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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Homem é acusado de aplicar golpe em dezenas de mulheres prometendo cirurgias plásticas pelo SUS


A polícia está investigando um golpe que tem causado grande repercussão em Pernambuco e na Paraíba. O principal acusado é um homem identificado como Eriwelton, da cidade de Frei Miguelinho, que estaria à frente de um esquema fraudulento envolvendo falsas promessas de cirurgias plásticas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


De acordo com informações preliminares, Eriwelton teria atraído dezenas de mulheres de diversas cidades nos dois estados, oferecendo a possibilidade de "furar a fila" do SUS para realizar procedimentos estéticos. Ele exigia o pagamento antecipado de valores que variavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, sob a justificativa de cobrir custos administrativos. Em um dos casos mais extremos, uma vítima da cidade de Timbaúba chegou a entregar R$ 15 mil ao golpista.


Após receber os valores, Erivelton desaparecia, deixando as vítimas sem o prometido procedimento e em situação financeira crítica. Muitas mulheres recorreram a empréstimos com agiotas para reunir as quantias exigidas e agora enfrentam dificuldades para pagar as dívidas. Segundo relatos, algumas das vítimas estão enfrentando quadros de depressão e profundo abatimento psicológico devido ao golpe.

Além disso, informações obtidas pela polícia indicam que Erivelton não atuava sozinho, mas fazia parte de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime, sendo apontado como o líder do esquema.

As autoridades foram acionadas e estão em busca do suspeito e de seus possíveis cúmplices. A polícia pede que outras possíveis vítimas denunciem e forneçam informações que possam contribuir para a prisão de Eriwelton e a identificação dos demais envolvidos

Especialistas de segurança alertam sobre a necessidade de cautela diante de ofertas suspeitas, especialmente aquelas que envolvem o SUS ou outros serviços públicos. “Esses crimes aproveitam a vulnerabilidade das pessoas e prometem algo que, na maioria das vezes, é inviável. É fundamental verificar a legitimidade de qualquer proposta antes de efetuar pagamentos”.

Este crime expõe a fragilidade de muitas pessoas que, movidas pelo desejo de melhorar sua autoestima, acabam caindo em esquemas fraudulentos. O caso serve como alerta para que a população fique atenta a promessas facilitadas e busque informações diretamente com órgãos oficiais antes de realizar qualquer tipo de pagamento.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Surubim em Foco

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Vacina contra a dengue estará disponível no SUS para grupos prioritários a partir de fevereiro


O Ministério da Saúde, informou que a vacina contra a dengue foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e será distribuída gratuitamente a partir de fevereiro.

Em publicação nas redes sociais, Trindade ressaltou, no entanto, que as doses oferecidas inicialmente pela farmacêutica que produz o imunizante são limitadas. Portanto, a campanha de vacinação vai priorizar grupos e regiões mais vulneráveis.

Ainda de acordo com a postagem, a determinação segue análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec) sobre acesso e custo-benefício.

“Incorporamos a vacina da dengue ao SUS. O Brasil será o primeiro país com sistema universal como o nosso a dar acesso público a ela”, escreveu a ministra.

O processo de imunização em 2024 vai contar com 6,2 milhões de doses, que chegarão a 3,1 milhões de pessoas, por limitação da fabricante. Mas a ministra destacou que o governo já trabalha com a possibilidade de produção em território nacional.

“Estamos discutindo uma transferência de tecnologia com a empresa e é muito provável que consigamos um resultado positivo. Temos dois grandes laboratório, Butantan e Fiocruz, com capacidade de produção para chegarmos à escala de que nosso país e população precisam”, disse Trindade.

O imunizante Qdenga, fabricado pela Takeda Pharma, é composto por quatro sorotipos do vírus da doença. Ele foi aprovado para comercialização no Brasil em março pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Administrada em duas doses injetáveis, com intervalo de três meses entre as aplicações, a vacina tem grau de eficiência de 66,2% entre pessoas que nunca tiveram dengue antes e de 76,1% entre as que já tiveram a doença.

A Anvisa recomenda a vacina para pessoas entre quatro e 60 anos de idade. Até então, o único imunizante aprovado no país, Dengvaxia, era destinado apenas para quem já havia tido dengue.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog Bruno Muniz

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Bebê de 1 ano ganha na Justiça Federal direito a receber do SUS remédio mais caro do mundo; criança mora no Agreste de Pernambuco

Onasemnogeno abeparvovequ (Zolgensma) é usado em pacientes com AME tipo I — Foto: Divulgação/Novartis

A Justiça Federal em Pernambuco determinou que a União, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e o Estado de Pernambuco forneçam o Zolgensma (onasemnogene abeparvovec), conhecido como medicamento mais caro do mundo para tratamento de uma criança de 1 ano e 6 meses que vive no município de Águas Belas, agreste do estado.

