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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Polícia Federal deflagra operação contra fraudes em concursos, incluindo o da Polícia Civil de Pernambuco

"Não existe ganho fácil", alerta Polícia Federal sobre os riscos do aliciamento (Divulgação/PF)

Fraude no concurso da Polícia Civil de Pernambucano foi uma das irregularidades apontada nas investigações da Polícia Federal, que deflagrou nesta quinta-feira (2), a Operação Última Fase, visando desarticular organização criminosa especializada em fraudes a concursos públicos.

Conforme a PF, que contou com apoio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares, incluindo afastamento de cargos públicos e sequestro de bens, nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas. As medidas contaram com o apoio do Ministério Público Federal na Paraíba.

As investigações da Operação Última Fase apontaram fraudes no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2024 e em certames das Polícias Civis de Pernambuco e Alagoas, Universidade Federal da Paraíba, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Os mandados foram cumpridos nos seguintes locais:

12 mandados de busca e apreensão: dois no Recife, dois em Olinda, dois em Jaboatão dos Guararapes, um em João Pessoa, um em Paulista, um em Araripina, um em Maceió, um em MarechaL Deodoro (AL) e um em Patos (PB);

3 mandados de prisão preventiva, sendo dois no Recife e um em Patos;

A Polícia Federal informou que os investigados foram excluídos dos processos seletivos, afastados dos cargos públicos já ocupados e poderão responder pelos crimes de fraude em certame de interesse público, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documento público.

“Os investigados foram excluídos dos processos seletivos, afastados dos cargos públicos já ocupados e poderão responder pelos crimes de fraude em certame de interesse público, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documento público”, informou a PF.

MPF-PB

Segundo o Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB), a Justiça Federal naquele estado expediu mandados de prisão preventiva contra três líderes de uma organização criminosa especializada na prática de fraudes em concursos públicos no Brasil.

As investigações, que contam com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Governo Federal, foram iniciadas a partir de uma denúncia anônima recebida pela Polícia Federal.

Elas revelaram um esquema sofisticado que atuava principalmente a partir da cidade de Patos, na Paraíba. A organização é suspeita de fraudar concursos de alta concorrência, como o Concurso Nacional Unificado (CNU) para o cargo de auditor fiscal do Trabalho (AFT), além de certames para a Caixa Econômica Federal, polícias civis, Polícia Federal e até mesmo o Exame da Ordem dos Advogados.

Segundo a apuração, a organização criminosa obtinha as provas antes da aplicação, repassando fotos, gabaritos e até o texto da redação aos ‘clientes’ horas antes do início dos exames.

Em diálogos interceptados, pai e filha negociam a fraude para o cargo de AFT, mencionando valores de até R$ 500 mil, a necessidade de corromper vigilantes e desativar câmeras. Outros métodos consistiam em usar documentos falsos para que um membro da quadrilha, mais preparado, realizasse a prova no lugar do candidato contratante, entre outras irregularidades.

As investigações prosseguem para identificar todos os membros da organização criminosa e os ‘clientes’ que contrataram os serviços ilícitos, visando garantir a lisura dos concursos públicos e a responsabilização de todos os envolvidos. Os investigados devem responder pelos crimes de fraude em certame de interesse público, participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público.
 
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco


quarta-feira, 7 de maio de 2025

Cuidado com golpes no Imposto de Renda: especialistas alertam para fraudes por e-mail

Contadores: Antônio Santos e Milene Casé

Com a temporada de declaração do Imposto de Renda em andamento, aumenta também o risco de golpes aplicados por criminosos que se aproveitam do momento para enganar contribuintes. Um dos principais meios utilizados pelos golpistas é o envio de e-mails falsos, que simulam comunicações da Receita Federal e induzem o destinatário a clicar em links ou fornecer dados pessoais e bancários.

