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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Lula toma posse como presidente da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acena para apoiadores ao lado de sua esposa Rosangela Silva após sua posse como novo presidente no Palácio do Planalto em Brasília, Brasil, domingo, 1º de janeiro de 2023 — Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu neste domingo, 1º de janeiro, seu terceiro mandato na Presidência da República. O evento oficial começou com a chegada de convidados e autoridades estrangeiras. De acordo com o gabinete de transição, estão presentes 65 delegações de chefes e vices-chefes de Estado, de governo e de poder, além de ministros de negócios estrangeiros, enviados especiais e representantes de organismos internacionais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de posse.

Lula e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), chegaram à Catedral Metropolitana de Brasília às 14h30 para fazer um trajeto de 1,4 quilômetro até o Congresso Nacional, onde foram empossados. Por volta de 16h40, deixaram o Congresso rumo ao Palácio do Planalto, para a passagem da faixa presidencial.


A posse também conta com o Festival do Futuro. Mais de 60 artistas participam da programação, que começou às 10h nos palcos Elza Soares e Gal Costa, instalados na Esplanada dos Ministérios. Após uma pausa para cerimônia protocolar, as atividades culturais foram retomadas, com previsão de encerramento às 3h30 da madrugada.


21h13 – Pelé é homenageado no Festival do Futuro

O jogador de futebol Pelé, que morreu em dezembro aos 82 anos, foi homenageado no Festival do Futuro. Acompanhe ao vivo.


21h03 – Lula chega ao Itamaraty

O presidente Lula acaba de chegar ao Itamaraty para a recepção das autoridades estrangeiras. O jantar é a última etapa da cerimônia de posse.

20h21 – Análise | Em 2003, Lula discursou sobre combate à fome. Desta vez, falou mais em democracia

Em seu discurso de posse no Congresso neste dia 1º de janeiro, Lula falou sobre o fortalecimento da democracia, fez acenos aos outros Poderes e lembrou do passado. Em 2003, pedia ao Brasil e seu “povo maduro, calejado e otimista” para empreender um mutirão contra a fome.

Naquela época, o assunto democracia era citado apenas para se referir a relações multilaterais, enquanto agora faz menção a ofensivas domésticas. A palavra em si apareceu oito vezes no atual discurso, frente a apenas uma em 2003, quando Lula fez uma fala mais longa.

20h05 – Lula segue para o jantar no Itamaraty com autoridades

Após dar posse para os novos ministros e ministras, Lula e Alckmin seguem para a recepção no Itamaraty para autoridades estrangeiras.

Enquanto isso, os shows do Festival do Futuro continuam acontecendo na Esplanada dos Ministérios.

19h54 – Lula determina que CGU reavalie sigilos de documentos do governo Bolsonaro

O presidente Lula assinou neste domingo despacho em que determina que a Controladoria-Geral da União (CGU) reavalie, no prazo de 30 dias, decisões do ex-presidente Jair Bolsonaro que impuseram sigilo a documentos e informações da Administração Pública.

19h41 – Análise | Em discursos, Lula dá indicativos do que será seu terceiro mandato

Empossado presidente da República,Lula deu indicativos do que será seu terceiro mandato à frente da Presidência: politicamente, manterá o tom de campanha para denunciar o que chama de ‘desmanche’ promovido pelo seu antecessor. Isso ajuda a manter sua popularidade diante de uma situação desafiadora: segundo as pesquisas, ele assume com os menores índices de expectativa de sucesso desde a redemocratização.

Ao mesmo tempo, tentará acenar para uma parcela dos eleitores de Bolsonaro no sentido de reduzir a divisão do país, que, a depender da mobilização da oposição, pode afetar sua governabilidade. O petista buscou separar os seus detratores em dois segmentos, destacando que apenas uma minoria seria antidemocrática, extremista e golpista.

19h26 – Lula assina seus primeiros decretos e dá posse aos novos ministros e ministras

O presidente Lula assinou seus primeiros decretos, entre eles o que prorroga a desoneração de combustíveis, suspende as medidas armamentistas de Bolsonaro e autoriza a CGU a rever os sigilos do ex-presidente em atos de governo. Em seguida, começou a assinar a posse dos 37 ministros e ministras.

18h32 – ‘Não é hora para ressentimentos’, diz Lula. Leia a íntegra do discurso no Planalto

18h28 – Veja como está o clima da posse de Lula em Brasília

O repórter do JOTA Johnny Rocha mostra como está o clima na posse de Lula entre os apoiadores que foram a Brasília.

18h06 – Lula e Alckmin cumprimentam autoridades

Neste momento, Lula e Alckmin estão no Palácio do Planalto recebendo cumprimentos de autoridades nacionais e estrangeiras. Em seguida, darão posse aos próximos ministros e ministras.