A decisão determina que a medida deve ser cumprida em até 15 dias, a contar da intimação e que o não cumprimento acarretará em aplicação de multa diária de R$ 10 mil cumulada com a realização de bloqueio em suas contas bancárias através do Sistema Sisbajud.

De acordo com os laudos médicos apresentados, o bebê é portador de Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 2 (G.12.1), confirmada por exame de DNA. O medicamento Zolgensma, que custa aproximadamente cerca de R$ 8,6 milhões, já foi incorporado à lista do SUS apenas para tratamento de pacientes diagnosticados com AME tipo 1, sendo o SPINRAZA indicado para o Tipo 2.

Para chegar à conclusão, o magistrado analisou os laudos médicos que embasaram o pedido da autora, e solicitou ainda, como ferramenta de apoio, o parecer do Núcleo de Assistência Técnica em Saúde (NATJUS), que emitiu conclusão desfavorável ao fornecimento do remédio.

Em resposta à falta de apoio do NATJUS, o juiz ressaltou que “não possui expertise em tais matérias, devendo se orientar - mas não se determinar pela opinião de especialistas. Isso é simplesmente uma questão de humildade epistêmica. E, dentre os especialistas, o mais adequado no presente caso é aquele que acompanha e conhece o paciente”.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Caruaru e Região

sábado, 6 de agosto de 2022

Gêmeos siameses unidos pela cabeça são separados em cirurgia inédita no SUS


Uma história de sucesso que vai marcar a medicina no Brasil. Os gêmeos siameses, Arthur e Bernardo, de 4 anos, que nasceram unidos pela cabeça, foram separados após uma cirurgia inédita e muito delicada feita pelo SUS. Os bebês compartilhavam um pedaço do cérebro e a principal veia que leva o sangue de volta ao coração.

Um caso muito raro e gravíssimo. Eles passaram por nove cirurgias. Um procedimento extremamente complexo, feito todo pelo Sistema Único de Saúde após quase quatro anos de espera.
“Esses gêmeos se enquadraram na classificação mais grave, mais difícil e com mais risco de morte para os dois. Quando você tem 1% de chance, você tem 99% de fé”, disse o neurocirurgião Gabriel Mufarrej.
Quadro delicadíssimo

Bernardo e Arthur nasceram unidos pelo crânio e pelo cérebro. Os irmãos chegaram ao Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer quando tinham oito meses de idade.

Os irmãos compartilhavam cerca de 15% de cérebro e dividiam também uma veia grande e muito importante que conduzia o sangue de retorno aos corações dos dois. Eles passaram mais de três anos internados.

Cirurgia do medo

A primeira cirurgia dos meninos foi batizada de “cirurgia do medo”, do desconhecido. As seguintes foram acontecendo com intervalos de três a quatro meses. Em cada procedimento, os médicos conseguiam desconectar, aos poucos, a veia do cérebro de um dos irmãos e dar tempo desse cérebro recompor as veias do sistema circulatório.

A equipe médica fez inúmeras ressonâncias magnéticas e tomografias nos gêmeos para tentar entender a estrutura cerebral tão diferente e as veias que eles compartilhavam. Para ajudar a entender melhor, os neurologistas decidiram fazer também modelos cerebrais em 3D e essas réplicas foram fundamentais durante as cirurgias.
“A gente queria que eles aprendessem a andar, a desenvolver a linguagem, eles estavam no hospital e os instintos são precários. Mas a gente colocava eles no chão, cortou o cabelo deles, fez festa de aniversário, ensinou eles a falar… A gente se sente parte da família”, destaca a médica pediatra Fernanda Fialho.

Ajuda de especialista inglês

Foi após a sétima cirurgia que o neurocirurgião decidiu buscar ajuda para a separação total e recorreu ao médico inglês Owasi Jeelani, de Londres, a pessoa que, no momento, tem mais experiência em separação de craniópagos pelo mundo.

Cada detalhe da grande cirurgia foi ensaiado e os médicos foram divididos em dois grupos: para cuidar de Bernardo, os profissionais formaram a equipe vermelha. E para o Arthur, a equipe era azul.
“A cirurgia começou às seis horas da manhã e demorou treze horas, terminou de noite. As crianças ficaram mantidas em coma induzido, sedadas e na UTI” ao todo, foram nove cirurgias e a última durou 23 horas.
Referência

As cirurgias no Instituto Estadual do Cérebro foram todas custeadas pelo SUS e o hospital foi convidado a ser um parceiro da Fundação Gemini Untwined, criada pelo doutor Owase Jeelani.

Agora, a equipe do médico Gabriel Mufarrej será referência para futuras cirurgias de separação de gêmeos unidos pela cabeça na América Latina.
“O maior sonho é ver eles recuperados, com saúde e até com uma vida social como as outras crianças. Poder estudar, poder jogar bola”, disse o pai, cheio de esperança!
Que trabalho maravilhoso! Um viva a esses profissionais e a esses dois guerreirinhos vencedores!