Os contadores Antônio Santos e Milene Casé alertam a população para redobrar a atenção. Segundo eles, é fundamental desconfiar de mensagens que solicitem informações pessoais ou prometam a regularização imediata da situação fiscal mediante o acesso a um link. “A Receita Federal não envia e-mails com links para correção de dados ou download de documentos. Qualquer dúvida deve ser esclarecida diretamente no portal oficial ou com o auxílio de um profissional de confiança”, orienta Antônio Santos.

Milene Casé reforça que nunca se deve informar dados pessoais, como CPF, número de conta bancária ou senhas, por telefone ou e-mail. “Os criminosos estão cada vez mais sofisticados. O ideal é que o contribuinte sempre busque orientação com um contador habilitado antes de tomar qualquer ação ou responder a essas mensagens suspeitas”, destaca.

Para evitar ser vítima desse tipo de fraude, os especialistas recomendam ainda verificar o remetente das mensagens, não clicar em links desconhecidos e manter programas de segurança atualizados nos dispositivos. Caso receba um e-mail suspeito em nome da Receita Federal, o contribuinte deve ignorar a mensagem e, se necessário, procurar orientação com um profissional contábil.

Com informações corretas e precaução, é possível evitar dores de cabeça e prejuízos financeiros nesta época de declaração de Imposto de Renda.

Instagram:


Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Instagram Saga Contábil

sábado, 4 de maio de 2024

Polícia Federal combate fraudes em leilões públicos em Pernambuco

Ação da Polícia Federal visa desarticular esquema criminoso e frustrar prejuízos à Fazenda Pública e trabalhadores.

A Polícia Federal em Pernambuco deu início, na manhã desta sexta-feira (3/5), a Operação Fogo Morto, cumprindo 16 mandados de busca e apreensão expedidos pela 36ª Vara da Justiça Federal do estado. A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (DELEFAZ), tem como objetivo desmantelar um esquema fraudulento que envolve crimes como estelionato, fraude à execução, associação criminosa, falsidade ideológica e sonegação fiscal, entre outros.

A investigação que culminou na deflagração da Operação Fogo Morto teve início em 2021, quando foi instaurado um inquérito policial para apurar possíveis irregularidades no setor sucroalcooleiro. O foco estava em práticas que visavam prejudicar credores da Fazenda Pública e trabalhadores por meio de fraudes em execuções judiciais, utilizando artifícios ilícitos para arrematar bens em leilões públicos.

Os envolvidos no esquema criminoso podem enfrentar penas que, somadas, chegam a 26 anos de reclusão. O nome da operação, "Fogo Morto", faz alusão ao livro de José Lins do Rego, simbolizando o declínio dos antigos engenhos de cana de açúcar, em uma analogia à situação falimentar enfrentada por agentes do setor sucroalcooleiro investigados.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Estação Notícias

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Surubim: Ex-secretário de transporte é preso em operação por envolvimento em fraudes


A Polícia Civil de Pernambuco prendeu o ex-secretário de Transporte de Surubim, no Agreste Pernambucano, por envolvimento em fraudes e irregularidades fiscais em serviços de limpeza no município, gerando prejuízos de cerca de R$800 mil. A prisão foi efetuada durante Operação Entulho. O ex-gestor esteve à frente da pasta entre 2017 e 2018 e já atuava em outra secretaria na cidade.

A operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão. No momento da prisão, foram apreendidas uma arma, além de R$40 mil e notebooks, o que qualificou o flagrante do ex-secretário, no entanto, pagou fiança e responde a justiça em liberdade.

Um engenheiro responsável pelo serviço e o proprietário da empresa licitada, também foram alvos da operação. Segundo o delegado Diego Pinheiro, as investigações apontam que a instituição estaria superfaturando e superdimensionando os valores cobrados. O delegado Diego Pinheiro também destacou que a empresa foi proibida de participar de processos, no entanto, trocou de nome para ganhar outra licitação.

