sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Fundação Altino Ventura vai limitar gradualmente atendimento de urgência oftalmológica


Instituição reduzirá gradativamente a distribuição de fichas até abril de 2020. Casos de baixa complexidade podem ser encaminhados para UPAs do Ibura, Imbiribeira e Torrões.

Com mudança, Fundação Altino Ventura espera reduzir tempo de espera na fila, que hoje pode chegar a 12 horas

A partir de janeiro, o número de atendimentos no setor de urgência e emergência da Fundação Altino Ventura (FAV), no bairro da Boa Vista, Centro do Recife, será limitado. Até abril de 2020, a instituição reduzirá gradativamente a distribuição de fichas para 150 por dia, 66% a menos do que a média atual de 450 pacientes atendidos diariamente.

Segundo a entidade, a readequação é motivada pela descentralização do serviço, que também será oferecido em três Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs): Ibura, Imbiribeira e Torrões.

A mudança afeta o atendimento aos pacientes com problemas considerados de baixa complexidade, a maior parte deles de conjuntivite. De acordo com o diretor da Fundação Altino Ventura, Vasco Bravo Filho, nenhum procedimento oferecido hoje deixará de ser realizado pelo órgão, que poderá, com a limitação da demanda, priorizar os casos mais graves. “Além disso, a população vai poder ter outros centros e ser atendida de forma mais rápida. Em algumas situações aqui, a espera pode chegar até 12 horas para um atendimento de baixa complexidade. Essa readequação vai trazer uma grande melhoria”, explicou.

A transição será gradual à medida que as UPAs começarem a oferecer o serviço de urgência oftalmológica, seguindo cronograma da Secretaria Estadual de Saúde (SES): na segunda quinzena de dezembro na UPA do Ibura, em fevereiro na da Imbiribeira e em abril na dos Torrões.

Assim, em janeiro, a FAV começa a entregar 350 fichas por dia. Em fevereiro, o número cai para 250 e, em abril, 150. Quando o limite for alcançado, os pacientes que chegarem serão orientados a seguir para uma das outras unidades. “Se for enquadrado como caso grave, que precise de um atendimento emergencial, a gente vai atender”, disse Bravo Filho.

Na fila da emergência, com suspeita de conjuntivite, o pintor industrial Eronildo Gaspar, 51, acredita que a descentralização trará melhorias. Morador de Itamaracá, ele espera, no entanto, que a expansão do serviço contemple outras áreas além das que foram anunciadas. “Vai melhorar porque não vai ficar tão sobrecarregado aqui. Se tivesse em Cruz de Rebouças (em Igarassu), melhor ainda”, comentou. Tratando-se de uma inflamação na íris, a atendente de loja Thalita Ferreira, 24, passou mais de três horas aguardando a consulta. Ela aprovou a mudança, já que mora mais perto da UPA da Imbiribeira. “Eu venho do Jordão para cá. Hoje mesmo teve protesto e eu vim andando da Estação Recife”, contou.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde se pronunciou sobre o assunto. Segue o texto na íntegra:

Atualmente, a Secretaria Estadual de Saúde trabalha em um plano de ação para ampliar e descentralizar a assistência oftalmológica no Estado. Além da oferta da especialidade em instituições conveniadas, como a FAV, e consultas nas Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs), a expectativa é que novos serviços sejam agregados à rede de oftalmologia ligada ao Estado, de forma progressiva, como as Unidades de Pronto-Atendimento do Ibura, Torrões e Paulista.

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