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sábado, 30 de janeiro de 2021

Com dose única, vacina da Johnson & Johnson tem eficácia de 66% em casos moderados e graves

Vacina da Johnson & Johnson apresentou eficácia de 66% (Reprodução)

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Johnson & Johnson apresentou eficácia de 66% na prevenção de casos moderados e graves. O mesmo ensaio global de Fase 3 que foi divulgado na última sexta-feira (29) mostrou que, apensas em casos graves, a vacina tem eficácia de 85%.

A vacina é desenvolvida pela Janssen, que reúne empresas farmacêuticas da da Johnson & Johnson . Nos testes realizados pela empresa nos Estados Unidos, o imunizante apresentou eficácia de 72% contra doenças moderadas e graves.

Ao contrário de outras vacinas já disponíveis em diversos países no mundo, como a CoronaVac e Oxford/AstraZeneca que precisam ser aplicadas em duas doses, a vacina da Johnson & Johnson é aplicada em dose única.
"Entre todos os participantes de diferentes geografias e incluindo aqueles infectados com uma variante viral emergente, a vacina candidata contra Covid-19 da Janssen foi 66% eficaz em geral na prevenção dos desfechos combinados moderado e grave, 28 dias após a vacinação. O início da proteção foi observada já no 14º dia", disse a empresa em nota.
Testes

A empresa divulgou que os testes foram realizados com pessoas de todas as faixas etárias e pessoas de várias etnias. De acordo com os dados divulgados pela Johnson & Johnson, os voluntários das fases de testes não apresentaram reações alérgicas.

O chefe global de pesquisa e desenvolvimento da Johnson & Johnson, Mathai Mammen, disse que luta agora pela aprovação para uso emergencial nos EUA e Brasil. 
“Uma vacina que é barata, é uma dose única e não tem requisitos de cadeia de frio – isso é muito bom”, afirmou.
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do NE10 Interior

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

SUS é única opção para quase 90% dos moradores do Norte e Nordeste, diz IBGE

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que sete em cada dez brasileiros dependem exclusivamente do sistema público de saúde para tratamento. São mais de 150 milhões de pessoas que não têm acesso a planos de saúde privados.

Os dados são de 2019 e não incluem eventuais efeitos da crise econômica gerada pela pandemia na capacidade dos brasileiros a pagar por saúde privada -apenas entre março e julho, 327 mil brasileiros ficaram sem plano de saúde, de acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde).

A Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE reforça ainda a existência de grandes desigualdades no acesso a planos privados, que são mais comuns no Sul e no Sudeste e entre pessoas brancas e com maior renda, e no uso da rede pública, mais concentrado na população de baixa renda.

De acordo com o 28,5% da população, ou 59,7 milhões de pessoas, possuíam algum tipo de plano de saúde médico ou odontológico no país em 2019. Considerando apenas a cobertura médica, são 26% da população, o que indica que 74% dependiam apenas da saúde pública.

No Norte e Nordeste, a proporção de pessoas sem planos de saúde médico chega perto de 90% -isto é, quase nove entre dez pessoas dependem do sistema público quando estão doentes. No Maranhão, apenas 5% da população tem plano de saúde médico. Em Roraima, são 7,4%.

Os responsáveis pelo estudo dizem que os dados mostram que havia "uma grande desigualdade" entre as grandes regiões e as unidades da federação. No Sudeste, por exemplo, 34,9% dos habitantes são cobertos por plano de saúde médico. Estado com maior cobertura, São Paulo tem 38,4%.

Na média nacional, 26% das pessoas tinham algum plano de saúde médico. Entre os brancos, o índice é duas vezes superior aos de pretos e pardos: 36,5% contra 18,4% e 17,6%, respectivamente. Dos três grupos, diz o IBGE, apenas os pardos mostraram evolução nesse indicador entre 2013 e 2019, com acréscimo de 1,4 ponto percentual.

O resultado reflete a desigualdade de renda entre brancos e negros no país. Dados divulgados em maio pelo IBGE mostra que, em 2019, a diferença de rendimento médio entre brancos e pretos atingiu o maior patamar desde 2016: enquanto os primeiros viviam com R$ 2.999 por mês, os últimos tiveram rendimento médio de R$ 1.673.

