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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Médico condenado por comércio ilegal de armas é preso dentro de banco em Caruaru

"Senhor das armas" tinha ligação com um grupo criminoso que atuava no tráfico de drogas e em roubos, segundo a investigação.

O médico Wellington Martins dos Santos, de 62 anos, foi preso na tarde da última sexta-feira (5) dentro de uma agência bancária no Centro de Caruaru. Ele estava sendo procurado desde novembro de 2025, quando a Justiça determinou sua prisão em regime fechado por quase 17 anos pelos crimes de posse e comércio ilegal de armas e associação criminosa.

 

A prisão aconteceu após a polícia receber a informação de que o médico iria ao banco. A abordagem foi feita sem resistência pela equipe da 3ª Delegacia de Caruaru. O delegado Frederico Marcelo reconheceu o homem, já que havia investigado o caso em 2014.

O médico ficou conhecido como “senhor das armas” após uma grande apreensão feita em sua casa naquele ano. No imóvel, a polícia encontrou 65 armas de vários calibres, como fuzis, metralhadoras, rifles e espingardas, além de 7.832 munições, 124 carregadores, facões e anotações envolvendo venda de armamentos. O material apontava ligação com um grupo criminoso que atuava no tráfico de drogas e em roubos.

Em 2015, ele voltou a ser alvo de investigações por suspeita de fornecer armas de uso restrito das Forças Armadas para quadrilhas que praticavam assaltos a bancos e carros-fortes. Parte dessas apurações ocorreu durante a Operação Capitania, que investigou grupos criminosos em Pernambuco, Paraíba e outros estados do Nordeste.

Após ser capturado, Wellington foi levado para a carceragem da delegacia de plantão.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Estação Notícias


Homem condenado a 12 anos por homicídio em Vertentes é preso após decisão do Tribunal do Júri

Foto: Blog Agreste Notícia

Um homem identificado como Luiz Carlos Silva Albuquerque, de 36 anos, conhecido pelos apelidos “Lula” ou “Galego”, foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz do Capibaribe após ser condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri da cidade de Vertentes.

A condenação refere-se ao homicídio qualificado que teve como vítima Emerson Noberto Gomes, popularmente conhecido como “Beiçola”. O crime ocorreu em 24 de agosto de 2021, no Sítio Consolo, área rural de Vertentes.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o assassinato foi motivado por rixa anterior, e o autor utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima, circunstâncias que qualificaram o homicídio.

Luiz Carlos estava respondendo ao processo em liberdade, mas, após a sentença do Júri, recebeu ordem de prisão. Ele foi detido e permanecerá sob custódia, aguardando audiência perante a Justiça.

Vítima

A prisão encerra mais um capítulo de um caso que mobilizou a comunidade local desde 2021 (clique AQUI e relembre), trazendo desfecho judicial à morte de “Beiçola”.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Agreste Notícia

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Professor de badminton é condenado por assédio sexual de adolescentes no Agreste de Pernambuco

Professor foi condenado por assédio sexual de três adolescentes e por importunação sexual de uma quarta estudante.

A Diretoria Regional do Agreste, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), condenou um professor de badminton por assédio sexual e importunação de alunos em Brejo da Madre de Deus, no Agreste. Ele recebeu uma pena de 2 anos, 9 meses e 4 dias de prisão.

O professor também havia sido denunciado por estupro de vulnerável, racismo e submissão de criança a vexame, mas foi absolvido por falta de provas. Ele chegou a ficar preso preventivamente de 16 de janeiro até 28 de janeiro deste ano sob acusação de estupro, homofobia, racismo e violência psicológica.

A vítima da importunação sexual relatou em depoimento especial que ingressou no badminton aos 12 anos sob treinamento do acusado. Ele teria tocado no seio dela durante um campeonato.

O toque teria se repetido quatro meses depois, durante um treinamento, após a jovem deslocar o pé e ser levada pelo professor à arquibancada.