18h – “Chega de ódio, fake news, armas e bombas”
“Chega de ódio, fake news, armas e bombas. Nosso povo quer paz para trabalhar, estudar, cuidar da família e ser feliz. A disputa eleitoral acabou”, disse Lula em seu discurso ao povo no Planalto. Ele repetiu trecho do pronunciamento que fez após a vitória no segundo turno, em 30 de outubro, sobre a necessidade de unir o país. “Não existem dois brasis. Somos um único país, um único povo, uma grande nação”, afirmou. Leia aqui os principais destaques do discurso.
17h42 – Lula discursa ao povo e promete união e reconstrução: “Viva o povo brasileiro!”

Em seu discurso para o povo, Lula mais uma vez demarcou suas diferenças com relação a Bolsonaro, mas adotou um tom mais conciliatório ao pregar a união e prometer que vai governar inclusive para quem não votou nele.

17h05 – Lula sobe a rampa e recebe a faixa de representantes da sociedade

Diante da ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula recebeu a faixa de representantes da sociedade civil brasileira que simbolizam sua diversidade. São eles:
  • Francisco, 10 anos, morador de Itaquera
  • Aline Sousa, 33 anos, catadora
  • Cacique Raoni
  • Wesley Rocha, 36 anos, metalúrgico
  • Murilo Jesus, 28 anos, professor
  • Jucimara Santos, cozinheira
  • Ivan Baron, influencer PcD
  • Flávio Pereira, 50 anos, artesão
Lula recebeu a faixa de Aline, que é uma mulher negra.

16h49 – Ministro da Casa Civil diz que MP com desonerações de combustíveis deve sair hoje

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou ao analista do JOTA Fabio Graner que o governo deve editar ainda neste domingo uma medida provisória com a prorrogação da desoneração de impostos federais para combustíveis.

Segundo Costa, no caso da gasolina, a prorrogação é por 60 dias. Já para os demais combustíveis, o prazo é indeterminado. A desoneração estava em vigor até 31/12/2022.

16h45 – Lula e Alckmin seguem para o Palácio do Planalto

Lula, Janja, Geraldo e Lu Alckmin seguem agora em direção ao Palácio do Planalto, onde subirão a rampa para a passagem da faixa presidencial.

16h17 – Maduro não comparece à posse de Lula

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não compareceu à posse de Lula em Brasília. O líder chavista enfrentou dificuldades para vir à cerimônia em razão de obstáculos colocados pelo governo de Jair Bolsonaro. O representante venezuelano considerou participar da solenidade após uma medida que proibia a entrada de integrantes do alto escalão do país no Brasil ser revogada, mas ele cancelou a viagem. Quem virá no seu lugar será o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez, conforme informações da imprensa.

16h15 – Lula assina termo de posse com caneta que ganhou de apoiador em 1989

Ao assinar o termo de posse, Lula quebrou o protocolo e utilizou uma caneta que ganhou de um apoiador em 1989 caso vencesse as eleições presidenciais. O presidente não venceu as eleições na época, e não utilizou a caneta nas posses dos anos de 2003 e 2007. Ao assinar a posse de seu terceiro mandato, o presidente empossado utilizou a caneta que ganhou de seu apoiador, afirmando o ‘’valor sentimental’’ do objeto.

16h14 – Em discurso de posse, Lula critica governo Bolsonaro e defende democracia

O presidente Lula fez, em seu discurso de posse no Congresso Nacional neste domingo (1/01), uma defesa da democracia, criticou o governo de Bolsonaro – ao qual se referiu como projeto de destruição nacional – e disse que trabalhará pela reconstrução do país.


15h49 – “Política é o caminho para a construção de consensos”

Lula encerrou seu discurso dizendo que “a política é o caminho para a construção de consensos”, e que a demonização da política leva ao caminho da barbárie.

15h44 – Lula anuncia que revogará decretos armamentistas de Bolsonaro

Lula exalta em seu discurso a diversidade brasileira. “A alma do Brasil reside na diversidade inigualável da nossa gente”, afirmou. Ele sublinhou que seu governo promoverá políticas públicas para mulheres e negros. Também anunciou que, como um dos primeiros atos de governo, revogará os decretos armamentistas de Bolsonaro. “O povo não precisa de armas. O povo precisa de segurança, de livros e de cultura”, disse. Também afirmou que os responsáveis pelas

15h37 – Lula fala em retomar industrialização, retomar transição energética e zerar o desmatamento na Amazônia

Ao longo de seu discurso, Lula deu algumas indicações de suas prioridades econômicas, como a reindustrialização do país, a transição energética e zerar o desmatamento da Amazônia. Ele disse que uma das prioridades será a de recuperar áreas de terra degradadas. “Não vamos tolerar a violência contra os pequenos, o desmatamento e a degradação que tanto mal fizeram ao nosso país”, afirmou.

15h30 – Lula diz que não carrega “ânimo de revanche”

Em seu discurso, Lula, apesar de não citar o nome de Bolsonaro, diz que o agora ex-presidente liderava um “projeto de destruição nacional” em nome de uma suposta liberdade individual. O nome disse é “barbárie”, afirmou. “A liberdade que sempre defendemos é a de viver com dignidade”. Lula também afirmou que seu governo não tem “ânimo de revanche”, mas que aqueles que cometeram atos ilícitos deverão responder na Justiça, com direito a ampla defesa. “Não carregamos nenhum ânimo de revanche contra os que tentaram subjugar a Nação a seus desígnios pessoais e ideológicos, mas vamos garantir o primado da lei”.

