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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Crianças poderão ficar no fim da fila da vacina contra covid-19

Crianças poderão ficar no fim da fila da vacina contra covid-19 ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

As crianças deverão fazer parte do último grupo a ser vacinado contra o coronavírus (covid-19), quando houver uma vacina segura e eficaz disponível. Segundo especialistas, esse grupo apresenta menor risco e entrou há pouco tempo nos testes que estão sendo realizados.

Dos quatro testes autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apenas um engloba pessoas a partir de 16 anos. Por causa disso, os especialistas acreditam que poderá demorar alguns meses para que as crianças e os adolescentes possam ser vacinados.

No Brasil, o teste autorizado que inclui participantes mais jovens é o produzido pela Pfizer com a BioNTech, que avaliará a vacina em adolescentes a partir dos 16 anos e adultos. A vacina da Universidade de Oxford e da AstraZeneca incluiu idosos e crianças de 5 a 12 anos nos testes de fase 2 apenas no Reino Unido.

O Instituto Butantã, que fez testes com o imunizante da chinesa Sinovac, também deve seguir um caminho semelhante. O centro de pesquisa brasileiro aguardará os resultados de estudos em 552 voluntários saudáveis com idade entre três e 17 anos na China.

De acordo com os especialistas, os dados epidemiológicos e os primeiros achados sobre os impactos do coronavírus guiaram as pesquisas que estão sendo realizadas. Assim, o foco está nos grupos de maior risco, que não inclui as crianças.
"Em geral, essas fases de pesquisa focam nos grupos mais vulneráveis para determinada doença, mas, para chegar ao grupo, a pesquisa precisa de dados epidemiológicos que vão guiar para faixas etárias. Para covid, epidemiologicamente, são os idosos e profissionais da saúde, mas, na primeira fase, que tem abordagem inicial para avaliar a segurança e eficácia, os voluntários são adultos, jovens e saudáveis", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica Juarez Cunha.
O Ministério da Saúde informou, através de nota, que os grupos prioritários para vacinação contra o coronavírus estão sendo estudados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A Anvisa informou que ainda não recebeu pedido de autorização para estudos clínicos em crianças.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do NE10 Interior

sábado, 15 de agosto de 2020

Com apenas seis vagas de emprego, loja atrai fila quilométrica de candidatos em Caruaru

Fila de candidatos a uma vaga na loja (Reprodução/TV Jornal Interior)

A crise econômica que afeta o Brasil por causa da pandemia do novo coronavírus fez com que muitas pessoas perdessem o emprego. Em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, foram fechados 3.179 postos de trabalho no primeiro semestre desde ano. Em 2019, no mesmo período, foram fechados 81 postos de trabalho.

Na manhã da última sexta-feira (14), a quantidade de pessoas na fila para se candidatar a apenas seis vagas de emprego chamou a atenção em frente a uma loja de produtos de limpeza, prevista para abrir no próximo mês no bairro Indianópolis. Antes das 6h, já havia gente aguardando. Ao longo da manhã, a fila chegou a dobrar o quarteirão. As oportunidades são para estoquista, auxiliar de loja, gerente e vendedor.

O auxiliar administrativo José Roberto trabalhava em um supermercado e soube das vagas através de uma amiga. 
"Tive a oportunidade de vir aqui, uma amiga me mandou através do WhatsApp. Está muito difícil a situação e a quantidade de pessoas que tem é imensa, vamos ver se dá certo", disse.
Com experiência na área de vigilância, José Roberto está aceitando oportunidades em qualquer área: 
"Eu cheguei aqui de 6h, estou precisando voltar. Fazem dois anos que estou parado". O auxiliar administrativo Almir de Lima perdeu o emprego por causa da pandemia. "Eu espero ser recolocado no mercado de trabalho", declarou.
Qualificação

Também na tentativa de conseguir uma vaga, a assistente administrativa Nayara Saltarelli é formada em Administração e cursa Farmácia. Ela sempre procura se qualificar, mas percebe que isto pode se tornar um empecilho. 
"Você com muitas qualificações tem que tirar as qualificações do currículo para conseguir voltar para o mercado de trabalho. Parece que para as empresas, quanto mais qualificadas as pessoas são, mais as pessoas têm medo da qualificação. Em vez de dar uma chance, fica com medo de não ter o salário para pagar para aquela pessoa", lamentou.
Cristina dos Santos trabalhava como operadora de telemarketing, mas está desempregada desde 2017. Ao saber das vagas, decidiu tentar: "Vim arriscar hoje para ver se tenho alguma oportunidade".

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do NE10 Interior