"A vítima declarou expressamente a ausência de consentimento e que o acusado a olhava 'de cima a baixo como se tivesse alguma intenção sexual'", escreve o juiz na decisão.

A adolescente passou a apresentar ansiedade severa, com crise que exigiu atendimento hospitalar e impossibilidade de retornar ao esporte.

Assédio

Com relação ao assédio sexual, foram identificadas três vítimas.

Uma das adolescentes, de 15 anos, disse que, durante competição, o professor determinou que as menores compartilhassem o quarto com ele por cinco dias.

Ela contou que o acusado tocou em sua coxa após um jogo, algo que foi observado por outro aluno.

"O réu enviava convites reiterados para saídas, não aceitos pela vítima, seguidos de xingamentos como 'sem futuro' e 'rapariga', realizava ligações e videochamadas insistentes dizendo que queria vê-la, e, após ela deixar o badminton, enviou foto com cerveja insistindo em saída", menciona o juiz.

Ele também teria comentado em foto de biquíni da adolescente com a mensagem "eita, essa tua foto está boa" e emoji de fogo.

A segunda vítima de assédio tinha 14 anos. Ela foi presenteada pelo professor com raquete e sapato. O acusado também perguntaria sobre os relacionamentos dela e dava abraços prolongados.

"Com tais condutas, o acusado estabeleceu com [nome da vítima], adolescente de 14 anos, relação de favorecimento desproporcional mediante saídas a sós, oferecimento de retribuição financeira, presentes excessivos, indagações sobre vida amorosa, prolongamento de contato físico, convites à sua residência, postagem com conotação romântica e tratamento diferenciado, criando vínculo de dependência emocional mediante abuso da ascendência inerente à função de treinador com objetivo de obter favorecimento sexual, caracterizando o crime de assédio sexual", escreve o magistrado.

A terceira vítima, um adolescente de 16 anos, integrou a equipe do acusado de 2019 a 2024. O professor teria solicitado ao aluno que intermediasse contatos com amigas em troca de participação em campeonatos.

O jovem também disse que foi afastado da equipe após o professor pedir que deixasse de ser homossexual.

"Da análise das provas, constata-se que o acusado constrangeu [vítima] mediante discriminação sistemática por orientação sexual, exclusão deliberada de treinos e campeonatos, perseguição política e pedido explícito para intermediar contato com adolescentes em troca de favorecimento esportivo", escreve o juiz.

O magistrado aplicou uma pena de 1 ano, 4 meses e 10 dias de reclusão, e 1 ano, 4 meses e 24 dias de detenção. A reclusão é aplicada a crimes mais graves e permite o cumprimento em regimes fechado, semiaberto ou aberto, enquanto a detenção é para crimes menos graves, com início da pena em semiaberto ou aberto. 
 
O professor poderá recorrer em liberdade. O regime inicial para cumprimento da pena é o aberto.
 
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco
 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Policial penal é condenado a 18 anos por matar professor de ginástica em briga de trânsito, em Olinda

Professor Marlon foi morto em Olinda (Foto: Arquivo)


O policial penal Claudomerisson José do Nascimento, de 55 anos, foi condenado pela Justiça pernambucana pelo assassinato do professor de ginástica Marlon de Melo Freitas da Luz, de 31 anos. O crime aconteceu durante uma briga de trânsito, em 2024, em Olinda, no Grande Recife.

Segundo a decisão anunciada no fim da noite de terça (2), pelo Tribunal do Júri de Olinda, a pena imposta a ele é de 18 anos e oito meses de prisão.

A condenação foi determinada por homicídio qualificado. A pena deve ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

De acordo com o TJPE, a sentença arbitrou duas qualificadoras para o crime: mediante traição, emboscada, dissimulação ou recurso que impossibilite a defesa da vítima; e em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que praticado por um só agente.