As investigações seguem e os suspeitos devem responder por peculato, fraude em licitações e associação criminosa.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da CBN

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Compesa está sendo investigada pela Polícia Civil de Pernambuco sobre fraudes com funcionários fantasmas


A Companhia de Saneamento de Pernambuco (Compesa) vem aumentando o gasto com pessoal nos últimos anos. Enquanto isso, funcionários fantasmas e falsos concursados na folha de pagamento estão sendo investigados pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil do Estado. O escândalo veio à público em postagem do Blog de Jamildo, que teve acesso a relatórios internos da Compesa. O esquema vem acontecendo há 3 anos e perdurou no período da pandemia da covid-19. A Compesa diz que já resolveu o problema com a demissão por justa causa da funcionária envolvida.

A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre o funcionamento do esquema, mas as demonstrações contábeis da Compesa mostram que os gastos com pessoal vêm aumentando, enquanto o número de servidores na folha de pagamentos vem caindo. Os reajustes salariais subiram apenas pouco mais de um por cento sobre a inflação do período, o que não justificaria o aumento de despesa de milhões.

Relatório atualizado no dia 2 de maio deste ano pela Compesa aponta para um número de 6.186 funcionários diretos e indiretos. O número é inferior aos 6.356 registrados em 2020 e 2021, mas as despesas aumentaram. A despeito da pandemia da covid-19, os gastos com pessoal foram aumentando.

Ao longo dos anos, a despesa foi subido. Entre 2019 e 2020 passou de R$ 280 milhões para R$ 306 milhões. No ano seguinte avançou para R$ 324 milhões e em 2021 alcançou R$ 327 milhões. Os dados estão nos demonstrativos contábeis da empresa.

Ciente da fraude, a Compesa diz que tomou as medidas necessárias para coibir a ação e que chegou a demitir uma funcionária por justa causa. Por meio de nota, a companhia explica que "o controle interno da companhia identificou, há 60 dias, irregularidades na folha de pagamento e, imediatamente, instaurou sindicância interna para apurar o fato, além de notificar a Polícia Civil para as devidas apurações".

A empresa afirma, ainda, que a investigação interna foi concluída em abril. "O procedimento interno foi concluído no mês passado e a funcionária envolvida demitida por justa causa. A Compesa repudia veementemente tais atos e está atuando com todo o rigor que o caso requer, inclusive com ação ajuizada na justiça para reparação dos danos causados aos cofres públicos'', afirma, sem responder ao questionamento da reportagem de quanto foi o prejuízo causado.

Em 2021, a Compesa completou 50 anos de história. A empresa está presente em 172 municípios de Pernambuco, além do distrito de Fernando de Noronha, atendendo a uma população de 7,6 milhões de pessoas com abastecimento de água e 2,1 milhões com tratamento de esgoto.

No ano passado, a companhia investiu de R$ 808 milhões, superando em 17% o resultado do ano anterior. Do valor investido em 2021, R$ 377 milhões foram utilizados para a melhoria e expansão dos serviços de água, R$ 413 milhões em esgotamento sanitário, incluindo a execução do Programa Cidade Saneada, que pretende universalizar o atendimento em 15 cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR), além de Goiana.

Apesar do avanço no resultado econômico e socioambiental, a Compesa precisa ficar atenta a golpes e fraudes que podem manchar a imagem da companhia em pleno ano de eleição. A empresa já tem um histórico de conflito político. O mais recente deles foi a saída do ex-presidente Roberto Tavares, a pedido do ex-prefeito Geraldo Julio, para dar a vaga a atual gestora Manuela Marinho.

Polícia Civil

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informa que, "após solicitação da presidente da Compesa, Manuela Marinho, designou em caráter especial, Delegado do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), para conduzir apuração de supostas irregularidades na folha de pagamento da citada empresa estatal, que teriam sido praticadas por servidores públicos. Ao final das investigações, a PCPE se pronunciará sobre o caso".

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Jornal do Commercio