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quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Bebê de 1 ano ganha na Justiça Federal direito a receber do SUS remédio mais caro do mundo; criança mora no Agreste de Pernambuco

Onasemnogeno abeparvovequ (Zolgensma) é usado em pacientes com AME tipo I — Foto: Divulgação/Novartis

A Justiça Federal em Pernambuco determinou que a União, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e o Estado de Pernambuco forneçam o Zolgensma (onasemnogene abeparvovec), conhecido como medicamento mais caro do mundo para tratamento de uma criança de 1 ano e 6 meses que vive no município de Águas Belas, agreste do estado.

A decisão determina que a medida deve ser cumprida em até 15 dias, a contar da intimação e que o não cumprimento acarretará em aplicação de multa diária de R$ 10 mil cumulada com a realização de bloqueio em suas contas bancárias através do Sistema Sisbajud.

De acordo com os laudos médicos apresentados, o bebê é portador de Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 2 (G.12.1), confirmada por exame de DNA. O medicamento Zolgensma, que custa aproximadamente cerca de R$ 8,6 milhões, já foi incorporado à lista do SUS apenas para tratamento de pacientes diagnosticados com AME tipo 1, sendo o SPINRAZA indicado para o Tipo 2.

Para chegar à conclusão, o magistrado analisou os laudos médicos que embasaram o pedido da autora, e solicitou ainda, como ferramenta de apoio, o parecer do Núcleo de Assistência Técnica em Saúde (NATJUS), que emitiu conclusão desfavorável ao fornecimento do remédio.

Em resposta à falta de apoio do NATJUS, o juiz ressaltou que “não possui expertise em tais matérias, devendo se orientar - mas não se determinar pela opinião de especialistas. Isso é simplesmente uma questão de humildade epistêmica. E, dentre os especialistas, o mais adequado no presente caso é aquele que acompanha e conhece o paciente”.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Caruaru e Região

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Pesquisadores vão testar remédio que faz crescer dentes em adultos

Foto: imagem ilustrativa

Cientistas japoneses estão otimistas quanto à possibilidade dos humanos desenvolverem uma nova dentição no futuro, que poderia ser considerada uma espécie de "terceira fase de dentes".

Baseando-se nos resultados de um estudo divulgado em 2021 na revista científica Scientific Reports, esses pesquisadores desenvolveram um medicamento que age sobre a proteína produzida pelo gene USAG-1, a qual inibe o crescimento de dentes em adultos.

Eles estão atualmente preparando um ensaio clínico para testar esse medicamento em 2024, com a esperança de que ele esteja disponível no mercado até 2030.

“A ideia de desenvolver novos dentes é o sonho de todo dentista. Tenho trabalhado nisso desde que era estudante de pós-graduação. Sempre estive confiante de que seria capaz de fazer isso acontecer”, explica o pesquisador Katsu Takahashi, do Instituto de Pesquisa Médica Kitano, em Osaka, no Japão.

“Esperamos chegar a um momento em que os remédios para regeneração dentária sejam uma opção, ao lado de dentaduras e implantes”, comentou Takahashi.

O pesquisador dedicou anos de pesquisa ao potencial de crescimento dos dentes, com um foco especial no papel dos genes. “O número de dentes variou devido à mutação de apenas um gene. Se fizermos disso o alvo da nossa pesquisa, devemos ter uma maneira de alterar o número de dentes que as pessoas têm”, diz o estudioso. As informações são do Metrópoles.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Metrópoles

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Anvisa autoriza venda de remédio contra covid-19 nas farmácias


A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou por unanimidade, em circuito deliberativo realizado nesta segunda-feira (21/11), a venda do medicamento Paxlovid (nirmatrelvir + ritonavir), utilizado no tratamento da Covid-19, para farmácias e hospitais particulares do país.

A decisão autoriza o fornecimento do medicamento para o mercado privado, com a rotulagem e bula em português de Portugal e em espanhol. Os diretores também aprovaram a ampliação da validade do medicamento de 12 meses para 18 meses.