Para o IBGE, a diferença na cobertura de planos de saúde entre classes de rendimento apresenta "profundas desproporcionalidades". 
"A gente viu que [o acesso a plano de saúde] está diretamente relacionado com o rendimento das pessoas", disse a pesquisadora do IBGE, Maria Lúcia Vieira.
Na população com rendimento superior a cinco salários mínimos, 86,8% tinham plano de saúde médico e 32,8%, cobertura odontológica. Já entre aqueles com rendimento inferior a um quarto do salário mínimo, apenas 5,9% tinham o primeiro e 1,4%, o segundo.
"O plano de saúde é um serviço de luxo, um serviço caro. E, quando a gente tem o SUS [Serviço Único de Saúde], o plano não é prioridade na hora de fazer escolha", afirmou Vieira.
Os resultados indicam ainda que, em 2019, a cobertura do plano de saúde odontológico era bem menos frequente do que a do tipo médico: 12,9% contra 26%". 
"Mesmo nas faixas de rendimento mais elevadas, o plano de saúde odontológico foi adquirido por, aproximadamente, um terço das pessoas". diz o estudo.
O IBGE mediu também a avaliação dos brasileiros sobre os planos de saúde. Entre aqueles que possuem cobertura, 77,4% consideraram o serviço bom ou muito bom. A região Nordeste traz o menor indicador de satisfação: 72%. Na outra, ponta, 80,4% os habitantes da região Sul se consideram satisfeitos.
"A diferença de 8,4 pontos percentuais pode sugerir diferenças na qualidade dos serviços prestados nessas duas grandes regiões, logo traduzidas na avaliação de seus clientes", avaliam os responsáveis pelo estudo.
Das pessoas que tinham plano de saúde médico em 2019, 46,2% pagavam seus custos diretamente ao plano. Outros 30,9% arcavam parcialmente com os custos. Em 14,5% dos casos, o plano era custeado apenas pelo empregador.

Segundo o IBGE, a maior parcela das pessoas (46,8%) indicou a Unidade Básica de Saúde como o estabelecimento que costumava procurar ao precisar de atendimento de saúde. Consultório particular ou clínica privada foram indicados por 22,9% das pessoas, e as Unidades de Pronto Atendimento Público (UPAs), pronto socorro ou emergência de hospital público, por 14,1%.

A pesquisa detectou que 13,7 milhões de pessoas das pessoas, ou 6,6% da população, ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais nos 12 meses anteriores à data da entrevista. A proporção de internação em hospitais foi maior entre as pessoas idosas, isto é, de 60 anos ou mais de idade (10,6%), e as mulheres (7,6%).

Entre as que ficaram internadas, 8,9 milhões recorreram ao SUS. A proporção de internação em hospitais do SUS foi maior entre os homens (65,4%), as pessoas jovens de 18 a 29 anos de idade (72,0%), bem como entre as pessoas pretas e pardas (75,9% e 73,6%, respectivamente).
"As disparidades são expressivas quando considerado o rendimento domiciliar per capita das pessoas que ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais", diz o instituto. "Esse indicador revela uma clara dependência das pessoas economicamente vulneráveis em relação ao SUS."
Entre os brasileiro com rendimento de até um quarto do salário mínimo, 95% dos que se internaram o fizeram no sistema público de saúde. Já entre os com renda per capita superior a cinco salários mínimos, o número cai para 6,8%.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do Diario de Pernambuco

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Após 120 dias de Covid-19 em Pernambuco, Manari segue como única cidade sem casos

Barreira sanitária instalada na entrada da cidade de Manari - Foto: Divulgação/Prefeitura de Manari

A epidemia de Covid-19 em Pernambuco completa, nesta sexta-feira (10), 120 dias. Em 12 de março, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou os dois primeiros casos da doença causada pelo novo coronavírus no Estado.

Com 183 cidades com casos confirmados, além do Arquipélago de Fernando de Noronha, Pernambuco tem 99,46% de seus municípios com registros da doença, de acordo com o Instituto para Redução de Riscos e Desastres da Universidade Federal Rural de Pernambuco (IRRD/UFRPE). Apenas a cidade de Manari, localizada no Sertão pernambucano a 400 quilômetros do Recife, não tem notificações da Covid-19. 

Em nota divulgada na última quinta-feira (9), a Secretaria de Saúde de Manari descartou mais três casos suspeitos da doença na cidade de pouco mais de 21 mil habitantes. Com isso, não há mais nenhuma notificação em investigação. Outros 20 casos de síndrome gripal seguem sob análise pelas autoridades de saúde locais.
“Reforçamos o dever de manter o isolamento social. As ações estratégicas na prevenção ao coronavírus continuam seguindo os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual de Saúde”, diz a pasta na nota. 
Entre as medidas elencadas para conter a disseminação da Covid-19 na cidade, a gestão municipal destaca o fato de ter sido um dos primeiros municípios na região a adotar restrições de funcionamento do comércio e cancelar feiras livres, além da sanitização de pontos de grande fluxo de pessoas e a implantação de lavatórios públicos e barreiras sanitárias. A cidade conta com um hospital de campanha ainda não utilizado.

Covid-19 em Pernambuco

De acordo com os últimos dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), o Estado contabiliza, até a quinta-feira (10), um total de 68.767 casos confirmados de Covid-19, além de 47.996 pacientes recuperados e 5.409 óbitos. Pernambuco tem, portanto, 15.362 casos ativos da doença causada pelo novo coronavírus.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações da Folha PE