15h24 – Terceiro mandato será de reconstrução, diz Lula

Lula sublinha que, após a destruição de políticas públicas nos últimos anos, seu terceiro mandato será para a reconstrução dos direitos sociais e políticos presentes na Constituição de 1988. Ele afirma que o cenário visto pelo governo de transição é “estarrecedor”. “Assumo o compromisso de reconstruir o país”, discursou.

15h20 – Lula inicia seu discurso: “A democracia foi a maior vitoriosa dessa eleição”

Lula discursa após ser empossado. “A democracia foi a maior vitoriosa dessas eleições”, diz. Ele destaca que a disputa foi marcada por uma grande mobilização de recursos públicos para favorecer seu rival, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

15h06 – Lula e Alckmin são empossados

Lula e Alckmin são oficialmente empossados presidente e vice-presidente do Brasil.

14h59 – Assista aqui a cerimônia de posse no Congresso

Neste momento, Lula e Alckmin tomam posse como presidente e vice-presidente em sessão solene no Congresso. Lula vai discursar em instantes. Antes da execução do hino nacional, houve um minuto de silêncio em homenagem a Pelé. Assista ao vivo aqui.


14h49 – Essa é a última posse presidencial em um 1º de janeiro

A última cerimônia de posse presidencial a acontecer em 1º de janeiro será a de Lula. Isso porque senadores e deputados aprovaram a Emenda Constitucional 111 para modificar a data. Com isso, a partir de 2027, presidente e vice-presidente assumem os cargos no dia 5 de janeiro e governador e vice-governador, no dia 6.

14h46 – Lula e Alckmin chegam ao Congresso

Lula e Alckmin já estão no Congresso, onde participarão de sessão solene e tomarão posse oficialmente.

14h32 – Lula e Alckmin já estão Rolls-Royce presidencial

Lula, Janja, Geraldo e Lu Alckmin iniciaram neste momento o cortejo em carro aberto no Rolls-Royce presidencial. Havia dúvidas se esse ritual seria feito num carro fechado e blindado, por motivos de segurança, ou em carro aberto. Prevaleceu a opção por manter a tradição, demonstrando também a confiança no esquema de segurança montado para a posse.

14h03 – Indicado para a Petrobras diz que desoneração dos combustíveis será prorrogada por mais 60 dias

O senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado para a presidência da Petrobras, informou ao chegar na cerimônia de posse do presidente Lula que deve ser editada entre hoje e amanhã uma Medida Provisória prorrogando a desoneração de impostos federais sobre os combustíveis por 60 dias, informa a repórter Mariana Ribas.

A desoneração estava em vigor até 31/12/2022 e houve uma oferta da gestão Paulo Guedes de fazer a prorrogação, mas o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu que a medida não fosse adotada. Há temor no novo governo, porém, que a volta imediata da tributação possa ter um efeito sobre a inflação que pode prejudicar o início dos trabalhos.

13h54 – As prioridades de Lula no Senado, segundo Randolfe Rodrigues

De acordo com o senador Randolfe Rodrigues, líder do governo Lula no Congresso, a reforma tributária, a reorganização administrativa e a melhoria do Bolsa Família serão as prioridades da nova gestão no Senado, informa a repórter Mariana Ribas.

13h46 – Secretaria dos Direitos LGBTQIA+ será comandada pela travesti Symmy Larrat

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, anunciou no último sábado (31/12) a nomeação da ativista transexual Symmy Larrat para a administração da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, que será criada na estrutura do Ministério dos Direitos Humanos. Symmy é uma mulher transexual que se identifica como travesti.

13h37 – Reforma tributária será prioridade do governo Lula na Câmara

De acordo com o deputado federal José Guimarães, que será o líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, a prioridade da nova gestão na Casa será a aprovação da reforma tributária, informa a repórter do JOTA Mariana Ribas. Bernard Appy, um dos autores técnicos da PEC 45/2019, que tramita na Câmara, será assessor especial do Ministério da Fazenda para reforma tributária. Ele conversou com assinantes do JOTA sobre o tema no fim de novembro. Leia aqui.

12h57 – ​​Quem é Nísia Trindade, indicada de Lula para o Ministério da Saúde?

Nísia Trindade Lima será a primeira mulher a comandar o Ministério da Saúde. Foi a primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e foi condecorada pela atuação durante a pandemia de Covid-19.

Nascida em 1958, no Rio de Janeiro, é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), mestre em Ciência Política e doutora em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj, atual Iesp).

A pesquisadora é servidora de carreira na Fiocruz, tendo ingressado na instituição em 1987. De 1999 a 2005, Nísia foi diretora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), unidade voltada para pesquisa e memória em ciências sociais, história e saúde. Também trabalhou na Editora Fiocruz de 2006 a 2011, onde implementou a Rede SciELO Livros. Leia mais aqui.

