos em menos de um mês.
"Esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras", disse a estatal.
O anúncio ocorreu logo após o presidente da República, Jair Bolsonaro, dizer em entrevista a uma rádio do Mato Grosso do Sul que não é "malvadão" e que não quer "aumentar o preço de nada".
"Alguns me criticam, o preço do combustível, o preço do gás. Eu não sou malvadão, eu não quero aumentar o preço de nada. Mas não posso interferir no mercado. Se pudesse, iriam dizer que eu queria interferir no preço da carne que vocês produzem no Mato Grosso do Sul", afirmou Bolsonaro.
A escalada do preço do diesel gerou esta semana paralisação de empresas transportadoras de combustíveis de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com reflexos sobre a renovação de estoques de postos de gasolina nos dois estados.

Tem sido combustível também para a insatisfação de caminhoneiros, que prometem paralisação no dia 1º de novembro para cobrar ação do governo, que anunciou na última quinta-feira (21) um auxílio de R$ 400 para a categoria em tentativa de esfriar os ânimos.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha PE


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Petrobras anuncia reajuste nos preços da gasolina e do gás de cozinha


A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (8) que vai reajustar o preço da gasolina e do gás de cozinha (GLP) para as suas distribuidoras a partir deste sábado (9). O aumento será de 7,2% em cada produto.

Segundo a companhia, o preço médio da gasolina passará de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,20 por litro.

Para o GLP, o preço médio passará de R$ 3,60 para R$ 3,86 por kg, equivalente a R$ 50,15 por botijão de 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,26 por kg.

Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passará a ser de R$ 2,18 por litro em média, o que corresponde a um aumento de R$ 0,15 por litro.

A Petrobras não anunciou reajuste nos preços dos demais combustíveis. No final de setembro, a estatal reajustou o preço do diesel em 8,89%, após 85 dias de preços estáveis para o combustível.

De acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, no acumulado nos últimos 12 meses até setembro, a gasolina subiu 39,6% no país e o gás de botijão avançou 34,67%.

Justificativas da Petrobras

Em seu anúncio, a Petrobras destacou que aplica o reajuste sobre o GLP "após 95 dias com preços estáveis, nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais". Já para a gasolina A, o período de estabilidade foi de 58 dias, segundo a empresa.

A companhia afirmou que elevação reflete os patamares internacionais de preços de petróleo, "impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial", e a taxa de câmbio, "dado o fortalecimento do dólar em âmbito global".

Nesta quinta-feira, o preço do barril de petróleo Brent – referência internacional – fechou acima em US$ 81,95, renovando máximas de cotação desde o final de 2018. Já o dólar atingiu R$ 5,5160, a maior cotação desde 20 de abril.

De acordo com a Petrobras, esses ajustes "são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras".

Nesta semana, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) defendeu uma mudança na forma de cálculo de cobrança do ICMS sobre combustíveis numa tentativa para reduzir o preço da gasolina e do diesel. Mas secretários estaduais de Fazenda veem a proposta como um "remendo" e um "puxadinho" que, segundo eles, não resolverá o problema dos preços do combustível e ainda causará perda de receita para os estados.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Economia

segunda-feira, 1 de março de 2021

Petrobras anuncia nova alta nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha

Reajuste será nas refinarias e entra em vigor amanhã (Agência Brasil)

A Petrobras anunciou hoje (1º) um novo aumento nos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de botijão vendidos nas refinarias. A partir de amanhã (2), a gasolina ficará 4,8% mais cara, ou seja, R$ 0,12 por litro. Com isso, o combustível será vendido às distribuidoras por R$ 2,60 por litro.

O óleo diesel terá um aumento de 5%: R$ 0,13 por litro. Com o reajuste, o preço para as distribuidoras passará a ser de R$ 2,71 por litro a partir de amanhã.

Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de botijão ou gás de cozinha, ficará 5,2% mais caro também a partir de amanhã. O preço para as distribuidoras será de R$ 3,05 por quilo (R$ 0,15 mais caro), ou seja R$ 36,69 por 13 kg (ou R$ 1,90 mais caro).

Segundo a Petrobras, seus preços são baseados no valor do produto no mercado internacional e na taxa de câmbio.
“Importante ressaltar também que os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, destaca nota divulgada pela empresa.
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Agência Brasil