Entenda

O crime aconteceu na Avenida Antônio da Costa Azevedo, no bairro de Peixinhos, em 4 de maio de 2024. O professor retornava do trabalho para casa, na Zona Norte do Recife, quando foi baleado no tórax e no braço. Depois de quatro dias internado no Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, centro do Recife, o Marlon não resistiu aos ferimentos e faleceu. Ele deixou esposa e uma filha de 7 anos.

O policial penal havia se apresentado à 9ª Delegacia de Homicídios no dia 8 de maio, permanecendo em silêncio. Na ocasião, ele, que atua na Paraíba, teve a arma de fogo apreendida e foi liberado. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Polícia Civil. Claudomerisson também responde a um processo administrativo instaurado pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB).
 
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco
 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Gerente do Banco do Brasil de Agrestina é condenado por fraude de quase R$ 1 milhão, no Agreste de Pernambuco


O gerente do Banco do Brasil de Agrestina, no Agreste de Pernambuco, foi acusado de fraudar quase R$ 1 milhão na agência em que trabalhava. Ele teve a condenação pelos crimes de gestão fraudulenta e de apropriação ou desvio de valores mantida pela Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

A decisão confirmou a sentença da 24ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, que fixou a pena de S.W.A. de B. em 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de multa. Os crimes estão previstos nos artigos 4º e 5º da Lei nº 7.492/1986 (Lei do Colarinho Branco).

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o gerente concedeu empréstimos fraudulentos usando terceiros como “laranjas”, causando prejuízo de R$ 952.903,74 ao banco. Parte das operações envolveu recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), que teriam sido desviados pelo próprio gerente.

O MPF recorreu pedindo aumento da pena, com base em jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que admite elevação da pena com base em circunstâncias judiciais desfavoráveis. A defesa pediu a anulação da sentença, alegando que os embargos de declaração não poderiam alterar a pena e que o processo disciplinar que deu origem à denúncia era inválido.

O relator do processo, desembargador federal Manoel Erhardt, rejeitou os argumentos da defesa. Segundo ele, os embargos podem ter efeitos modificativos quando há omissões ou contradições na decisão anterior. Também destacou que todas as provas foram analisadas judicialmente com respeito ao contraditório e à ampla defesa.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Evandro Lins

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Moreno: filho que matou professora aposentada e fingiu ter achado corpo é condenado a 26 anos

Euda Cavalcanti de Lira foi morta em agosto de 2023 - Foto: Redes Sociais/Reprodução

Foi condenado a 26 anos, 3 meses e 12 dias de prisão o homem acusado de matar a mãe e professora aposentada Euda Cavalcanti de Lira, em Moreno, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

O crime aconteceu em agosto de 2023. Heronildo Quintino de Lira Júnior matou a mãe, de 59 anos, a pauladas, por razões financeiras. À época, ele fingiu ter encontrado o corpo da mulher dentro da casa onde ela morava.

Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o Tribunal do Júri da Comarca de Moreno condenou Heronildo por homicídio qualificado, de natureza hedionda.

"O acusado agiu de forma sorrateira ao pular o muro e invadir a casa da vítima para consumar o homicídio, sendo certo que a ofendida havia trocado a fechadura no portão que dá acesso às escadas do imóvel justamente para evitar que o réu lá entrasse", sustentou o TJPE na condenação.

A professora aposentada foi encontrada morta em 29 de agosto de 2023, com perfuração na cabeça e marcas de agressão. Ela havia sido vista pela última vez dois dias antes do corpo ser achado.

Inicialmente, o crime foi investigado como latrocínio. Isso porque, na casa de Euda, a polícia identificou que tinham sido levados cartões bancários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da aposentada.

A apuração, no entanto, mostrou que o próprio filho, de 41 anos, quem havia levado os itens, bem como o celular da mãe, com quem discutia constantemente.

