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segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Mãe confessa ter matado filha de 2 anos com lençol no pescoço, na Mata Sul de Pernambuco


Uma tragédia chocou os moradores de Joaquim Nabuco, na Mata Sul de Pernambuco, na manhã da última sexta-feira (15). Uma menina de apenas 2 anos foi encontrada morta dentro da residência onde vivia com a mãe. A principal suspeita do crime é a própria mãe da criança, uma jovem de 20 anos, que foi presa em flagrante por homicídio.

De acordo com a Polícia Militar, o corpo da criança foi localizado ao lado da mãe, o que revoltou moradores da comunidade. Populares chegaram a tentar linchar a mulher, mas a polícia interveio e a conduziu à Delegacia de Palmares, onde foi autuada.

A vítima completaria 3 anos no fim deste mês. Segundo informações da PM, a mãe era usuária de drogas e já havia sido presa por tráfico, tendo sido solta há cerca de um mês para cuidar da filha.

Durante o interrogatório na delegacia, a mulher apresentou versões contraditórias sobre a morte da filha, alegando inicialmente que a menina teria se engasgado, ingerido remédios ou sido vítima de terceiros por causa de dívidas de drogas. No entanto, após aprofundamento do depoimento, a suspeita confessou que enrolou um lençol no pescoço da criança enquanto ela dormia.

Segundo o delegado Fábio Castro, responsável pelo caso, a jovem foi indiciada por feminicídio, crime cuja pena pode chegar a 40 anos de prisão. Neste sábado (16), ela passou por audiência de custódia, e a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em preventiva.

O corpo da criança foi sepultado em um cemitério de Santa Cruz do Capibaribe neste sábado (16). 
 
A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Joaquim Nabuco, que apura as circunstâncias do crime.
 
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Estação Notícias
 

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Caso Patrícia Roberta: acusado confessa crime e é condenado a 21 anos de prisão

Foto: Luana Silva/g1 PB

Jonathan Henrique, acusado pelo feminicídio de Patrícia Roberta, confessou que matou a jovem, em depoimento durante júri popular, nesta quinta-feira (25). Ele admitiu também a ocultação do corpo da vítima.

O julgamento aconteceu no plenário do 2° Tribunal do Júri de João Pessoa . O acusado escolheu responder apenas as perguntas feitas pela própria defesa. Em sua versão, Jonathan alegou que a morte de Patrícia aconteceu durante uma relação sexual. Ele disse que fez uso da asfixiofilia, prática sexual que envolve asfixia . “Eu não sei o que aconteceu, acho que eu ainda não estava em estado normal, porque aconteceu essa tragédia”, afirmou no interrogatório.


Ele também acrescentou que entrou em pânico quando a ex-namorada, que estava grávida do filho dele na época, e a ex-sogra chegaram no local. Ele contou que colocou o corpo em outro quarto para escondê-lo.

Ele também contou como teria sido o fim de semana antes de matar a jovem. Ele afirmou que Patrícia chegou na sexta à noite. Eles beberam, dormiram. No sábado, ele foi consertar a moto e ela ficou no apartamento dele. À noite do sábado foram para uma festa no bairro Valentina de Figueiredo. Ele disse que consumiu várias drogas. Voltaram da festa e dormiram. A morte foi no domingo.

Do lado externo do prédio do 2° Tribunal do Júri da capital, foram colocadas faixas e cartazes em protesto, pedindo justiça por Patrícia Roberta e condenação do acusado.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da CBN CARUARU

terça-feira, 27 de setembro de 2022

Homem é preso e confessa golpes em bingos beneficentes em igrejas católicas de ao menos 15 cidades em Pernambuco

Homem que integrava quadrilha confessou participação em fraudes com cartelas de bingos beneficentes em Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma quadrilha que praticava golpes em bingos beneficentes promovidos por igrejas católicas em Pernambuco foi descoberta pela polícia. Segundo o delegado Ney Luiz, um homem foi preso e confessou ter participado de fraudes de cartelas nas disputas em ao menos 15 municípios do estado.

A captura do homem aconteceu no último domingo (25), no Recife. A quadrilha tinha praticado um golpe em um bingo realizado em uma igreja em Nossa senhora do Ó, em Ipojuca na Região Metropolitana.

O nome dele não pode ser divulgado, de acordo com a Polícia Civil, por causa da Lei de Abuso de Autoridade.

Em entrevista ao g1, nesta última segunda (26), o delegado de Porto de galinhas, Ney Luiz, explicou como a quadrilha atuava.

