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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Professora aposentada, mãe de um gestor de criptomoedas que vive em Portugal, foi sequestrada em Pernambuco e criminosos pediram resgate de R$ 3,3 milhões em bitcoins

Polícia prendeu dois homens e duas mulheres.

Uma trama ousada e calculada terminou com quatro pessoas presas por extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro. A vítima, uma professora aposentada, foi escolhida não pelo que possuía, mas pelo que representava: ser mãe de um gestor de criptomoedas que vive em Portugal.

O crime aconteceu em 21 de março de 2025. Segundo a Polícia Civil, a mulher foi seguida desde casa até o Fórum Desembargador Benildes de Souza Ribeiro, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife. Os criminosos aguardaram pacientemente sua saída do local para agir. Um carro com placa clonada interceptou a vítima, que foi levada para Olinda e mantida em cativeiro por mais de 12 horas, sob a mira de armas de fogo.

O filho, no exterior, foi coagido a transferir cinco bitcoins, o que representa cerca de R$ 3,3 milhões na cotação da época, para garantir a libertação da mãe. A transação foi feita, e a professora abandonada nas imediações do bairro Ouro Preto, em Olinda.

As investigações revelaram que a quadrilha monitorava diariamente as redes sociais do filho da vítima, acreditando que ele movimentava grandes valores. Com os passos da mãe mapeados, o sequestro foi executado de forma meticulosa.

O delegado Jorge Pinto, que comandou a apuração, destacou que parte do resgate foi repassada em criptoativos para duas mulheres do grupo, dificultando o rastreamento dos valores. Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos em Abreu e Lima, Olinda e no município de Extremoz no Rio Grande do Norte. 

Com a quadrilha desarticulada, a Polícia Civil afirma ter reunido provas suficientes para responsabilizar todos os envolvidos e avança para encerrar um dos sequestros mais sofisticados e caros já registrados no estado.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Estação Notícias

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Moreno: filho que matou professora aposentada e fingiu ter achado corpo é condenado a 26 anos

Euda Cavalcanti de Lira foi morta em agosto de 2023 - Foto: Redes Sociais/Reprodução

Foi condenado a 26 anos, 3 meses e 12 dias de prisão o homem acusado de matar a mãe e professora aposentada Euda Cavalcanti de Lira, em Moreno, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

O crime aconteceu em agosto de 2023. Heronildo Quintino de Lira Júnior matou a mãe, de 59 anos, a pauladas, por razões financeiras. À época, ele fingiu ter encontrado o corpo da mulher dentro da casa onde ela morava.

Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o Tribunal do Júri da Comarca de Moreno condenou Heronildo por homicídio qualificado, de natureza hedionda.

"O acusado agiu de forma sorrateira ao pular o muro e invadir a casa da vítima para consumar o homicídio, sendo certo que a ofendida havia trocado a fechadura no portão que dá acesso às escadas do imóvel justamente para evitar que o réu lá entrasse", sustentou o TJPE na condenação.

A professora aposentada foi encontrada morta em 29 de agosto de 2023, com perfuração na cabeça e marcas de agressão. Ela havia sido vista pela última vez dois dias antes do corpo ser achado.

Inicialmente, o crime foi investigado como latrocínio. Isso porque, na casa de Euda, a polícia identificou que tinham sido levados cartões bancários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da aposentada.

A apuração, no entanto, mostrou que o próprio filho, de 41 anos, quem havia levado os itens, bem como o celular da mãe, com quem discutia constantemente.

"A culpabilidade do condenado é elevada, diante da frieza demonstrada pela premeditação do crime, pela transferência de valores da vítima para sua conta bancária logo após o homicídio, pela tentativa de aumento dos limites de transferência da conta da vítima nos dias seguintes à morte desta e pela dissimulação ao fingir que encontrou morta dentro de casa a pessoa que ele mesmo havia matado dois dias antes", destacou o TJPE.

Na condenação, o TJPE também destacou que o acusado apresenta histórico de violência física contra um tio e de violência psicológica e moral contra a genitora, "que explorava financeiramente, além de ter contra si medidas protetivas de urgência em razão de perseguição a uma ex-companheira".

Heronildo Quintino foi preso em 17 de janeiro deste ano e está, desde então, no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na RMR.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha de Pernambuco