12h02 – Haddad indica Rita Serrano para presidir Caixa e Tarciana Medeiros para o BB

O novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na última sexta-feira (30/12) o nome de duas mulheres para presidir a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Rita Serrano comandará a Caixa e Tarsiana Medeiros assumirá o BB no governo Lula. Ambas são quadros técnicos e servidoras dos bancos públicos.

11h44 – 65 delegações de governos estrangeiros, com 19 chefes de Estado devem participar da posse

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva divulgou em sua conta de Twitter que 65 delegações de chefes de Estado, de governo e de poder estarão presentes na posse. Estão previstas a participação de 19 chefes de Estado. São eles: o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; presidente de Angola, João Lourenço; presidente da Argentina, Alberto Fernández; presidente da Bolívia, Luis Arce; presidente de Cabo Verde, José Maria Neves; presidente do Chile, Gabriel Boric; presidente da Colômbia, Gustavo Petro; presidente do Equador, Guillermo Lasso; o rei da Espanha, Felipe VI (Felipe Juan Pablo Alfonso de Todos los Santos de Borbón y Grecia); o presidente da Guiana, Irfaan Ali; presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló; presidente de Honduras, Xiomara Castro; presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez; a presidente do Peru, Dina Boluarte; o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa; presidente de Suriname, Chan Santokhi; presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta; p presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou; e o presidente do Togo, Faure Gnassingbé.

11h31 – Jean Paul Prates será o presidente da Petrobras

Senador do PT em final de mandato, Jean Paul Prates será o novo presidente da Petrobras. Ele trabalhou na regulação dos setores de petróleo, energia renovável, biocombustíveis e infraestrutura nos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de Lula. No Senado, ele foi autor de projetos envolvendo a transição energética e práticas sustentáveis, tais como a lei que regulamenta a captura e o armazenamento de carbono (CO₂). Saiba quem é Jean Paul Prates, que será o novo presidente da Petrobras.

10h57 – De 2003 a 2023: o quanto o Brasil mudou desde a 1ª vez em que Lula foi eleito

O Brasil que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assume neste domingo, 1º de janeiro, é outro em comparação com o país que ele recebeu para administrar 20 anos atrás, quando foi eleito pela primeira vez. De modo geral, o país apresenta melhora em dados socioeconômicos, como maior expectativa de vida, população levemente mais escolarizada e produto interno bruto (PIB) mais robusto.

No entanto, vários indicadores voltaram a piorar nos últimos anos. O país voltou para o Mapa da Fome, a inflação está em alta e há desafios no combate ao desmatamento.

10h39 – Sem ministérios, centrão vê margem para manter cargos em segundo escalão

A negociação por 37 ministérios não foi suficiente para o presidente eleito Lula formar uma base sólida no Congresso na percepção de importantes lideranças políticas do centrão. O maior ruído é na Câmara, em que a acomodação de MDB, PSD e União Brasil no primeiro escalão não garantiu sequer a maioria entre deputados. 

10h03 – Veja quem são os 37 ministros que farão parte do governo Lula

Ao longo do último mês, Lula anunciou os 26 ministros e 11 ministras de seu terceiro mandato, depois de muita negociação com os partidos aliados. Entre os destaques estão Marina Silva (Meio Ambiente), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Sonia Guajajara (Povos Originários), Fernando Haddad (Fazenda), Flávio Dino (Justiça) e Nísia Trindade (Saúde).

Além de aliados mais tradicionais e membros da sociedade civil, Lula também buscou contemplar o MDB, o PSD e o União Brasil com três ministérios para cada partido, de modo a viabilizar sua governabilidade. Confira aqui a lista completa e o perfil de todos os ministros do governo Lula.

9h43 – Se você vai à posse, veja aqui como chegar e participar

A equipe de transição preparou um manual do participante com todas as informações sobre a posse de Lula e o Festival do Futuro. Confira aqui o manual do participante para a posse de Lula.

Veja mais fotos:














Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Jota Info

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Polícia Federal abre inquérito para investigar homem que postou vídeo ameaçando Lula; arma foi apreendida


A Delegacia da Polícia Federal em Caruaru abriu uma investigação sobre um homem que postou um vídeo ameaçando matar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cerimônia de posse, que acontece em Brasília, no domingo (1º).

Nas imagens, que circularam na internet, o homem aparece com uma arma apresentada como um rifle e equipado com tripé e supressor de ruídos, ameaçando tirar a vida de Lula.

A PF disse, em nota, que foram adotadas diligências para identificar e localizar o autor do vídeo, que posteriormente compareceu espontaneamente à Polícia Federal, apresentando a arma usada durante a filmagem.

A Polícia Federal constatou que se trata de uma arma de pressão por ação de ar comprimido (popularmente conhecida como espingarda de chumbinho).
“Na sede da delegacia da PF em Caruaru, o investigado alegou que gravou o vídeo por brincadeira, sem intenção de publicá-lo, mas que acabou postando de maneira não intencional nos stories do seu WhatsApp, onde permaneceu por aproximadamente 10 minutos. Declarou ainda que não teve a intenção de ameaçar o presidente (eleito) Lula e que o vídeo foi feito de forma jocosa, não sendo as ameaças concretas ou verdadeiras”, diz a PF, na nota divulgada nesta sexta (30).
Além da arma de pressão, o investigado também apresentou uma pistola calibre 9mm, que possui na condição de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), registrada junto ao Exército Brasileiro.