A venda em farmácias deve ser feita sob prescrição médica, com dispensação e orientação pelo farmacêutico ao paciente sobre o uso correto do medicamento. A autorização da Anvisa prevê ainda que o fabricante deve manter e priorizar o abastecimento para o programa do Sistema Único de Saúde (SUS).

A aprovação levou em consideração a venda do medicamento ao mercado privado em outros países com autoridades internacionais de referência, como Estados Unidos e Canadá. A medida também considerou o cenário epidemiológico atual, com a circulação das novas subvariantes da Ômicron e o aumento de casos da doença no país.

Segundo a diretora relatora, Meiruze Freitas, a venda no mercado privado irá aumentar a facilidade de acesso ao tratamento da Covid-19, visto que o medicamento deve ser tomado dentro de cinco dias após o início dos sintomas. 
“O diagnóstico precoce e o tratamento ambulatorial, quando necessário, são importantes para evitar a progressão da doença para casos graves”, afirmou a diretora. Ela reiterou ainda que o tratamento não substitui a vacinação. “A vacinação continua sendo a melhor estratégia para evitar a Covid-19, as hospitalizações e os óbitos”, complementou Meiruze Freitas.  

Sobre o Paxlovid

O Paxlovid, utilizado no tratamento da Covid-19, teve seu uso emergencial aprovado no Brasil em 30 de março deste ano. Composto por comprimidos de nirmatrelvir e ritonavir embalados e administrados juntos, o medicamento é indicado para o tratamento da doença em adultos que não requerem oxigênio suplementar e que apresentam risco aumentado de progressão para Covid-19 grave. 

- Apresentação

Comprimido revestido, na concentração de 150 mg em cada comprimido revestido de nirmatrelvir e 100 mg em cada comprimido revestido de ritonavir.

- Restrições de uso

O medicamento é de uso adulto, com venda sob prescrição médica.

- Indicação

O Paxlovid é indicado para o tratamento da Covid-19 em adultos que não requerem oxigênio suplementar e que apresentam risco aumentado de progressão para a forma grave da doença.

- Posologia e modo de uso

O Paxlovid é composto por comprimidos de nirmatrelvir e ritonavir embalados juntos, que também devem ser administrados juntos. A posologia recomendada é de 300 mg de nirmatrelvir (dois comprimidos de 150 mg) com 100 mg de ritonavir (um comprimido de 100 mg), todos tomados juntos por via oral, duas vezes ao dia, durante cinco dias. O medicamento deve ser administrado assim que possível, após o resultado positivo do teste diagnóstico para o Sars-CoV-2 e avaliação médica, e no prazo de cinco dias após o início dos sintomas.

- Orientação de dispensação

O medicamento deve ser dispensado exclusivamente pelo farmacêutico, que deve informar ao usuário que o medicamento é de uso individual e exclusivo ao paciente que passou por avaliação médica e que recebeu a prescrição. Portanto, o Paxlovid não deve ser utilizado por indivíduos sem a devida avaliação médica. Cumpre ao farmacêutico também realizar as demais orientações quanto à posologia, ao modo de uso e às interações, ou seja, informações quanto ao uso correto do medicamento.

- Limitações de uso

O Paxlovid não está autorizado para tratamento de pacientes que requerem hospitalização devido a manifestações graves ou críticas da Covid-19. Também não está autorizado para profilaxia pré ou pós-exposição para prevenção da infecção pelo novo coronavírus.  O medicamento não está autorizado para uso por mais de cinco dias. Além disso, como não há dados do uso do Paxlovid em mulheres grávidas, recomenda-se que seja evitada a gravidez durante o tratamento com o referido medicamento e, como medida preventiva, até sete dias após o término do tratamento. Finalmente, o Paxlovid não é recomendado para pacientes com insuficiência renal grave ou com falha renal, uma vez que a dose para essa população ainda não foi estabelecida.

Da redação do Blog Vertentes Notícias

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Idoso toma remédio de rato para tirar a própria vida; família havia sido avisada pela vítima no Agreste de Pernambuco


Um idoso de 88 anos precisou ser socorrido para hospital da cidade de São João, agreste de Pernambuco, após tomar veneno usado para exterminar ratos. O caso foi registrado neste último domingo (7).