"A culpabilidade do condenado é elevada, diante da frieza demonstrada pela premeditação do crime, pela transferência de valores da vítima para sua conta bancária logo após o homicídio, pela tentativa de aumento dos limites de transferência da conta da vítima nos dias seguintes à morte desta e pela dissimulação ao fingir que encontrou morta dentro de casa a pessoa que ele mesmo havia matado dois dias antes", destacou o TJPE.

Na condenação, o TJPE também destacou que o acusado apresenta histórico de violência física contra um tio e de violência psicológica e moral contra a genitora, "que explorava financeiramente, além de ter contra si medidas protetivas de urgência em razão de perseguição a uma ex-companheira".

Heronildo Quintino foi preso em 17 de janeiro deste ano e está, desde então, no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na RMR.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha de Pernambuco

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Caso Patrícia Roberta: acusado confessa crime e é condenado a 21 anos de prisão

Foto: Luana Silva/g1 PB

Jonathan Henrique, acusado pelo feminicídio de Patrícia Roberta, confessou que matou a jovem, em depoimento durante júri popular, nesta quinta-feira (25). Ele admitiu também a ocultação do corpo da vítima.

O julgamento aconteceu no plenário do 2° Tribunal do Júri de João Pessoa . O acusado escolheu responder apenas as perguntas feitas pela própria defesa. Em sua versão, Jonathan alegou que a morte de Patrícia aconteceu durante uma relação sexual. Ele disse que fez uso da asfixiofilia, prática sexual que envolve asfixia . “Eu não sei o que aconteceu, acho que eu ainda não estava em estado normal, porque aconteceu essa tragédia”, afirmou no interrogatório.


Ele também acrescentou que entrou em pânico quando a ex-namorada, que estava grávida do filho dele na época, e a ex-sogra chegaram no local. Ele contou que colocou o corpo em outro quarto para escondê-lo.

Ele também contou como teria sido o fim de semana antes de matar a jovem. Ele afirmou que Patrícia chegou na sexta à noite. Eles beberam, dormiram. No sábado, ele foi consertar a moto e ela ficou no apartamento dele. À noite do sábado foram para uma festa no bairro Valentina de Figueiredo. Ele disse que consumiu várias drogas. Voltaram da festa e dormiram. A morte foi no domingo.

Do lado externo do prédio do 2° Tribunal do Júri da capital, foram colocadas faixas e cartazes em protesto, pedindo justiça por Patrícia Roberta e condenação do acusado.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da CBN CARUARU

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Homem condenado por estupro é morto na penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru

Homem morreu no presídio de Caruaru — Foto: Elton Braytnner/TV Asa Branca

Na madrugada desta última quinta-feira (12), um homem foi morto dentro da Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a polícia, ele foi preso após ser condenado por estupro e já havia passado por outras unidades prisionais antes de chegar ao município.

Moisés Monteiro da Luz foi preso dentro da penitenciária em Caruaru — Foto: Caruaru no Face

Moisés Monteiro da Luz foi encontrado morto dentro da própria cela com uma corda no pescoço. "Ele foi transferido diversas vezes por causa desses problemas que ele tinha dentro do sistema prisional. Infelizmente, ele também teve esse problema aqui em Caruaru e acabou acontecendo essa situação", detalhou o delegado Eric Costa.

O delegado informou que em um prazo de até 15 dias a polícia deve elucidar os detalhes desse crime e confirmar os autores.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Caruaru e Região

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Acusado de duplo homicídio em dezembro de 2019 em Jataúba, é condenado a 39 anos de prisão


Nesta última quinta-feira (9), aconteceu no Fórum de Santa Cruz do Capibaribe o julgamento de Sérgio Gonçalves da Silva. Ele foi condenado pela morte de um casal no município de Jataúba no ano de 2019.

Pela execução, ele foi condenado a 39 anos de prisão em regime fechado, sendo a pena de 21 anos pela morte de Juliana da Paz Silva, onde foi tipificado o homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio) e 18 pela morte de João Paulo dos Santos Paiva (tipificado como motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima).