As armas foram apreendidas e foi instaurado inquérito policial para apurar os fatos.

O suspeito poderá responder pelos delitos de ameaça e incitação ao crime.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Acessa Caruaru

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Eleições 2022: Assim como no cenário estadual, Lula e Raquel Lyra foram os mais votados em Vertentes


Os eleitores de Vertentes foram mais uma vez as urnas neste domingo para definir a eleição dos candidatos ao governo do estado e a presidência da república. Raquel Lyra (PSDB) e Lula (PT) foram os mais votados na cidade.


A candidata Raquel Lyra, apoiada pelo prefeito do município Romero Leal (PSDB), venceu com uma margem de 7,16 pontos em relação a Marília Arraes (SD). A candidata tucana recebeu 6.533 votos (53,58% válidos) contra 5.660 (46,42%).


No cenário federal, a vantagem na entre os candidatos foi ainda maior. Luis Inácio Lula da Silva venceu o candidato a reeleição Jair Bolsonaro (PL) por 41,1 pontos de vantagem, obtendo 8.907 votos (70,55% válidos) contra 3.718 (29,45% válidos).


A abstenção foi de mais de 3 mil e 100 eleitores. Além disso, foram 195 votos brancos e 686 nulos.


Da redação do Blog Vertentes Notícias

Lula vence o segundo turno e volta para o terceiro mandato de presidente do Brasil

Lula — Foto: Eraldo Peres/AP

Após a disputa mais acirrada desde a redemocratização e uma campanha turbulenta, marcada por uma polarização histórica, guerra suja nas redes sociais, batalha religiosa e episódios de violência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da República neste domingo (30), ao derrotar no segundo turno Jair Bolsonaro (PL), atual ocupante do Palácio do Planalto.

O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas (veja mais no vídeo abaixo). Àquela altura, o petista tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado pelo atual presidente, que disputava a reeleição.


Ao fim da apuração, Lula ficou com 50,90% (60,3 milhões de votos), e Bolsonaro, com 49,10% (58,2 milhões de votos). Desde que as eleições presidenciais livres foram retomadas, em 1989, essa é a menor diferença tanto em termos percentuais quanto em números absolutos (2,1 milhões de votos a mais para o ganhador). Ao superar a marca de 60 milhões de votos, Lula tornou-se o presidente eleito mais votado da história.

Já Bolsonaro é o primeiro presidente a fracassar na busca por ser reconduzido ao posto desde a redemocratização. Ao longo da corrida, seu governo lançou mão de diversas medidas para aumentar a popularidade e tentar ampliar as chances de reeleição.

Uma delas foi a chamada PEC Kamikaze. Aprovada em julho, a Proposta de Emenda à Constituição possibilitou a elaboração de um pacote de benefícios sociais, ao driblar a lei que proíbe criar despesas em ano eleitoral. A medida permitiu, por exemplo, o aumento do Auxílio Brasil (de R$ 400 para R$ 600) e do vale-gás. Também implantou uma ajuda a caminhoneiros e taxistas. Todos esses repasses, no entanto, valem só para 2022.


No segundo turno, dispararam ainda as denúncias de assédio eleitoral em empresas. A prática, que é ilegal, consiste na tentativa de influenciar o voto de empregados por meio de ameaças, coação e promessas de regalias.

Lula, de seu lado, apostou na construção de uma frente ampla que reuniu, inclusive, ex-adversários políticos: o vice de sua chapa é Geraldo Alckmin (PSB) – os dois foram rivais no pleito de 2006. Ao superar Bolsonaro, o presidente eleito demonstrou ter apoio popular mesmo diante de escândalos de corrupção das gestões petistas e reforçou a capacidade de articulação, ao reunir amplo arco de alianças.

Na mesma linha, enquadra-se o apoio declarado por economistas que criaram o Plano Real (Armínio Fraga, Edmar Bacha, Pedro Malan e Persio Arida). Na reta final, o petista teve a seu lado candidatos que haviam sido derrotados no primeiro turno das eleições 2022, caso de Simone Tebet (MDB), e se reaproximou de Marina Silva (Rede), de quem estava afastado.

Torneiro mecânico, líder sindical e membro fundador do PT, Lula, de 77 anos, é o primeiro ex-presidente a voltar ao cargo (relembre a trajetória). Ele governou por dois mandatos, entre 2003 e 2010 – o terceiro começa em 1º de janeiro de 2023. Deixou o Planalto com aprovação recorde e foi sucedido por Dilma Rousseff (PT), que esteve à frente do Executivo entre 2011 e 2016, quando sofreu impeachment.