Da redação do Blog Vertentes Notícias

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Polícia Federal investiga suspeita de fraude de R$ 7,9 milhões em licitações de recursos do SUS em Timbaúba


Mandados são cumpridos nesta quinta-feira em Timbaúba e no Recife - Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) desencadeou, nesta quinta-feira (20), a segunda parte da operação para investigar a suspeita de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contratos de saúde firmados entre 2013 e 2016 pela Prefeitura de Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

Segundo a PF, a organização criminosa fraudou processos licitatórios realizados pela prefeitura para aquisição de medicamentos e materiais odontológicos e hospitalares com recursos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O prejuízo aos cofres públicos já apurado é de R$ 7.916.744.

A Operação Desmame II cumpre, nesta quinta-feira, dois mandados de busca e apreensão em Timbaúba e outros dois no Recife. As ordens judiciais foram expedidas pela 25ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Goiana, também na Mata Norte.

De acordo com a PF, de sete licitações realizadas para a aquisição dos insumos médicos, seis foram vencidas pela mesma empresa, que teria apresentado proposta com preços até 50% inferiores aos preços de referência contidos nos editais de publicação dos certames e considerados impraticáveis no mercado do ramo.
"Ademais, através da análise dos processos licitatórios correspondentes, foram identificados vários indícios de direcionamento e de fraude ao caráter competitivo das licitações analisadas", informou a PF, por meio de nota.
A polícia informou ainda que o aprofundamento das investigações mostrou diversos vínculos entre a empresa contratada de forma fraudulenta e políticos de Timbaúba, cujos nomes não foram revelados.

Há indícios, segundo a PF, da existência de movimentações financeiras milionárias entre empresas do grupo econômico de um dos políticos envolvidos e a distribuidora de medicamentos contratada pela Prefeitura de Timbaúba.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Timbaúba para repercutir a operação, mas não obteve retorno.

Primeira fase e crimes

Em 3 de fevereiro deste ano, a PF deflagrou a primeira fase da operação. Segundo a corporação, foi possível robustecer os elementos de prova, fortalecendo os indícios de utilização de pessoas interpostas (popularmente conhecidas como “laranjas”) para fins de ocultação das vantagens ilícitas obtidas pela organização criminosa, em prejuízo aos recursos públicos destinados à saúde dos cidadãos de Timbaúba.

Os envolvidos no esquema criminoso irão responder pelos crimes de fraude à licitação, falsidade ideológica, peculato, lavagem de capitais e organização criminosa, a depender do grau de participação nos fatos apurados.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Folha PE

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

SUS é única opção para quase 90% dos moradores do Norte e Nordeste, diz IBGE

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que sete em cada dez brasileiros dependem exclusivamente do sistema público de saúde para tratamento. São mais de 150 milhões de pessoas que não têm acesso a planos de saúde privados.

Os dados são de 2019 e não incluem eventuais efeitos da crise econômica gerada pela pandemia na capacidade dos brasileiros a pagar por saúde privada -apenas entre março e julho, 327 mil brasileiros ficaram sem plano de saúde, de acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde).

A Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE reforça ainda a existência de grandes desigualdades no acesso a planos privados, que são mais comuns no Sul e no Sudeste e entre pessoas brancas e com maior renda, e no uso da rede pública, mais concentrado na população de baixa renda.

De acordo com o 28,5% da população, ou 59,7 milhões de pessoas, possuíam algum tipo de plano de saúde médico ou odontológico no país em 2019. Considerando apenas a cobertura médica, são 26% da população, o que indica que 74% dependiam apenas da saúde pública.

No Norte e Nordeste, a proporção de pessoas sem planos de saúde médico chega perto de 90% -isto é, quase nove entre dez pessoas dependem do sistema público quando estão doentes. No Maranhão, apenas 5% da população tem plano de saúde médico. Em Roraima, são 7,4%.

Os responsáveis pelo estudo dizem que os dados mostram que havia "uma grande desigualdade" entre as grandes regiões e as unidades da federação. No Sudeste, por exemplo, 34,9% dos habitantes são cobertos por plano de saúde médico. Estado com maior cobertura, São Paulo tem 38,4%.

Na média nacional, 26% das pessoas tinham algum plano de saúde médico. Entre os brancos, o índice é duas vezes superior aos de pretos e pardos: 36,5% contra 18,4% e 17,6%, respectivamente. Dos três grupos, diz o IBGE, apenas os pardos mostraram evolução nesse indicador entre 2013 e 2019, com acréscimo de 1,4 ponto percentual.