O crime

Sérgio mantinha um relacionamento com Juliana, porém, o enlace teria tido início quando ela estava separada de João Paulo. Quando a mulher decidiu reatar o relacionamento anterior, Sérgio não aceitou a condição, passou a planejar a execução do casal.

No dia 26 de dezembro daquele ano, invadiu o imóvel pelos fundos, usando uma escada e uma cópia das chaves.

Juliana e João Paulo dormiam juntos, quando Sérgio, armado com um revólver, abriu fogo contra os dois, que morreram no local, sem possibilidade de defesa.

Dias após o crime, Sérgio se apresentou na Delegacia de Santa Cruz do Capibaribe e recebeu voz de prisão. O indivíduo chegou a ser detido preventivamente, no entanto, quando foi liberado, mudou-se para o sertão pernambucano, chegando a residir também no estado da Bahia. Sérgio foi detido novamente de maneira preventiva e nesta quinta foi submetido a júri popular.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Polo+

terça-feira, 29 de março de 2022

Motorista responsável pela morte de 2 pessoas em acidente é condenado a mais de 20 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Caruaru

Parte da moto ficou destruída após o acidente na BR-232, em Caruaru — Foto: PRF/Divulgação

O motorista responsável pela morte de duas pessoas em acidente foi condenado a 20 anos, 7 meses e 10 dias de prisão pelo Tribunal do Júri de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O julgamento terminou por volta das 21h30, a tese acolhida pelo júri foi a do promotor de Justiça Fabiano de Melo Pessoa.

O réu José Aureliano Santos de Meira foi liberado pela tribunal para voltar ao presídio, onde aguardava pela decisão da Justiça. Ele estava em prisão preventiva desde 2019. A defesa tentou argumentar mostrando que o fato seria um acidente culposo, ou seja, sem a intenção de ter chegado as mortes.

Durante o julgamento José Aureliano negou que estaria embriagado, e disse também ter consciência do erro que cometeu ao entrar com o veículo na contramão. O réu também alegou que no dia do acidente, ele não percebeu que tinha batido em uma motocicleta e não viu que embaixo do carro estava o corpo de Rogério José Santos da Silva, de 31 anos. Porém, a acusação usou como uma das provas o vídeo que mostra José Aureliano descendo do carro e dando marcha ré para desprender o corpo do carro.

A notícia da condenação acalentou o senso de justiça dos familiares de Adelma Alaíde da Silva, de 30 anos, e Rogério José Santos da Silva, de 31 anos, vítimas do acidente do dia 19 de março de 2018.

Acidente

O acidente aconteceu por volta das 18h30 do dia 19 de março de 2018. José Aurélio Santos de Meira, sob efeito de bebida alcoólica e em alta velocidade, invadiu a contramão na avenida José Rodrigues de Jesus, no bairro Indianópolis, em Caruaru, e bateu contra a motocicleta das vítimas Rogério José Santos da Silva e Adelma Alaíde da Silva.

Segundo a Polícia Civil, após o evento que ocasionou as mortes dos dois, o homem ainda chegou a trafegar por cerca de 500 metros com o corpo da vítima Rogério da Silva preso sob o veículo. Ao perceber o fato, José Aurélio de Meira efetuou manobras para desprender o corpo e, em seguida, fugiu do local.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Caruaru e Região

sábado, 17 de outubro de 2020

Foragido condenado por homicídio é detido após tentar atropelar policiais em São Caetano

Foragido condenado por homicídio tentou atropelar policiais na BR-232, em São Caetano — Foto: PRF/Divulgação

Um homem de 25 anos, foragido do regime semiaberto e condenado por homicídio, foi detido na última sexta-feira (16), na BR-232, em São Caetano, no Agreste de Pernambuco. O fugitivo tentou atropelar policiais no bloqueio viário com uma motocicleta roubada.