Desta vez, o petista terá quatro dias a mais para governar o país – uma reforma eleitoral aprovada em 2021 definiu que, em 2027, a posse presidencial será em 5 de janeiro. Lula retorna 12 anos após encerrar seu segundo governo e três depois de sair da prisão, onde passou 580 dias.

Condenado pelo ex-juiz Sergio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato, o petista foi preso em abril de 2018. Ele deixou a carceragem, em Curitiba, em novembro de 2019, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a prisão em segunda instância. Em março de 2021, a Corte anulou as condenações impostas por Moro, que foi ministro de Bolsonaro e neste ano se elegeu senador pelo Paraná.

Após a confirmação do resultado da eleição deste domingo, Lula foi comemorar com aliados e simpatizantes na região da Avenida Paulista, em São Paulo, onde falou a apoiadores. No discurso da vitória, afirmou que é hora de restabelecer a paz.

"Não existem dois Brasis", declarou. Durante a fala, prometeu governar para todos os brasileiros e afirmou que o ódio foi propagado de forma criminosa no país.

Disputa voto a voto

A campanha do segundo turno durou quatro semanas. Lula e Bolsonaro percorreram o país em busca dos votos dos eleitores indecisos ou que tinham votado em outros candidatos no primeiro turno.

Em um cenário de forte polarização, Lula e Bolsonaro travaram uma "guerra santa" em busca de votos de fiéis religiosos, trocaram acusações de fake news e protagonizaram um disputa de popularidade com apoios de artistas e recordes de audiência em podcasts e emissoras de TV.

Chapa Lula-Alckmin

O vice-presidente eleito é Geraldo Alckmin (PSB), político que detém o recorde de maior tempo à frente do governo estadual de São Paulo – maior colégio eleitoral do país – desde a redemocratização.

A improvável aliança entre Lula e Alckmin foi confirmada em abril, poucos meses após o ex-governador deixar o PSDB, partido que ajudou a fundar e ao qual foi filiado por 34 anos. A campanha de Bolsonaro chegou a explorar a antiga rivalidade entre os políticos, mas não conseguiu reverter o resultado das urnas.

Ao longo da campanha, Alckmin agiu para reduzir a resistência de empresários e investidores à campanha de Lula. A ideia era sinalizar que um eventual terceiro governo Lula seria moderado, com viés de centro-esquerda e não buscaria “vingança” pela sequência de derrotas enfrentada pelo PT em anos anteriores.

Os últimos 12 anos

Ao fim do segundo mandato, em dezembro de 2010, Lula se preparava para entregar a faixa à sucessora Dilma Rousseff (PT) com uma aprovação recorde: 80% consideravam o governo bom ou ótimo, segundo o Ibope, e 87% avaliavam bem o próprio presidente.

Os anos seguintes, no entanto, seriam difíceis para o PT. Dilma se reelegeu em 2014 por uma margem apertada, com a pressão de uma crise econômica, e não chegou a concluir o segundo mandato – interrompido por um impeachment confirmado no dia 31 de agosto de 2016.

Em abril de 2018, Lula se tornaria o primeiro presidente pós-ditadura militar a ser preso, e o primeiro da história do país a ser preso por crime comum. O político tinha sido condenado em duas instâncias – em julho de 2017 e, depois, em janeiro de 2018 – por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

Lula passou 580 dias preso e só foi solto em novembro de 2019, quando o STF reviu o entendimento da prisão em segunda instância e determinou que os réus do país tinham direito a recorrer em liberdade até o trânsito em julgado.

Enquanto estava preso, Lula chegou a se apresentar como candidato para as eleições de 2018, mas foi obrigado a ceder espaço para Fernando Haddad – que chegou ao segundo turno, mas foi superado por Jair Bolsonaro no que seria a única derrota do PT em eleições presidenciais no século 21, até o momento.

Em março de 2021, o ministro do STF Luiz Edson Fachin anulou as condenações de Lula impostas pela Justiça Federal do Paraná no âmbito da Operação Lava-Jato. A decisão foi confirmada pelo plenário e, com isso, Lula hoje não tem qualquer condenação judicial.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Eleições

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Lula apoia candidatura de Marília Arraes durante 2º turno, em Pernambuco


Na disputa pelo governo de Pernambuco, a candidata Marília Arraes (SD) passará a contar com o apoio de Lula (PT), neste segundo turno. Apesar de a decisão já ter sido tomada, o anúncio oficial deve ocorrer no máximo, a próxima segunda-feira, informou uma fonte próxima à candidata.

Marília Arraes foi um dos nomes que compôs palanque para Lula em Pernambuco desde o primeiro turno das eleições. No entanto, o petista apoiou a candidatura de Danilo Cabral (PSB) ao cargo de governador, devido a acordos nacionais entre PT e PSB. O socialista terminou as eleições em 4º lugar, com 18,06% dos votos válidos.


Apesar da ausência de Lula em seu palanque, Marília não foi impedida pelo ex-presidente de utilizar sua imagem durante os atos de campanha. A estratégia foi bastante explorada pela candidata, que estampou cartazes, panfletos, santinhos ao lado do candidato à presidência.