Um dos homens participava do bingo e comprava uma cartela oficial do evento, segundo ele. Os comparsas ficavam do lado de fora, em um carro, e pegavam os números que eram sorteados, para praticar a fraude.

Eles montavam e falsificavam a cartela vencedora e imprimiam, em um equipamento portátil, para entregar para a pessoa que estava participando da disputa.


Esse homem apresentava a cartela fraudada, como se fosse a autêntica, e recebia o prêmio. Dessa forma, a quadrilha ganhava os bingos que disputava em várias cidades, no Grande Recife e no interior.
“Eles ganhavam prêmios que variavam de R$ 3 mil a R$ 6 mil, além de motos e eletrodomésticos, como fornos de micro-ondas”, disse o policial.
Sobre a confissão do homem, o delegado Ney Luiz disse que ele contou como era praticado o golpe. “Disse que não liderava a quadrilha e que participava mesmo. Mais três estão foragidos”, acrescentou.

O delegado afirmou, ainda, que as primeiras denúncias chegaram par a polícia desde 2010. Nos últimos dias, no entanto, apareceram queixas bem parecidas em várias cidades.
“Depois que soubemos do caso de Ipojuca, recebemos a informação de um crime desse tipo por um padre, no Cabo de Santo Agostinho. Não poderia ser apenas coincidência”, relatou o policial.
Ney Luiz disse que fez monitoramento por redes sociais e descobriu o endereço de um dos integrantes da quadrilha.
“Nas redes sociais, eles aparecem com cartelas de bingo e ganhando os prêmios. Fomos até a casa de um deles e encontramos o homem com cartelas fraudadas e com outras cartelas de bingos realizados em outras cidades”, afirmou.
Um dos casos descobertos pela polícia aconteceu em um bingo em uma cidade da Zona da Mata, que teve a participação de autoridades.
“Em Macaparana, eles tiveram a ousadia de praticar o golpe em um bingo que tinha a presença de juiz e delegado", contou.
Ney Luiz disse também que os integrantes da quadrilha têm entre 30 e 40 anos. 
“Tem uma mulher de um deles que participa do golpe. Ela recebia o dinheiro quando era repassado por PIX. Em 90% dos casos, os bingos eram beneficentes”, afirmou.
O homem preso foi autuado por associação criminosa e estelionato.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Pernambuco

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Caso Beatriz: Suspeito é identificado e confessa assassinato de criança com 42 facadas em colégio de Petrolina, em 2015

O DNA encontrado na faca usada no crime é de Marcelo da Silva, de 40 anos, que já está preso por outros crimes.

Seis anos, um mês e um dia depois do assassinato de menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, o caso teve um desfecho. O suspeito de desferir 42 facadas na garota, dentro de um colégio particular de Petrolina, no Sertão, foi identificado pela Polícia Científica de Pernambuco e confessou o assassinato.

O DNA encontrado na faca, segundo o laudo pericial, é de Marcelo da Silva de 40 anos, que está preso por outros crimes. Na última terça-feira (11), após ser ouvido por delegados, ele foi indiciado.


No dia 10 de dezembro de 2015, a menina participava da formatura da irmã, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Ela saiu do lado dos pais para beber água e desapareceu. É o que mostram as últimas imagens em que ela aparece com vida.

Desde a data do assassinato, foram realizadas sete perícias. O inquérito acumulou 24 volumes, 442 depoimentos e 900 horas de imagens analisadas.

Em dezembro de 2021, os pais da criança percorreram a pé mais de 700 quilômetros, entre Petrolina e o Recife, para pedir justiça.

O ato durou 23 dias e contou com apoio de autoridades municipais e dos moradores das cidades por onde eles passaram.

Laudo pericial

A TV Globo teve acesso exclusivo ao laudo final do Caso Beatriz. Concluído na segunda (10), o documento foi enviado, nesta terça (11), para a Secretaria Estadual de Defesa Social (SDS) e ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

O documento da perícia técnica não esclarece a motivação do crime. Também não informa quais outros crimes são atribuídos ao homem que está preso.


A peça-chave para o esclarecimento do caso foi a faca usada pelo criminoso Marcelo da Silva, que está preso em Salgueiro, também no Sertão pernambucano.

Os peritos coletaram o DNA no cabo da arma, deixada no local do homicídio. A partir da análise, foi possível comparar com o perfil do assassino. O DNA dele fazia parte do Banco Estadual de Perfis Genéticos.

Segundo informações obtidas com pela TV Globo, o DNA da faca foi comparado com o material genético de 125 pessoas, consideradas suspeitas.