O resultado reflete a desigualdade de renda entre brancos e negros no país. Dados divulgados em maio pelo IBGE mostra que, em 2019, a diferença de rendimento médio entre brancos e pretos atingiu o maior patamar desde 2016: enquanto os primeiros viviam com R$ 2.999 por mês, os últimos tiveram rendimento médio de R$ 1.673.

Para o IBGE, a diferença na cobertura de planos de saúde entre classes de rendimento apresenta "profundas desproporcionalidades". 
"A gente viu que [o acesso a plano de saúde] está diretamente relacionado com o rendimento das pessoas", disse a pesquisadora do IBGE, Maria Lúcia Vieira.
Na população com rendimento superior a cinco salários mínimos, 86,8% tinham plano de saúde médico e 32,8%, cobertura odontológica. Já entre aqueles com rendimento inferior a um quarto do salário mínimo, apenas 5,9% tinham o primeiro e 1,4%, o segundo.
"O plano de saúde é um serviço de luxo, um serviço caro. E, quando a gente tem o SUS [Serviço Único de Saúde], o plano não é prioridade na hora de fazer escolha", afirmou Vieira.
Os resultados indicam ainda que, em 2019, a cobertura do plano de saúde odontológico era bem menos frequente do que a do tipo médico: 12,9% contra 26%". 
"Mesmo nas faixas de rendimento mais elevadas, o plano de saúde odontológico foi adquirido por, aproximadamente, um terço das pessoas". diz o estudo.
O IBGE mediu também a avaliação dos brasileiros sobre os planos de saúde. Entre aqueles que possuem cobertura, 77,4% consideraram o serviço bom ou muito bom. A região Nordeste traz o menor indicador de satisfação: 72%. Na outra, ponta, 80,4% os habitantes da região Sul se consideram satisfeitos.
"A diferença de 8,4 pontos percentuais pode sugerir diferenças na qualidade dos serviços prestados nessas duas grandes regiões, logo traduzidas na avaliação de seus clientes", avaliam os responsáveis pelo estudo.
Das pessoas que tinham plano de saúde médico em 2019, 46,2% pagavam seus custos diretamente ao plano. Outros 30,9% arcavam parcialmente com os custos. Em 14,5% dos casos, o plano era custeado apenas pelo empregador.

Segundo o IBGE, a maior parcela das pessoas (46,8%) indicou a Unidade Básica de Saúde como o estabelecimento que costumava procurar ao precisar de atendimento de saúde. Consultório particular ou clínica privada foram indicados por 22,9% das pessoas, e as Unidades de Pronto Atendimento Público (UPAs), pronto socorro ou emergência de hospital público, por 14,1%.

A pesquisa detectou que 13,7 milhões de pessoas das pessoas, ou 6,6% da população, ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais nos 12 meses anteriores à data da entrevista. A proporção de internação em hospitais foi maior entre as pessoas idosas, isto é, de 60 anos ou mais de idade (10,6%), e as mulheres (7,6%).

Entre as que ficaram internadas, 8,9 milhões recorreram ao SUS. A proporção de internação em hospitais do SUS foi maior entre os homens (65,4%), as pessoas jovens de 18 a 29 anos de idade (72,0%), bem como entre as pessoas pretas e pardas (75,9% e 73,6%, respectivamente).
"As disparidades são expressivas quando considerado o rendimento domiciliar per capita das pessoas que ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais", diz o instituto. "Esse indicador revela uma clara dependência das pessoas economicamente vulneráveis em relação ao SUS."
Entre os brasileiro com rendimento de até um quarto do salário mínimo, 95% dos que se internaram o fizeram no sistema público de saúde. Já entre os com renda per capita superior a cinco salários mínimos, o número cai para 6,8%.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do Diario de Pernambuco

sábado, 29 de agosto de 2020

Instituto Butantan prevê entrega de 45 milhões de doses da vacina ao SUS até dezembro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou na última sexta-feira (28) que a previsão dada pela instituição ao Ministério da Saúde é de fornecer 45 milhões de doses da vacina CoronaVac ao Sistema Único de Saúde (SUS) até dezembro de 2020.
"Asseguramos que em dezembro teremos 45 milhões de doses disponíveis para o SUS", afirmou Dimas em entrevista coletiva do governo do estado de São Paulo. "Podíamos integralizar esse volume até 60 milhões em março e 100 milhões em maio. Formalizamos essa possibilidade", explicou.
A vacina desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac foi aplicada em cerca de 9 mil voluntários selecionados pelo Instituto Butantan e desenvolveu imunidade contra o coronavírus em 97% dos casos. Os testes também comprovaram que a vacina precisará ser aplicada em duas doses, com uma diferença de 14 dias entre uma e outra.

Dimas Covas se encontrou na última quarta-feira (26) com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, em Brasília. Depois da reunião, ele afirmou que o fornecimento da CoronaVac para o SUS está fechado.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do Diario de Pernambuco