Em meio aos apoios de lideranças políticas que Marília vem recebendo neste segundo turno, o de Lula se sobressai como um dos mais importantes para sua candidatura no estado. Uma fonte em reserva, informou que a interlocução entre Lula e Marília já foi iniciada, mas que a candidata deve ir a São Paulo, nos próximos dias, para oficializar o apoio. O anúncio deve ser feito até a próxima semana.

Em um episódio inédito, duas mulheres se enfrentam pelo comando do Palácio das Princesas. Marília Arraes e Raquel Lyra (PSDB) vão a segundo turno, em uma decisão que definirá a primeira mulher governadora de Pernambuco.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Amigos de infância, eleitores de Lula e Bolsonaro trocam facadas no Recife

Uma discussão entre dois amigos de infância por divergências políticas terminou com os dois esfaqueados, na zona norte do Recife. O fato ocorreu na manhã desta segunda-feira, no bairro do Vasco da Gama, na Zona Norte da cidade. Após a briga, os dois foram encaminhados para o Hospital da Restauração (HR), na área central. Um acabou morrendo e o outro está em estado grave.

Em entrevista à TV Jornal, a irmã de um dos homens relatou que tudo começou porque um votou no candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outro, no que tenta reeleição, Jair Bolsonaro (PL).

Os envolvidos, Josué Bezerra da Silva, de 54 anos, que seria eleitor de Bolsonaro e o outro, Edson Rodrigues da Silva, de 59 anos, que teria votado em Lula, teriam se encontrado, discutido e partido para a violência.
"Eu soube que eles estavam brigando. Um era Bolsonaro e o outro, Lula. O meu irmão [de 59 anos] foi esfaqueado na perna, no pescoço, na barriga. Quatro facadas. Quando eu vi, ele estava todo ensanguentado", contou à emissora.
A segunda vítima, de 54 anos, foi atingida na barriga. Segundo a testemunha, os dois são vizinhos e amigos de infância. Ele segue internados em estado grave, mas estão estáveis.

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que registrou o homicídio de um homem, de 59 anos, e a tentativa de homicídio de um outro homem, de 54 anos. 
"Os homens discutiam, no bairro do Vasco da Gama, Recife, quando entraram em luta corporal utilizando-se ambos de arma branca. Os dois ficaram feridos e foram conduzidos ao Hospital da Restauração, onde o homem de 59 anos veio a óbito. O caso segue em investigação pela equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa".
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da TV Jornal

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Lula e Bolsonaro disputarão o segundo turno em 30 de outubro


Os brasileiros terão que esperar mais 27 dias para conhecer o próximo presidente da República. Na votação deste domingo (2), os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) chegaram à frente na corrida presidencial, mas não conseguiram o número de votos necessários para encerrar a escolha e terão que disputar um segundo turno.

Com 99,99% das urnas apuradas até o início da manhã desta segunda-feira (3), Lula obteve 57.257.473 votos, o equivalente a 48,43% dos votos válidos. O atual presidente Bolsonaro alcançou 51.071.106 votos (43,20%).

Os votos válidos no primeiro turno alcançaram 118.226.172 (95,59%). Foram registrados 1.964.761 votos em branco (1,59%) e 3.487.835 votos nulos (2,82%). A abstenção chegou a 20,95%.

Os candidatos a presidente e a governador que passaram ao segundo turno podem voltar a fazer campanha depois de 24 horas do fim da votação — isto é, depois das 17h desta segunda-feira (3). A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão recomeça dia 7 e vai até o dia 28.

Luta pela reeleição

Jair Messias Bolsonaro, 67 anos, tenta permanecer no cargo após ter sido eleito presidente em 2018. Natural de Campinas (SP), é capitão reformado do Exército. Começou sua carreira política no Rio de Janeiro (RJ), em 1989, quando foi eleito vereador. Foi deputado federal por sete mandatos consecutivos, de 1991 e 2018 — ano em que se candidatou a presidente da República. Elegeu-se pelo PSL, mas atualmente está no PL.

Em setembro de 2018, durante uma passeata em Juiz de Fora (MG), sofreu um atentado a faca e teve que passar por cirurgias e ficar internado. Com uma campanha voltada para temas morais, foi eleito no segundo turno de 2018, com 55% dos votos.

Bolsonaro é pai de cinco filhos. Três deles são políticos: Carlos Bolsonaro é vereador no Rio de Janeiro; Eduardo Bolsonaro é deputado federal por São Paulo; e Flávio Bolsonaro (PL) é senador pelo Rio de Janeiro. Ele também é pai de Jair Renan Bolsonaro. Sua caçula, Laura Bolsonaro, de 11 anos, é fruto do atual casamento, com Michele Bolsonaro.

O vice de Bolsonaro é Walter Souza Braga Netto, 65 anos. Mineiro de Belo Horizonte, ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em 1975 e alcançou o posto de general de Exército, o mais alto da hierarquia da Força.