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizava uma fiscalização no km 145 da rodovia quando deu ordem de parada ao condutor de uma motocicleta, que jogou o veículo por cima dos policiais e fugiu em alta velocidade.
"Foi realizado o acompanhamento do motociclista, que chutou a viatura, colidiu em outros veículos arrancando os retrovisores e foi alcançado ao tentar fugir a pé pelas ruas do município", conforme informou a PRF.
Após consulta, foi constatado que o condutor estava foragido desde junho deste ano e a motocicleta havia sido roubada no dia anterior em Brejo da Madre de Deus, também no Agreste. O homem confessou o roubo e foi encaminhado junto com o veículo à Delegacia de Polícia Civil de Belo Jardim.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Caruaru e Região

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Prefeito de Vertentes é condenado ao pagamento de multa pela prática de propaganda eleitoral extemporânea


O Juiz Eleitoral Sólon Otávio de França após pedido de liminar impetrado pelo diretório municipal do PSB – Vertentes, julgou procedente a representação e condenou o prefeito e pré-candidato a reeleição Romero Leal (PSDB) ao pagamento de multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) pela prática de propaganda eleitoral extemporânea.

Além da multa, o juiz Sólon Otávio determinou que fossem retiradas as publicações do pré-candidato do seu perfil no Facebook, por conterem pedido explícito de voto em jingles eleitorais e vídeos, violando os artigos 36 e 36-A, da Lei Federal n° 9.504/97.

Após a determinação do Juiz, o pré-candidato excluiu o vídeo de suas redes sociais.

Confira a sentença na íntegra abaixo.


Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do Fala PE

sábado, 15 de novembro de 2014

Sentença: trio de canibais é condenado

Do NE10
Jorge, Isabel e Bruna ainda serão julgados em Garanhuns pelos assassinatos de Giselly Helena da Silva, 21, e Alexandra da Silva Falcão, 20, em 2012 / Foto: arte sobre foto de Luiz Pessoa/NE10
Jorge, Isabel e Bruna ainda serão julgados em Garanhuns pelos assassinatos de Giselly Helena da Silva, 21, e Alexandra da Silva Falcão, 20, em 2012Foto: arte sobre foto de Luiz Pessoa/NE10
A Justiça de Pernambuco condenou, na noite sexta-feira (14), os réus Jorge Negromonte, Isabel Cristina e Bruna Cristina, conhecidos como "os canibais de Garanhuns", pela morte da adolescente Jéssica Camila Pereira da Silva, em 2008. O trio foi condenado por homicídio, vilipêndio (agressão ao cadáver) e ocultação do corpo. A decisão foi anunciada durante sessão histórica no Fórum de Olinda, na Grande Recife, após dois dias de interrogatórios e debates.
Jorge Beltrão cumprirá 21 anos e 6 meses de reclusão e mais 1 ano e 6 meses de detenção; a ré Isabel Cristina foi condenada a 19 anos de reclusão, enquanto Bruna Cristina terá que pagar 19 anos de reclusão, além de um ano de detenção. A dosimetria da pena levou em conta quatro agravantes do homicídio (motivo fútil, emprego de meio cruel, sem dar chance de defesa à vítima e para assegurar impunidade). A defesa dos três vai apelar para reduzir a sentença. Este foi o julgamento do primeiro dos três assassinatos pelos quais o trio é acusado.
#JÚRIDOSCANIBAIS
Passava das 19h quando os três réus entraram no Salão do Júri para ouvir a sentença que os condenaria. O trio ficou conversando. Isabel chorava e Jorge fez carinho no pé de Bruna. No momento em que a juíza pediu que todos ficassem de pé para ler a sentença, ele colocou as duas mãos nos bolsos e ficou olhando para a frente, postura que adotou durante todo o julgamento. Bruna, de olhos fechados, ficou de cabeça baixa. Antes que a magistrada anunciasse a condenação, Isabel falou com os dois pedindo que ficassem de mãos dadas; após pedir que ela escutasse o que Maria Segunda disse, Jorge tirou a mão esquerda do bolso e ficou com os dedos cruzados com os da ex-esposa por mais de 30 anos, enquanto Bruna, que segurava uma mini edição do Novo Testamento se recusou. Pouco antes de descobrir a pena que terá que pagar, Jorge olhou rapidamente para Isabel e depois firme para a que considera o seu atual amor. A ex-esposa, ainda de mãos dadas com ele, chorou no seu ombro. Jorge soltou a mão dela após a leitura da sentença.
VEJA A ÍNTEGRA DA SENTENÇA:
Os réus deixaram o Fórum de Olinda pouco depois das 20h30. Em carros da Polícia Militar, Isabel e Bruna foram reconduzidas à Colônia Penal Feminina de Abreu e Lima, na Grande Recife. Jorge, no veículo do sistema penitenciário, foi levado de volta ao Complexo do Curado, o antigo Aníbal Bruno, na Zona Oeste da capital pernambucana. Na saída, Bruna foi a única a falar com a imprensa, para dizer que nada tinha a declarar e ironizar afirmando que só daria entrevistas exclusivas, mandando um beijo no fim.
De acordo com a decisão da juíza, Jorge deverá cumprir pena na Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, na Região Metropolitana. Porém, só poderá ir para lá após a decisão sobre o recurso pedido pela sua defensoria pública.
O JÚRI - O julgamento começou nessa quinta-feira (13), com cerca de 40 minutos de atraso, devido à demora na chegada dos réus ao Fórum de Olinda. Enquanto Jorge e Bruna estavam aparentemente tranquilos, Isabel cobria o rosto com as mãos. O primeiro procedimento do dia foi o sorteio do Conselho de Sentença, formado por quatro mulheres e três homens, após cinco recusas.

