quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Exames clínicos descartam caso de ebola em Caruaru

Do NE10Com informações de Jaqueline Almeida/NE10 Interior
O paciente foi encaminhado para o Hospital Oswaldo Cruz, no Recife / Fotos: Divulgação/SSE
O paciente foi encaminhado para o Hospital Oswaldo Cruz, no RecifeFotos: Divulgação/SSE
Os exames clínicos determinados pelo Ministério da Saúde descartaram a suspeita de ebola no homem internado com sintomas da doença, na manhã desta terça-feira (11), em Caruaru (a 134 km do Recife). Segundo o gerente da 4ª Regional de Saúde Estadual, Djair Lima, nenhum dos critérios determinados nos exames indicou a presença de ebola no paciente. A suspeita de malária também foi descartada por meio de teste rápido. 

Apesar de descartada a possibilidade de ebola e malária, os médicos ainda não conseguiram identificar o tipo de doença de G.V.S. (apenas as iniciais do paciente foram divulgadas), de 44 anos de idade. Trabalhador da construção civil, ele foi encaminhado para o Hospital Oswaldo Cruz, no Recife, referência em infectologia no Estado. A equipe do hospital também é responsável em receber os casos suspeitos de ebola em Pernambuco - este é o primeiro.  
De acordo com Djair Lima, embora o resultado do exame de sangue coletado do paciente ainda não tenha ficado pronto, o protocolo do Ministério da Saúde garante a segurança da avaliação. G.V.S. visitou a África recentemente, mas esteve apenas na Guiné Equatorial, que não é considerada área de infestação do vírus ebola.

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, a secretária executiva de Saúde de Caruaru, Wedneide Ameida, informou que ele já teria contraído malária seis vezes, esteve durante quatro meses no Guiné Equatorial e chegou ao Brasil na última terça-feira (4). Ele desembarcou no Rio de Janeiro, onde pegou um voo para o Recife e depois seguiu de carro para Caruaru, no mesmo dia. 
O paciente foi transferido para o Hospital Oswaldo Cruz, no Recife
O paciente foi transferido para o Hospital Oswaldo Cruz, no Recife
Na manhã desta quinta, após passar dois postos de saúde e desistir do atendimento por conta da fila de espera, o homem chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vassoural às 9h, com histórico de dor de cabeça, dores nas articulações, tosse seca e febre. 

A Secretaria de Saúde informou que o trabalhador deu entrada no hospital consciente e foi levado para um setor isolado da enfermaria, onde não teve contato com outros pacientes. Cerca de 30 minutos após a sua internação, uma equipe da Vigilância Sanitária chegou à unidade com os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). O protocolo de exame que descartou a possibilidade de ebola no paciente foi comandado pelo médico infectologista da unidade Demétrius Montenegro. 
 
Coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta
Coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta
De acordo com a secretária Wedneide Ameida, as pessoas que tiveram contato com o paciente não precisarão passar por exames, já que a doença foi descartada. Ela lembrou ainda que, mesmo se fosse confirmada a doença, o vírus não é transmitido no período de incubação, mas apenas no contato direto com a secreção do doente. Seguindo o protocolo, as instalações da UPA do Vassoral serão desinfetadas e a unidade voltará a funcionar normalmente até o início da noite. 

EXAMES DE SANGUE - De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, quando uma pessoa chega a uma unidade de saúde apresentando suspeita de ebola, passa pelo protocolo de avaliação e por duas coletas de sangue. Um dos materiais é enviado de avião para o Laboratório do Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA) – único credenciado no País para fazer o teste do ebola. O outro material colhido é utilizado e para exames do tipo sanguíneo e de malária (doenças de sintomas parecidos com o ebola).

Caso seja confirmada o ebola, o paciente será transportado em um avião para o Hospital da Friocruz, no Rio de Janeiro, que ficará responsável em tratar todos os pacientes do País. O mesmo procedimento padrão foi realizado no primeiros e último caso suspeito de ebola detectado no Paraná, no início de outubro.

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