Manoel Henrique dos Santos avisou a família que iria cometer suicídio. No bolso do idoso foi encontrado uma porção do veneno usado para o idoso se envenenar. Ninguém da família acreditava que o idoso iria cometer suicídio.

Mesmo após ser socorrido, o idoso não resistiu as complicações decorrentes do envenenamento e acabou morrendo. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) e liberado para sepultamento.

DEPRESSÃO? LIGUE PARA 188

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Pernambuco Notícias

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Pernambuco está sem remédio para síndrome rara associada à covid-19 em crianças

A síndrome Inflamatória multissistêmica pediátrica é caracterizada por febre persistente e elevada, acompanhada de um conjunto de manifestações que podem incluir pressão baixa, comprometimento de múltiplos órgãos e elevados marcadores inflamatórios - FOTO: FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

Pernambuco está sem estoque de imunoglobulina humana, um medicamento indicado no tratamento de várias doenças e que tem sido usado também em casos de também indicado em casos de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, associada à covid-19.

O desabastecimento, que ocorre também em outros Estados, tem preocupado os médicos, que cobram do governo a garantia do uso da imunoglobulina de forma precoce, assim que a síndrome for detectada. Na última terça-feira (25), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou a primeira morte de uma menina, de 11 anos, que não resistiu às complicações dessa condição, que oficialmente já afetou nove crianças em Pernambuco. Médicos e demais profissionais de saúde que estão na linha de frente do enfrentamento à covid-19 asseguram que esse número é subestimado, visto que os casos só passaram a ser notificados no início deste mês.
"Estamos falando sobre uma síndrome rara, mas não tão rara como se imagina. Hoje são nove casos detectados no Estado, mas provavelmente o número é maior. A questão é que essa condição é muito tratável. Mas, para isso, precisamos ter disponível a imunoglobulina", diz o vice-presidente da Sociedade de Pediatria de Pernambuco (Sopepe), Eduardo Jorge da Fonseca Lima. Ele destaca que a imunoglobulina humana, um medicamento de alto custo, é o que faz o diferencial no tratamento da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica. "Mas tem sido uma dificuldade conseguir a medicação."
Em nota à reportagem do JC, a SES informou que a obrigatoriedade do fornecimento da imunoglobulina humana é do Ministério da Saúde (MS) e que, desde 2018, o envio do medicamento está irregular pelo órgão federal. 
"Já há, inclusive, uma ação judicial que obriga o MS a fornecer o produto ao Estado. Algumas unidades de referência de Pernambuco ainda contam com estoque do insumo, mas a diretoria de Assistência Farmacêutica não possui reserva do produto", confirma a secretaria. Diante da impossibilidade de compra da imunoglobulina humana pelos Estados, a SES frisou que, junto ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) já tem cobrado uma resposta efetiva do MS sobre o desabastecimento. A reportagem entrou em contato com o ministério para saber como estão os estoques atuais de imunoglobulina, mas ainda não recebeu retorno.
Nesta sexta-feira (28), representantes da Sopepe, do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) têm uma reunião agendada com o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo. O encontro tem como objetivo alinhar as demandas observadas pelo grupo na última terça-feira (25), quando coordenadores dos serviços de pediatria do Estado também apontaram a preocupação com o aumento da demanda por leitos para crianças que apresentam quadros respiratórios sugestivos de covid-19 e outras infecções.
"Durante o período de maior confinamento, as emergências pediátricas ficaram praticamente vazias. Mas agora em agosto, a procura pelos leitos tem vindo à tona. No Hospital Correia Picanço (Tamarineira, Zona Norte do Recife), houve aumento da demanda neste mês, assim como foi exposto no Barão de Lucena (Iputinga, Zona Oeste da cidade). Diante da situação, temos discutido com a secretaria a necessidade de organização do fluxo (encaminhamento de pacientes aos serviços) na pediatria", frisa o secretário-geral do Simepe, Tadeu Calheiros.
Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do JC NE10