Os acusados trocaram demonstrações de afeto durante o julgamentoA primeira testemunha a depor foi o psiquiatra forense Lamartine Hollanda, arrolado tanto pela promotora Eliane Gaia quanto pela defesa dos réus. O médico reafirmou a conclusão do laudo de sanidade mental que assinou no ano passado: os réus não têm doenças ou distúrbios mentais que possam torná-los incapazes de responder pelo crime. O resultado do exame foi rebatido depois pelos réus e pelas defesas, alegando que o procedimento durou menos de uma hora e não poderia representar a verdadeira personalidade. Mas os advogados perderam nessa argumentação.

Delegado responsável pelo inquérito policial que investigou o assassinato de Jéssica, em 2012, Paulo Berenguer, contou os detalhes do crime obtidos na apuração, enfatizando o papel de casa um no crime. Segundo Berenguer, Isabel atraiu a vítima, Jorge desferiu a facada que tirou sua vida e Bruna arrastou o corpo junto com o réu, além de contribuir com o esquartejamento dela. Para o delegado, todos premeditaram o crime, participaram da ocultação do cadáver e comeram os restos mortais.

Após a oitiva das testemunhas, começaram os interrogatórios dos réus, já na tarde dessa quinta-feira. O primeiro a ser ouvido e a confessar o crime foi Jorge. Porém, Isabel e Bruna, que falaram em seguida, também admitiram ter participado do ritual.

Bem preparado para o júri, Jorge enfatizou estar arrependido e tentou se colocar como portador de doença mental em todas as suas respostas durante o interrogatório de quase duas horas. Pedir a semi-imputabilidade era a estratégia da defensora pública que o representou, Tereza Joacy. Sempre de cabeça erguida e firme, ele admitiu o ato de canibalismo, mas afirmou que nunca vendeu salgados como coxinha ou empada com carne das vítimas, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, boato divulgado em 2012, quando os crimes foram descobertos. Questionado pela magistrada se houve apenas três homicídios (o trio responde por outras duas mortes, em outro processo), Jorge afirmou que sim. A resposta causou indignação na plateia, lotada.