Todas essas amostras foram coletadas pelos peritos pernambucanos do Instituto de Genética Forense Eduardo Campos, desde 2015.

E foi justamente o Banco de Perfis Genéticos que revelou que entre esses suspeitos estava o assassino de Beatriz Angélica, que já está preso por outros crimes.

O laudo mostra, ainda, que o perfil genético obtido a partir da amostra é compatível com o DNA da menina e do suspeito.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Pernambuco

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Filho confessa ter matado comissário durante briga por causa de roubo de celular para comprar crack no Recife, diz polícia

O comissário Roberto Barreto Vieira estava desaparecido desde o dia 16 de junho — Foto: Reprodução/WhatsApp

A Polícia Civil descobriu o que levou um homem a matar com facada o próprio pai, que era comissário da corporação. Ao ser preso, Roberto Barreto Vieira Filho, de 24 anos, confessou que assassinou Roberto Vieira, de 65 anos, em uma briga ocorrida depois de roubar um celular para comprar crack.

Os detalhes do caso foram divulgados, na última terça-feira (13), durante entrevista coletiva concedida na sede da Polícia Civil, no Centro do Recife.

Segundo a delegada Marisandra Pimentel, Roberto Filho já tinha confirmado a autoria do crime e, agora, assumiu que era viciado em drogas.

Pedra de crack e cartões do comissário foram localizados pela polícia com o filho dele, que confessou o assassinato — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A prisão do filho do comissário, divulgada no dia 9 de julho, ocorreu em Afogados, na Zona Oeste da cidade.

A vítima estava desaparecida desde 16 de junho, quando o crime ocorreu. O corpo foi achado em uma mata no Curado, na Zona Oeste, sem identificação.

A delegada afirmou que o caso começou a ser investigado com o desaparecimento. “Havia fortes indício de homicídio”, disse.

Com Roberto Filho, a polícia encontrou 300 gramas de crack e alguns utensílios que se usa no tráfico de drogas.

Polícia localizou em mata, no Recife, corpo de comissário que foi assassinado pelo próprio filho — Foto: Polícia Civil/Divulgação
“A gente fez o flagrante por tráfico e ele confessou com detalhes a sua participação na morte do pai”, afirmou a policial.
Pimentel disse, ainda, que o filho do comissário contou que houve a discussão com om pai por causa do furto do celular e o envolvimento com as drogas.
Ele pegou uma faca e deferiu um golpe no pescoço do pai, que, segundo ele, teria caído de joelho com a cabeça em cima da cama dele”, declarou.
Depois do assassinato, ocorrido no quarto onde o comissário estava descansando, Roberto Filho tentou se livrar de qualquer vestígio do crime que pudesse incriminá-lo.
“Vendo que o pai morreu, ele se desfez do colchão, dos objetos pessoais do pai, limpou toda a cena, colocou tudo no carro do pai e deixou em Jaboatão [Grande Recife]”, afirmou a delegada.
Além disso, o assassino confesso do comissário disse que começou a usar o veículo do pai e a vender imóveis dele.
“Também cobrou aluguéis e participou da movimentação financeira, como se o pai estivesse vivo. Ele utilizou todo o rendimento do pai: aposentadoria e aluguéis”, acrescentou
Polícia achou em mata o colchão onde comissário estava deitado quando foi assassinado pelo filho, no Recife — Foto: Polícia Civil/Divulgação

O rapaz contou que se esconder e até terminou em uma situação de rua, vivendo no pavilhão do metrô. 
“Ele contou também que o pai teve Covid, recentemente, e ficou com complicações. Acreditava que ia morrer. E resolveu repassar as senhas para ele, porque acreditava que não sairia vivo”, comentou a policial.
Para a polícia, o crime pode ter envolvimento de outras pessoas. Pimentel disse, na coletiva, que, de acordo com a dinâmica da cena, fica bem difícil uma pessoa atuar sozinha nessa situação.
“O homicídio aconteceu no pavimento superior [do imóvel]. A gente acredita que teve a participação de mais alguém. Para chegar ao pavilhão inferior tem uma escada curta, estreita”, justificou.
Por fim, a delegada disse que Roberto Filho, não mostrou arrependimento e contou os detalhes “muito friamente”.
“O flagrante pelo tráfico foi transformado em prisão preventiva e estamos concluindo o inquérito do homicídio. Ele vai responder também pelo homicídio e, certamente, a pena dele vai ser aumentada”, afirmou a delegada.
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Pernambuco