Durante o governo Bolsonaro, foi ministro da Casa Civil (de fevereiro de 2020 a março de 2021) e da Defesa (entre março de 2021 e abril de 2022). Antes de entrar para a política, atuou como interventor federal no Rio de Janeiro (RJ), de fevereiro a dezembro de 2018, durante o governo do presidente Michel Temer (MDB). Também concorre pelo PL.

Tentativa de retorno

Luiz Inácio Lula da Silva, 76 anos, nasceu em Garanhuns (PE). Aos sete anos, migrou com a família para Santos (SP). Trabalhou em indústrias de metalurgia e foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Liderou greves na região do ABC paulista e, em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).

Lula foi deputado federal por São Paulo (1987-1991) e tentou a Presidência da República por três vezes (1989, 1994 e 1998) até ser eleito em 2002, e reeleito, em 2006.

Em abril de 2018 foi preso, depois de condenado por corrupção. Assim, ele foi impedido de concorrer à Presidência da República naquele ano, com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135, de 2010). O ex-presidente passou 580 dias preso em uma cela da Polícia Federal no Paraná. Em abril de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações de Lula, que recuperou seus direitos políticos.

Lula foi casado com Maria de Lourdes da Silva e com Marisa Letícia Lula da Silva, tendo ficado viúvo dos dois casamentos. Pai de cinco filhos, Lula hoje é casado com a socióloga Rosângela da Silva, conhecida por Janja.

O vice do candidato petista é Geraldo Alckmin (PSB), 69 anos. Médico anestesista e professor, começou sua carreira política em 1973, quando assumiu o cargo de vereador em sua cidade natal, Pindamonhangaba (SP).

Em 1976 elegeu-se prefeito e, na sequência, deputado estadual e federal. Alckmin foi governador de São Paulo por dois períodos: de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018, sendo o político que por mais tempo comandou o governo paulista desde a redemocratização do Brasil.

Ele também tentou a Presidência da República em 2006 e 2018. Em março de 2022, Alckmin migrou do PSDB para o PSB, para ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula.

Alckmin é casado, desde 1979, com Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin, mais conhecida como Lu Alckmin. O casal teve três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz. Este último morreu em um acidente de helicóptero, em abril de 2015.

RESULTADO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL (às 22h30)

Foto

Luiz Inácio Lula da Silva
PT

48,43%
57.257.473

Foto

Jair Bolsonaro
PL

43,2o%
51.071.106

Foto

Simone Tebet
MDB

4,16%
4.913.757

Foto

Ciro Gomes
PDT

3,05%
3.597.503

Foto

Soraya Thronicke
União

0,51%
600.413

Foto

Felipe d'Avila
Novo

0,47%

559.563

Foto

Padre Kelmon
PTB

0,07%
81.037

Foto

Léo Péricles
UP

0,05%
53.511

Foto

Sofia Manzano
PCB

0,04%
45.585

Foto

Vera Lúcia
PSTU

0,02%
25.614

Foto

Eymael
DC

0,01%
16.594

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Agência Senado

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Vendas de toalhas de Lula e Bolsonaro bombam na feira de Caruaru


É comum encontrar os rostos de Lula e Bolsonaro estampados nos bancos da Feira da Sulanca de Caruaru, na capital do forró, agreste de Pernambuco.

Os produtos vendidos revelam os dois oponentes de maior destaque para as eleições presidenciais até o atual momento. O cenário anuncia uma polarização para as próximas eleições que, desde já, se apresenta dividida entre dois grandes lados.

Segundo alguns sulanqueiros, a disputa nas vendas é acirrada, "tem dias que sai mais do Lula, tem dias que sai mais do Bolsonaro", diz o vendedor.

Não foi possível encontrar toalhas de outros candidatos, conhecidos como a chamada '3° Via'.

As eleições acontecem no dia 2 de outubro. Caso a votação siga para segundo turno, ocorrerá 28 dias depois, no dia 30.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Instagram

domingo, 1 de dezembro de 2013

Datafolha: Dilma ou Lula lideram intenção de votos


Segundo pesquisa, Lula oscila de 52% a 56%. Presidente pontua de 41% a 47%
Foto: Wilson Dias / Acervo Agência Brasil

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (30), aponta que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, lideram a intenção de voto para o pleito do próximo ano. Dos nove cenários testados na pesquisa, a presidente pontua de 41% a 47%, dependendo de quem são seus adversários. Lula oscila de 52% a 56%.

No cenário em que Dilma tem 47%, segundo a pesquisa, o senador mineiro e presidente do PSDB, Aécio Neves, tem 19%. O governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) aparece com 11%. Dilma só não venceria no primeiro turno em cenário em que Marina Silva, agora no partido de Campos, aparece como candidata. Lula venceria no primeiro turno nos quatro cenários em que seu nome aparece, inclusive contra Marina e o ex-governador paulista José Serra (PSDB).

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, testado num dos cenários, aparece com 15%, numericamente em segundo lugar. Dilma, com 44%, venceria no primeiro turno. Aécio teria 14%. Campos, 9%. O Datafolha entrevistou 4.557 pessoas em 194 municípios na quinta e na sexta-feira. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Agência Estado