Os acusados trocaram demonstrações de afeto durante o julgamento
Isabel, segunda a falar, aparentava nervosismo, estava com as pernas tremendo e conseguindo articular poucas frases. A ré negou participação no assassinato da jovem Jéssica Camila, mas confessou ter ajudado a ocultar o cadáver da vítima. O motivo de ter se envolvido nos crimes, segundo a acusada, era uma "profunda dependência emocional por Jorge", tese adotada pelo seu advogado, Paulo Sales, para pedir a sua absolvição. Questionada por Eliane Gaia se a criança também comia a carne da vítima, a acusada divagou, mas terminou por afirmar: "Sim, ela comia. Ela já estava lá (na casa) e fazia parte da família". A carne, segundo Isabel, era preparada em uma grelha e misturada nas refeições.

Ora aparentando naturalidade, ora sendo irônica, Bruna foi a última a ser interrogada e falou por aproximadamente uma hora. A acusada provocou risos na plateia em vários momentos. Um exemplo foi quando a juíza questionou se ela havia feito coxinhas com carne humana e Bruna respondeu: "Está repreendido!". A acusada afirmou que ficou aterrorizada com os assassinatos, porém não os denunciou por amor e Jorge, além de temer pela própria vida. Essa foi a tese defendida pelo seu advogado, Rômulo Lyra, para tentar uma diminuição da pena.

Depois do interrogatório de Bruna, já na noite dessa quinta, o júri foi suspenso e recomeçou às 9h40 desta sexta, com a fase de debate. A primeira a falar foi a promotora Eliane Gaia, rebatendo a tese de insanidade dos canibais e tentando provar que todos tiveram a mesma participação do trio no crime. Em seguida as defesas dos três acusados mostraram as teses: a de Jorge, feita pela defensora pública Tereza Joacy, pedia a semi-imputabilidade, enquanto a das outras duas, representada pelos advogados Paulo Sales e Rômulo Lyra, de Isabel e Bruna, respectivamente, alegava que elas foram coagidas a cometer os crimes. O discurso foi o mesmo na réplica e na tréplica.
O CRIME - Jéssica Camila foi morta e esquartejada dentro da casa onde viveu com o trio em maio de 2008, no bairro de Rio Doce, em Olinda. Porém, o caso só foi descoberto quatro anos depois, durante as investigações sobre a morte de outras duas mulheres em Garanhuns. Durante todo esse tempo, o trio criou a filha de Jéssica, à época com um ano.
Juíza Maria Segunda conduziu o julgamento em Olinda
Juíza Maria Segunda conduziu o julgamento em OlindaFoto: Luiz Pessoa/NE10
Segundo o inquérito policial, o objetivo de Jorge e Isabel era ficar com a criança. Casados havia mais de 30 anos, os dois não puderam ter filhos por questões biológicas e manifestavam o desejo de adotar uma criança, mas, como Jorge respondia a um processo, não conseguiram. Isabel conheceu a vítima em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, com a criança nos braços e iniciou a articulação para levá-la para a casa onde eles moravam, a partir de uma falsa proposta de emprego.

Depois de assassinar Jéssica com uma facada no pescoço, os três guardaram a carne da vítima para consumo próprio, em ritual considerado por eles de purificação. Para Jorge, Isabel e Bruna, criadores da seita 'O Cartel' as mortes eram missões. Digno de obras ficcionais, o ritual para assassinar, esquartejar e comer o corpo de Jéssica foi descrito pelo réu no seu interrogatório. Segundo o acusado, o objetivo da seita era o controle populacional matando mulheres que, embora não tivessem condições financeiras de sustentar crianças, tinham filhos. O canibalismo era feito com o intuito de salvar a alma delas, segundo o trio.

Jorge, Isabel e Bruna ainda serão julgados em Garanhuns pelos assassinatos de Giselly Helena da Silva, 21, e Alexandra da Silva Falcão, 20, em 2012. O processo corre em segredo de Justiça e o júri ainda não foi marcado.​